Shines

1 Anoitecer


Notas iniciais
Primeiro capítulo ae.
Em aguardo de reviews =D

E mais um dia estava terminando na cidade de Tye, uma das grandes metrópoles de Hyween. Terceiro dia útil, se aproximando dos dias de descanso. Quatro dias úteis e três dias de descanso compõe uma semana, segundo o calendário de Hyween, que possui 52 semanas e um dia a cada ano.

Eu estava olhando através da janela de meu apartamento no 10º andar de um edifício de classe média, no céu o sol se preparando para se pôr, e embaixo dele o movimento nas ruas aumentando, onde todos voltavam de seus trabalhos para suas próprias casas.

Meu nome é Yuuki, Yuuki Koyama. Tenho 16 anos, e sempre tentei acreditar que sou uma pessoa normal, até que encontrei esse colar que está preso ao meu pescoço seis anos atrás, e desde então, deixei de ser uma pessoa normal, como todas as outras que estão ali embaixo.

Eu consigo ver uma dimensão do mesmo espaço que o nosso. Pelo menos, essa é a teoria que eu tenho daquilo que vejo.

Quando “ativo” esta habilidade mentalmente, consigo ver pessoas em forma de aparente almas e, ocasionalmente, o que mais me chama atenção: espécies de bestas esquisitas, formadas por partículas quadradas negras. Estas bestas parecem poder se alimentar dessas almas, apesar de eu não saber exatamente o que acontece com essas pessoas que têm suas almas alimentadas.

Este apartamento é parte da herança que meus pais me deixaram, após falecerem 10 anos atrás. Mas apenas a dois anos que vivo neste apartamento sozinho e, dia sim dia não, visito minha avó paterna, que mora próxima daqui.

O sol já havia se posto. Levantei-me de próximo a janela e segui até a sala, e logo deitei no sofá. Apesar de estar assistindo a TV, minha mente estava em outro lugar.

Eu realmente queria entender o porquê de muitas coisas que vêm acontecendo nesses seis anos que estou com esse colar. Mas, o que resta é aceitar a verdade de que não posso fazer nada quanto à isso.

“Ainda bem que amanhã é o último dia de aula da semana!” Exclamei a mim mesmo, espreguiçando.

Já eram seis e meia. Havia ainda um pouco de claridade lá fora. Peguei uma jaqueta, as chaves, e saí de meu apartamento, para tomar um pouco de ar fresco na praça que fica em frente ao meu prédio.

Chegando à praça, sentei-me num banco vazio. A praça estava quase vazia.

Eu refletia comigo mesmo sobre este mundo. Olhando daquele banco, era possível ver como a tecnologia reina neste lugar. Automóveis que flutuam, robôs e andróides que servem aos humanos... Sempre fui amante destas tecnologias, apesar de nunca ter tido acesso a elas.

Não estava muito frio, mas senti meu corpo congelar. Era a mesma sensação que sinto toda vez que aparece alguma daquelas bestas da outra dimensão. Levantei-me e tentei ativar minha habilidade. Não consegui na primeira tentativa, mas na segunda, tive êxito. A besta estava no centro da praça. Corri até lá.

Mas, porque eu estava fazendo isso? Eu nem ao menos posso tocá-los, apenas vê-los. Acho que eu tinha alguma esperança, de que eu pudesse fazer alguma coisa. Este colar não deve existir apenas para dar a habilidade de observar.

Quando atingi o centro, pude ver algo que, por 6 anos, não tinha visto utilizando essa habilidade: Um ser humano nesta dimensão. Mas não estava em forma de alma, e sim em sua forma normal. Era um homem de estrutura física normal, de cabelos médios e escuros. O homem possuía olhos como os meus quando utilizo minha habilidade, porém laranjas.

Ele parecia estar batalhando com aquele ser sobrenatural. Por todo aquele momento, fiquei pasmo, apenas assistindo. Assustado pela luta em si, e intrigado por essa batalha estar acontecendo.

Desviando de todas as tentativas de ataques rapidamente daquele ser, o homem retirou de seu cinto um revólver, e do chão, atirou contra seu inimigo.

Mas, ao invés de uma bala, do revólver saiu uma espécie de bola de fogo, que atingiu o rosto daquele ser, fazendo-o parar de atacar, e gritar. Foi a primeira vez que ouvi um grito desta dimensão, e era ensurdecedor.

A besta desapareceu após aquilo, criando uma pequena nuvem de poeira.

Quando aquela nuvem de poeira desapareceu, eu pude ver o homem mais claramente. Logo, ele me percebeu ali, parado e perplexo.

Olhou para mim, e instantaneamente, abriu-se um sorriso de orelha a orelha em sua face.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.