Shikai

1 Intervenção.


Notas iniciais
Espero que gostem. Trabalho em construção. Ou seja tudo pode mudar. Preciso muito da sua opnião ^^/

A aula de história estava uma bosta, o que na verdade não me surpreendia já que a professora era uma completa retardada na arte da pedagogia. Os meus olhos só voltavam para Lu, mas os olhares dela só se voltavam para o seu livro. Intelectual. Gata. Inteligente. Uma garota com temperamento e personalidade que poucas hoje em dia são possuidores de tais características. Cabelos castanhos arruivados, olhos verdes que destacavam em sua pele branca num rosto cheio de sardas, e o óculo quadrado visual ‘’Geek’’ só a fazia ficar ainda mais perfeita.

Diferente de mim, que era filho de um brasileiro e uma asiática. Meus olhos eram um pouco puxados, de cor azul bem forte graças ao sangue de Inglês que corria nas veias do meu falecido pai. Pele quase tão branca quanto à dela, e cabelos lisos negros de decorrência ao fator genético da minha mãe.

Era rotineiro de manhã eu sempre dormir quando sabia que teríamos aula dupla, não... Isso não se encaixava a essa aula, mas, mesmo assim dormi. Acordei como de costume com o barulho do sinal me informando que mais um bendito dia de aula teria chegado ao fim.

Da saída do colégio fui até o ponto de ônibus para ir até o centro da cidade, São Paulo é uma cidade muito movimentada, não que eu a odiava. Mas, sei lá... É meio barulhento. Já que era considerado um '' antissocial '' no colégio, fazer amigos é algo meio complicado. Principalmente quando você é um novato.

Sim, minhas notas são razoáveis, mas... Isso não é culpa da minha capacidade, pelo contrário! Sou preguiçoso e assumo isso. Atravessando a rua para chegar até o ponto que estava do outro lado perto do Jardim. Nessa fração de segundos lembrei que minha vida estava meio que entediante. E o facebook. O Whats... Já não tinha mais graça.

Tenho um ou dois amigos, se quer saber. Um era do colégio. Seu nome? Nilson. O outro amigo? Amiga na verdade. Minha mãe. Que vive em viagens de negócios por ser uma a Marketing muito requisitada em sua empresa. Lembro que foi difícil me despedir do Nilson do qual eu costumo chamar de (Nil), Minha mãe tem a péssima mania de mudar de casa. Cidade, para ficar mais acessível à volta do trabalho pra casa. Acredite-a já fez isso mais vezes do que eu faço o processo de respiração pela troca de gás carbono pelo oxigênio. E bem... Acredite isso é um saco.

Basicamente é isso. O motivo de eu ter me mudado de colégio e não fazer amizade com ninguém, e estar loucamente apaixonado por uma garota que não conheço nem há meio ano. É porque mamãe precisa trabalhar. Legal. Gosto disso, ponto vazio, um dia frio no pico do horário de almoço. Meio-dia, folhas espalhadas mostrando a chegada do outono. E nuvens cinza. Coloco meus fones de ouvido e aperto play. A música que toca é da minha banda nacional favorita: Macacos em fúria. Sim... Gosto de bandas desconhecidas e não... Ela não faz sucesso algum. Porém ela diz mais que muita música por ai.

No ponto, eu prestava atenção nos comentários de algumas pessoas a respeito de certos assuntos. E basicamente nas respostas desses comentários as pessoas vivem discutindo. Às vezes é engraçado, porém muita das vezes é ridícula. Porque as pessoas tendem a ter a necessidade de estar certo sobre as outras? Porque a sua razão é certa e a minha é errada? Eu tenho uma opinião e você tem outra, certo? Se você vê que essa conversa não vai levar a lugar algum, simplesmente PARE. Opa, o ônibus chegou e O-BA! Não está cheio como de costume, tirei o cartão do bolso e passei no caixa para que ele pagasse e libera-se a catraca.

Outra coisa que detesto, é ter de encarar as pessoas. Isso sabe me frustra, as pessoas te encaram como se você fosse um bicho. QUALÉ?! Eu sou NORMAL. Tá... Nem tão normal. Mas... TIPO! Eu estou dentro da faixa do que só pode considerar ''normal não é''? Eu sou humano também então parem de me olhar. O ônibus começou a pegar impulso, logo tive que me jogar no banco mais próximo. Odeio andar de ônibus.

Não demorou muito para que eu chegasse até o centro da cidade, onde eu moro perto, tinha que passar no banco para retirar dinheiro da conta, estava a fim de comer um MCflury e para isso precisaria passar no banco de uma forma ou de outra porque precisava pagar a conta do cartão que estava para vencer amanhã.

O banco era o Bradesco, estava cheio. Muito cheio. Outra coisa que odeio. A pessoa tem dessas... Querer fazer as coisas no mesmo momento que você. POR QUE DESTINO? POR QUÊ?!

Certo, a fila estava grande, porém eu estava à espera. Paciência um dom adquirido com o tempo. Mas, o que é aquilo uma movimentação lá fora? Olha, estava estranho. Tarde demais. Sim, tenho problemas de associar as coisas. Cinco homens que vestiam todos os casacos de couro e uma espécie de toca de terrorista que cobria todo o rosto com armas desde pistola a uma espécie de metralhadora. Sim, era um assalto. E olha, eu estava no ‘’cagasso’’. Rezei para todos os 432 tipos de Deuses diferentes espalhados pelo mundo para que eles não entrassem, tarde demais. Começaram a trocar o tiro. Pessoas correndo, pessoas agachadas. Detalhe: Eu sou um dos que se agacharam. E vidro quebrando. Eles estavam trocando tiro. Deus...

Quando o tiro parou, só se pode ouvir:

— ISSO AQUI É UM ASSALTO, CALEM A BOCA. QUEM FALAR MERDA LEVA BALA. AGORA, VAI TODO MUNDO NO CANTO DA PAREDE E LONGE DAS MÁQUINAS. SE, SE COMPORTAREM NINGUÉM MORRE.

Minhas pernas não paravam de tremer, segui junto com as pessoas, Dois apontavam a arma para as pessoas era uma espécie de metralhadora, eu não sei diferenciar essas coisas. Os outros dois bandidos foram até as caixas. Puts... Meu sangue gelou quando um dos bandidos com a metralhadora falou:

— Nem pensa em olhar para trás, vai. VAI, VAI ACELERA O PASSO!

Isso me assustou, recuei e não ousei a olhar pra trás. Mas o que mais me assustou foi saber que um bandido falava de forma correta. Pensei que todos eram burros... Desculpa gente. Mas, é o que eu vejo nas novelas e na vida. Talvez ele fosse uma exceção. Outro homem encapuzado entrou e esse trazia um saco velho de pano. E percebi que as pessoas estavam sendo obrigadas a colocar seus pertences ali dentro. Logo estava chegando a minha vez, mas o celular tocou. DROGA.

— Passa o celular.

Retirei o celular do bolso. A ligação... Minha mãe...

— Não posso.

— Como é que é? — Ele se irou.

— Preciso avisar ela primeiro. Ela deve estar preocupada. — Falei olhando para os olhos do bandido.

— Eu aviso. — Ele puxou o celular da minha mão desbloqueou o celular com um deslize, colocou a ponta da metralhadora no meu pescoço e começou a conversar com a minha mãe. Ele deu uma olhadela na minha blusa do colégio e começou a conversar com minha mãe, se fazendo passar pelo diretor ou algo assim da minha escola. Esperto...

- Não, claro mãe... Seu filho vai ficar sob nossos cuidados, ele está aqui ajudando no trabalho da escola. Claro... Claro eu entendo pode deixar... — Um sorriso sarcástico e cruel saiu de sua boca. Quando ele desligou o telefone. O homem que retirava os aparelhos chegou, e meu celular foi jogado para dentro do maldito saco — Pronto. Uma arma apontada no meu pescoço e minha mãe achando que eu estou ajudando no colégio... Droga. – Bem... Agora se comporte. E talvez sua mãe não tenha uma má notícia garotinho.

Fui indo aos poucos para trás e então agachei com as mãos abraçando as pernas que eu as encostava perto da barriga. Estava com medo. Medo de... Não... Isso não vai acontecer, não pode acontecer! Deu um tempo até eles conseguirem tirar as notas e o dinheiro, eles não eram novatos. Sabiam o que estavam fazendo. Eles tentavam aterrorizar os inocentes que não conseguiam se controlar. Mas não machucavam nenhum.

Depois de algumas horas de explosões e terror, tudo se silenciou. Mas, o silêncio não demorou foi quebrado por bandidos que se reuniam no canto da parede:

- Ae, Aranha. – Disse para o cara que me apontou à metralhadora. – Os caras estão chegando. A imprensa já sabe. Falta pouco. Vamos sair logo daqui.

- Tudo bem... – Disse o tal Aranha com paciência. Quando ele se virou de costas, ele pareceu ter uma espécie de espasmo e seu corpo todo estremeceu por um momento. Foi estranho por um momento senti todo o espaço ser consumido por um ar diferente. Estava frio. As pessoas começaram a ficar aterrorizadas e isso não estava só dominando a eles, mas... A mim também!

- O que está acontecendo?! – Minha respiração ficou ofegante, estava com muito medo. Muito. O tal aranha se virou pra mim e seu sorriso cruel se tornou frio. Ele tirou da cintura uma espécie de pistola. Mas, ela era mais negra e era de um negro brilhoso. E apontou para mim, olhei para ele na troca de desespero e silêncio para não irritar ele. Ele começou a rir de uma forma demoníaca. – Não... O que eu fiz? Por favor... Não.

— O que você está fazendo, Aranha?! – Gritou um dos bandidos.

Aranha só gargalhava. Ele desativou a tranca da pistola e puxou o gatilho.

A pressão no meu peito. Minha cabeça. A dor. Era estranho. O frio. Eu estava morrendo. Eu não estava conseguindo me manter...

Notas finais
E então o que estão achando?