Shihouin Yoruhani
1 1 - A vida de um Shihouin: o peso de um nome
Notas iniciais
definitivamente marcada por certas situações. Nossa vida, entretanto, conversa sempre todas as possibilidades
de mudança e conversão que estiverem ao nosso alcance.
E tais possibilidades tanto maiores, quanto mais abrigamos em nós um pouco de infância, mais de gratidão, de capacidade, de amor. (Meniter)
O Clã Shihouin é uma das quatro grandes famílias nobre da Soul Society, por tradição o líder dessa família guarda a casa dos Equipamentos religiosos e vigias do Hogu e Bogu, diz a lenda serem dados pelos deuses.toda geração do clã tem um líder sendo lhe dado o dever de proteger o Tenshinheiso, um poderoso artefato antigo, além de somente o líder conhecer a localização da sala do tesouro, após a renúncia de Yrouichi o Clã permaneceu recluso pela vergonha e decepção com o acontecido.
A família Shihouin guardava muitos segredos, alguns deles relacionados à suas riquezas, outros em relação aos seus membros, após a abdicação de Youruichi e a vergonha que trouxe ao Clã, os membros dessa renomada família fecharam-se para o mundo, considerados herdeiros do trono. Nascendo no Clã, filha de um irmão paterno da ex-capitã, Yoruhani, criada para reerguer o Clã e ser a próxima líder da orgulhosa família, pois seu pai em constante desilusão com sua irmã mais velha, jamais quis assumir o cargo, porém quando Yoruhani ainda era bem pequena seus pais foram assassinados por um hollow, durante uma viagem de férias do casal que levava sua menina consigo a contra gosto dos anciãos. A menina foi salva por um shinigami desconhecido, deixando-a em local seguro e seguindo atrás do hollow e desde então ela não o viu mais, ficando em sua memória a lembrança de cabelos negros e olhos de cor exótica, para os seus pais era tarde demais, porém antes de morrer seu pai pediu-lhe que jamais traísse o Clã e o elevasse à sua posição de grandeza. A pequena criança jurou sobre o tumulo dos seus genitores que se tornaria forte, encontraria o hollow e o mataria, jamais envergonharia o seu Clã, seguindo às riscas as suas leis e responsabilidades a ela atribuídas.
Yoruhani foi criada na mansão Shihouin por tios-avós maternos, sob as vistas de todo Clã, que exigia dos tutores eximia educação, desde pequena a menina tinha tarefas exaustivas a cumprir com dedicação. Ao se tornar adolescente, começara a frequentar as cerimônias sociais, entre eles os Chás das Grandes famílias. Como sua tia Yrouichi, Yoruhani demonstrou talentos para ser shinigami, sendo treinada por esta às escondidas, aprendendo desde nova a utilizar o shumpo, a hora que a menina mais amava. Porém com o passar dos anos, Yoruhani exigiu se tornar shinigami, com a desculpa de melhor se proteger e ao Clã quando líder, assim o Conselho da família deliberou.
Levando apenas dois anos na academia, tendo que retornar ao seio familiar, contudo, seus avós pediram ao Comandante para que dois renomados taichous a treinassem, sendo os escolhidos Ukitake taichou e Soifon taichou que aceitara de muito bom grado, pois se tratava da sobrinha de sua amada mestra. Assim se prosseguiu toda a adolescência da menina, tendo dois mestres reconhecidos pelo Clã e sua tia secretamente.
Yoruhani cresceu bela, não tinha alguns atributos da tia, puxara mais aos aspectos da mãe, possuía 1,65 metros, 49 kg bem divididos, cabelos longos, lisos até dois palmos da raiz, porém com grandes caracóis de um azul intenso até as pontas, com algumas mechas negras, ninguém soube explicar o porquê, seios medianos, morena clara, sendo sua maior característica os olhos de orbes dourados, de andar calmo, rosto sereno, boca pequena, voz suave e doce, falar adorável. Gostava de usar as longas madeixas como sua tia, em rabo de cavalo alto e duas mechas na frente e ao pescoço, um delicado colar com o kanji da família e uma foto de seus pais, fazendo lembrar-se de sua promessa.
- Aiiii..... – alguém gritava voando sobre uns arbustos.
- Vamos menina, como quer se comparar a Yrouichi-sama, molenga desse jeito?
- Porque a senhora é tão malvada? Algum tempo atrás não agirias assim comigo? – pergunta uma garota brava, enquanto levanta-se com dificuldade.
- Antes você era muito pequena para esse tipo de treinamento, mas agora podes suportar golpes mais fortes. – falava a chinesa sorrindo.
- Eu serei forte, você verá, serei forte como minha querida tia. – falava de peito cheio.
- Então, me ataque aspirante de Yrouichi-sama. Estou esperando, cuide-se, pois não pegarei leve daqui em diante e lembre-se que tens treino com Ukitake taichou amanhã.
- Uê?! E o que isso tem haver Soifon-sensei? – indaga inocente.
- Porque não sei se você ficará inteira depois de hoje! – avisa a mulher com aura assassina. – É melhor correr.
- Socorrooo... – gritava a menina enquanto era bombardeada com vários golpes de hakuda.
- Vamos menina, defenda-se, me ataque, não seja medrosa! – ordenava a mais velha.
- É para atacar ou defender-me? Seja mais explicita sensei... aaa....
.....
- mas assim, a menina não estará disposta para mim amanhã! – falava alguém sorrindo docemente ao longe, observando as duas nas proximidades do 2º bantai.
-Então é aqui que você passou à tarde, velho amigo? Observando o treinamento da Shihouin!- fala alguém se aproximando.
- Ohayo Comandante, — saúda sorrindo, — lógico, quero ver se a menina fica inteira, já que Soifon taichou decidiu intensificar o treinamento.
- Essa menina puxou à tia, tem um grande futuro pela frente na carreira shinigami e não falo isso só porque ela é quem é. – responde o Comandante pondo-se ao lado do amigo.
- Veja! Parece que Hani-chan decidiu revidar. Repare a precisão dos golpes e a velocidade! – empolga-se o doce taichou.
- Estranho! Até parece que ela recebe aulas da própria Yrouichi, essa técnica é idêntica.
- É verdade! Muito peculiar, será de família?! – olha para o amigo.
....
Assim que a noite chegou, uma alma arrastava-se pelos corredores da mansão Shihouin:
- Yoruhani-sama! Estar tudo bem com você? – corre uma criada ao seu encontro.
- Está não se preocupe Hiruno, apenas me prepare um bom banho quente cheio de ervas, de preferência, ervas curativas. – respondia levantando-se lentamente: — onde estão meus avós? – indaga já de pé.
- Estão na sala de reuniões com alguns anciãos. É para anunciar tua chegada Yoruhani-sama?
- Não, eu irei para o meu quarto aguardar o banho, obrigada. — responde seguindo para o seus aposentos, segurando seu pingente no peito.
Durante o banho, uma recordação remota, a muito esquecida, lhe surge à mente: — aqueles olhos? Aquela voz que me dizia não tenha medo criança, eu estou aqui. Para onde você se foi? Porque nunca mais o vi? Será que morrera naquele dia? Não, se não o hollow haveria voltado. Será que um dia o encontrarei? Queria tanto agradecer, pois todos os anos em que essa data se aproxima, eu vivencio tudo novamente e recordo daqueles olhos e de sua doce voz!’
........
- Eu acho que o taichou não vai te atender. – fala um tenente.
- E por que ele não me atenderia, eu sou a...- é interrompida.
- Ele hoje estar meio aéreo, até pareceu comigo nesse aspecto, eu o ouvir balbuciar algo sobre uma tragédia que ocorreu a muito tempo e que estar se aproximando a data. – responde pensativo.
- Mas que tragédia, não é a que estou pensando, essa já passou. – analisa mais calma a mulher.
- Não, não é essa, é algo sobre uma menina de olhos dourados.
- Olhos dourados?! Não conheço ninguém assim e nunca ouvir dizer isso na família!
.....
- Onde estar Yoru-chan,Hiruno? – pergunta uma velha senhora.
- Ela estar no banho, porém disse que quer ficar um pouco só senhora.
- Minha pequena Hani, todos os anos ela fica assim, ao se aproximar a data da morte de seus pais. Respeitemos sua privacidade. – ordena a velha senhora por nome de Emir, tia-avó materna de Yoruhani.
Após o jantar, a menina revira-se na cama, outros diriam ser por algum pesadelo devido às memórias tristes, porém não é, se não o corpo dolorido do treino com Soifon. Ela levantou-se e sentou na varanda com o chá que a criada havia deixado sobre a mesa, tomando-o suavemente, admirando o belo luar, enquanto os guardas faziam suas rotineiras rondas pelas imediações da propriedade. Estava cansada, porém não tinha sono, resolvendo caminhar um pouco, todavia fora dos limites da mansão, assim que o ultimo guarda se afastou, usou sua habilidade para pular o muro, sumindo pela noite.
A menina correu o mais rápido que pôde, como se fugisse para salvar a própria vida, esquecendo até das dores que sentia, adentrou um bosque, onde algumas ameixeiras jaziam enormes florações, misturando seu adocicado aroma com os jasmins em volta, ouvia o crilar dos grilos, o canto das cigarras e o piar dos fukuros. Parando em seguida para vislumbrar o local, deu inúmeras voltas de alegria, se pondo a cantar melodiosamente, uma antiga canção que falava de um amor esquecido, era uma de suas dádivas, com a voz doce e suave, alternava harmoniosamente os graves e agudos, atraindo sem perceber a curiosidade de alguém.
Yoruhani cantava sem dar importância a quem a observava, que fascinado pelo doce canto e pela letra da tal canção, se aproximou delicadamente para melhor vislumbrar a dama que a emitia, porém pisa em um galho seco, provocando um alto ruído, assustando a donzela, que parou instantaneamente, se pondo a mirar o local do barulho:
- Quem estar aí? Saia imediatamente ou eu não responderei por mim. – avisa receosa, pedindo aos céus para não ser um hollow, ainda não estava preparada.
A pessoa se admirou dos olhos, será realmente que eram daquela cor ou era o luar refletido? – Acalme-se, não te farei mal algum, estou saindo. – avisa.
A menina entra em pânico, era um homem, ela notou que este saía da escuridão e vinha em sua direção, o coração acelerou, suava frio, recuou alguns passos com as mãos ao peito, odiara-se, como seria como sua tia, sendo medrosa dessa forma? Mas não pode evitar, estava só e era noite, o ser se aproximava cada vez mais, ela fechou os olhos e decidiu ir embora, desaparecendo do campo de visão do homem, que ficara espantado, a menina sabia utilizar o shumpo!
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