Notas iniciais
Eu sei que demorei para postar esse capítulo, mas está ai. Prometo que o próximo não vai demorar a vir. :3 Boa Leitura.

(Zacky’s POV)


Acordei com um sobressalto, ouvindo alguém esmurrar minha porta, olhei para o relógio e nele marcavam 12:14. Havia perdido a hora, levantei meio cambaleando, e fui abrir a porta. Era Johnny, sua expressão não era muito agradável, parecia estar bravo comigo.


– Seu gordo do caralho, porque não foi pra escola hoje?! Eu tive que fazer o trabalho sozinho!


– Também te amo. Eu... perdi a hora mano. – Estava ainda meio sonolento.


– Percebi né... Enfim, a gente tirou 9, agradeça a mim.


– Valeu cara... – Qualquer hora eu desmaiava ali, de tanto sono.


– Ah, ‘cê tá ligado que vai ter aquela excursão na quinta não é?


– Que excursão?


– A do museu cara! Você vai né?


– Tô ligado, mesmo eu não querendo, eu vou sim.


– Beleza, eu to afim de jogar, vamos? – Ele me olhou com cara de cachorro pidão.


E antes que eu pude responder ele foi logo ligando meu Xbox 360, e começou a jogar Call Of Duty 3. E eu só fiquei olhando, não estava afim de jogar nada. Eu estava mesmo era com fome. Deixei-o ali jogando, e fui preparar algo para comer. Peguei as coisas mais gordurosas que me apareceram, e fiz uma super gororoba gordurenta, do jeito que eu gosto. Percebi que minha mãe não estava em casa, e havia deixado um bilhete na geladeira:


“ Provavelmente quando você acordar para ir para a escola, eu não vou estar mais em casa. Eu volto tarde hoje, se cuida meu filho. Beijos da sua mãe.”


– Se enganou..– Resmunguei para mim mesmo.


Voltei para o quarto, e o gnomo estava paralisado jogando aquele jogo do mesmo jeito que eu havia o deixado.


– Como você entrou aqui em casa?


– Passei por debaixo da porta. – Ele riu ainda com o olhar fixo ao jogo.


– Sério, como você entrou? – Encarei-o sério.


– Eu tenho a chave, uai – Ele finalmente desviou o olhar do jogo e olhou para mim – Sou seu melhor amigo, lembra?


– Não me lembro de ter te dado a chave, mas enfim. Vamos dar uma volta, não quero ficar em casa hoje.


– Nãão, eu estou quase zerando o jogo! – Ele fez cara de cachorro pidão.


Tirar aquela criança da frente do vídeo game não foi fácil. Mas com um pouco de chantagem eu consegui. Nós fomos naquele bar perto da escola. Quando chegamos lá, aquela ruiva Buby, Luby... Ah sei lá... Ela estava atendendo, e me lançou um olhar malicioso, pelo acontecido da noite de segunda. Sentei-me na mesa com os viados, Matt e Jimmy que por coincidência também estavam lá.


– Vei porque você faltou hoje?! – Matt me questionou.


– Por que fui vender meu corpo na esquina! Estava te esperando pô.


– Eca, quem iria querer essas suas gorduras? – Ele fez uma cara de nojo, e eu apenas ri.


– Eu perdi a hora... Preciso ir ao banheiro, já volto.


Levantei-me da cadeira onde estava acomodado, e fui em direção ao banheiro correndo meus olhos pelo ambiente inteiro, vi de relance alguém me fitando, não consegui ver quem era, e apenas continuei indo em direção ao destino. Quando sai do lugar, um homem de casaco e capuz preto, caminhou em minha direção, eu pude ver apenas seus olhos me checando, tentei reconhece-lo, mas não consegui. O cara estranho esbarrou no meu braço, de propósito, e entrou no banheiro. Voltei à mesa, e todos estavam rindo de alguma piada sem graça que o armário havia feito.


Ficamos ali por um tempo indeterminado conversando sobre alguns assuntos que iam desde a teoria do criacionismo até de como formigas defecam. E eu não havia tido mais nenhum sinal do cara de moletom preto. Fui até o balcão cumprimentar a garota de nome com terminação ‘by’ que eu não me recordo agora, e já aproveitei e peguei outra cerveja. Ao voltar para meu lugar, eu avistei um garoto de olhos incrivelmente azuis, e cabelos compridos até mais ou menos no ombro, ao lado dele, haviam gêmeos, e... o cara de moletom, que agora não estava mais de capuz, e eu pude reconhecer quem era, o cara sinistro, aquele dos meus sonhos. Ele realmente me assustava, ainda mais porque ele estava me encarando. Meu coração queria sair pela boca, mas eu apenas abaixei a cabeça, e voltei à mesa. Fiquei a maior parte do tempo pensativo, sem trocar uma palavra.


– Zacky – Matt me fitou com um sorriso besta no rosto – Pensando na morte da bezerra?


– Não, pensando na sua morte! – Ele fez bico – Para de contar piadas sem graça. – Desconversei.


– Tá nervosinha é, moça?


– Cala boca. – O grandalhão estava alterado, e eu não estava afim de confusão, então apenas o cortei. Ele revirou os olhos e continuou com suas piadas sem graça.


– Ei Zacky, tem um grupo ali atrás te encarando – Johnny sussurrou para mim discretamente, e eu apenas assenti.


– Eu já sei, faz tempo. – Olhei para ele. – O cara de moletom preto parece que está me perseguindo, não quero parecer uma bicha, mas, isso me assusta um pouco.


– Vish, ele quer seu corpo nu. – Ele riu.


– Puta que pariu, que coisa mais gay, eu hein, e a Gena falou a mesma coisa.... PORRA! A GENA! Esqueci dela, que merda. – Levei as mãos ao rosto em desaprovação – Ela me disse que gostava de mim, e eu a deixei plantada.


– Vacila-se cara.


– Valeu, ajudou muito. – Sorri amarelo. – Foda-se também, vou ir para casa, quer dormir lá hoje? Parece que minha mãe não vai chegar tão cedo.


– De nada. Vou sim, meus pais não ligam pra onde eu estou, ou o que eu estou fazendo. – Sua expressão mudou para um tom meio tristonho. Mas logo abriu um sorriso forçado. – Vamos logo, quero jogar. – Agora seus olhos brilhavam.


Nos levantamos, me despedi de Matt e Jimmy, que riam feito hienas, dei uma ultima checada na área, e não havia mais quase ninguém no bar, inclusive aquele grupo. Ótimo. Fui até o balcão e me despedi da ruiva. Já estava escuro, e aquele bairro não era muito bem iluminado, por mais que eu seja um cara forte, nós dávamos passos rápidos, pois não queríamos nos meter em nenhuma confusão, este bairro tinha fama de brigas à noite. Caminhávamos relativamente rápido, quando estávamos chegando perto de uma praça, avistei um grupo de pessoas, fumando e conversando, bem na deles, por sinal. Atravessamos aquela praça ainda andando no mesmo ritmo, e quando olhei para trás, com o objetivo de reconhecer o grupo, um deles se levantou e veio em direção a mim, ele estava de cabeça baixa, e como a iluminação não é aquela coisa, não pude ver quem era. Neste momento fiquei parado, e Johnny resmungava para que fossemos embora, pois não queria ficar mais ali. Então o cara chegou mais perto e eu pude ver quem era. A raiva me subiu a cabeça, e eu perdi o controle.


– SEU VIADO! O que você quer? Dá para parar com esses joguinhos? Eu cansei já de ter um gay no meu pé! Eu não sou viado não porra, se liga. – Cerrei os punhos e os apontei para rosto do cara. Ele estava sem expressão, apenas analisando meus movimentos. – Vamos! Responda. Quem é você?!


– Zacky... Vamos embora, deixa esse viado ai. – Johnny que estava a um passo atrás de mim, parecia agoniado.


– Não vai responder? Será que vou ter de te dar uma surra?! – Dei um passo a frente, e dei a impressão de que ia investir. Mas ele continuou estático. – Ora seu...


E eu fui em direção a ele, e antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, Johnny me deteu, e me pediu para que fossemos embora. E o filho da puta sorriu! Ele sorriu como se tivesse vencido uma batalha! Mas porra, ele não falou nada! E aquele filho da puta tem um sorriso tão... Lindo.


Que?! Cala boca Zacky. Ele sorria para mim feito bobo, e eu apenas o fitava. Senti o canto do meu lábio subindo, formando um sorriso mínimo. Quando me dei conta do que estava acontecendo, dei as costas rezando para que ninguém tivesse percebido. Johnny ficou me questionando o caminho inteiro se eu o conhecia, o que ele queria, e coisas do tipo. Mas minha mente só se perguntava no que diabos aquele cara queria comigo.


Ao chegar em casa o gnomo foi atacar minha geladeira. Até parecia eu. Fui direto para o WC, liguei a água da banheira e fui me despir. Na minha mente estava tudo girando, tudo isso que estava acontecendo não fazia sentido, foi tudo tão repentino. A Gena, o cara do bar, o tal de Synyster Gates. Mas quem diabos se auto denomina “Portões Sinistros” ?! Fechei os olhos e a imagem do sorriso daquele cara do bar estava cravada em minha mente, aquele sorriso podia ser de tudo, menos de rancor, mas então, porque ele me perseguia? Havia mil perguntas que não queriam se calar, e eu estava cada vez mais querendo explodir. Já estava ficando agoniado demais com essa situação. Meus pensamentos começaram a ficar turvos, e quase que por um segundo eu durmo, se o Johnny não tivesse entrado feito doido dentro do banheiro.


– PORRA JOHNNY, EU TO PELADO, SAI DAQUI! – Meio afobado, tentei esconder meu membro.


– Como se eu nunca tivesse visto essa coisa mole ai né. – Ele apontou em minha direção e riu.


– Sai porra!


– Tá bom. – Ele saiu emburrado.


– Que gay... – Sussurrei.


O tempo passou e quando eu pude perceber, meus dedos já estavam enrugados, olhei para o relógio, e nele marcavam 8 horas, o ambiente estava embaçado, minha visão não estava mais nítida, parecia aqueles filmes de terror. Sai da banheira, fiz o que tinha de fazer, e me vesti. Era meio arriscado sair do banheiro nu, Johnny tinha seus ataques meio... Homossexuais. Quando sai do banheiro, ele estava jogando meu vídeo game. Novidade, não?


– Pô, achei que você tinha morrido!


– Claro, eu quis me matar, ai tentei me afogar, mas não deu certo. – Minha voz saiu de um jeito melancólico.


– ha, ha.


– Não fala besteira né gnomo!


– Você tá muito irritado hoje.


– Minha melhor amiga gosta de mim. Tem um cara me mandando cartas estranhas. E outro me perseguindo. Você quer o que?!


– Quero que você relaxe...


– Relaxar o caramba. Vou é ir dormir. – Deitei na cama, e fechei os olhos – Se quiser tomar banho, ou comer, fique a vontade, só não ponha fogo na casa.



– Tá, tá. Bela adormecida.

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( 3ª Pessoa)



Estava escuro, poucos postes iluminavam aquela rua sem fim, e para piorar, o tempo estava neblino*. Aquele local estava desértico, dava-se de ouvir o barulho de gatos miando. E um garoto andava meio cambaleando por aquelas ruas escuras, mas ele não era o único. Um barulho de passos atrás do garoto começou a surgir, e a cada momento que se passava o ruído ficava mais forte. Quando finalmente o garoto musculoso percebeu que estava sendo perseguido, apertou o passo, tentando não demonstrar qualquer tipo de medo. E cada vez que ele apertava mais o passo, o seu seguidor fazia o mesmo.

Quando o maior avistou um beco, deu passos longos, e entrou ali. Mas por sua surpresa, o seu seguidor fez o mesmo. Outro garoto. Esse tinha cabelos compridos, e que com a pouca claridade que havia ali, deu-se de ver que ele tinha olhos azuis-piscina, e um cavanhaque, ele parecia fraco e indefeso. O maior estava alterado, e para ele, aquele mero garoto fraco e indefeso se tornou, em sua visão, algo que não pudesse ser combatido. Foi para o fim do beco, tentando achar uma saída, que por sinal foi em vão. Era um beco sem saída. E o menor continuava vindo lentamente em sua direção.

O grandão já não sabia o que fazer, entrou o máximo que podia naquele beco, até que ficou contra a parede. O maior, já sem saída, procurou um jeito de se safar dessa, e investiu contra o menor, que apenas o deteu, pois a força do outro já não era a mesma quando sóbrio. O cabeludo empurrou o menor contra a parede, e este caiu sentado, sem forças. Ele tentou atingi-lo, mas o grandalhão segurou seu pulso, e o olhou diretamente nos olhos, exibindo um sorriso totalmente assustador.


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(Zacky’s POV)


Por conta da bebida da noite anterior, minha cabeça amanheceu extremamente doída. No momento, parecia que a coisa mais complicada de se fazer, era abrir o olho. Que toda hora teimava a se fechar. Massageei os olhos, e reuni forças para me levantar, o que foi em vão. Quando me dei conta, estava no chão, e meus joelhos doíam. Olhei para o motivo da minha queda, ele estava dormindo pacificamente.


– Mas que merda... – Grunhi de dor. – JOHNNY! – Sacodi o Gnomo, que fez o mesmo, grunhiu de preguiça.


– Já vo... Já... – Ele me ignorou e virou para o lado.


– Já vai o caramba, levanta, estamos atrasados! – Segurei no braço do menor, e o puxei. – Fica-se jogando até que horas?!


Ele grunhiu alguma coisa que eu não consegui entender, e o deixei ali se arrumando, desci as escadas, e minha mãe estava fazendo meu café da manhã. Dei um abraço nela, e sentei-me.


– Vai ter de fazer mais, Johnny dormiu ai essa noite. – Abocanhei o sanduiche que minha mão havia preparado.


– Hmmm. – Isso pareceu meio malicioso. Dei de ombro, e ela foi preparar outro para Johnny.


Falando no anão de jardim, ele desceu as escadas, e veio ao nosso encontro.


– Bom dia Maria. – Ele a cumprimentou, e ela o entregou o sanduiche. – Ah! Obrigado. Mas não precisava.


– Um garoto na sua idade precisa de alimentar. – Ela sorriu doce. Aquela mulher tinha o sorriso mais bonito de todos. Junto com..


Johnny interrompeu meu pensamento, me apurando para que fossemos a aula. Despedi-me de minha mãe meio desajeitado, peguei minha mochila, e saímos de casa. Nós andávamos distraídos pela rua, ouvindo música, o gnomo ficava reclamando a cada 5 minutos do quanto eu roncava a noite. Eu não mandei ele ficar jogando a noite inteira. Quando nós ficamos em silêncio. Algo tampou o sol atrás de nós, e eu logo me virei, e vi Jimmy, me fazendo sinais para ficar em silêncio, pois o gnomo ainda não havia percebido. Me virei para frente, e continuei andando normalmente.


– HAAAAAAAAA! – Jimmy pulou em cima de Johnny.


– FILHO DA PUTA! – Johnny o empurrou, e saiu correndo na nossa frente, enquanto eu e o poste riamos feito loucos.


– Fiquem quietos, vocês não tem noção do meu susto. – Ele estava muito puto.


– Calma cara, é só uma brincadeira. – O agarrei e fiz um cascudo. – Tampinha!


– Bla, bla, bla. – O gnomo resmungou, como alguém que não quisesse papo.


Quando chegamos no colégio, o primeiro sinal já havia tocado. Fui direto para a sala de aula. Sentei-me na minha carteira ao fundo da sala. Estávamos todos ali, menos o Matt, ele não havia chegado ainda. Hoje teria a excursão até o museu, mas era só depois do Intervalo. As três primeiras aulas foram desagradáveis, pois eu ficava pensando no garoto ao meu lado, e o mesmo parecia nem notar minha presença. O sinal do intervalo tocou, quando cheguei no pátio, avistei Gena, meio sem graça, fui em direção a loira. Nós nos cumprimentamos meio desajeitados. E logo voltei minha atenção aos meus amigos. Quando uma mão me puxou para o lado, era Michelle.


– Seu idiota! Já pensou em relação a Gena?! – Ela sussurrou para mim, pois não queria que a loira escutasse.


– Quem você acha que é pra me chamar assim? – Me emburrei. Ela revirou os olhos, e tornou a perguntar.


– Hein?! Pensou?! – Só faltava ela me espancar.


– Cara, ela é minha melhor amiga, não quero algo a mais com ela.


– Então porque deu esperanças?


– Eu não dei esperanças coisa nenhuma. Mulheres que tem esse problema de achar que tudo tem alguma outra coisa. – Cruzei os braços.


– Aff, seu otário. Homens não prestam mesmo. – Ela deu as costas e fui em direção a Gena.


– Vira lésbica então, se acha que mulheres são tão perfeitas! – Gritei para a morena, que já estava longe.


Voltei de novo a minha atenção ao meu grupo. Jimmy estava comendo algo parecido com um pastel, e Johnny brincando com uma espécie de bola de papel. Estava distraído pensando na Gena, quando vi Shadows chegando com a mão enfaixada. Eu sabia que não devia ter deixado ele sozinho ontem no bar. Jimmy não é muito responsável. Quando ele chegou perto, estava com um olho roxo, e a mão enfaixada. Mas que diabos ele havia feito ontem à noite?!


– Porra armário, o que você fez ontem!? – Indaguei.


– Eu me meti em uma briga... Nada sério. – Ele sorriu fraco. E eu pude perceber um hematoma no seu pescoço.


– Sei sei, você teve é uma noite de sexo selvagem. – O gnomo se meteu na conversa, e começou a rir.


– Foi uma briga porra! – Shadows corou.


– A noite foi boa, hein? – Continuei com a provocação, e me juntei a johnny, que ria do seu próprio comentário.



– Ô, se tivesse sido isso... – Shadows desviou o olhar.


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Parecia que o tempo não passava, aquele balanço do ônibus não cooperava, estavam todos dormindo, e só eu ali ouvindo música. Finalmente senti o ônibus parar em frente a um grande museu, que mais parecia um palácio. Tinham dois ônibus, no meu estava de conhecidos, só Johnny, Jimmy, e Matt. Então o Brian devia estar no outro... Ah, foda-se ele. Entramos no local, observei aquele lugar, os detalhes daquele museu eram incríveis, colunas que pareciam ser esculpidas a mão, pinturas muito bem conservadas. E aquele cenário me fez ter um dejavú muito forte, eu sentia que já estivera ali antes. Mas não lembrava como. Continuei a olhar cada detalhe daquele imenso palácio, quando o grupo parou de caminhar, e ficamos a frente de uma enorme estatua de pedra. Logo que o guia começou a falar, eu desviei minha atenção.


– Isso é muito chato... – Sussurrei, esperando que alguém tivesse ouvido, e puxa-se assunto comigo, que não foi muito de sucesso.


Senti algo me cutucando pelas costas, mas apenas ignorei, achando coisa do meu pensamento. Mas aquilo persistiu, e eu me virei, meus olhos se encontraram com o dono de um par de olhos castanhos, eu gelei, meu músculos se comprimiram, não fiz mais nenhum movimento, meus olhos se arregalaram. Como se respira mesmo?

Notas finais
*neblino = Não sei se essa palavra está certa, mas da para entender o significado, eu acho.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.