Shelter

2 Animal I have become


Notas iniciais
Yoo minna (´ ▽ ` )ノ nesse capítulo começa pra valer a história, espero que gostem e acompanhem para verem a chegada do meu nigga preferido, vulgo Aomine ♡ Obs: a música que eu indico pra ouvir antes/depois/enquanto/sempre ler a fic é Animal I have become do Three Days Grace.

[música]

I can't escape this hell

(eu não consigo escapar desse inferno)

So many times I've tried

(tantas vezes eu tentei)

But I'm still caged inside

(mas eu continuo preso por dentro)

Narrador's POV

“Merda, o Aomine não para de ligar, que ódio[...]” pensava Ryouta enquanto chorava no chão daquele banheiro. Merda de banheiro, merda de celular, merda de trabalho, merda de vida. O que ele ainda estava fazendo ali? “[...] Que ódio de mim mesmo” completou o pensamento ao largar aquele caco de vidro. Duas semanas agoniantes tinham se passado, provas, mil ensaios fotográficos, aparições na TV. Ele estava exausto, e ainda por cima fora dispensado por seu agente alegando que ele não estava em “condições” de aparecer em rede nacional.

Flashback on.

“Garoto estúpido! Não consegue tirar um 10 no boletim! Você só precisa tirar umas míseras fotos e estudar, seu incompetente! Não faz merda nenhuma direito, é uma desonra pra essa família” gritava o pai de Kise no telefone.

Ele só se encolhia cada vez mais num canto qualquer rezando que tudo e todos desaparecessem, ele estava cansado. Havia se esforçado tanto naquele último bimestre na escola, fazia de tudo para conseguir se manter acordado, tomava todo o tipo de energético e pílulas derivadas para não dormir nos estudos, além do seu personal trainer e agente frisando cada vez mais que a “grande semana” estava por chegar e que ele precisaria se manter em forma, comer o menos possível e não queria ele falando com ninguém fora da produção para não vazar informações e gerar fofocas. Sua cabeça estava prestes a explodir.

Sexto dia daquela rotina louca Kise cedeu a todos os seus desejos mais primários; após a sessão de fotos ele parou no estacionamento de um dos supermercados mais afastados do centro e pediu a um moleque que por lá se encontrava que comprasse algumas coisas pra ele. O garoto voltou com salgadinhos, vodka e alguns cigarros.

— Pô cara, tu não parece legal não. – disse o moleque como quem se importasse.

—Ugh pareço? Merda. – falou com deboche.

—Fica ai com um maço de cigarro pra tu tio, já vi que cê ta precisando, boa sorte ai cara. – falou o garoto, logo depois indo embora.

—Tsk, como se eu precisasse disso. – dizia Ryouta tentando ser forte, mas só tentando.

Chegou em seu apartamento devorando os salgadinhos e tomando a vodka como se fosse água, parecia que não comia nada a uma semana (literalmente). Não demorou para que colocasse pra fora todas essas besteiras que havia comido tão rápido sem quase mastigar, Kise correu para o banheiro e pôs tudo pra fora. Se amaldiçoava por ter feito aquilo e como sua garganta doía agora, “olha a merda que você fez” ele remoía na sua cabeça. Derrotado foi pra sala, olhou para o maço de cigarros, acendeu um.

Dois.

Três.

Cinco.

E então dormiu.

Somebody get me through this nightmare?

(alguém poderia me tirar desse pesadelo?)

I can't control myself

(eu não consigo me controlar)

Notas finais
[...] e então começamos a descobrir o drama do nosso loiro (ι´Д`)ノ nho, me senti malvada por fazer isso com o Kise-kun, gomen. Vejo vocês no próximo capítulo ಥ⌣ಥ ja nee