She'd Fly

19 Capítulo 18 — Voltando para casa.


Notas iniciais
Oi, meus amores! Eu sei que sumi, mas essa manutenção do nyah! não ajudou em nada, não é? Eu teria postado muito mais cedo se não tivesse sido por isso, mas né... fazer o quê? Quero pedir desculpas pela enorme demora, não vai se repetir! Eu estou entrando em semana de prova, mas prometo que postarei a cada semana e RESPONDEREI TODOS OS COMENTÁRIOS LINDOS TAMBÉM! Me desculpeeeeeeeeem mesmo por eu não ter respondido nenhum do capítulo anterior, mas eu não tenho tempo! Me perdoem! Então... beijos! E até mais. Por favor, comentem, sim?

Setembro de 2007.

Bella.

— Nós poderíamos sair hoje. — Edward sugeriu despretensiosamente, sua mão deslizando por dentro de minha blusa de botões até tocar a minha pele aquecida. — Ou poderíamos ficar no meu quarto.

Eu assenti, fechando os olhos quando ele empurrou a minha cintura para frente, colando-me ao seu peitoral desnudo.

— O que você quer?

Sorri, abrindo os meus olhos apenas para ver o seu rosto perto do meu, um sorriso nascendo em seus lábios finos.

— Você. — Respondi.

Edward inclinou-se e me beijou profundamente nos lábios, sua mão migrando para o alto de minhas costas e se prendendo brevemente em meu sutiã. Por mais incrível que pudesse parecer, ele conseguiu desabotoar a peça preta e composta apenas com aquela mão e eu pude sentir o sorriso convencido que ele soltou contra os meus lábios. Agora que tinha aprendido como tirava, sempre se gabava quando conseguia o fazer com uma mão.

Apertei meus dedos em suas costas quando ele se colocou por cima de mim, apoiando uma mão na cama e vagando a outra por minha coxa que ainda estava coberta pela minha calça jeans. Ele a puxou para sua cintura e prontamente o abracei com ambas as pernas, afundando minha mão em seu cabelo e puxando seu rosto para baixo a fim de que nossos lábios estivessem juntos o máximo possível.

— Eu preciso de você, Bella. — Ele sussurrou, sua boca ainda movendo-se contra a minha. — Não consigo me conter mais.

— Sim — Arfei em concordância. —, eu muito menos.

Beijando meu pescoço, ele começou a desabotoar a minha blusa.

Edward e eu chegamos naquela fase do namoro em que os beijos iam longe demais várias vezes e o autocontrole parecia não querer se fazer presente. Fazia um tempo que essa fase havia chegado e eu não tinha nenhuma oposição sobre fazer amor com ele, ao contrário, eu queria mais que tudo ser de Edward. O problema era que algo sempre interrompia ou dava errado! Da última vez, ele, o gênio, havia esquecido a camisinha. Teve até uma vez que Alice simplesmente invadiu o quarto, achando que não tinha ninguém em casa.

A invasão de Alice ao quarto só nos ensinou a trancar a porta sempre.

Naquela hora, porém, nada nos impedia. A porta estava trancada, embora Esme estivesse lá na cozinha, arrumando as coisas que nós duas bagunçamos ao tentar fazer uma torta de chocolate e tinha camisinhas dentro da gaveta do Edward.

Abstraindo-me dos pensamentos sobre as possibilidades de tudo dar certo, sorri quando Edward tencionou suas costas sob o meu toque, seu arfar batendo em meu pescoço e me fazendo estremecer. Suas mãos ainda batalhavam uma árdua luta contra a minha blusa de botões e eu quase sentia vontade de gargalhar de seu jeito desesperado e adorável, aos meus olhos.

— Esses malditos botões, Bella. — Ele reclamou — Parecem que não querem abrir.

— Nem pense em puxar tudo de uma vez, eu gosto dessa blusa.

Ele deu um jeito de tirar a minha blusa o mais rápido possível e depois disso… estávamos tão perto de fazer amor. Tão perto que era insuportável cogitar a ideia de que as mãos de Edward pudessem ter a possibilidade de saírem de minha pele em chamas e que praticamente implorava pelo toque terno e calmo dele.

Nós já tínhamos chegado bem perto de fazer amor antes e em todas as vezes foi frustrante ter que parar quando estávamos tão perto de realizar o nosso desejo. Mas, daquela vez foi pior. Daquela vez Edward sabia bem até demais como eu gostava de ser tocada, eu sabia como ele gostava de ser tocado. Nós sabíamos de tudo um sobre o outro e planejávamos realmente ir à frente… Se Esme não tivesse batido na porta do maldito quarto.

Eu gemi desgostosamente contra os lábios dele, apertando minhas pernas ao redor de sua cintura com o máximo de força que consegui.

— Edward, por favor. — Eu implorei.

Ele suspirou.

— Edward! — Esme o chamou. — Você precisa descer agora mesmo. Tem algo que precisa saber.

Edward apertou a mão em minha cintura, desgrudando os nossos lábios e encostando a testa em meu ombro.

— Você está me escutando, Edward Cullen? — Insistiu ela. — Quero você na sala em dez minutos!

— Tá certo, mãe!

Quando, enfim, vimos a sombra de Esme saindo de frente a porta, suspiramos com alívio. Edward me olhou como se não soubesse o que fazer e depois me beijou profundamente.

— Você acha que… — Ele me beijou mais uma vez, impedindo que eu continuasse a falar. — Dez minutos dá para…?

Eu precisava tanto dele que eu aceitava qualquer coisa apenas para ser dele. Naquele exato momento.

— De jeito nenhum. — Edward beijou o meu maxilar e suspirou, caindo para o meu lado na cama.

Respirei pesadamente por alguns instantes, tentando controlar os meus batimentos cardíacos.

— Eu amo você e já volto, sim? — Edward beijou a ponta de meu nariz antes de se levantar da cama e ir para a suíte.

Enrolei-me em um lençol enquanto escutava a água trepidar no chão da suíte e reprimi a imensa vontade de invadir aquele banheiro e puxar Edward de volta para a cama. Eu precisava tanto dele que nem conseguia pensar em tentar controlar os meus pensamentos — fazia um tempo que eu não o fazia. Mas, na verdade, eu não me incomodava… Era bom fantasiar mentalmente algo que nem sequer tinha acontecido ainda e eu ansiava para que acontecesse.

Quando Edward saiu do banheiro quase não controlei minha vontade de puxá-lo para a cama. Eu nunca me acostumaria com a seminudez gloriosa dele! Não importava quantas vezes eu tinha passado a mão pelo peitoral definido, iria sempre querer passar mais uma vez — nunca me cansando de sentir as divisões sob os meus dedos. E apreciar… Bem, eu apreciava demais todo o corpo de Edward. Ele era moderadamente forte e másculo, exalava virilidade e o sorriso torto completava tudo.

Eu entendia o porquê de as garotas praticamente se jogarem aos pés dele e era até engraçado o quanto elas eram loucas por Edward sendo que ele era meu namorado. Às vezes eu tinha medo de que eu não viesse ser o suficiente para um cara como ele, mas eu logo descartava quando percebia o modo como ele me beijava e afundava os dedos em minha cintura desejosamente. E, claro, havia também o jeito como ele sussurrava que eu era a garota mais bonita que ele já tinha visto em toda a sua vida quando eu me acordava com o cabelo bagunçado e o rosto amassado e corada.

Tinha tantas coisas que provava que Edward me amava tanto quanto eu o amava que era até irracional de minha parte agir como uma namorada ciumenta — eu tentava não o fazer, pelo menos, sendo bem-sucedida em quase todas elas.

Ele ainda me beijou longamente nos lábios ao sair do quarto:

— Apesar do banho gelado que tomei — Ele beijou a ponta do meu nariz. —, ainda quero você.

Alguns minutos depois, caminhei preguiçosamente para o banheiro e tomei banho sem ter pressa para acabar.

Vesti uma calça jeans limpa que tinha no guarda-roupa de Edward do tanto das vezes em que eu ia dormir lá e uma blusa solta que não me protegia nada do frio de Seattle. Não me preocupei com aquilo por ora, o quarto de Edward tinha aquecedor e eu não planejava ir para lugar nenhum. Enfiei-me debaixo das cobertas enquanto o esperava, observando de modo distraído as pontas rosadas de meu cabelo.

Talvez eu devesse cortá-las, já estavam começando a ficar sem graça para mim… Edward, por outro lado, achava-as fascinante e estava sempre fazendo comparações entre elas e minhas bochechas as quais ficavam sempre vermelhas por alguma gracinha soltada por ele.

Era sobre isso que eu estava divagando quando um Edward raivoso irrompeu pela porta do quarto, batendo a maçaneta na parede tamanha força que ele usara para abri-la. Eu o olhei, atordoada por ter saído recentemente de um torpor.

— Não vou ficar mais aqui. — Ele vociferou, jogando uma mala por cima do ombro junto com roupas.

— O quê? O que aconteceu?

— Carlisle. — Ele sibilou. — Vai voltar pra essa porra.

— Edward — Levantei-me da cama, tocando-lhe os ombros com as mãos. —, se acalme. Você está de cabeça quente… Não está raciocinando direito.

— Estou! Estou raciocinando muito bem, sim.

Eu suspirei, olhando para a porta aberta.

— Para onde você pensa que vai a essa hora da noite? — Eu perguntei.

— Para um hotel ou qualquer outra coisa. Não vou ficar aqui nem mais por um segundo!

— Edward — Eu o chamei, colocando-me a sua frente e fazendo seu rosto virar-se para mim. —, se acalme, sim? — Deslizei meus dedos por seu maxilar. — Mal sei o que aconteceu, mas… Eu vou para onde você for.

Ele finalmente me olhou, mostrando-me que não era a apenas a raiva que tomava conta de seus pensamentos. Edward também estava triste e a percepção praticamente foi um tiro em minha perna, tão doloroso quanto. Detestava notá-lo triste por aquele ser um evento raro de se acontecer.

— Por que não vamos para a minha casa? — Eu propus. — Só até você estar de cabeça fria.

Ele assentiu e tombou o rosto contra o meu, encostando sua testa na minha.

— Se acalme. — Pedi. — Arrume suas coisas que eu vou falar com Esme.

Alice e Carlisle estavam sentados no sofá, olhando para Esme que andava de um lado para o outro, as duas mãos presas a sua cintura como se estivesse buscando uma solução para um problema enorme. De fato, ela teria de fazer o impossível para reconciliar Edward com seu pai tendo em vista o caráter forte que o filho possuía.

— Bella, graças a Deus! — Ela exclamou quando eu apareci timidamente na sala. — Convença o Edward, por favor, convença-o a ficar em casa.

Eu abaixei meus olhos.

— O Edward está… — Hesitei, olhando diretamente para Esme logo em seguida. — Ele está de cabeça quente, Esme, não vou conseguir convencê-lo de nada agora.

Ela umidificou os lábios, nervosamente.

— Eu não quero perder o meu filho. — Segredou-me, os olhos começando a ficarem marejados. — E muito menos… quero perder a chance de reconstruir tudo com Carlisle. Ele mudou, Bella, ele mudou mesmo.

— A senhora não precisa me explicar nada. — Garanti a Esme gentilmente, estendo uma mão para tocar o seu ombro em um gesto de conforto. — O Edward vai voltar quando estiver mais calmo, ok? Enquanto isso ele vai ficar na minha casa…

— Renée não vai se incomodar?

— Não. — Eu sorri levemente. — Minha mãe o adora.

Ela assentiu de modo pensativo.

— Você promete que fará de tudo para ele voltar pra casa o mais rápido possível?

— A escolha não é dela, Esme. — Escutei a dura e fria voz de Edward falar enquanto ele passava pela sala, o queixo erguido e contraído. — É minha! A escolha é completamente minha.

A porta da sala bateu com força quando ele a fechou atrás de si.

— Ele só está nervoso… — Justifiquei, pegando as mãos trêmulas de Esme entre as minhas. — Em breve Edward vai… se acalmar e, ao menos, vir falar com vocês, tudo bem?

Eu sabia que Carlisle tinha um histórico problemático com Edward, sabia de tudo que um dia ele já tinha feito para Esme e Edward. Sabia de exatamente tudo que ele aprontara quando ainda morava com eles dois, mas, naquela hora, eu podia jurar que ele estava arrependido mesmo, as mãos afundadas dentro do cabelo loiro e seu olhar perdido na tapeçaria elegante que Esme escolhera para a sala. Sua expressão era culpada e suas malas ainda estavam perto de si, prontas para se mover… para fora de casa ou para dentro, nunca se sabe.

Alice, pelo breve momento em que eu a olhei, estava com o olhar perdido entre a janela e o sofá. Achei que deveria ser difícil para ela também, afinal ela fora adotada pela falta que Esme sentia de Carlisle e agora ele estava de volta. Se eu fosse ela, estaria em pânico com a possibilidade de estar sendo dispensada — mesmo que discretamente. Mas é claro que Alice, apesar de dramática por muitas vezes, era muito mais racional que eu.

Ela não ficaria sozinha, teria atenção em dobro agora que Carlisle chegara… Ficaria tudo bem com ela. Edward, por outro lado, era o ser de mente mais irreversível que um dia já conheci em minha vida, ele não aceitava desculpas ou acreditava em pessoas mudarem de uma hora para a outra — não que a mudança de Carlisle tenha acontecido dessa forma, ele apenas enxergava como se fosse. Ele era duro demais com o seu pai, mas eu realmente não o culpava… Crescer acreditando que seu pai era um monstro e depois ver o mesmo simplesmente voltando para a casa não era fácil.

Ele passou a viagem toda em silêncio, os ombros tensos e as mãos apertando com força o volante de seu carro novo.

— Mãe? — Eu a chamei ao empurrar a porta da frente e entrar na minha sala.

— Bella, meu amor! — Ela estava na cozinha, lavando algumas louças. — Pensei que só voltaria semana que vem.

— É, mas eu tive uma ideia melhor, sabe? — Puxei Edward comigo até a cozinha pela mão. — Por que não ficar com as duas pessoas que eu mais amo nesse mundo ao mesmo tempo? Trouxe o Edward para passar alguns dias aqui… Espero que não tenha problema.

Eu beijei a sua bochecha quando ela se virou para mim, sorrindo enquanto enxugava as mãos úmidas em um pano de prato.

— Oi, Sra. Swan.

— Renée, querido, chame-me de Renée. — Ela sorriu gentil e maternalmente para ele ao erguer uma mão até o cabelo bagunçado dele, tentando pôr alguma ordem. Eu sorri com a visão. — Sinto saudade do tempo em que eu conseguia fazer isso sem ter que me esticar.

Minha mãe conseguiu arrancar um sorriso dele e meu.

— Você parece cansado. — Refletiu ela. — Parece até que eu estava adivinhando! Arrumei e troquei os lençóis do quarto de hóspedes hoje, a Bella vai te levar até lá e te ajudar com as acomodações.

— Obrigado, Renée, é muita gentileza de sua parte deixar que eu fique aqui.

— Que nada! Você já é de casa.

Mamãe, depois do episódio de pulsos cortados no ano passado, melhorara significativamente. Ela já saiu do hospital bem melhor do que estava antes e as consultas com a psicóloga e psiquiatra a ajudaram mais… sem falar nos remédios que a deixavam com um humor radiante. Não era a Renée que eu conhecia antes, mas era bem melhor do que a Renée depressiva que ela, após a morte do meu pai, havia se tornado.

— Odeio te ver assim. — Disse a Edward, sentando-me ao seu lado na cama que havia no quarto de hóspedes.

Ele não me respondeu nada, apenas colocou minhas duas pernas em seu colo e me puxou para perto de si, afundando o seu rosto em meu ombro e cabelo. Acariciei seu couro cabeludo com minhas unhas médias, sentindo-o suspirar e fazer alguns fios de cabelo se mexer por causa de sua respiração. Nos braços restritos dele, eu percebi que faria qualquer coisa para que ele ficasse melhor porque, embora fosse orgulhoso para demonstrar, eu notava que, além de raivoso, ele também estava ressentido com a volta de seu pai.

— Tenho que falar com minha mãe. — Sussurrei. — Depois eu volto.

Ele assentiu.

— Fale alguma coisa, pelo amor de Deus. — Implorei.

Eu detestava o silêncio de Edward por ele não ser muito comum. Ele só ficava em silêncio quando estava com raiva ou quando estava me beijando — e eu claramente preferia a segunda opção mesmo que ele não estivesse o fazendo no momento. Eu sabia que a raiva de Edward era silenciosa e que não poderia lhe cobrar palavras… mas não conseguia parar a vontade de cuidar dele como se ele fosse um passarinho ferido — mesmo que ele não demonstrasse tanta fragilidade.

— Não sei o que você quer que eu fale. — Ele admitiu.

No entanto, segundos depois, ele levantou o rosto e me beijou nos lábios levemente.

— Eu amo você, Bella. — Edward me lembrou, beijando a minha testa e deslizando o nariz por todo o meu rosto logo em seguida.

— Amo mais. — Sussurrei.

Finalmente consegui tirar um sorriso leve dele e um apertar de braços ao meu redor.

— Já volto. — Prometi.

Minha mãe estava na sala, sentada no sofá enquanto assistia ao noticiário local. Ela parecia tão tranquila que por um momento me perguntei se não era melhor que eu voltasse e a deixasse com aquela expressão sossegada no rosto. Mas, antes que eu pudesse virar minhas costas e voltar para os braços de Edward, ela já tinha percebido a minha presença e abriu um sorriso enorme a me ver parada perto da soleira da sala.

— Sente-se aqui comigo por uns instantes, Bella. — Pediu, batendo no espaço livre que restava no sofá.

Eu sorri e me acomodei ao seu lado, esticando minhas pernas.

— E o Edward? — Perguntou.

— Carlisle vai voltar para casa e o Edward não o suporta… — Suspirei. — Por isso que eu o trouxe para cá por uns dias.

— Ah. — Ela hesitou. — Esme deve estar acabada…

— É… ela estava mesmo muito abatida quando nós saímos de lá.

— É uma escolha difícil para uma mãe e esposa.

Assenti pensativamente.

— Bem, eu não vejo problema nenhum em abrigar Edward em nossa casa.

— Obrigada, mãe. Mesmo. — Beijei-lhe a bochecha e joguei minhas pernas para fora do sofá. — Vou ver se Edward precisa de algo.

— Espere —Ela prendeu a mão em meu casaco para me parar e me olhou, o cenho franzido. —, você e o Edward… — Renée pigarreou e minhas bochechas queimaram. — Vocês já… deram aquele passo na relação de vocês?

Neguei com o rosto rapidamente. Eu e Edward nunca tínhamos dormido juntos daquele jeito. Não literalmente.

— Ah. —Minha mãe disse. — É que vocês parecem tão íntimos…

— Não demos esse passo. — Garanti-lhe.

Quando eu voltei para o quarto onde ele estava, quase soltei um sorriso bobamente apaixonado ao perceber que ele já estava com suas roupas de dormir: Camisa larga e de manga comprida e uma calça moletom cinza. Se não fosse por seu porte imponente, alto e másculo, diria que ele parecia com um garoto de treze anos todo largado.

— Você vai dormir aqui? — Ele perguntou para mim assim que se deitou ao meu lado, na cama.

— Só se você quiser e se achar que eu não chuto muito durante a noite.

Ele sorriu mais uma vez, esticando os lábios finos.

— Você chuta de noite, mas não me importo. Fique.

Eu sorri e o olhei, estendendo uma mão para acariciar seus cabelos.

— Sua mãe não se importa?

— Acho que não.

Acomodei-me ao seu lado, mesmo não estando com roupa de dormir e com uma calça jeans apertada como o inferno.

— Eu não consigo acreditar que Esme é tão boba ao achar que Carlisle mudou mesmo e ao colocá-la dentro de sua maldita casa de novo. — A mão de Edward se fechou em um punho apertado em minhas costas.

Não me pronunciei, apenas procurei suas costas por baixo do pano da camisa a fim de aquecer minha mão gelada.

— Ele a machucava, Bella. — Sussurrou, sua voz e respiração fazendo cócegas em meu pescoço. — Ele gritava com ela, acusava-a de ter enlouquecido sempre que ela chorava perto dele, ele até chegou a levantar a mão para batê-la. E eu vi. Eu sempre via e escutava tudo. Como esperam que eu aceite a volta dele com tranquilidade? É um absurdo e insanidade!

Edward hesitou.

— Eu nunca te trataria assim. — Murmurou ele, por fim.

— Sei que não.

E eu estava tão convicta que ele realmente não faria aquilo que, quando aconteceu, seis anos depois, me senti uma retardada por ter acreditado. Ele parecia extremamente convicto do que falava e eu não chegava sequer a me defender porque eu não sabia se tinha capacidade o bastante para fazê-lo. Não sabia se eu era louca ou não, embora minha mente pendesse mais para o lado positivo da coisa.

Naquele momento, seis anos depois, entendi completamente Esme.

Notas finais
Sim. As coisas começaram a partir daí... Posto mais assim que puder, mas em breve. Isso eu prometo. Por favor, comentem!! Eu preciso saber o que vocês acharam, okayyy? Beijos!