She is Only 18
9 Capítulo 9 - You weren't meant to be mine
Diana’s POV.
Josh voltou para Los Angeles sem se despedir de mim. Não fiquei exatamente magoada por isso, eu já esperava que isso fosse acontecer. A volta dele para os EUA me deu tempo para pensar melhor e absorver todos os recentes acontecimentos. Me coloquei no lugar de Josh e dei total razão a ele por não pular de alegria ao saber sobre o que Ben sentia. Aliás, desde aquela revelação nós quase não nos víamos. As únicas notícias que eu tinha dele, eu conseguia através de Daniel, que tinha a boa vontade de passar no meu apartamento e conversar comigo quando voltava do trabalho.
Eu ia para a empresa e ficava em casa, trabalhando (finalmente) nos meus freelas. Evitava tocar música, isso me lembrava de Josh e, é claro, de John. Quando soube que Josh tinha mandado nosso material pro meu ídolo, eu fiquei furiosa. Mas no momento eu não sabia o que sentia a respeito disso. Ele disse que John havia gostado da minha música. Será que Josh estava só tentando me agradar? Não acreditava nisso. Se ele não achasse minha música boa não teria comprado essa briga toda comigo para mostrá-la a John.
Olhei para as duas guitarras penduradas em minha parede e meus olhos se encheram de lágrimas. Apesar de ele ter feito isso sem conversar comigo, eu não podia sentir raiva de Josh. Ninguém nunca se importou tanto com a minha música, e eu me permiti me apaixonar por ele como nunca me apaixonei por ninguém. Sem medo de que fosse dar errado.
E eu me recusava a acreditar que tinha dado. Pensando nisso, tomei duas decisões. Tomei um banho rápido, vesti uma roupa qualquer e saí do meu apartamento, batendo à porta do apartamento seguinte.
Ben abriu a porta sem camisa e com uma cara péssima, mas ainda assim parecia melhor do que estava quando eu o vira da última vez. Seus olhos brilharam por um segundo, e depois escureceram. Meu coração palpitou dolorosamente ao notar o breve brilho de esperança nos olhos dele morrer.
— Hey. – ele disse, simplesmente. E deu um meio sorriso.
— Oi. Posso entrar?
Ele se afastou da porta e eu entrei. Ele foi até o sofá, pegou a camisa que estava largada lá e a vestiu. Olhei de esguelha para ele enquanto se vestia. Benjamin ainda era o cara mais lindo que eu já havia visto.
— Senta aí. – ele apontou a poltrona que ficava de frente para o sofá. Me sentei.
— Como você está? – me senti idiota por perguntar. Ele me fuzilou com o olhar, mas pude notar um brilho de diversão nos olhos dele.
— Como você acha? Não sabia se devia falar com você ou não. Então decidi esperar você vir até mim.
— É, parece que você não é o único que pensa assim.
Ele deu uma risadinha. Parecia estar voltando a ser o velho Ben de sempre, e isso me fez sentir em casa de novo. Sorri.
— Bom. – ele começou. – Você não deveria se sentir ofendida por isso. Estamos deixando as escolhas em suas mãos. Mas particularmente não acho que tenha algo para se escolher. Estou certo?
Mordi o lábio e simplesmente acenei com a cabeça. Ele continuou.
— Então por que demorou tanto para vir?
— Não sabia como seria. Não sabia...
— Tudo bem, eu sei. – ele riu. – Então, o que vamos fazer?
— Pode me dar o número de Josh em LA?
Benjamin deu um sorriso enorme e, graças a Deus, muito sincero.
— Por que está sorrindo? – perguntei, sorrindo também.
— Não que eu esteja soltando fogos de artifício por você estar indo atrás de Josh, mas você não está indo só por ele, não é?
Enrubesci.
— Não é bem assim. – respondi. – Eu quero me resolver com Josh. Ele saiu daqui magoado... Ele tentou me dar um presente e eu meio que surtei por medo. Acho que tenho que agradecê-lo e me dar uma chance também.
Benjamin se sentou ao meu lado, no braço da poltrona, e segurou meu queixo para que eu olhasse para ele.
— Você sabe que eu sempre quis que fizesse isso.
— Eu sei?
Ele riu. Ele nunca havia dito nado a respeito disso, sobre eu viver de música.
— Você me conhece ou não, Diana?
Eu ri.
— É, eu acho que o conheço bem.
Ficamos ali nos encarando, Ben ainda segurando o meu queixo. Senti meu rosto enrubescer, mas não desviei o olhar. Não queria magoá-lo ainda mais. Ele suspirou, levantou-se e buscou o celular, que estava em cima da mesa. Quando ele me entregou o aparelho, a tela exibia o número não de Josh, mas de John.
— Que tal se você enfrentasse o seu complexo de John Frusciante e fizesse uma surpresa pro Josh?
Franzi o cenho. Só de pensar de ligar diretamente para John, o meu estômago revirava. Achei que seria um ato completamente invasivo, já que não tínhamos sido oficialmente apresentados.
— Como diabos você tem o número do John? – perguntei, de repente.
Benjamin exibiu o sorriso mais cínico que eu já havia visto.
— Meu melhor amigo tem um amigo...
Rimos juntos e eu me levantei para ir embora. Vi uma sombra de tristeza passar pelo rosto de Benjamin. Aquilo me cortou o coração e, sem pensar, me joguei nos braços dele como sempre fazia quando um de nós estava triste. Ele estremeceu, um pouco surpreso pelo meu gesto, mas retribuiu o abraço.
— Eu te amo, sua insuportável. – ele disse em voz baixa. – Vou estar aqui para você. Sempre vou estar.
E eu também o amava. Sempre o amaria. Talvez, se eu não tivesse me apaixonado por Josh, um dia tivéssemos ficado juntos. Mas sabíamos que isso não teria acontecido. E sabíamos que, um dia, Benjamin estará apaixonando por uma ruiva estonteante de beleza hollywoodiana com quem casará e formará o casal mais lindo que eu já terei visto. Quando notei, eu já estava soluçando. Ele segurou meu rosto entre suas mãos enormes com delicadeza e me olhou com um amor que eu jamais havia visto. Nem nos olhos de Josh. Talvez, por ser amor de irmão também.
— Está tudo bem. – ele disse, e me deu um beijo de leve na testa. – Você não foi feita para ser minha.
Sorri, segurando o rosto dele entre as mãos também.
— Agora vá lá e ligue para o John.
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