Notas iniciais
nhow essa fic tbm tem lá no spirit. Aqui provavelmente vai flopar e no Wattpad também, mas fazer oq, né? :V

hahaha, parece que jamais teremos uma capa pq essa desgraça só aceita jpg :3 hahaha :3

https://spiritfanfics.com/historia/she-can-make-balloons-7838842 link no spirit :v
https://www.wattpad.com/395427150-she-can-make-balloons-how-i-see-her no wattpad (EU AINDA N SEI USAR ISSO, PQP ;-;)

Desde que fui criada, eu a ouvia implorar ao pai para que deixasse-a brincar comigo...

Cada dia era uma pergunta diferente... como: "Papai! Por que você não me deixa brincar com ela?!", ou coisa do gênero, o que era apenas uma tentativa inútil de convencer o pai.

Eu a via sendo puxada de perto de mim todos os dias... Seus olhos verdes cheios de lágrimas me deixavam... Triste? Robôs sentem tristeza? Bem, enfim... Eu não gostava de ver aquilo, queria apenas abraçá-la e fazê-la feliz, como todas as outras. Por que ela não podia se aproximar?!

Um certo dia, ela apareceu com seus cabelos amarrados nas laterais da cabeça, assim como os meus também eram. Ruivos, eles faziam ela ser exatamente como eu, mas em forma de humano... E criança. Ela disse:

— Papai, me deixa brincar com ela só uma vez? Ela é tão bonita e brilhante... Você não fez ela só para mim? — E nesse momento eu finalmente percebi que o homem que me criou é o pai dela... E que ela ser tão parecida comigo era porque seu pai me fez baseada nela. Eu estava tão feliz em saber disso!

Mais alguns dias haviam se passado, e, como de costume, ela estava com algumas crianças afastadas de mim. Hoje era um aniversário, portanto haviam muitos balões para encherem. Eu era, e ainda sou, feita para essa tarefa, e comecei a enchê-los. A menininha me viu e ficou encantada, logo correu para o pai — como se ele nao soubesse disso, mesmo tendo me construído —, e disse:

— Papai! Ela sabe fazer balões! Você viu ela fazendo balões?! Oh, papai... me deixe ir até ela... — Seu pai negou, mas ela ainda não havia perdido as esperanças.

Toda entusiasmada, ela ficou me observando de longe. Seus olhos brilhavam.

Mais alguns dias, e ela apareceu de cabelos soltos, o que não é comum — geralmente tinha um laço em seu cabelo, o deixando preso em um coque, rabo de cavalo, ou sua famosa maria chiquinha. Seu pai disse para ela se comportar, pois ele teria que resolver algumas coisas com seu sócio, ali mesmo, porém não poderia ficar com ela por um momento. E realmente, ela se comportou. Era um anjinho de menina. Aquele dia era uma data de comemoração. Nós animatrônicos faríamos um show especial, cada um em seu próprio palco. Ela estava se segurando para não vir até mim. Boa menina.

Mas logo... "Papai não está olhando...", ela veio até mim e disse "Não conte ao papai que eu estou aqui. Eu queria ver seu show também!", o que serviu para que eu ficasse muito feliz, distribuindo sorvetes para todas as crianças, coisas que, de acordo com as minhas programações, não deveria acontecer ainda — pois ainda estavam ajustando. Eles pensaram que isso é uma falha no meu sistema, mas resolveram não ligar. Se as crianças estão bem, tudo está bem. E eu não me atreveria a machucar uma única criança, jamais.

Eu havia convidado algumas crianças à irem para uma "sala secreta", mas apenas a menininha foi (porque eu disse à ela que outras crianças estariam lá, pois ela não queria ir sozinha — E eu mesma não sei o motivo de ter levado ela para lá...). Quando chegamos, ela perguntou: "Onde estão as outras crianças?", e eu, por ser um robô, não respondi. Então ela começou um discurso do quanto eu era incrível, brilhante, bela, charmosa... Oh, espera... Esses últimos itens foram alguns adolescentes tarados que disseram... E depois do discurso, voltamos para o local principal.

Quando o pai da menininha estava voltando, ela me disse com pressa: "Eu não sei porquê o papai não me deixa te ver... Você é tão incrível!", agora eles iriam embora. Esse é o dia em que eu e os meus outros amigos animatrônicos mudaríamos para sempre.

No outro dia, todos nós sentimos algo diferente. Ballora estava em manutenção, junta de Funtime Freddy. Então éramos apenas eu e minha segunda grande amiga, Funtime Foxy, "contra" todas essas crianças. O dia foi cheio. Por algum motivo, a menininha não havia aparecido. Ela nem ao menos me disse seu nome.

No final do dia, quando todas as crianças já haviam ido embora, dois homens chegaram para fazer a manutenção de Funtime Foxy e Ballora — Funtime Freddy já estava em manutenção fazia muito tempo. O problema é que ele assustava as crianças ao invés de animá-las. Sua voz estava estranha, seu rosto estava com uma expressão horrível. Isso aconteceu de um dia para o outro. Ninguém, além de Bon-Bon (ou, como todos falam, Bawn-Bawn) sabe o que aconteceu com ele (Bawn-Bawn é o fantoche de F. Freddy, ficava em sua mão direita).

Eu fiquei em meu palco, algo estava se mexendo dentro de mim, e eu não conseguia controlar. Quando olhei para o lado, uma criança estava ali. Ela estava assustada, e nas minhas programações dizem para eu soar um alame quando tem uma criança perdida. Ele fica na minha barriga, eu me virei para a criança e comecei a soltar o alarme... Mas algo diferente aconteceu. Aquela coisa que eu mencionei antes, ela saiu de dentro de mim e agarrou a criança, puxando-a para dentro de mim. Eu me assustei, não esperava que aquilo fosse acontecer... Mas foi apenas o começo.

No dia seguinte, a polícia estava ali. Acho que estavam procurando a criança que eu... Matei... Funtime Foxy não havia aparecido, nem Ballora e muito menos Funtime Freddy. De madrugada, lembrava de ter andado pelo auditório Funtime e pela Galeria da Ballora — Para ver se eles estavam bem —, e encontrei os corpos dos técnicos. Fico me perguntando se foram eles que fizeram isso. Funtime Freddy odeia que apareçam em seu local de loucuras (eu chamo assim, pois la Bawn-Bawn tenta acalmá-lo de todo o jeito. Se um rato aparece lá, ele se desespera e começa a dar erros. Bawn-Bawn diz: "Eu acho que é apenas um rato... Vamos voltar a dormir", mas de nada adianta e logo ele já está fazendo bagunça.

Eu estava ficando com medo... E além disso, eu estaria sozinha amanhã...

No dia seguinte, poucas crianças apareceram. Foi ótimo para mim, pois a maioria ficava brincando com meus balões ou tomando meus sorvetes.

Convidei novamente algumas crianças para a "Sala Secreta" e apenas a menininha foi.

Ela havia me contado que seu pai estava muito ocupado ultimamente, e que me visitaria todos os dias que pudesse. A coisa em minha barriga começou a se mover novamente. Eu, em desespero, falei:

— Volte para as outras crianças, Circus Baby precisa descansar. — E fingi estar desligada.

— O que? Ei! Acorde! Onde estão as outras crianças? Você sabe, não sabe? — Ela perguntava muitas coisas juntas, uma atrás da outra sem nexo algum umas com as outras. — Não foi por isso que me chamou aqui? Para ficar comigo novamente? Eu não entendo... Eu não entendo... — De repente, parece que ela começou a chorar, o que me fez ficar triste, e tocar a canção da Ballora, salva na minha memória que ela canta sozinha, às vezes: "Tudo o que eu faço é dançar sozinha...", e essa frase foi o suficiente para ela parar de chorar — Está tudo bem. Eu ainda estou aqui... Vamos brincar de esconde-esconde! — Ela correu para fora da sala chamar outras crianças, que logo vieram correndo.

Fizeram um tipo de jogo para decidir quem contaria. As crianças correram para fora da Sala Secreta, e uma única ficou ali para contar. Uma das minhas funções era cuidar das crianças, e essa sala pode ser perigosa se alguém quiser explorar. Portanto, fiquei ali esperando a criança contar. A criança saiu da sala, e eu a fechei.

Depois de um tempo, eu ouvi a voz de uma criança, dizendo: "Você tem que me deixar entrar na sala. Nós precisamos de você, para nos escondermos.", então abri a porta e apenas 4, das 13 que tinham ao todo, entraram. O lugar para dizer "1, 2, 3" nome seria no meu palco, então elas vieram para cá na esperança de que eu soubesse um esconderijo. Eu realmente sabia, mas ele seria aqui dentro, o que não é muito recomendado.

Uma das crianças deu a ideia de se esconderem ali. Porcaria... A ruivinha fechou a porta e se escondeu junto com os outros.

Após algum tempo de espera, a voz do garoto que estava procurando começou a ser ouvida: "— O.k., eu desisto, vocês ganharam. Podem sair!", a ruivinha tentou abrir a porta, mas não conseguiu. Todos tentaram mas não conseguiriam. Então ela falou: "—, Nós precisamos de você, para nós podermos sair." e eu tive que ignorar todos os meus comandos pessoais de não agir como se tivesse consciência própria, e abrir a porta normalmente. Quando todas as crianças saíram, a ruiva começou a dizer: — Eu vou me mudar, meu pai estava ocupado esses dias preparando a mudança. Eu vou poder vir aqui apenas uma vez ou duas, por mês. Espero que não sinta minha falta! — Fez uma pausa. — Vamos nos ver de novo, logo." e foi embora. Fiquei pensando sobre o que ela disse...

Ela voltou no dia seguinte. Seus cabelos soltos novamente, sem nenhum motivo em especial. Provavelmente hoje ela se mudaria. Confesso que eu tinha ficado um pouco triste. E, como um adeus sem usar palavras, eu fiz um sorvete de flocos para ela (tenho uma variedade imensa de sabores de sorvetes no sistema), alguma vez eu a ouvi dizendo que seu sorvete favorito é o de flocos.

Eu estava feliz e triste ao mesmo tempo. Enquanto ela vinha, lentamente, a coisa em minha barriga se mexeu. Eu tentei ao máximo me controlar. Ela segurou o sorvete, e então... Foi pega por mim. Eu não queria fazer isso... Mas aconteceu...

Eu já não me sentia mais a mesma. Fico me lembrando desses momentos felizes e tristes, e só lembro do quanto ela era parecida comigo. Cabelos ruivos em Maria chiquinha, bochechas rosadas, olhoa verde que mais pareciam duas esmeraldas, um vestidinho vermelho... E um coração inocente. Esse coração agora está dentro de mim, junto com o resto. Mesmo ela não sabendo que as palavras "Vamos nos ver de novo, logo" significam agora... Eu sei. E não é nada legal.

Eu sempre quis abraçá-la e fazê-la feliz, eu tinha ela só para mim e mais ninguém. Eu estava... Feliz... Até o pai dela encontrar algo ruim dentro de mim... Meus olhos eram azuis, no princípio. E agora são verdes. Porém eu sempre contei essas histórias como se verde fosse a cor original.

"Por que ela não podia se aproximar?!", lembra-se dessa pergunta? Não? Eu respondo agora, pois agora eu sei. Ela não podia se aproximar pois o pai dela sabia que nós poderíamos matá-la. Ele "criou" máquinas para matar crianças, e nem ao menos sentiu remorso. Ele apenas se importava com a filha, e agora ela se foi. Em seu coração só existe tristeza e dor, não mais amor. E essa é a realidade de muitos, como você deve saber.

Tivemos que ser todos reprogramados depois dessas mortes uma atrás da outra, tanto das crianças, quanto dos técnicos. A culpa agora era nossa. Esse é o problema dos humanos, eles nunca reconhecem seus erros e os jogam para outra pessoa como se ela fosse fazer mágica para esse problema sumir. Mas o problema nunca some, ele sempre fica lá, mesmo que apenas uma parte. E foi isso o que aconteceu conosco.

As coisas ruins de dentro de mim foram removidas. Circus Baby nunca mais foi a mesma. Ballora nunca mais foi a mesma. Funtime Foxy nunca mais foi a mesma. Funtime Freddy nunca mais foi o mesmo. Bon-Bon nunca mais foi o mesmo. Agora, nós somos todos um. Agora, nós somos todos livres. Agora, nós somos todos Ennard.

Eu sempre gostei daquela garotinha. Agora nós somos apenas uma, e mais alguns. Eu nem ao menos sei o nome dela, mas sou livre agora... Nós somos livres.

Notas finais
espero que tenham gostado :'3 (perdoem os erros ;-;)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!