She Will Be Loved
3 Rolling In The Deep
Notas iniciais
Mais um gole.
Quinn Fabray soltou uma gargalhada, assim que Victória lhe contou mais uma piada. As duas já estavam lá, rindo á horas. Quinn tinha saído do colégio, direto pro bar mais novo de Lima.
- Tem uma garota da escola que eu ainda não peguei – falou Mary, se intrometendo na conversa, bêbada também. – Rachel Berry. Aquela baixinha pode ser difícil.
Quinn sentiu enquanto a bebida descia, gelada por sua garganta. As mãos apertaram o pote de cerveja com força. As memórias dos gemidos de Rachel em seu ouvido, do jeito que a morena arranhava suas costas, com as unhas bem feitas. Delas duas se agarrando em todo canto que era possível. Mas mesmo assim, Quinn não era amada por ela. Por quê? Quinn era muito melhor que Santana. Ela já havia provado isso pra Rachel de todas as formas possíveis, e ainda parecia não adiantar.
- Maldita – murmurou Quinn, baixinho, tomando outro gole de sua bebida.
- O que foi, Quinnie? – perguntou Victória. – Quem é maldita?
- Berry – disse Quinn, rindo, ou melhor, gargalhando. – A gente é, tipo um conforto uma pra outra. Mas sabe quem ela ama? A Santana. E eu sou muito melhor que aquela latina de peitos falsos.
- Isso é verdade – falou Mary. – Eu já peguei as duas, e a Quinn é muito melhor de cama.
- Tá vendo – gabou-se Quinn. – E sabe o que mais? Ela disse que não me amava. Eu disse que amava ela, e ela disse que não me amava. Ela tem que amar. Eu vou fazer aquela garota me amar.
- Quinn... – preocupou-se Victória, que não estava muito bêbada.
- Eu quero cantar – falou Quinn, se levantando. – Eu vou subir naquele palco e vou cantar uma música beeeem romântica.
- Tem certeza? – Mary ergueu uma sobrancelha.
- Claro que tenho – falou Quinn, rindo. Ela foi cambaleando até o palco, e subiu, dando pulinhos animados.
- Fabray, hoje não é dia de karaokê – falou o dono do bar.
- VÁ SE FERRAR! – gritou Quinn, mostrando o dedo do meio pro homem, fazendo que os outros rissem, e o dono corasse. – MANDA!
There were places we would go at midnight
There are secrets left nobody else would know
There's a reason but
I don't know why
I don't know why
I don't know why
I thought they all belong to me
Quinn viu uma figura pequena, de belos olhos castanhos entrar pela porta, parecendo seriamente preocupada. Deu um sorriso ao ver. Ela, Rachel Berry, parecia estar procurando por alguém. Alguém. Quinn sorriu mais, quando Rachel finalmente havia percebido que ela estava ali, cantando. E então, cantou diretamente olhando nos olhos da diva.
Who's that girl?
Where's she from?
No, she can't be the one
That you want
That has stolen my world
It's not real
It's not right
It's my day
It's my night
By the way, who's that girl?
Living my life
Oh, no, living my life
Rachel mordeu o lábio, hesitante, enquanto observava Quinn cantar. Se sentia mal por ter dito aquelas coisas pra loira, e sabia que aquilo era sua culpa. Mas o que podia fazer se não amava Quinn tanto quanto amava Santana? Ela não mandava no coração.
Seems like everything's the same around here
When I look again and everything has changed
I'm not dreaming so
I don't know why
I don't know why
I don't know why
She's everywhere I wanna be
Quinn cantou essa parte com uma lágrima de raiva caindo do olho. Sentia raiva, e ódio, e ira, e ciúmes, e... Uma dor tão grande, quanto levar uma facada. A música parecia sim fazer efeito em Rachel, mas não o suficiente. Ela observou a morena lhe dar um sorriso torto, e continuou a cantar.
Who's that girl?
Where's she from?
No, she can't be the one
That you want
That has stolen my world
It's not real
It's not right
It's my day
It's my night
By the way, who's that girl?
Living my life
Oh, no, living my life
Uma mecha de seu cabelo caiu de frente aos olhos de Rachel, escondendo a lágrima que caiu dos olhos da diva. Rachel a limpou rapidamente, enquanto encarava uma Quinn Fabray irritada, e seriamente magoada.
I'm the one
Who made you laugh
Who made feel
I made you sad
I'm not sorry
For what we did
Who we were
I'm not sorry
I'm not hurt
Essas duas frases finais não eram verdade, concluiu Quinn, sem tirar os olhos de Rachel. O bar todo estava atento nela, na garota de cabelo não muito grande, e olhos verdes cheios de dor e mágoa.
Who's that girl?
Where's she from?
No, she can't be the one
That you want
That has stolen my world
It's not real
It's not right
It's my day
It's my night
By the way, who's that girl?
Living my life
Oh, no, living my life
A música acabou, e ela foi aplaudida de pé por todos. Até Rachel bateu palmas levemente, ainda com um sorriso torto, costume que ela tinha adquirido de Finn. Quinn desceu do palco, levando batidinhas no ombro, até chegar em Rachel.
- Oi, amor – falou Quinn rindo. – Eu te chamei de amor, notou?
- Quinn, você está bêbada? – perguntou Rachel, incrédula. – Ah, pelo amor de Deus, vem comigo.
- Eu não quero ir – choramingou Quinn. – Você não me ama, não tem pra que eu ir com você.
- Mas eu me preocupo com você, okay? Me preocupo mais do que eu devia – falou Rachel, estendendo a mão. – Vamos, Quinn, já é tarde. Você devia ir logo pro seu apartamento, sua mãe vai acabar te ligando da casa dela, e vai escutar você desse jeito. Vamos.
Quinn fez um beicinho triste, e agarrou a mão de Rachel.
As duas entraram no carro da diva, que colocou Quinn no banco passageiro, enquanto dirigia em direção ao apartamento da Fabray.
- Por que você não me ama? – perguntou Quinn, com uma cara irritada. – Ela é mais bonita que eu? Ela te satisfaz mais?
- Quinn, não é nada disso... — fez Rachel, ficando chateada. — Eu não escolhi por quem me apaixonar. Mas eu gosto muito de você.
- Mas eu te amo — uma lágrima escorreu do rosto de Quinn, fazendo com que o coração de Rachel se apertasse. — Eu não sabia o que era no começo, mas agora eu sei. Eu não posso te perder, Rachel. Eu preciso de você, pra seguir em frente.
- Você não vai me perder, Quinn — falou Rachel, mordendo o lábio, e tentando se concentrar na estrada.
- Eu não quero — chorou a loira. — Mas você não me ama. Eu não posso te fazer me amar. E isso é o que mais machuca. Saber como você olha pra mim, e depois olha pra ela de um jeito tão diferente...
Rachel suspirou fundo.
- Quinn, eu já te disse. Só porque não te amo, não significa que não me importo com você — falou Rachel.
- Não é o bastante — falou ela, irritando-se. — Eu só estou cansada de ser a última opção. Primeiro pro Finn, depois pro Puck, e agora pra você. Ninguém me ama. Eu estou começando a achar que você nem se importa comigo, que quer que eu saia logo do seu caminho.
Rachel parou o carro, bruscamente.
- O que foi? — perguntou a loira, com os olhos verdes arregalados.
(Recomendo que escutem 'Rolling In The Deep' da Adele, a partir de agora)
Sem dizer uma palavra, Rachel se aproximou de Quinn, e a puxou pra um beijo cheio de raiva, desejo, ódio, ciúmes, e vários tipos de sentimentos, que a loira retribuiu com a mesma intensidade. Rachel segurava a nuca dela com força, enquanto Quinn a puxava pela cintura, com jeito. Assim que o beijo acabou, Quinn e Rachel estavam com as bocas inchadas, e Rachel tinha um brilho nos olhos que Quinn não soube descrever.
- Você quer se sentir amada — falou Rachel, puxando a loira pro banco de trás, e se deitando. — Então deixe eu te fazer se sentir amada.
E puxou a loira pra cima dela, beijando-a novamente. Quinn se ajeitou entre as pernas da morena, beijando-a no pescoço, no queixo, na orelha, e depois no colo. Naquele momento, Rachel estava usando um vestido de botões, e aquilo havia facilitado o trabalho de Quinn. A loira começou a abri-lo com a boca, de uma forma sexy, e quente. Rachel jogou a cabeça pra trás, dando mais espaço pra loira, que continuava seu trabalho, da mesma forma de sempre. Quinn tirou a blusa preta que estava usando, e Rachel tocou-lhe os seios, pela primeira vez na vida. Quinn gostou da sensação, de do prazer que havia visto nos olhos claros da morena. Quinn riu, e a beijou levemente nos lábios, e então ela tirou o short jeans, ficando apenas de calcinha. Rachel estava com o vestido todo aberto, e Quinn foi tirando-o levemente, fazendo a diva ficar que nem ela. Naquela noite, as duas se sentiriam amadas. Estariam amando uma à outra, sem ligar pra sentimentos. Naquela noite, Quinn iria fazer Rachel sentir seu amor, e Rachel iria fazer Quinn se sentir amada. Elas seriam um conforto uma pra outra, aquela noite, não importando que fosse dentro do carro, no mato, ou quem sabe até no meio da estrada, mas seriam uma da outra.
Quinn despiu suas peças íntimas, e Rachel a ajudou a tirar as delas. Quando viu os seios de Rachel novamente, Quinn sorriu, e começou a beijá-los, fazendo Rachel dar um riso abafado. Ambas estavam suadas, e implorando por mais, sem nem falar. Quinn estava pronta pra fazer o movimento mais ansiado, quando Rachel a parou, e então, interveu as posições, ficando em cima da loira, e beijando-a no pescoço.
- Eu já fui sua demais — falou Rachel, no ouvido dela. — Hoje, você vai ser minha.
Quinn assentiu, e abriu as pernas, encaixando Rachel lá. Rachel então fez. Quinn soltou um grito de prazer, que fez a morena rir. Foi de novo, e de novo, enquanto Quinn tinha um sorriso tênue, enquanto Rachel a beijava no pescoço, nos seios, no colo, deixando marcas roxas por onde passava. Quinn sempre tinha sido o 'homem' da relação com outras mulheres, principalmente com Rachel, mas ter trocado os papéis, e ser a mulher naquela noite a fez se sentir mais amada e desejada do que nunca.
- Mais, mais — gemia Quinn.
Rachel apenas fazia. Era mais fácil do que ela pensava. Elas continuaram os movimentos por muito mais tempo, até que estavam cansadas, e satisfeitas. Rachel então foi subindo ao encontro do rosto de Quinn, e murmurou:
- Nunca... Escute bem... Nunca diga que eu não gosto de você — Rachel depositou um leve beijo nos lábios da loira. — Posso me apaixonar por milhões de pessoas, mas eu nunca, nunca vou te tirar do meu caminho, muito menos da minha vida.
Quinn sorriu, e as duas compartiharam um último selinho.
Vestiram-se, e voltaram pros seus lugares, agora Quinn tinha um sorriso animado no rosto, enquanto Rachel parecia cansada, mas satisfeita. Rachel voltou a dirigir o carro pro apartamento de Quinn, e quando chegaram, Rachel a acompanhou até a porta.
- Está entregue — falou Rachel, dando um leve aperto na mão de Quinn.
Antes que pudesse sair, Quinn a puxou novamente.
- Dorme comigo hoje? — pediu Quinn, com um rosto que Rachel não conseguia resistir. Olhou pra baixo, tentando procurar uma razão pra não dormir com a loira. Mas não havia nenhuma. E ela precisava daquilo.
- Tudo bem — disse Rachel, entrando com a loira.
As duas entraram no quarto de Quinn, e Rachel ficou esperando que a loira tomasse um banho gelado. Olhava pra baixo, e quando os olhos foram pra cima, ela observou a loira vindo com uma camisola amarela, bastante colada, e os cabelos bagunçados, de uma forma muito sexy. Rachel respirou fundo. Aquilo era provocação...
- Pode se deitar — riu Quinn, percebendo o efeito que causava na diva. E então ela se deitou na cama, sem colocar o lençol, nem nada. Rachel também se deitou. — Me abraça, por favor?
Rachel obedeceu, colocando uma mão ao redor da cintura fina da loira, perto de um canto que Rachel adorava tocar... Okay, não tinha mais como ela resistir.
- Quinn?
A loira se virou, pra perguntar o que era, e foi invadida pelos lábios ferozes da diva nos seus. Quinn a puxou pra cima dela, já abrindo um botão do vestido da diva, enquanto Rachel descia a alça da camisola dela.
Aquela foi uma longa noite.
(O resto vou deixar por conta da imaginação de vocês)
Continua...
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