She

21 Chapter XX - Star Staring


Notas iniciais
CHEGAAAAAAY! O último capítulo de She! Tentando segurar as lágrimas :( Lembrem-se que ainda terá o epilogo que postarei logo amanhã, mas, oficialmente, este é o último capítulo de She! Eu demorei um pouco para postar porque fiquei ocupada com atividades escolares e principalmente porque o Wattpad (onde eu escrevo as fanfics) resolveu NÃO salvar o capítulo que já estava TERMINADO. Tive que escrever tudo de novo. Mas enfim... Leem e aproveitem! Vejo vocês nas notas finais!

Esfrego minhas mãos nervosas uma na outra em frente ao rosto e deixo minha respiração tensa bater contra minha pele. O ar da manhã estava gélido, o que só dificultava minha respiração trêmula e me deixava mais apreensiva. Rachel está do outro lado da sala, Samantha está conversando com ela e não sei se sou capaz de amá-la mais do que amo agora. Ela estava distraindo Rachel, e eu estava muito grata por isso. Não precisávamos de mais uma pilha de nervos além de mim agora. Stefan está do meu lado. Ele está vestindo uma roupa bem séria, e está bem bonito. Uma camisa social azul escura e calça marrom. Eu não estava nada parecida com ele, muito talvez por não estar muito produzida. Eu não queria dar mais valor a situação, então vestia uma camisa branca por baixo de uma jaqueta jeans velha, calça cáqui e All Stars surrados.

Meu padrinho estava calado, mas ele não desgrudava de mim e eu sabia o que isto significava.

Eu estou aqui.

A tensão pareceu pipocar no ar quando ouvimos um som de motor e eu avistei o velho Ford Exort XT9 do meu pai parar em frente á casa de Stefan. Meu coração acelerou e antes que eu pudesse perceber, Rachel atravessou a sala e me abraçou forte.

"Fique tranquila, ok? Nós estamos aqui. Eu estou aqui, bem perto de você. Se percebemos que eles estão sendo muito rudes com você, Samantha e eu sairemos do seu quarto e ficaremos aqui. Do seu lado. Entendeu?"

"Eu amo você." Não me importei em responder sua pergunta. Eu só precisava falar. O olhar de Rachel amoleceu e ela deu um sorriso lindo para mim.

"Eu também amo você, baby." Ela pousou as mãos em meus ombros e ficou na ponta do pé para me beijar. Passei meus braços por sua cintura, puxando-a para cima e prolongando o beijo. Deixei seu cheiro ir me acalmando. Nos afastamos.

"Não se esqueça que independente do que aconteça aqui entre você e seus pais, você sempre terá a mim e a Stefan." Ela sussurrou sobre meus lábios. Me deu um beijo na testa e se afastou, entrando no meu quarto. Alguns segundos depois, Samantha passou por mim, logo após de ter aberto a porta para os meus pais. Ela também passou direto e entrou no quarto com Rachel.

Ouvimos os passos se aproximando da sala e instantaneamente Stefan se aproximou ainda mais de mim. No mesmo instante, a imagem de Russell e Judy Fabray entraram na sala.

Foi um embate e um emaranhado de olhares. Judy alternava em olhar para mim ou para Russell. Russell alternava em olhar para mim ou para seu irmão. Eu alternava entre olhar para os dois que antes eram os meus pais.

"Bem..." Stefan começou, com a voz baixa e arrastada. "Vocês vieram aqui para conversar com Quinn."

Ao contrário de ficarem envergonhados, meus pais assentiram lentamente. Era algo que os dois me ensinaram desde pequena. Se você errou, aceite seu erro e faça a atitude certa. Nunca ande de cabeça baixa.

Russell olhou para mim e eu percebi algo novo. Seus olhos não estavam mais cortantes, e sim piedosos. Sua barba loira estava mais cheia e seus cabelos um pouco mais longos e puxados para trás. Mudei meu olhar em direção á Judy e percebi em como ela estava muito mais magra do que antes. Frannie havia falado a verdade.

"Onde está Frannie?" Soltei a pergunta.

"Pedimos á ela para conversar com você á sós. Não quero que você nos desculpe por causa de sua irmã."

Eu a encarei, mas não disse nada. Russell se aproximou com um passo hesitante e senti Stefan ficar alerta ao meu lado.

"Eu fui um terrível pai para você no último ano. Na verdade, eu não fui nenhum tipo de pai para você e eu sinto muito por isso. Sinto mesmo. Porque, você, Quinn... você não está perdendo nada, sabe? Você tem um futuro brilhante pela frente. Uma vida toda para seguir. Eu sou o único perdendo aqui. Sou um pai perdendo a filha." Ele falou e sua voz saia arranhada, cansada. Eu não me mexi um centímetro. Eu podia sentir os tremores em meu corpo mas meu olhar continuava firme. "Eu... Não tenho como dizer como me arrependo de tudo que fiz, mas desde que voltei á minha lucidez tenho me dedicado á me redimir, sabe? Estou pagando por tudo. Eu dei o divórcio para sua mãe e está tudo em paz. Pedi demissão do Secretariado, porque aquele emprego só fazia mal ao meu caráter e estou usando a indenização para dividir entre você, Judy e Frannie."

Isso havia me pegado de surpresa. Frannie havia mencionado suas intenções mas não acreditei que Russell era capaz. Olhei para Judy, que já tinha os olhos molhados. Ela se aproximou também. Eu sentia que eles haviam mudado, apenas pela presença deles na sala, mas algo em mim ainda me impedia de confiar novamente. Judy deu alguns passos e parou ao lado de Russel, me encarando com olhos cristalinos.

"É verdade." Sua voz saiu trêmula. "É tudo verdade. Eu... eu também estou tentando me corrigir. Estou vendendo tudo o que comprei no surto por causa de dinheiro e doei todas as bebidas de casa para um depósito na cidade. Eu me livrei de tudo." Ela deu mais um passo perto de mim e percebi como suas mãos estavam tremendo. "Me desculpe, minha filha. Desculpe-me por ter deixado você ir, de não ter ido atrás de você depois."

Sua voz rasgou meu peito e eu me encolhi. Stefan se aproximou mais e passou um braço sobre meus ombros. Russell observou o movimento.

"Foi ele." Eu comecei. "Foi Stefan que cuidou de mim por todo esse tempo. Ele me aceitou aqui, na casa dele, mesmo depois de anos sem me ver pessoalmente. E ele estendeu a mão para mim de qualquer maneira." Eu engoli as lágrimas. "Então, antes de tudo, agradeçam á ele por ter cuidado de mim quando vocês não cuidaram."

Isso pareceu atingi-los e era essa a intenção. Eles estavam aqui por uma razão. Porque eles estavam dispostos á se desculpar e eu estava disposta á ouvir. Mas teria que ser do jeito certo.

Judy nem ao menos hesitou. Ela acabou com a distância entre os pares e agarrou as mãos de Stefan.

"Obrigada." Ela disse e Stefan apertou as mãos dela de volta. "Eu nunca fui justa com você, Stefan. Mas você é bom e você cuidou da minha filha. Eu nunca vou poder agradecer completamente."

"Está tudo bem." A voz de Stefan saiu grave, mas ele não estava sendo cortante. "Eu sempre fui muito apegado á Quinn e eu sempre soube que ela era uma garota incrível. Ela passar esse último ano comigo foi um presente maravilhoso." Quando terminou, Stefan sorriu pequeno para ela e soltou suas mãos. Eu sorri para Stefan.

Eu sabia a conexão que construí com ele. Antes de tudo, Stefan só será um homem solitário que trabalhava demais e agora olha onde estamos. Onde chegamos. Quando Judy se distanciou mais, eu encarei Russell. Ele continuava encarando Stefan e eu não podia decifrar seu olhar. Stefan também o encarava.

Russell deu passos lentos e cuidadosos e parou na frente de Stefan, ainda o encarando. Eu prendi minha respiração.

Até que Russell estendeu a mão para o irmão. Stefan encarou sua mão por alguns segundos antes de segurar a mão de meu pai.

Meu pai engoliu seco e eu o vi, surpresa, segurar as lágrimas.

"Obrigada, irmão."

Stefan assentiu, mas eu vi o que a palavra "irmão" fez ao seu coração. Sorri pela segunda vez. Desta vez, eu sabia que as coisas iriam terminar bem.

"Vocês..." Minha voz saiu baixa então limpei a garganta. "Vocês sabem... eu me pus disposta á ouvir porque aprendi que erros sempre podem ser consertados, se pelo menos, dermos essa chance aos outros e á si mesmo também." Respirei fundo, aspirando coragem e dei um passo, parando em frente aos meus pais. "E sabe por que além disso eu tomei esta decisão? Porque eu pensei: "O que teria acontecido comigo se eles não tivessem me expulsado de casa?" O verbo "expulsar" fizeram meus pais estremecerem, mas eles continuaram firmes, ouvindo tudo o que eu tinha a dizer. Eles eram os Fabray. E um Fabray sabe ouvir o que merece de cabeça erguida.

Eu passei a mão em meu rosto, enxugando uma lágrima que eu não percebi que havia escapado.

"E, nossa, aconteceu tanta coisa boa na minha vida..." Soltei uma risada nervosa, mas sincera. "Eu estou satisfeita comigo mesma. Algo que nunca tinha sentido antes." Olhei para eles que estavam apreensivos, esperando uma finalização. "Então, entendi, que tudo acontece porque tem que acontecer, mas que nada precisa ficar igual se não quisermos."

Dei uma pausa, olhei bem para os dois. E decidi fazer o que já havia decidido há muito tempo.

"A confiança... ela vai voltar. Eu sei que vai. Mas, antes, precisamos reconstruir nossas bases primeiro, certo?" Vi Russell assentir com olhos vermelhos e Judy levar á mão ao coração. "Mas há algo que vocês precisam saber antes de ter meu perdão ou não."

"O quê?" Judy perguntou, dedicada.

"Se me amam de verdade, vocês tem que aceitar o meu amor..." Russell franziu o cenho. Judy ficou confusa.

"Quinn..." Ouvi Stefan sussurrar, assustado. Ignorei.

"Rach? Você poderia vir aqui, por favor?" Falei mais alto, em direção ao quarto.

Alguns segundos passaram até a maçaneta se mexer. A porta abriu. Rachel saiu devagar. Ela estava surpresa por causa de mim, mas estava firme em encarar meus pais. Ela se aproximou alguns passos e eu estendi minha mão para ela. Nossos dedos se entrelaçaram.

"Essa é Rachel Berry." Eu disse, beijando sua mão e olhando em seus olhos. "E ela é a garota da minha vida."

A expressão de minha mãe foi de espanto. O rosto do meu pai não se mexeu.

"Você quer dizer..." A voz de Judy saiu esganiçada. "Você está apaixonada por ela?"

"Eu a amo." Respondi. Rachel apertou-se em meu braço.

Judy encarou meu pai, que ainda não havia se pronunciado. Ele passou a mão pela barba.

"Frannie me avisou sobre isso." Sua voz saiu baixa, enquanto ele passava as mãos pelos cabelos. Ergui minhas sobrancelhas, surpresa.

"Mas, Frannie..." Minha voz falhou por um segundo. "Frannie não sabe sobre mim e Rachel."

"Ela sabe. O irmão mais novo daquele... garoto. Ele contou á ela."

Jacob. Jacob havia contado á minha irmã.

"Isso é... novo." Minha mãe murmurou.

Russell se aproximou e parou em nossa frente. E, igualmente como ele fez com Stefan, ele estendeu a mão á Rachel. Ela pareceu surpresa, mas como sempre, ela é Rachel Berry. Agarrou a mão de meu pai e balançou fervorosamente.

"Prazer em conhecê-lo, senhor." Disse com um sorriso gigante.

Então meu pai deu uma risada. Uma risada.

Uma risada de verdade.

Meu queixo caiu.

"Você parece ser boa." Ele disse á Rachel, então virou-se para mim. "Eu não vou perder minha filha de novo."

Então aconteceu.

Meu pai abriu os braços e eu cai dentro deles. Seus braços fecharam-se fortes ao meu redor e eu soltei o meu choro.

"Você vai confiar em mim de novo. Vai confiar em nós. E voltaremos a ser uma família de novo." Meu pai disse e eu soube que ele também estava chorando. Eu me afastei, passando a mão em meu rosto vermelho de choro. Rachel também lutava contra as lágrimas. Stefan parecia aliviado e até um pouco radiante.

Encarei Judy, que se aproximava mais. Ela parou em frente á Rachel e sorriu.

"Você é bem bonita." Ela disse, voltou seu olhar para mim. "Posso me acostumar com isso."

Então ela também jogou os braços envolta do meu pescoço e me abraçou. Senti o cheiro do seu perfume de sempre e mais algumas lágrimas caíram. Minha mãe estava de volta.

Meu pai segurou minha mão e minha mãe segurou a outra. Rachel estava ao meu lado, com um braço pela minha cintura e Stefan estava do outro lado, com uma mão em meu ombro.

Olhei para cada um deles.

E me permiti sorrir.

Nada poderia ser mais completo.

*~*~*

Três dias depois...

O clima da tarde de Lima estava úmido e frio. Rachel e eu andávamos juntas pela rua em direção á Ohio Letters, estávamos de mãos dadas e ela agarrada em meu braço. Rachel estava linda com o rabo de cavalo e o sobretudo longo rosa. Eu vestia um sobretudo marrom por cima de uma calça jeans clara e uma touca amarela nos cabelos.

Quando entramos na livraria, ouvimos o sino da porta tocar e sentimos o ar aconchegante do lugar nos aquecer.

"Cullen!" Norman exclamou assim que me viu, ele deu um sorriso bonito e seus olhos verdes mostraram-se para nós. Saiu de trás da banca e parou em nossa frente. "Rach! Uau, vocês são sexy juntas."

Rachel corou e avancei um passo para dar um tapa no seu ombro.

"Respeite minha namorada."

"Já percebi quem é a encoleirada." Ele disse passando a mão no braço batido.

Revirei os olhos. Rachel riu.

"Porque ele me lembra Santana?" Ela perguntou, melodiosa. Eu gargalhei.

"Acredite, depois de trabalhar por horas, ele fica pior."

Ouvimos passos descendo a escada de madeira e vi Elijah descer segurando um pacote e com um sorriso grande no rosto.

"Quinnie! Olhe só, a menina Berry veio também!" Ele exclamou se aproximando do trio.

"Elas provavelmente não se desgrudam por nada." Norman disse. Elijah olhou feio para ele.

"Não mecha com as meninas."

Rachel e eu rimos.

"Menina Fabray... Eu vou sentir sua falta!" Eu sorri, me desprendendo de Rachel e abraçando Elijah que me deu um tapinha nas costas. "Você é uma garota maravilhosa. Obrigada por impedir que Norman torna-se a Ohio Letters uma bagunça nos últimos meses."

Norman soltou um indignado.

"Que velho ingrato!" Ele brincou.

"E você demitido!" Elijah rebateu, mas virou-se para mim de novo com um sorriso. "Tome." Ele ergueu o pacote. "Mandei Nancy costurar para você. Ouvi dizer que em New Haven faz frio."

Nancy era a esposa dele e uma senhora muito fofa. Peguei o pacote e abri. Era um moletom feito de lã azul-escura e que parecia ser bastante grossa e especialmente cara. Sorri pelo carinho.

"Obrigada, Elijah. Agradeça á Nancy por mim. Vou sentir falta de vocês." Elijah assentiu sorrindo. Ouvi Norman limpar a garganta e o encarei.

"Vou sentir sua falta, Quinn." Ele sorriu. "De verdade."

Coloquei as mãos em seu cabelo e puxei ele para um abraço. Norman foi um companheiro e tanto. Vou sentir saudades de suas piadas e nerdices.

"Vá fazer sucesso em Yale. E me ligue quando ficar rica!" Ele diz, provocando uma risada uníssono.

Alguns minutos depois Rachel e eu caminhávamos em direção ao cinema de Lima. Meu braço estava sobre seus ombros e o seu envolto em minha cintura.

"Achei muito fofo você fazer questão de vir se despedir de Elijah e Norman." Rachel sussurrou, de repente.

Eu parei de caminhar, e fiquei de frente para ela. Entrelacei nossos dedos.

"Eles foram muito bons para mim." Eu disse, olhando para o céu me sentindo nostálgica sem nenhuma razão. Suspirei.

"O que foi?" Rachel perguntou com o cenho franzido.

"Você nunca pode voltar para casa." Eu sussurrei, olhando para o chão.

"O que?"

"Você nunca pode voltar para casa." Repeti. "É um poema. Um poema que diz que... quando você deixa o seu lar, você nunca irá encontrá-lo de novo. A vida segue, o tempo passa e nada fica igual. Acho que por isso fiz questão de vir. O lar só fica intacto na memória."

Rachel ergueu a mão e acariciou o meu maxilar com o dedão. Fechei os olhos sentindo o carinho.

"Você é maravilhosa." Ela disse.

"De onde isso saiu?" Abri um olho. Ela sorriu sapeca e apontou para própria boca.

"Daqui."

"Daí, é?" Perguntei safada e passei minhas mãos por sua cintura. "E eu posso beijar isso aí?"

"Você quer?"

"Parece apetecível."

Rachel jogou a cabeça para trás em uma risada gostosa.

"Apetecível? Você é uma idiota."

"Uma idiota maravilhosa." Disse, apertando sua cintura e beijando seus lábios. Senti a respiração de Rachel ficar rasa e sorri.

"Vamos para esse cinema logo." Ela disse agoniada e começou a me puxar pela mão. Eu comecei a rir.

Eu estava tão feliz.

*~*~*

"E os ganhadores da Nationals 2012 vai para... News Directions!"

A plateia urrou ao mesmo tempo que meus companheiros do Glee começaram a pular e agarrar-se uns aos outros. Santana pulou em Brittany. Tina jogou-se em Mike. Finn trocava um abraço apertado com Mr. Schue e eu mal pude ver quando Rachel me atacou.

"Ganhamos!!!!!!!" Ela gritou estridente.

"E tudo por causa de você!" Eu gritei e ela uniu nossos lábios. E foi a melhor sensação do mundo. Beijar Rachel como uma ganhadora Nacional e com mais de trezentas pessoas gritando aos nosso pés. Meu rosto estava vermelho de suor não impediu que aprofundássemos os beijos.

"Com licença, casal de ouro." Ouvi a voz de Sam e senti Rachel ser afastada de mim.

"Ah meu Deus!" Quando abri os olhos, Finn e Sam estavam a jogando para cima e o coral todo começou a pular junto. Senti um peso em minhas costas percebi que Blaine e Santana haviam se agarrado em mim. Gritei alto, deixando que a felicidade se expandisse em forma de energia.

O troféu foi levado até nos e juntos nós o erguemos — depois de cada um ter dado um selinho de amor nele — e então tiramos a foto oficial. Para o momento ficar eternizado.

Tudo ficou completo quando olhei para a platéia e vi meu pai, minha mãe, minha irmã e meu heróico padrinho.

E eu soube que nada mais no mundo poderia me parar.

*~*~*

"Quinn!"

"Shhhhh"

"O que você está fazendo?"

"Só venha!"

"Tínhamos que ter ficado no quarto!"

"Depois que eu te mostrar o que eu consegui, você não vai querer ter ficado no quarto."

Rachel finalmente se calou. Ela parou atrás de mim, e se encolheu de frio. Estávamos na cobertura do hotel em New York e ela vestia apenas uma camisola rosa — que estava para diabos sexy — e um casacão por cima. Eu vestia um moletom preto e um short-pijama. Eu finalmente consegui acertar qual chave pertencia á porta de saída e abri para que Rachel passasse primeiro.

"Lindo." Rachel suspirou, assim que saímos.

A vista era de tirar o fôlego.

Estávamos no alto e dava para ver as luzes da cidade, e principalmente a Liberty Tower e o Empire State Building impondo-se sobre a cidade.

"Eu queria mostrar isso para você." Sussurrei em seu ouvido, passando as mãos em sua cintura e grudando nossos corpos bem juntinhos. "Queria mostrar que essa cidade pertence á você."

Ela virou-se, ainda em meus braços e me beijou. Senti sua língua fazendo círculos no céu da minha boca e gemi.

"Eu amo tanto você." Ela disse, ofegante. "Prometa que esse namoro á distância vai dar certo." Ela murmurou chorosa.

Eu amoleci, passei minha mão em suas costas, fazendo carinho.

"Eu prometo." Eu lhe dei um selinho. "Prometo á você. Prometo á Nova York inteira!"

"Então a cidade vai ser nossa testemunha, huh?"

"Nova York vai ser nossa protetora."

Ela sorriu e meu coração explodiu de amor. Eu a amava tanto. Eu lhe passava segurança, mas também tinha medo. Mas algo que eu tinha certeza era que iríamos dar tudo de nós e isso era o suficiente por agora. Rachel virou-se de novo e aconchegou-se no meu peito.

Eu queria acalma-lá mais ainda, então quando uma música apareceu em minha cabeça, eu comecei a cantar:

5000 miles
Of you on my mind
There will be pain, there will be glory
Girl you don't need to worry.
Cos my heart will wait
My heart will wait for you
Always

Senti Rachel aperta-se ainda mais em mim. Colei meus lábios em seu ouvido.

We sat and dreamed of life
Oh how the future it could be
Flawless drawings of beauty
So don't give up girl
This is just the beginning

Ela virou-se para mim de novo e seus olhos estavam chorosos, mas felizes. Juntei nossas testas e sussurrei sobre seus lábios.

"Eu amo você, Rachel Berry."

E ela respirou fundo antes de responder.

"Eu amo você, Quinn Fabray."

E as luzes e estrelas de New York City pareceram brilhar mais.

Mas não mais do que a garota em meus braços.

Não mais que ela.

Notas finais
My Heart Will Wait - Joe Brooks. Comentem. Me deixem saber o que essa fanfic significou para vocês. Eu mal tenho o que dizer. Escrever essa história me ajudou muito nos últimos meses. Não só como escrevê-la como também ler e ver como a história agradou vocês. Foi gratificante. Foi maravilhoso. Nunca poderia esperar uma resposta melhor á fanfic do que vocês me deram. Muito obrigada por isso! Ultimamente tive alguns pedidos por uma segunda temporada de She, e estou protelando a ideia... O que vocês acham? Querem uma segunda temporada? A fic merece uma segunda temporada? Me respondam, e irei dizer minha decisão quando postar o epílogo... Depois daqui, meus amores, continuarei escrevendo minhas histórias para o meu otp amado Faberry e sempre tentando mostrar á vocês o melhor dos meus sentimentos. Vejo vocês em "Palm Trees Or Lost Souls" e nas próximas fics que irei escrever... Até a próxima!