Shark

10 Capítulo 10 - Separação?


Notas iniciais
;D Único cap. de hoje... tomare que gostem.

Durante a viagem, ele se recusou a falar comigo… nem sequer olhou na minha cara. Apenas mantinha sua expressão séria, que eu compreendia que ele estava arrependido e consentia tudo que eu falava.


- Vicent, é que o caso é esse… eu não sou gay, entende. E você simplesmente não pode me trazer para sua casa e, sem demoras, me estuprar… é que eu fui totalmente estuprado! Você acha isso DECENTE?! Fazer isso com SEU amigo?! – Eu esbracejava e olhava para o rosto dele. – Já para não falar de sua filha, né, Vicent!, que me estuprou ainda pior que você!


Eu calei minha boca. Achei que haveria momentos mais oportunos de massacrar os neurónios dele. Olhei no relógio… estávamos atrasados já. Notei que Vicent começara olhando para o relógio do carro também. Eu via aflição no rosto dele, já que era a primeira vez que aquele perfeito empresário se atrasava em toda sua carreira… perfeita.



- Hoje como estou de bom humor, nem sequer vou ligar para esse atraso medíocre de 10 minutos. Afinal, vocês tinham que fazer as malas. – O chefe gordo nos abria a porta de seu escritório. – Ah, e, Karl, você tem uma visita na sala de espera aguardando você. – Ele fechava a porta, já comigo fora do escritório. – E nós, Vicent, precisamos conversar sobre uma mudança de planos.


O chefe saiu da sala e foi procurar alguém, enquanto Vicent preparava um café.



Quando eu cheguei lá na sala de espera, o arrendador me esperava. Ele estava com uma expressão demoníaca, pelo que, assim de vista, parecia que tinham roubado todos seus apartamentos. Me aproximei dele e sentei na cadeira na sua frente. Ele me apontou o dedo no nariz.


- Ouça bem, seu… safado! – Cheguei a pensar que ele poderia vir a deitar saliva raivosa pelos cantos da boca. – Bella me contou o que houve! Ela me contou sua ousadia de querer trocar o dinheiro por um “sexo a três”!


- Será que a ousadia foi minha… — Eu afastava o dedo dele. – ou dela? – Eu chegava minha mão no bolso, em que tinha guardado o gravador.


- Se você tiver provas que ela tem feito sacanagem nas minhas costas, eu mesmo pago uma boa parte do roubo. A outra parte, você mesmo terá que esperar que a polícia te dê como indemnização pelos objetos roubados. – Ele se sentava confortavelmente, de perna cruzada, esperando que eu não tivesse nada escondido na manga.


- Pois bem, – Eu mostrava para ele meu objeto mega secreto. – eu vou deixar você ouvir um pouco. E o resto, você só poderá ouvir se me prometer que vai pagar tudo mesmo.


- Sim, bom… bota logo isso rodando! – Ele acanhava seu ouvido.


Então, eu cliquei no Play, e logo começou rodando:


“- Mènage à trois?


- Com quem?


- Você… eu… e seu amigo, que, pelos vistos, é bem gatxénhô.”


Parei a gravação, e encarei meu arrendador com um sorriso safado. Ele tinha os olhos arregalados, e ele bem reconhecia a voz de sua linda e fiel mulher (pensava ele). No entanto, ele ainda não tinha ouvido toda gravação.


-Eu prometo que pago tudo. Agora, me passe essa merda de gravador. – Ele me arrancava o gravador da mão. Então, clicou Play de novo e ouviu o resto, como que massacrando ele mesmo.


Eu não quis estragar todo aquele momento de sofrimento, então, segui o chefe, que passou por ali com a Bárbara, uma outra estagiária que, por sinal, caía de amores por mim, para variar. Eu já tinha andado com ela (sabe, namoro não muito sério, só para ver no que dá), mas daí eu vi mesmo que não seria com ela com certeza que eu iria perder minha virgindade. Então, não me restou mais hipóteses, a não ser terminar tudo com a pobre Bárbara. Ela tem um rosto angelical e umas bochechas muito rosadas, o que fez eu ter muita pena dela. Seus cabelos pretos e seus olhos azul-escuros a tornavam ainda mais angelical. Ainda para mais, todo seu corpo tinha curvas, e seus peitos eram generosos demais. Mas, nem com todas essas qualidades de anjo, ela me convenceu. Ela não deixa de ser uma tarada sexual quando está comigo, se comporta como uma verdadeira criança. Apesar de toda sua maturidade, ela, quando me vê, vira uma criancinha e só quer pular em cima de mim e fazer sexo. Mas, é só comigo, ela não é como todas as outras secretárias, que se jogam matura e masoquistamente para cima do chefe, ou de qualquer homem que apareça pela frente… que nem a filha do Vicent, tal e qual.



- O quê?! Bárbara vai conosco também?! – Vicent gritava inconformado, de dentro da sala do chefe. Eu estava ouvindo por trás da porta.


- Sim, Vicent, não reclame. – Ele tentava manter a calma. – Ela é uma estagiária que está também no seu cuidado, então, quantos mais para trabalhar, mais tempo têm para suas diversões, não é verdade?

Notas finais
Reviews, please?