Isabella continua imóvel na porta do quarto de Nick vendo Vanessa beijá-lo, enquanto ele tenta se soltar dela. Vendo a cena, ela deixa uma lágrima cair do seu olho direito e em seguida do olho esquerdo. Ela bate a porta do quarto de Nick com força e com o barulho Vanessa o solta. Nick se levanta, ficando sentado.

Nick – Isabella?

Isabella – Chega. Eu já vi o suficiente.

Isabella tenta sair e...

Nick – (se levanta) – Peraí. (ele puxa o braço dela, enquanto ela chora) – Calma, Isabella, não chora. (ele a abraça e olha para Vanessa) – Eu não acredito... Olha só o que você fez!

Vanessa dá um sorriso cínico para Isabella e faz um movimento de “abre e fecha” com a mão duas vezes, como se estivesse dando “oi” para ela.

Isabella – O que “ela” fez, Nickolas? Só ela? O que vocês dois fizeram! (chorando e gritando)

Nick – Não, Isabella. Não foi assim. Eu saí do banho e a encontrei aqui de surpresa.

Vanessa – (se levanta e vai até Nick – cheirando o pescoço dele) – Tá cheiroso, meu amor... eu tô lá embaixo te esperando pra gente sair.

Nick – Cala a boca! (ele empurra Vanessa e ela cai sentada na cama dele)

Vanessa – Ah, Nickolas. Você vai mesmo fingir que não queria? Você me ligou. (Isabella chora de cabeça baixa) – Ligou pra mim, disse que estava morrendo de vontade de me ver, que queria me levar para o céu.

Nick – Desgraçada, eu vou te matar!

Isabella – Pára, Nickolas. Pára com esse numero, pára com esse teatro. Aliás, teatro é tudo o que você sabe fazer, não é? Fez teatro quando imaginou que eu tivesse te traído, fez teatro hoje na porta do meu colégio e tá fazendo teatro agora de bom moço com essa vagabunda. Mas não vai colar. Me deixa em paz.

Nick – Não, Bella. Me escuta. Eu não sabia que ela estava aqui. Essa maluca invadiu o meu quarto sem ser convidada.

Isabella – Sabia sim, Nickolas. Ela entrou pela porta da frente, assim como eu. E pelo jeito tá circulando livremente pela casa. Mais especificamente no seu quarto e na sua cama! Eu vim falar com você. Ouvi sua mensagem na minha secretária e por um momento achei que você estivesse sendo sincero pelo menos uma vez na vida. Mas não. Claro... o que eu poderia esperar de um canalha que na primeira oportunidade que tem vai pra cama com a vadia que me preparou a pior cilada da vida? Você não precisa de mim. Eu tô vendo que você tá muito bem servido!

Nick – Não fala assim, amor. Eu te amo, eu sempre te amei apesar de tudo.

Isabella – Você é muito cínico, não é, Nickolas? Fez aquele drama todo, me deu um tapa achando que eu tinha te traído, foi hoje no meu colégio bancar o herói, me manda mensagens apaixonadas pela minha secretária eletrônica, mas por trás fica se divertindo debaixo dos lençóis com essa aí!

Nick – Isabella, não é nada disso que você tá pensando, eu não tive culpa!

Isabella – (gritando e chorando) Eu não tô pensando, eu vi! E tô vendo como você não teve culpa. Só de cueca. Você é muito baixo. Mas tudo bem. Eu vou embora. Vocês precisam de privacidade.

Isabella tenta sair, mas Nick puxa o braço dela.

Nick – Isabella, espera. Me escuta.

Isabella dá um tapa na cara dele.

Isabella – Eu tô te devendo esse tapa e não é de hoje. E não escuto mais nada. Fica com essa vadia e me esquece. Vocês se merecem. (chorando)

Isabella sai correndo.

Nick – Isabella! Isabella!

Ele tenta ir atrás dela, mas Vanessa o puxa para perto dela.

Vanessa – Deixa, meu amor. Deixa ela ir. Você não vê que ela tá só atrapalhando? Agora somos só nós dois.

Nick – (segura o braço dela) – Desgraçada. Tá querendo acabar com a minha vida, não é? Arruinar a confiança da Isabella em mim. Minar a minha relação com ela. Mas olha aqui, garota: nada... nada do que você fizer vai me fazer voltar pra você. Nada vai me fazer deixar de amá-la. Eu te odeio. Se a Isabella está com ódio de mim agora a culpa é sua. Mas eu a amo e vou lutar por ela. Vou lutar para reconquistá-la. Eu amo a Isabella, entendeu? I-sa-bel-la.

Vanessa se afasta.

Vanessa – Tudo bem. Eu vou embora. Mas você vai se arrepender por essas palavras, Nickolas. Eu juro.

Vanessa sai.

Nick vai até a gaveta e pega uma camiseta. Ele coloca a camiseta no corpo e se senta na cama.

Nick – Droga.

Na casa de Isabella, no quarto dela, ela chega abrindo a porta, chorando. Ela fecha a porta e chora se arrastando na porta. Ela se lembra:

Na casa de Nick, no quarto dele, Isabella chega na porta e encontra Vanessa e Nick aos beijos na cama, sendo que Nick está só de cueca. (Cap. 39)

...

Isabella está deitada na cama, chorando muito. Ela se lembra:

(Voz de Vanessa) — Ah, Nickolas. Você vai mesmo fingir que não queria? Você me ligou. Ligou pra mim, disse que estava morrendo de vontade de me ver, que queria me levar para o céu.

Na casa de Nick, ele também está chorando deitado na cama.

Isabella – Pára, Nickolas. Pára com esse numero, pára com esse teatro. Aliás, teatro é tudo o que você sabe fazer, não é? Fez teatro quando imaginou que eu tivesse te traído, fez teatro hoje na porta do meu colégio e tá fazendo teatro agora de bom moço com essa vagabunda. Mas não vai colar. Me deixa em paz.

Nick – Não, Bella. Me escuta. Eu não sabia que ela estava aqui. Essa maluca invadiu o meu quarto sem ser convidada.

Isabella – Sabia sim, Nickolas. Ela entrou pela porta da frente, assim como eu. E pelo jeito tá circulando livremente pela casa. Mais especificamente no seu quarto e na sua cama! Eu vim falar com você. Ouvi sua mensagem na minha secretária e por um momento achei que você estivesse sendo sincero pelo menos uma vez na vida. Mas não. Claro... o que eu poderia esperar de um canalha que na primeira oportunidade que tem vai pra cama com a vadia que me preparou a pior cilada da vida? Você não precisa de mim. Eu tô vendo que você tá muito bem servido!

Nick – Não fala assim, amor. Eu te amo, eu sempre te amei apesar de tudo.

Isabella – Você é muito cínico, não é, Nickolas? Fez aquele drama todo, me deu um tapa achando que eu tinha te traído, foi hoje no meu colégio bancar o herói, me manda mensagens apaixonadas pela minha secretária eletrônica, mas por trás fica se divertindo debaixo dos lençóis com essa aí!

Nick – Isabella, não é nada disso que você tá pensando, eu não tive culpa!

Isabella – (gritando e chorando) Eu não tô pensando, eu vi! E tô vendo como você não teve culpa. Só de cueca. Você é muito baixo. Mas tudo bem. Eu vou embora. Vocês precisam de privacidade.

Isabella tenta sair, mas Nick puxa o braço dela.

Nick – Isabella, espera. Me escuta.

Isabella dá um tapa na cara dele.

Isabella – Eu tô te devendo esse tapa e não é de hoje. E não escuto mais nada. Fica com essa vadia e me esquece. Vocês se merecem. (chorando)

Na casa de Isabella, no quarto dela, ela aperta o botão da secretária eletrônica e ouve novamente a mensagem de Nick.

Nick – Isabella, sou eu, o Nickolas. Não desliga, por favor. Tudo bem, eu sei que você não quer me ver, não quer ouvir minha voz, não pode nem ouvir falar meu nome. Mas mesmo assim eu estou aqui te pedindo perdão mais uma vez pelas burradas que fiz. Me perdoa, meu amor. Eu te amo e sei que você... (Isabella joga o telefone longe)

Ela se levanta e pega do alto do guarda roupa uma caixa grande. Isabella abre a caixa e dentro dela estão guardadas várias lembranças do relacionamento com Nick, entre elas, cartas, presentes, fotos dos dois, etc. Ela pega uma foto dos dois juntos e a rasga. Depois rasga mais uma foto. Em seguida rasga mais uma foto.

Enquanto isso, na casa de Bob, no quarto de Luna, ela está parada de costas na janela, quando Rosângela abre a porta do quarto dela. Com o barulho, Luna se vira.

Luna – Mãe?

Rosângela – (indo até a cama dela) – (se senta) – Luna, eu quero falar com você.

Luna – O que você quer, mãe?

Rosângela – Senta aí.

Luna se senta.

Rosângela – O Alexander comentou comigo que você está estranha com ele. Que está fria, que está triste. Aconteceu alguma coisa entre vocês?

Luna – Não é nada com o Alexander, mãe. Eu o amo. O problema sou eu.

Rosangela – Tudo bem. Mas me conta. O que houve? Aconteceu alguma coisa?

Luna – (se levanta, andando de um lado para o outro) — Ah, não. Não, mãe. Eu não quero falar sobre isso.

Rosângela – Então aconteceu. Fala, Luna. Seja o que for, eu não vou brigar com você.

Luna – Ah, mãe. Deixa pra lá, não tem importância.

Rosângela – Tem sim. Tudo o que tem a ver com você me interessa.

Luna – (cai uma lágrima dos olhos dela) – Mãe... esquece. Pra quê você quer saber? Pra ficar preocupada comigo? Não vale a pena. (AJ abre a porta do quarto e começa a ouvir a conversa de longe)

Rosângela – Vale sim. Vai, Luna, me conta. O que aconteceu? Tem a ver com aquela mulher?

Luna – Mãe...

Rosângela – Eu sabia. É a Denise o problema, não é? O que ela fez?

Luna – Foi sem querer, mãe. Eu tava com o AJ, aí ele saiu um pouco e na ausência dele o celular dele tocou. Eu atendi e era a Denise.

Rosângela – E aí?

Luna – Chega, mãe. Eu já falei demais.

Rosângela – Continua, Luna. Agora que você começou vai até o fim.

Luna – Eu acho que ela desconfiou pela voz feminina mais jovem que era eu e me xingou no telefone.

Rosângela – O quê?

Luna – Foi isso o que aconteceu, mãe. Mas deixa pra lá. Ela não gosta de mim mesmo. A gente sabia que uma coisa assim podia acontecer.

Rosângela – Ela te ofendeu? Me conta, Luna. Eu quero saber tudo com detalhes!

Luna – Ofendeu, mãe. Ofendeu a mim e a você. Te chamou de destruidora de lares e eu de vagabunda.

Rosangela – Quê?

Luna – É, mãe. Mas deixa pra lá. Já aconteceu, agora esquece.

Rosângela – Tá vendo, Luna? E você se envolvendo com o Alexander. Eu sei que vocês se amam, mas esse namoro não vai dar certo!

Luna – Mãe...

Rosângela – Você tem que terminar esse namoro!

Luna – Não, mãe!

Rosângela – Vai ser melhor assim, Luna.

Luna – Melhor? Melhor pra quem? Pra você? Pra Denise? Pode ser bom pra vocês duas, mas não pra mim. Não pra ele. A gente se ama, mãe. Se ama muito.

Rosângela – Mas...

AJ entra no quarto.

AJ – Deixa, Rosângela. (Luna olha pra ele) – Deixa que eu termino a conversa com ela.

Na casa de Isabella, no quarto dela, Isabella está chorando. Ela pega o seu celular e começa a discar um numero. A chamada começa a apitar do outro lado da linha. De repente...

Kevin – Isa?

Isabella – Kev...

Kevin – Bella, aconteceu alguma coisa? Sua voz está estranha... Você está bem?

Isabella – Você tá ocupado, Kev?

Kevin – Não, Bella. O que você tem? Eu não tô te achando muito bem. Fala.

Isabella – (chora) — Ah, Kevin... não dá pra falar por telefone. Você pode vir aqui em casa?

Kevin – Claro. Claro que sim. Bella, não importa o que pode ter acontecido. Você sabe que eu vou estar sempre... sempre do seu lado. Mesmo que um dia você não queira.

Isabella – É bom ter um amigo como você. Porque... ás vezes eu me sinto muito sozinha.

Kevin – Tipo agora?

Isabella – Aham.

Kevin – Eu sei que eu já te disse isso um milhão de vezes, mas... se isso for te fazer melhorar... eu te adoro.

Isabella – Eu também.

Na casa de Luna, no quarto dela, AJ está parado na frente dela e de Rosângela.

Luna – Alexander? O que está fazendo aqui?

AJ – Rosângela, me deixa a sós com ela, por favor?

Luna – Não, mãe. Fica, por favor.

Rosângela – Bom... eu acho melhor deixar vocês conversarem. Vocês estão precisando.

AJ – Obrigado, Rosangela.

Rosangela – De nada.

Rosangela sai.

Luna – O que você quer, Alexander?

AJ – Então é a minha mãe, não é? É por causa dela que você tá estranha comigo.

Luna – Alex... você estava ouvindo a minha conversa?

AJ – Estava. Eu sei que é errado, mas eu precisava saber o que estava acontecendo.

Luna começa a chorar.

AJ – (segura o rosto de Luna) – Calma, meu amor. Calma. Droga, a culpa é minha!

Luna – Sua, AJ? Sua, por quê?

AJ – Porque eu não devia ter te deixado sozinha com aquele maldito celular.

Luna – Chega. Agora já foi. Não liga não.

AJ – Eu te amo. (ele abraça Luna) – Eu te amo, eu te amo, eu te amo.

Luna – Eu também te amo. Muito. Mas eu tô com medo. Eu tô com muito medo.

AJ – Relaxa, meu amor. Vai dar tudo certo. Ela pode ter raiva de você agora, mas ela vai aprender a gostar de você. Assim como eu gosto. Eu te prometo.

Luna – Não sei não. Ás vezes eu acho que a minha mãe tem razão. Que é melhor a gente colocar um fim nessa história.

AJ – Tá maluca? Não. Não é a solução. Não é a solução. A solução é nós dois ficarmos juntos pra sempre.

Luna – Promete que a sua mãe vai me aceitar?

AJ – Prometo. Eu vou fazer de tudo pra isso, meu amor. De tudo. Agora pára com essa carinha triste. Me dá um sorriso.

Luna sorri pra ele.

AJ – Você é linda.

No Colonial Mônaco, no jardim, Laura e Brian chegam. Ele pára o carro. Laura tira o cinto de segurança.

Laura – Tchau, Brian. Até mais.

Brian – (segura o braço dela) – Espera, Laura. Eu te achei tão nervosa na lanchonete... Você está bem?

Laura – Tô, Brian. Tô sim.

Brian – Tem certeza?

Laura – Tenho. Tenho sim.

Brian – Engraçado... por um momento eu achei que você tivesse ficado com ciume de mim.

Laura – Não se preocupa, Brian. Eu já sou grandinha. Eu já entendo que as coisas nem sempre podem ser como a gente quer. Tchau.

Laura sai e fecha a porta do carro com força.

...

No quarto de Laura, ela chega e se deita na cama. Ela pega um cd no criado mudo e coloca no som. Laura seleciona a música. A musica é “That’s What She Said”, de Backstreet Boys.

Enquanto a musica toca, Laura se lembra:

Cap. 39:

Brian – Eu não sei... eu sei que ainda é cedo pra comemorar, mas... eu acho que agora finalmente eu e a Monique vamos nos acertar.

Laura – E por que você acha isso?

Brian – Porque outro dia eu levei ela pra um pequenique romântico e ela foi super legal comigo, rolou até beijo.

Laura – Beijo?

Brian – Aham. E isso me fez ficar ainda mais apaixonado por ela.

Laura – Bom pra ela.

Brian – Como assim, “bom pra ela”?

Laura – É bom, porque você é legal. E dá pra ver que gosta dela de verdade.

Brian – Muito. Mas sei lá, eu acho que ainda falta algo mais. Eu preciso fazer alguma coisa original. Algo que a faça se sentir especial, entende?

Laura – Claro. Não se preocupe, Brian. Você é inteligente e criativo. Vai conseguir pensar em alguma coisa bem legal.

Brian – Você me ajuda a pensar em alguma coisa?

Laura – Brian... eu não tive idéia nem pro aniversário de quinze anos da Bella.

Brian – Laura... por favor... eu confio em você. Me ajuda. Olha... eu tô achando que você tá de má vontade com meu namoro.

Laura – Não, Brian. Não é isso, é que eu...

Brian – Já sei! Claro, como eu não pensei nisso antes...

Laura – Não pensou em quê?

Brian – Uma serenata. (Laura abaixa a cabeça) – É claro, uma serenata. O Kevin pode me ajudar. Ele toca piano muito bem.

Laura – Eu não sei, Brian. Não sei se é uma boa ideia. Vai ver, ela é tímida e vai ficar morrendo de vergonha.

Brian – Que isso... Não. As mulheres adoram serenatas. Eu tenho certeza, a Monique vai adorar.

Laura vira o rosto para o lado e chora. De repente...

Isabella – Laura... Laura, abre a porta. Você está aí?

Laura se senta na cama e seca o rosto. Ela se levanta e abre a porta.

Laura – Bella...

Laura e Isabella se abraçam. Elas se soltam e Isabella olha pra ela.

Isabella – Que foi? Aconteceu alguma coisa?

Laura – Aconteceu. Mas deixa pra lá. Eu não quero falar sobre isso.

Isabella – Tem certeza? Olha... é sempre bom desabafar com alguém.

Laura se vira e vai até a cama. Ela se senta. Isabella se senta também.

Isabella – Me conta, Laura. Pode falar. Eu tô achando que agora é você que precisa de colo.

Laura – Por que o amor dói tanto?

Isabella – E você pergunta isso pra mim?

Laura – Por que o coração é sempre dedo torto pro amor? Por que sempre que a gente gosta de alguém a pessoa não gosta da gente ou vice versa?

Isabella – Laura... você tá apaixonada?

Laura – Dá pra notar?

Isabella – Há muito tempo. Principalmente pelas palavras que você tá usando agora.

Laura – É, eu tô gostando muito de um garoto. Mas deixa pra lá. Ele nunca vai olhar pra mim. O coração dele é de outra. Só me resta me contentar com o papel de irmã como ele mesmo disse hoje.

Isabella – Não fala assim, Laura. Você é linda.

Laura – Mas é verdade, Isabella.

Isabella – O tal garoto é o Brian?

Laura vira o rosto, desviando o olhar.

Isabella – É o Brian, Laura?

Laura – (olha pra Isabella) – É, Bella. É ele sim.

Isabella – Eu sabia. Eu sempre soube.

Laura – Mas ele nem liga pra mim. Só quer saber de Monique, Monique, Monique... A Laura? Nem pensar.

Isabella – Não fala isso, Laura.

Laura – Hoje ele veio com um papo de fazer serenata pra ela. E ainda me pediu ajuda. Eu fiquei pra morrer, Bella.

Isabella – Não liga não. Os homens são todos idiotas.

Laura – E um bom exemplo da idiotice dos homens é o Nickolas. Vê se pode, trocar você, uma garota honesta, de boa índole pela cobra da Vanessa.

Isabella – Não fala o nome desse garoto, Laura. Me faz mal.

Laura – Desculpa.

Isabella – Você gosta mesmo do Brian, Laura?

Laura – Muito. Eu gosto dele mais do que de mim mesma.

Isabella – Mas... e a exposição de hoje a noite? Você não chamou ele pra ir junto?

Laura – Pra quê? Ele não iria aceitar. Com certeza vai passar a noite concentrado nos preparativos da serenata pra mulher que ele ama.

Elas escutam o toque da campainha vindo da sala.

Laura – Quem será?

Isabella – Se for o mentiroso do Nickolas eu não estou.

Laura abaixa a cabeça.

Isabella – Não fica triste, Laura. Você vai ver como o Brian ainda vai perceber que você é muito melhor que a Monique.

Laura – Você é demais.

Laura e Isabella se abraçam. Enquanto estão abraçadas, Regina chega abrindo a porta.

Regina – Laura... (elas se soltam) – Com licença. Isabella, visita pra você.

Isabella – Quem é, Regina?

Regina – É o Kevin.

Isabella – (se levanta) – Tá bom. Eu vou lá embaixo.

Regina – Não. Ele está no seu quarto.

...

No quarto de Isabella, ela chega. Kevin está sentado na cama dela com a cabeça encostada na cabeceira. Na cama, estão os pedaços das fotos de Isabella com Nick que ela rasgou. Ele se levanta.

Kevin – (de pé – sobre as fotos) – O que é isso, Bella? Aconteceu alguma coisa?

Isabella – Aconteceu, Kevin. Aconteceu que eu sou uma burra, uma idiota.

Kevin – Vem aqui. Vem, me abraça. Me conta, o que aconteceu?

Ela começa a ficar com os olhos embaçados. Ele vai até ela.

Kevin – (segura a mão dela – a trazendo pra perto da cama) – Senta. Senta aqui. Eu tô vendo que você não tá bem. Eu tô aqui pra te ouvir. Eu sempre vou estar aqui pra te ouvir.

Isabella – Foi horrivel, Kevin. Foi horrível.

Kevin – O quê? O que que foi horrível?

Isabella – Eu amo o Nickolas, Kevin. E eu me sinto uma idiota por isso.

Kevin – Não, Bella. Pára com isso. Ninguém pode se sentir um idiota por sentir um sentimento tão bonito como o amor.

Isabella – Mesmo quando a pessoa não merece que a gente sinta o sentimento?

Kevin – Eu tô preocupado com você. O que houve, Bellinha? Foi alguma coisa com o Nickolas?

Ela não responde.

Kevin – Foi, não foi? Pode falar. Confia em mim. Você sabe o quanto eu quero você bem, o quanto eu gosto de você.

Isabella – Eu sei. Você sempre demonstra isso.

Kevin – Sempre.

Isabella – Eu amo o Nickolas, Kevin. Amo muito. E foi por esse amor que eu fui tentar falar com ele hoje.

Kevin – E aí?

Isabella – (começa a chorar) — Ele estava com a Vanessa, Kevin.

Ele a abraça, enquanto ela está chorando.

Kevin – (abraçado com ela) – Com a Vanessa?

Isabella – (se solta dele) – (de cabeça baixa) – Aham. Estava com ela, na cama, aos beijos e só de cueca. (chorando)

Kevin – Bella... eu nem sei o que dizer.

Isabella – Eu sabia que ele tinha transado com ela na noite que eu fiquei com febre. Mas eu nunca imaginei que fosse ver uma cena dessas na minha cara, na minha frente.

Kevin – Não chora. Não chora, por favor.

Isabella – Ela estava lá. E disse que ele tinha ligado pra ela. Ele diz que me ama, mas é cada vez mais dificil de acreditar.

Kevin – Bella...

Isabella – E tudo isso depois de ter me defendido daquele cara. Depois de me mandar uma mensagem apaixonada na secretária eletrônica pedindo perdão. Eu não entendo, Kevin. Por que ele faz isso? Por que ele faz essas coisas, diz essas coisas se toda vez que eu viro as costas ele procura aquela mulher? Pra quê? Pra me matar? Pra me iludir? (chorando)

Kevin – Não, Bella. Talvez as coisas não tenham sido da forma que parecem. Você sabe como aquela garota é. Talvez ela tenha ido lá sem ser convidada.

Isabella – Eu não sei... depois do que ele fez comigo eu espero qualquer coisa daquele canalha. Droga... droga, eu sou muito burra. Eu fui lá pra tentar me entender com ele. Eu queria conversar com ele direito, de maneira civilizada dessa vez. E tudo o que eu consegui foi sair de lá mais humilhada do que nunca.

Kevin – E agora, Bella? O que você vai fazer?

Isabella – Eu já fiz, Kevin. Você tá vendo isso? (sobre as fotos rasgadas) – Pois é. Eu já tirei ele da minha vida. Hoje eu estou mais decidida do que qualquer outro dia. Isabella e Nickolas acabou. Acabou pra sempre.