Shape Of My Heart
34 Capitulo 34
Notas iniciais
Luna continua com o telefone no ouvido.
Denise – Responde, Luna. É você?
Luna não responde. Cai uma lágrima dos olhos dela, mas ela seca rapidamente.
Denise – Alô? Você é surda? Responde!
Luna desliga o celular. Ela coloca o cabelo pra trás, quando AJ chega com a mão esquerda à mostra e a direita escondida, aparentemente segurando alguma coisa. Luna olha pra ele.
Luna — AJ...
AJ – (mostra a mão direita pra ela segurando uma rosa vermelha) – Pra você, meu amor.
Luna dá um sorriso, mas não responde.
AJ – (com a rosa na direção de Luna) – Pega, meu amor. É sua.
Luna pega a rosa da mão dele e começa a chorar.
AJ – Luna...
Luna – Obrigada. (chorando)
AJ –Luna... por que você está chorando? Você não gostou da rosa?
Luna – Não. Não é isso. A rosa é linda, mas...
AJ – Tá bom. Se não é isso, então, o que é? Fala. Eu quero te ajudar.
Luna – Alex, você me ama?
AJ – Você tem alguma dúvida? É claro. É claro que eu te amo, meu amor. Eu te amo mais do que qualquer coisa nesse mundo. Você sabe que eu perdi uma pessoa muito importante num acidente de carro.
Luna – (abaixa a cabeça) — Eu sei. Sua primeira namorada.
AJ – Pois é. Eu gostava muito, muito dela. Quando ela morreu eu fiquei arrasado. Eu passei anos sofrendo por aquele amor, sentia que nunca mais me apaixonaria novamente. E aí você apareceu. Apareceu e com você eu recuperei a capacidade de amar. Só com você eu voltei a ver graça nas coisas.
Luna – Você é lindo, Alex. Por dentro e por fora. Eu nem sei o que dizer.
AJ – Eu sei que isso tudo que está acontecendo entre a gente te assusta. E assusta a mim também, acredite. Eu deveria te olhar só como uma irmãzinha postiça, mas não. Quando eu olho pra você eu vejo uma mulher. Uma mulher linda. A mulher com quem eu quero ficar pra sempre.
Luna – AJ...
AJ – Luna, olha pra mim. (ele levanta o queixo dela fazendo a olhar pra ele) — Eu sei que você tem medo do que virá pela frente. Sei que você tem medo da reação da minha mãe quando ela souber da gente. Mas meu amor, eu não tenho medo. E você não precisa ter. Porque eu sempre vou estar do seu lado.
Luna – Eu te amo.
AJ – Eu também.
Luna e AJ se beijam e depois se abraçam.
No restaurante Divina Estação, Isabella e Kevin chegam. Ele segura a mão dela e a leva até uma mesa. Quando chegam na mesa pretendida por ele, ele puxa a cadeira para ela se sentar. Na lanchonete está tocando a musica Todo Mundo Quer Cuidar de Mim, da Banda Brava.
Isabella – Obrigada.
Kevin – De nada.
A garçonete chega.
Garçonete – Com licença. Vocês desejam alguma coisa?
Kevin – Pra mim nada. E pra você, Bella?
Isabella – Pra mim também não.
Garçonete – Tudo bem então. Com licença. Se quiserem alguma coisa é só chamar.
Isabella e Kevin – Obrigada, obrigado.
Garçonete – De nada.
A garçonete sai.
Kevin – É sério isso? Você vai ficar?
Isabella – É, Kevin. É sério.
Kevin – Que bom. Eu tô muito feliz.
Isabella – É. Eu confesso que eu também, apesar de tudo. Agora a fazenda só vai ficar pras minhas férias. Eu penso em passar uns dias lá nessa época.
Kevin – E no seu colégio? Você está bem?
Isabella – Tô. Os meus professores dizem que eu sou uma das melhores alunas da turma.
Kevin – O estudo é muito importante.
Isabella – Eu sei. Sem ele eu não vou poder ser arquiteta.
Kevin – Quando você se formar eu faço questão de ter a sua ajuda pra dar um “up” no meu escritório.
Isabella – Kevin, eu ainda nem comecei a faculdade. Ainda falta muito tempo.
Kevin – Mesmo assim. Eu confio no seu potencial.
Isabella – Obrigada.
Kevin sorri pra ela.
Isabella – Que foi?
Kevin – Eu não sei... tô te achando mais leve. Você está se recuperando?
Isabella – Eu tô tentando ser forte, Kevin. Mas me recuperar de verdade eu acho que não vou conseguir nunca.
Kevin – (abaixa a cabeça) – Entendo. Mas eu quero que você saiba que o que eu puder fazer pra te ajudar eu vou fazer.
Isabella – Você é muito legal, Kevin. Mas... você me disse que tinha uma coisa pra falar comigo. O que é?
Kevin – Bella... é sobre o Nickolas.
Isabella – Nickolas?
Enquanto isso, no Hotel Bourbon, Vanessa chega. Ela vai até a recepção.
Recepcionista – O que deseja?
Vanessa – Boa tarde. Meu nome é Vanessa Soares. Eu tenho uma pessoa me esperando no quarto 410.
Recepcionista – Só um momento.
A recepcionista pega a lista de visitantes do dia e encontra no quarto 410 o nome de “Nickolas Gene Carter”. Ela pega o telefone e começa a discar o numero do quarto.
No quarto 410, Nick está bebendo um copo de champanhe, quando o telefone toca. Nick atende.
Nick – Alô?
Recepcionista – Sr. Nickolas?
Nick – Sou eu mesmo. O que deseja?
Recepcionista – Tem uma moça aqui na recepção dizendo que você está esperando por ela. Ela se apresenta como “Vanessa Soares”.
Nick – (dá um sorriso) – Mande a subir. Eu realmente estou a esperando. Obrigado.
Recepcionista – De nada.
Eles desligam.
No quarto...
Nick – Agora sim, vadia. Agora sim você vai me pagar.
Na recepção do hotel...
Vanessa – E aí?
Recepcionista – A senhorita pode subir. (ela entrega o crachá de visitante para Vanessa) – No corredor à direita está o elevador. É no 7° andar.
Vanessa – Obrigada. (ela coloca o crachá no pescoço)
Recepcionista – De nada.
Vanessa sai sorrindo.
Vanessa – (indo para o elevador) — Já imagino a cara de sonsa da Isabella quando ela souber disso.
Ela chega perto do elevador e aperta o botão para subir. Enquanto espera o elevador, Vanessa coloca o cabelo pra trás. O andar chega.
Vanessa entra dentro do equipamento e aperta o 7° andar. Enquanto aguarda a chegada, ela observa os andares no letreiro. Vanessa chega. O elevador abre as portas. Vanessa sai.
Vanessa – É aqui.
Ela começa a andar pelos corredores. Observa o quarto 405, 406, 407, 408, 409 e 410. Ela vai até a porta do quarto.
Vanessa – É esse.
Ela bate na porta. Nick atende.
Nick – Vanessa...
Vanessa – Nick...
Enquanto isso, no restaurante Divina Estação...
Isabella – Sobre o Nickolas, Kevin? (com voz de choro)
Kevin – É, Isabella. Mas fica calma, não precisa chorar.
Isabella – Ah não. Ah não, Kevin. Se for sobre esse garoto eu não quero saber nada. Nada.
Kevin – Eu sei. Mas calma, Bella. Calma.
Isabella – (chorando) – Calma? Você ainda me pede calma? Já não chega tudo o que eu sofri e ainda estou sofrendo por causa dele e você ainda quer me torturar mais com essa história? Você ainda quer mais?
Kevin – Não, Bella. Claro que não. Eu te adoro, não fala assim.
Isabella – Foi pra isso que você me trouxe aqui, Kevin? Pra me fazer ficar pior?
Kevin – Não. Não, Isabella, me escuta. Presta atenção. Ele já sabe de tudo. (enquanto Isabella chora na mesa de cabeça baixa, mas não encostada na mesa). Ele disse que tá arrependido. Agora acredita em você. Quer conversar, saber como você está se sentindo, quer que você o perdoe.
Isabella – Ah é? Então vocês acham que é assim que as coisas se resolvem? Com um simples pedido de desculpas? (chorando)
Kevin – Eu sei, Bella. Eu posso imaginar como você se sente.
Isabella – Diz pro seu amigo que eu não acredito no falso arrependimento dele. Diz pra ele que eu não acredito em nada. (chorando)
Kevin – Calma, Isabella.
Isabella – Diz pro seu amigo pra ele esquecer que eu existo. Pra ele esquecer meu nome.
Kevin – Isabella, calma. (enquanto ela se levanta) – Calma, Isabella... (ele segura a mão dela)
Isabella – Me solta! (ela solta a mão da mão dele)
Kevin – Isabella, espera. (ela encosta a cadeira na mesa e sai correndo) – Bella, espera aí!
Ele sai correndo também.
Na casa de Danielly, na sala, ela está vendo um álbum de fotos. As fotos do álbum são dela e Kevin no início do namoro. Ela vira a página e a página seguinte vem com uma foto de Kevin de corpo inteiro. Ela acaricia o rosto dele na foto e cai uma lágrima dos olhos dela. Essa lágrima pinga na foto. Danielly passa a mão na foto com a lágrima. Danielly pega o celular e disca o numero de Kevin. O celular começa a tocar do outro lado da linha.
Danielly – Atende, meu amor. Eu te amo.
Secretária eletrônica – O numero chamado não está disponível. Por favor, tente novamente mais tarde.
Ela desliga o celular e se deita no sofá, quando se lembra:
Danielly descobre a existência de Isabella – Cap. 04
Na casa de Kevin, no quarto dele, Danielly pega a jaqueta que Kevin jogou na cama e começa a abraça-la. De repente, o papel de Isabella com os seus telefones e endereço cai da jaqueta de Kevin. Danielly vê o papel e o segura em sua mão.
Outra recordação:
Isabella e Danielly se conhecem e ela e Kevin descobrem afinidades – Cap. 05
Na casa de Isabella, no quarto dela...
Danielly – Nossa, seu quarto é lindo.
Isabella – Obrigada. Podem se sentar.
Antes de Kevin se sentar, ele vê um piano ao lado da porta.
Kevin — Você também toca piano?
Isabella — Claro, Kevin. Eu não te contei? Eu adoro música. Piano principalmente.
Kevin – Sério? Eu adoro piano. Já toquei em casamentos, aniversários e outras festas. Mas com quantos anos você aprendeu a tocar?
Isabella – Aprendi com seis anos. Mas na verdade eu sempre gostei desde pequenininha. Minha mãe era professora de piano e eu herdei o gosto dela. Foi ela quem me ensinou a tocar. E esse piano que está aqui foi ela quem me deu.
Danielly continua chorando. A empregada chega. O nome dela é Raquel.
Raquel – Danielly?
Danielly está distraída.
Raquel – Danielly, você está me ouvindo?
Danielly passa o pulso nas lágrimas e olha para Raquel. As lágrimas caem novamente.
Danielly – O que foi?
Raquel – Danielly... você ainda está triste?
Danielly – Raquel, senta aqui.
Raquel vai até Danielly e se senta no sofá ao lado dela.
Raquel – Fala.
Danielly – Alguma vez você já se apaixonou por alguém? Você já gostou tanto de alguém a ponto de sonhar todas as noites com aquela pessoa e viver aterrorizada só de pensar em viver sem ela?
Raquel – Ai, Danielly... na verdade eu não tive muitos namorados. Sempre quando eu gostava de alguém a pessoa não gostava de mim e vice e versa. Mas é assim que você se sente em relação ao seu namorado?
Danielly – É. É assim mesmo. Eu tenho muito medo de perder ele, muito medo. O que mais me preocupa é aquela maldita garota.
Raquel – Isabella?
Danielly – Essa mesmo. Eu tenho medo de descobrir que no fundo no fundo é dela que ele gosta. Ela é tão bonita... e gosta das mesmas coisas que ele.
Raquel – Para com isso, Danielly. Pare de se sentir inferior aos outros. Ela pode até ser bonita, mas você também é. E pra todos os efeitos apesar de todos os desentendimentos de vocês você é a namorada dele.
Danielly – Mas ele adora ela. Depois que ele conheceu ela eu meio que passei pro segundo lugar na vida dele. É isso que mais me incomoda. Antes eu era a unica. Era só eu e mais ninguém. Agora tenho que dividi-lo com outras pessoas.
Raquel – Danielly...
Danielly – Maldita hora... maldita hora que essa intrusa veio morar no Brasil. Eu daria tudo... daria qualquer coisa pra ela nunca ter saído daquele Canadá. Ou então pra ela voltar e nunca mais aparecer.
Raquel – Danielly, não fala assim.
Danielly – Eu odeio sentir isso. Eu sei que esse sentimento é horrível. Mas as vezes eu acho que eu odeio ela. As vezes eu sinto raiva... tenho ódio daquela garota.
Raquel – Que horror...
Danielly – Ele é meu. Eu não vou deixar essa orfã tirá-lo de mim. Não vou. (chorando)
Danielly sai correndo.
No Hotel Bourbon, no quarto de Nick, ele puxa Vanessa pelo braço com tudo para dentro do quarto. Vanessa coloca os braços em volta do pescoço dele.
Vanessa – Nossa... que fogo.
Nick – Eu tava morrendo de saudade de você.
Vanessa – Como é que é?
Nick – É sério. Desde aquela noite que nós passamos juntos... aquela noite que a chata da Isabella ficou febril eu não paro de pensar em você.
Vanessa – (dá risada) – Chata? Você chamou a Isabella de “chata?
Nick – Chamei. Chata sim.
Vanessa – Olha só, Nickolas... eu não esperava isso de você. Bem vindo ao clube dos que odeiam a Isabella.
Nick – Eu não me conformo com o que ela fez comigo. Me trair... passar a noite com um desgraçado depois de tudo o que eu fiz por ela. Mas quer saber? Tudo é aprendizado. Com isso eu caí na real. Eu descobri que eu nunca gostei dela. Eu não sei de onde eu tirei a idéia de que estava apaixonado. Ainda mais por ela... uma garota chata, insuportável, que adora se fazer de coitadinha.
Vanessa – Eu adoro quando você fala essas coisas dela.
Nick – Quer saber? Eu confesso que já estava de saco cheio dela. No fundo eu nunca gostei do jeito dela. Sempre aquele ar de menininha, romântica, que acredita em contos de fada, em histórias de amor... Ridícula. E aquele papo de estupro? Ela achou mesmo que eu caí naquela conversa mole de santinha? As santinhas são as piores.
Vanessa – Só ela mesmo, não é, meu amor? Ela deu pro cara sim. Deu de livre e espontânea vontade.
Nick – Você sim é uma mulher de verdade. É boa de cama, sabe como ninguém deixar um homem louco.
Vanessa – Tá falando sério?
Nick – Você ainda duvida? Pois bem. Eu vou te mostrar o tamanho da minha seriedade.
Nick beija Vanessa na boca e ela corresponde. Ele pára de beijá-la e olha pra ela.
Nick – Gostosa.
Vanessa beija Nick. O beijo é selvagem.
Nick – Sabe o que eu quero? Eu quero que a gente volte a namorar. Como nos velhos tempos. Eu quero que a gente se agarre muito e bem na frente da Isabella. Eu quero te esfregar na cara dela. Você aceita?
Vanessa – Claro, meu amor. Eu sempre fui sua namorada, mesmo quando você tava se enrolando com a chata.
Nick – Então me dá um beijo. Eu quero um beijo como aqueles que só você sabe dar.
Nick e Vanessa se beijam. Ele solta Vanessa e a empurra na cama. Nick tira a camisa e depois a calça, ficando apenas de cueca. Ele vai até a cama e beija Vanessa. Durante o beijo, Nick abre o botão da blusa de Vanessa e depois a calça, deixando a apenas de calcinha e sutiã.
Vanessa – Eu te amo, Nickolas.
Nick – (enquanto beija o pescoço dela) — Gostosa... linda... maravilhosa... safada... burra.
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