Shape Of My Heart
26 Capitulo 26
Isabella – Fazenda?
Laura – É, Isabella. Que eu saiba a única fazenda que nós temos é a de Ponta dos Campos. E é pra lá que você vai a partir de sexta feira.
Isabella – Tá brincando, né, Laura? Fala. Fala a verdade, é brincadeira, não é?
Laura – E por que eu brincaria com isso? Qual é o problema? A fazenda é um lugar ótimo, tranquilo, bem diferente da correria de São Paulo. Eu acho que passar um tempo lá vai te fazer muito bem.
Isabella – Você tá louca. Eu não vou, Laura. Eu não quero ir.
Laura – Não quer, mas vai. E escuta aqui, depois do que aconteceu você não tem que querer nada não. Você tem é que abaixar a cabeça e me obedecer sem reclamar.
Isabella – Laura, você não pode fazer isso, isso é loucura!
Laura – Loucura? Loucura é você ficar aqui em São Paulo correndo risco perto de certas pessoas.
Na cozinha, Regina está ouvindo tudo segurando um copo na mão.
Isabella — Do que que cê tá falando?
Laura – Isabella, você pensa que eu sou idiota? Eu sei muito bem quem é que tá por trás dessa sujeirada toda. Isso é coisa da Vanessa, não é?
Regina deixa o copo cair no chão.
Regina – Vanessa? (com voz de choro)
No quarto de Laura...
Isabella – (coloca o cabelo pra trás) – Tá bom. Eu tenho plena consciência de que a Vanessa pode ter dedo nisso. Mas, Laura, eu vou tomar cuidado, eu sei me cuidar.
Laura – Vai se cuidar, Isabella? Conta outra, você caiu direitinho na história do pequenique romântico e por causa do seu descuido você foi vitima de estupro. E tem mais uma coisa, Isabella, você está dormindo com o inimigo. Você esqueceu que a Vanessa tá morando aqui?
Isabella – Laura, fala baixo, você vai magoar a Regina!
Laura – Pouco me importa! Eu estou mais preocupada com o seu bem estar. E aqui você não tá segura. Você vai sim, Isabella. Nem que seja arrastada, mas vai. Eu não quero mais você perto dessa garota e do Nicholas!
Isabella – O Nicholas? O Nicholas não tem nada a ver com isso!
Laura – Como não tem? Como não tem? Esse inferno na sua vida começou quando você começou a se envolver com esse garoto.
Isabella – Então é isso, né? Tudo bem. Eu já entendi tudo. É por causa do Nicholas, não é? Você quer me afastar dele. Por isso você não queria chamá-lo quando eu tava doente, por isso você quer que eu vá embora! Mas olha aqui, Laura, eu gosto dele. Eu o amo e isso não vai mudar. E pode tirar o seu cavalinho da chuva porque eu não vou pra fazenda. Eu não vou!
Isabella abre a porta do quarto e sai correndo.
Laura – Bella! Bella! (mais calma) – Droga...
Na casa de Nick, no quarto dele, ele está deitado na cama de olhos abertos. Nick está acendendo e apagando o abajur repetidas vezes. Ele se lembra:
Vanessa – Covarde. Sai comigo, se entrega, depois se faz de coitadinho. Mas eu vou te entregar pra ela. Ela vai saber que você ficou comigo e que a gente transou a noite inteira. E aí, meu amor... eu quero ver se ela vai continuar gostando de você. Vai querer que você morra!
Nick – Eu é que quero que você morra, pra você parar de infernizar minha vida!
Vanessa – Eu vou contar tudo. Tintim por tintim, com detalhes, até os movimentos da língua.
Nick pega o celular e vê que há uma chamada não atendida feita na madrugada. A chamada é de Laura.
Nick vai até a suíte e abre a torneira. Ele joga uma água no rosto e se olha no espelho.
Nick – Droga... o que eu fiz...
Na casa de Bob, no quarto de Luna, ela e AJ estão se beijando. Ele olha pra ela.
AJ – Você é muito linda.
Luna dá um sorriso. Eles se beijam.
AJ — Vamo assumir logo nosso namoro pros nossos pais?
Luna – Alex, vai com calma. Ainda é cedo. Vamos esperar um pouco mais. Até eu me sentir preparada. Sabe como é, né, vai ser um choque pra eles.
AJ – Eu entendo, meu amor.
Luna – Eu te amo muito.
AJ – Eu também.
AJ e Luna se beijam.
AJ – Talvez eu esteja sendo muito apressado com você. Mas é que eu não vejo a hora de te assumir como minha namorada. De te apresentar pros meus amigos e falar: “Essa aqui é a Luna, minha namorada”.
Luna – Será que eles vão gostar de mim?
AJ – Claro. Como é possivel que alguém não goste de uma menina tão linda e doce como você? Claro que vão gostar. Eles vão te adorar. Eu prometo.
Luna – Você é muito fofo.
Luna e AJ se abraçam.
Na casa de Isabella, no quarto dela, ela está deitada na cama, quando Laura chega.
Isabella – Sem sermão, Laura. Por favor.
Laura – Isabella, vamo conversar. Numa boa.
Isabella – Você vai continuar com aquela ideia maluca?
Laura – Não é nenhuma ideia maluca.
Isabella se levanta e vai até a porta. Ela abre a porta.
Laura – Bella, não faz assim. Senta aqui.
Ela pega na mão de Isabella e a leva até a cama. Elas se sentam.
Laura – Bella, escuta. A fazenda é o melhor pra você agora.
Isabella – Eu não quero ir, Laura. Aceita. (começa a chorar)
Laura – Por que, Bella? Você gosta tanto de lá... Por que é tão contra a ideia de morar lá por uns tempos?
Isabella – Não tem um porquê, Laura. Eu não quero ir e pronto.
Laura – É por causa do Nicholas, não é?
Isabella vira o rosto.
Laura – Fala, Bella. Eu não vou brigar.
Isabella – Eu gosto dele, Laura. Eu o amo.
Laura – Tá, Isabella. Você o ama. E ele? Você pediu pra eu chamá-lo, eu chamei e ele nem apareceu. Cadê ele, Isabella? Onde é que ele tá agora? Enquanto você tá aí chorando, se humilhando por ele ele não tá nem aí pra você.
Isabella – Tá sim, Laura. Ele gosta de mim, eu sei que gosta. Só que ele tá confuso agora, tá pensando que eu o traí.
Laura – Tá vendo? Mais uma razão. Se ele gostasse de você de verdade ele ia te ouvir, estaria do seu lado. Mas não. Você ficou uma noite inteira chorando, ardendo em febre, chamando por ele e nada. Ele te deixou sozinha.
Isabella – Não fala assim, Laura. Não fala assim que dói. (chorando)
Laura – Mas é a verdade, Bella. Eu sei que dói, mas é a verdade. Olha só: você não precisa do Nicholas. Você precisa de alguém que te dê carinho, que te dê amor, que fique do seu lado. Você não entende?
Isabella – Amor e carinho... engraçado. Você mesma não tem me dado isso, já percebeu?
Laura – Não é verdade.
Isabella – É sim. Tem sido relutante em atender os meus pedidos, tem sido dura comigo como se eu tivesse culpa do que aconteceu. Não quis chamar o Nicholas, agora quer me obrigar a ir pra um lugar que eu não quero. Eu não quero ir pra fazenda, você precisa respeitar minha vontade.
Laura – Eu só tô preocupada em deixar você aqui na mão daquela garota. Bella, pensa no seu futuro. Você precisa de paz, de sossego. Tem que esquecer o Nicholas. Você é linda, tem uma vida inteira pela frente, pode conhecer outros meninos, viver um novo amor...
Isabella – Não, Laura.
Laura – Pensa bem, Bella. Você vai poder refletir, refazer a sua vida. E você queria mesmo ir pra lá nas férias, então por que não?
Isabella – Nas férias, não pra morar lá.
Laura – Só por um tempo, Bella. Até as coisas melhorarem. Depois você volta. Olha, eu me comprometo a te visitar toda semana. O que você acha?
Isabella – Não, Laura. Eu não quero. Entende uma coisa, eu não quero saber de fazenda agora. Eu quero ficar aqui, em São Paulo, perto de você, dos meus amigos...
Laura – Do Nicholas...
Isabella – Do Nicholas também, por que não? Você sabe muito bem o que ele significa pra mim.
Laura – Mas...
Isabella – Me deixa, Laura. Me deixa sozinha, por favor.
Laura – Bella... eu sei que às vezes posso ser meio durona com você. Talvez eu não saiba como agir diante do que você tá passando, não saiba me expressar. Mas tudo o que eu faço é pelo seu bem. É tudo tentando te proteger, porque eu te amo.
Laura dá um beijo no rosto de Bella.
Isabella – Laura, por favor, pensa melhor.
Laura – Tá decidido, Bella. Hoje é quarta. Você vai na sexta. Eu tô te dando um tempo pra você poder se despedir dos seus amigos.
Isabella – Laura...
Laura – Bella... é o melhor pra você.
Isabella se deita na cama. Laura dá um beijo na testa dela e sai.
Na casa de Nick, na sala, ele chega descendo as escadas. Ele se senta no sofá.
Marina – Hum... tá com uma cara...
Nick – Acho que fiz a maior burrada da minha vida.
Marina – O que você fez, Nicholas? Aliás, onde você passou a noite?
Nick – Eu nem sei como dizer. Eu... eu passei a noite com a Vanessa.
Marina – O quê?
Nick – Pois é, Marina. Aconteceu.
Marina – Mas como você foi deixar as coisas chegarem a esse ponto?
Nick – Aquela louca veio atrás de mim, Marina. Ela veio com um papo de conversar e ir numa discoteca. Eu fui, caí no jogo dela e ela me levou pra casa da Regina. Quando eu me dei conta já estava na cama com ela.
Marina – Eu não acredito que você fez isso, Nicholas. E a Isabella, onde fica nessa história?
Nick – Esquece essa garota, Marina. Isabella é passado. Acabou, chega, é página virada, carta fora do baralho.
Marina – Mas e aquela história da noite forçada que ela te contou? Você não vai tirar essa história a limpo? Vai que ela esteja falando a verdade...
Nick – Ah, Marina! Dá um tempo, pô! Você acredita mesmo nessa conversa pra boi dormir dessa garota? É mentira dela. Tá querendo me levar no papo com esse número de coitadinha, mas não vai colar. E pensando bem até que foi bom que isso aconteceu com a Vanessa. Ela bem que mereceu.
Marina – Oh, Nicholas... não fale assim.
Nick – Tá bom, Marina. Chega dessa história. Eu tô cansado, vou tomar um banho.
Nick sai.
No dia seguinte, na casa de Isabella, na sala, Laura está sentada no sofá. Ela está com a mão no rosto o escondendo de cabeça baixa. Laura se levanta. Ela vai até o telefone e começa a discar um número.
Na casa de Brian, na sala, ele está mexendo no computador, quando o seu celular toca.
Brian – Alô?
Laura – Brian...
Brian – Laura? Você está bem? Sua voz está embargada... tá tudo bem?
Laura – Brian, você pode conversar agora?
Brian – Claro, Laura. Mas onde?
Laura – Pode ser na lanchonete do Colonial Mônaco?
Brian – Pode. Mas você está bem?
Laura – Eu não estou em condições de falar agora.
Brian – Tudo bem. Eu tô indo pra lá.
Laura – Obrigada.
Brian – De nada.
Laura – Brian?
Brian – O quê?
Laura – Te adoro.
Brian – Eu também. Tchau.
Brian – Tchau.
Eles desligam.
No escritório de Kevin, Danielly chega. Ela vai até a recepção.
Recepcionista – Bom dia, dona Danielly.
Danielly – Bom dia. O Kevin tá aí?
Recepcionista – Só um minuto.
Ela pega o telefone e disca o numero da sala de Kevin.
Recepcionista – Bom dia, sr. Kevin. Sua namorada está aqui em baixo esperando. Eu posso mandá-la subir? (t) – Tudo bem. Obrigada. Tchau. (ela desliga o telefone) – Pode subir. (ela entrega o crachá de visitante para Danielly)
Danielly – Obrigada.
Danielly pega o crachá e o coloca na camiseta. Ela vai até o elevador, aperta o botão para subir e fica parada esperando o elevador chegar. Quando o elevador chega, ela entra e as portas se fecham.
Na sala de Kevin, ele está assinando alguns papéis, quando alguém bate na porta.
Kevin – Entra.
É Danielly. Ele olha pra ela.
Danielly – Amor... (ela fecha a porta)
Kevin – Oi, Danielly.
Ela vai até ele e lhe dá um beijo de surpresa.
Danielly – Amor, vamos ao cinema?
Kevin – Não vai dar, Danielly. Eu tenho duas audiências agora.
Danielly vira as costas.
Kevin – Que foi, Dani?
Danielly vira o rosto de frente pra ele.
Danielly – Pra mim você nunca tem tempo, não é, Kevin? Mas eu aposto que se fosse pra sair com a chatinha da Isabella você arrumava tempo rapidinho.
Kevin – Qual é, Danielly? Por que colocar a Isabella no meio da conversa? Eu estou trabalhando, você não está vendo? E a Isabella não é nenhuma chatinha. Ao contrário, é uma pessoa ótima e muito legal.
Danielly – Eu odeio essa fissura toda que você tem com essa garota!
Kevin – Você vai começar com a sua ceninha de ciume? Porque se for, por favor, ponha-se pra fora da minha sala. Eu estou no meu local de trabalho e você está me atrapalhando.
Danielly – Eu liguei pra você na noite retrasada e você não me atendeu. Onde você estava, Kevin? Você estava com ela?
Kevin – Não, não estava com ela não. Eu tava com a minha mãe. E se eu estivesse com ela, qual é o problema? Eu sou seu namorado, não sua propriedade. Ela é minha amiga e vem passando por um momento dificil na vida.
Danielly – E daí, Kevin? Isso não é problema seu. Dane-se a Isabella, dane-se os problemas que ela tem, dane-se as mensagens que a sua amiguinha recebe, dane-se tudo. Que se dane. Eu não gosto de dividir, Kevin. Eu não aceito te dividir com essa garota. Nem com ela nem com ninguém.
Kevin – Danielly, cala a boca! É muito mais sério do que as mensagens. Só que com você não dá pra conversar, não é? É impossível. Quer saber? (ele vai até a porta e a abre) – Sai daqui. Eu não vou ficar perdendo meu tempo batendo boca com você. Vaza, Danielly. Vaza.
Danielly – Peraí, Kevin...
Kevin – Você não ouviu? Eu disse “vaza”. Sai daqui. Sai da minha sala, sai da minha empresa. Sai!
Danielly sai, batendo a porta com força.
Kevin – Saco!
Na casa de Isabella, Vanessa chega. Ela fecha a porta.
Vanessa – Ai, ai... Missão cumprida.
Ela sobe as escadas e vai até o seu quarto. Chegando lá, dá de cara com Regina de pé.
Vanessa – Mãe?
Regina – Bom dia, Vanessa.
Vanessa – Bom dia. Ótimo dia. Você já fez o que queria fazer no meu quarto? Porque eu tô louca pra tomar um banho e você sabe que eu não gosto de gentinha mexendo nas minhas coisas.
Regina – Acontece, Vanessa, que eu não sou “gentinha”. Eu sou sua mãe.
Regina vai até a porta e a fecha deixando – a trancada.
Vanessa – O que é isso, Regina? Como se atreve a trancar meu quarto?
Regina – Eu me atrevo com a autoridade que tenho por ser sua mãe.
Vanessa – Nossa... Bela autoridade.
Regina – Vanessa, me respeita. Não debocha, eu não estou brincando.
Vanessa – Que que é, hein, mãe? Já tá querendo encher o meu saco logo de manhã? Porque se for eu já vou avisando que você tá perdendo o seu tempo. Eu tô ótima. Hoje ninguém vai estragar meu dia.
Regina – Onde é que você passou a noite, Vanessa?
Vanessa – Isso não é problema seu.
Regina – É problema meu, sim senhora. Vamos, Vanessa. Eu perguntei em alto e bom som. Onde você passou a noite?
Vanessa – Bom, Regina, eu já disse que não te interessa. Mas se estiver de bom tamanho eu te digo que a noite foi muito divertida. Inesquecível. Deliciosa. Agora chega, né, Regina? Me dá licença porque eu quero tomar meu banho.
Vanessa caminha até a suíte, quando Regina puxa o braço dela de surpresa.
Regina – Espera. Antes você vai me confirmar uma coisa que eu ouvi ontem.
Vanessa – Me solta, mãe, você tá machucando!
Regina – Escuta aqui. Eu tô sabendo que a Isabella andou recebendo mensagens anônimas no celular e depois foi estuprada. Você tem alguma coisa a ver com isso?
Vanessa – (começa a rir) – É mesmo? Olha só, que maravilha. Quer dizer então que a justiça tá sendo feita?
Regina – Vanessa, não fala uma coisa dessas!
No quarto de Isabella, ela está ouvindo a conversa chorando. Ela está de tranças no cabelo, uma de cada lado.
Vanessa – Falo. Falo sim. Se ela se deitou mesmo com um carinha contra a vontade eu acho muito bem feito. É, mãe, é a lei da vida. Aqui se faz, aqui se paga. A justiça tarda, mas não falha. Eu acho bem feito. Essa nojentinha bem que mereceu.
Regina – Vanessa!
No quarto de Vanessa...
Vanessa – A gente colhe o que planta, mãe.
Regina – Como você pode dizer uma coisa dessas?
Vanessa – Eu só digo o que eu penso. A vadia está colhendo o que plantou.
Regina – Meu Deus... vendo você falando assim eu só posso concluir que você tem participação direta nessa crueldade, não é preciso confirmar.
Vanessa – Tá bom. Já que você quer a confirmação oficial eu confirmo. Eu fiz sim. Eu contratei um cara aí pra ficar atrás dela. Ele dava presentes, mandava e-mails, mensagens, seguia a vagabunda pelas ruas... e eu estava ali, atrelada a tudo isso.
Regina – Então foi por isso que ele tratou mal a Isabella. Por causa da sua armação, da sua mentira. Vanessa, você está se comportando como uma bandida!
Vanessa – E não foi só isso, mãe. Ele me pediu dinheiro, quer dizer exigiu. Ou eu dava a grana ou ele saía fora. E sabe o que eu fiz? Eu roubei o seu dinheiro e dei pra ele.
Regina – O quê?
Vanessa – Roubei. Roubei pra continuar com o meu plano. Eu aproveitei que você estava no banho e tirei quinhentos reais da sua carteira. E você como é tonta, nem deve ter percebido.
Regina – Eu não acredito que você fez isso. Você me roubou? Você roubou a sua mãe?
Vanessa – Roubei. Roubei e faria de novo!
Regina – Vagabunda! (ela dá um tapa na cara de Vanessa) – Você roubou sua mãe. Você roubou sua mãe pra sacanear com uma pessoa inocente que nunca fez nada pra você.
Vanessa – Ela fez sim. Eu gosto do Nicholas e ela tirou ele de mim. Tudo o que eu fiz foi por amor. Por amor ao Nicholas.
Na lanchonete do Mônaco, Laura chega. Ela vê Brian e vai até a mesa onde ele está sentado.
Laura – Brian...
Brian – Laura... tudo bem? O que aconteceu? Eu te achei meio aflita no telefone.
Laura – Brian, aconteceu uma coisa terrível.
Brian – O que houve?
Laura – Estupraram a Isabella.
Brian – Ahn? Mas como?
Laura – Atraíram minha irmã para uma armadilha, Brian. (começa a chorar)
Brian – Que absurdo.
Laura faz um sinal de “sim” com a cabeça chorando.
Brian – Mas como foi isso, Laura?
Laura – Ela estava recebendo mensagens anônimas de um admirador secreto... (mexe a boca como nas novelas da Globo)
Na casa de Isabella, no quarto de Vanessa, ela continua a conversa com Regina.
Regina – Por amor? Você chama essa sem vergonhice, essa atitude egoísta de “amor”? Vanessa, minha filha, você está doente, você precisa se tratar. E essa mentirada que você inventou está com os dias contados. Eu vou contar a verdade pro Nicholas. Vou contar que você armou tudo, que a Isabella é inocente. E eles vão voltar, porque se amam.
No quarto de Isabella, ela está ouvindo tudo.
Vanessa – Você? Contar a verdade pro Nicholas? Não me faça rir. O Nicholas tem dinheiro, mamãe. Você acha mesmo que ele vai acreditar na conversa de uma empregadinha que não tem aonde cair morta? É muita ingenuidade sua. E tem mais: ele pode até saber que a Isabella é inocente, mas quando ela souber o que o Nicholas andou aprontando eu duvido que ela volte com ele.
Regina – Do que você tá falando?
Vanessa – Eu tô falando da noite maravilhosa que eu passei com o Nicholas na noite retrasada.
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