Notas iniciais
Capitulo 15 quentinho. Como vocês podem ver a capa da fic foi atualizada. Espero que gostem *-* Musica do capítulo: Memories - Backstreet Boys

Kevin – É, Isabella. Mas não se preocupe. Eu já disse, ninguém vai te machucar.

Isabella – Tem um cartão, Kevin.

Kevin – Você quer ler?

Isabella – Quero.

Isabella tira o cartão da caixa.

Isabella – (lendo em voz alta) – “Gostou, amor? Pra você usar na nossa noite de amor. Apaixonado por Isabella”.

Kevin – O quê?

Isabella – Eu tô com muito medo, Kevin. Ele sabe tudo da minha vida. Sabe os meus telefones, meu e-mail e sabe também onde eu moro. (chorando)

Kevin – (se levanta) – Eu vou acabar com esse cara!

Isabella – Kevin...

Kevin – Isabella, se eu encontro esse cara na rua eu nem sei o que eu faço. Me passa o telefone dele. A gente tem que fazer alguma coisa, levar tudo isso pra polícia.

Isabella – Não, Kevin. Não se mete nisso, o problema dele é comigo, não é com você. (chorando)

Kevin – Não, Bella. Esse problema não é só com você. É com você, comigo, com a Laura, com o Nicholas... com todos que convivem com você e que querem o seu bem.

Isabella – Kevin, não se mete nisso. Eu não tô pedindo só por mim, mas também pela Danielly. Ela jamais me perdoaria se acontecesse alguma coisa com você por minha causa.

Kevin – Eu sei, Isabella. Eu entendo. Mas e as pessoas que gostam de você? E a Laura? E eu? Você só pensa no Nicholas? Só Nicholas o tempo todo?

Isabella – Tenta me entender, Kevin. Eu sei que é difícil, mas se coloca no meu lugar. Se fosse com você, você não ia querer preservar a Danielly?

Kevin – Não me compara com você, Isabella. Eu sou um homem, sou mais forte. Você é só uma menina. É como uma criança indefesa que não sabe nada do mundo. E que amor é esse? Que amor egoísta é esse que coloca o Nicholas acima de tudo, até mesmo de você mesma, da sua irmã, da sua família? Eu não consigo entender.

Isabella – Não consegue? Talvez você não consiga entender porque talvez nunca tenha amado de verdade. E o meu amor não é egoísta, Kevin. Pode não parecer, mas eu tô pensando em vocês também. Eu tô tentando preservar você e a Laura também.

Kevin – Assim? Não me deixando participar? Não deixando a Laura saber?

Isabella – É melhor assim, Kevin! (gritando e chorando)

Kevin – Melhor? Como pode ser melhor pra você ficar sofrendo calada? Você não precisa passar por tudo isso sozinha. Eu posso te ajudar, a Laura também, o Nicholas também....

Isabella – (fazendo um sinal de “não” com a cabeça) – ... Não

Kevin — .... Nós podemos passar por tudo isso juntos...

Isabella — ... Não.

Kevin – (vai até ela e segura-lhe a mão) – Eu gosto muito de você. Eu não quero que te façam mal. Deixa eu fazer alguma coisa, Bella. Em nome da nossa amizade. Eu contrato detetive, faço o que for.

Isabella – Não, Kevin. Nada de detetive, nada de polícia.

Kevin – (andando de um lado pro outro, passando a mão no cabelo) – Mas como você é teimosa, meu Deus...

Isabella – Eu estou preocupada com o Nicholas!

Kevin – E eu estou preocupado com você!

Isabella – Vai embora, Kevin. Vai embora, eu preciso ficar sozinha, preciso organizar meus pensamentos.

Kevin – Tudo bem. Eu vou.

Ele está caminhando até a porta, quando de repente...

Isabella – Kevin?

Ele se vira.

Ela sai correndo até ele e o abraça de surpresa chorando. Ele corresponde ao abraço. Eles se soltam.

Isabella – Me desculpa. (chorando)

Kevin – Promete que vai ficar bem?

Isabella – Prometo.

Kevin – Eu não sei o que vai acontecer. Mas eu quero que você saiba que eu vou estar aqui pro que der e vier.

Isabella – Kevin...

Kevin — ... Espera. Deixa eu falar. Eu não vou falar nada. Eu não concordo com isso, mas se é a sua vontade eu vou respeitar. Só me deixa a par de tudo. Por favor.

Isabella – Tchau.

Kevin – Tchau.

Eles se abraçam.

Kevin – Toma cuidado.

Ele dá um beijo no cabelo dela e sai. Isabella fica andando sozinha na sala. Ela se senta no sofá chorando.

Regina chega.

Regina – Isabella? (Isabella olha pra ela) – O que você tem?

Isabella – Nada. Não é nada.

Isabella sobe as escadas correndo.

Na casa de Luna, no quarto de AJ, ele se levanta. AJ pega a sua mala e a abre. Ele tira de dentro da mala um álbum de fotos.

Luna – O que é isso, Alexander?

AJ – É um álbum de fotos. Você quer ver?

Luna – Claro.

AJ abre o álbum.

AJ – (apontando a foto pra ela com o dedo) Esse aqui sou eu quando eu era bebê.

Luna – Você era lindo.

AJ – Obrigado.

Luna – E essa aqui, quem é?

AJ – Essa é a minha mãe e essa aqui que tá do lado dela é a minha avó que já morreu.

Luna – Hum...

Ele vira mais uma página.

Luna – E esses quatro meninos que estão com você, quem são?

AJ – Esse é o Kevin (apontando para Kevin), o Brian (apontando para Brian), que é primo do Kevin, o Nick (apontando para Nick), e esse é o Howie (apontando para Howie)

Luna – E onde vocês tiraram essa foto?

AJ – No Colonial Mônaco, onde o Nick mora. Nós cinco somos amigos de infância. Crescemos juntos.

Luna – Vocês são amigos até hoje?

AJ – Sim. Eles são bem legais.

AJ vira outra página. Na página está ele e sua namorada Amy, que morreu num acidente de carro.

Luna – E essa menina que está com você na foto?

AJ – É uma ex namorada.

Luna – Vocês brigaram? Por quê?

AJ – Não. Nós não brigamos, ela... morreu.

Luna – Sério?

AJ – Aham.

Luna – Me desculpe.

AJ – Não se preocupe.

Luna – Ela era muito bonita.

AJ – É. Era linda.

Luna – O que aconteceu com ela?

AJ – Foi um acidente de carro. Ela estava voltando de uma viagem e estava chovendo muito. A pista estava escorregadia e o carro em que ela estava acabou capotando na estrada.

Luna – Eu sinto muito.

AJ – Obrigado.

Luna – Você sofreu muito, não é?

AJ – Eu ainda sofro. Foi a minha primeira namorada e eu estava completamente apaixonado. Eu nunca consegui esquecê-la.

Luna – Qual era o nome dela?

AJ – Amy.

Luna – É um lindo nome.

Na casa de Isabella, no quarto de Laura, ela está se lembrando.

Cena em que Laura e Brian se conhecem — Cap 07:

Na casa de Isabella, na sala, Laura chega.

Laura – Regina, quem..

Ela olha para Brian e sente seu coração disparar.

Laura — ... São eles? (olhando para Brian, paralisada)

Regina – Ah, Laura, deixa eu te apresentar. Esse é o Brian (apontando para Brian) e esse é o Kevin (apontando para Kevin)

Kevin – Laura? Então você é a famosa Laura? A Isabella me falou muito de você. Prazer, Laura.

Laura – Oi, Kevin. Prazer.

Ela estende a mão para Kevin, ao mesmo tempo que não tira os olhos de Brian.

Brian – Agora vamos nos apresentar. Laura, eu sou Brian Thomas Littrell, ou B-Rok. Prazer em conhecê-la.

Laura – Prazer, Bri — Brian.

Ele toca na mão de Laura e a sente tremendo.

Brian – Tá tudo bem?

Kevin – Nossa, Laura. Parece que você ficou hipnotizada.

Laura – Eu? Não. Impressão sua, Kevin.

Ela pára de se lembrar.

Laura – O que eu faço pra te tirar da minha cabeça, Brian?

O telefone toca. Laura atende.

Laura – Alô?

Brian – Laura?

Laura – Brian? (dá um sorriso) – É você?

Brian – Sim, Laura. Sou eu. Por que a surpresa?

Laura – Nada, é que... eu não esperava a sua ligação.

Brian – Laura, você está ocupada hoje?

Laura – Não. Por quê?

Brian – Você poderia me encontrar hoje à tarde naquele restaurante que abriu?

Laura – No Ville’s Bar?

Brian – Sim. Você pode?

Laura – Claro!

Brian – Às três horas tá bom pra você?

Laura – Tá ótimo.

Brian – Tá bom. Até lá.

Laura – Até.

Brian – Tchau.

Laura – Tchau.

Eles desligam.

Laura vai até o espelho.

Laura – Brian...

Ela pega um pente e começa a pentear os cabelos. Laura passa um batom vermelho olhando fixamente para o espelho.

Laura – O que está acontecendo comigo?

Na sala, a campainha toca. Regina atende. É Nick.

Regina – Nick!

Nick – Oi, Regina. Tudo bem? A Isabella está aí?

Regina – Está sim. Você quer falar com ela?

Nick – Sim.

Regina – Espere. Eu vou avisar que você está aqui.

Nick – Obrigado.

Regina sai. Nick fica andando pela casa e pega um porta retrato com a foto de Isabella na mão. Ele fica olhando para a foto.

Na biblioteca, Isabella está sentada na cadeira de cabeça baixa. Regina chega e a observa. Ela sai.

Na sala, Regina chega.

Regina – Pode subir, Nick. Ela está na biblioteca. Faz uma surpresa pra ela.

Nick – Vou fazer. Obrigado, Regina. Você é demais.

Ele vai até ela e lhe dá um beijo no rosto. Nick sai, em direção à biblioteca.

Na biblioteca, Isabella se levanta. Ela se vira para a estante, escolhendo um livro para ler. Nick chega de mansinho indo na direção de Isabella, que está de costas pra ele. Ele se aproxima dela e coloca as duas mãos no rosto dela, tampando-lhe a visão. Isabella se assusta com a surpresa e tira as mãos de Nick com rapidez de seu rosto. Ela se vira.

Isabella – Nicholas... é você?

Na sala, a campainha toca novamente.

Regina – De novo?

Regina atende. É um entregador de flores de uma floricultura.

Regina – O que deseja?

Entregador – Flores para a senhorita Isabella Datto Moniz. Ela se encontra?

Regina – Eu entrego pessoalmente pra ela. Obrigada.

Ele tira da pasta um papel de comprovante de entrega.

Entregador – (indicando para Regina com o dedo) – Assine aqui, por favor?

Regina – Tudo bem.

Regina assina o papel e fica com o comprovante.

Entregador – Obrigado.

Regina – De nada.

O entregador sai. Regina olha para o papel e vê no remetente o nome de “Marcos”.

Regina – Marcos? Quem é “Marcos”?

Na biblioteca...

Nick – Oi, meu amor?

Isabella – Ah... oi, Nicholas?

Nick – O que foi, Bella? Eu te assustei?

Isabella – Não... magina, Nicholas. Tá tudo bem.

Nick – Tem certeza?

Isabella – Tenho. Certeza absoluta.

Ele pega na mão dela e beija-lhe a mão.

Nick – Eu vim te pedir desculpas por hoje. Eu fui um grosseiro com você. Você me perdoa?

Isabella – Te perdoar? De quê? Eu não tenho nada pra perdoar.

Nick – Tem sim. Você veio até mim cheia de amor pra dar e eu te recebi com quatro pedras na mão. Eu não devia ter te tratado daquela maneira. Me desculpe.

Isabella – Nicholas... eu nem me lembro mais.

Neste momento, Nick beija Isabella de surpresa e ela corresponde. Nick se solta dela.

Nick – Te amo. Te amo. Te amo.

Isabella – Eu também, Nick. Eu também te amo.

Eles se beijam novamente.

Nick – Vamos até a sala?

Isabella – Vamos.

Ele pega na mão dela. Eles saem correndo de mãos dadas da biblioteca. Na sala, eles chegam. Nick dá um giro em Isabella de pé e lhe dá mais um beijo. Regina chega com o buquê de flores na mão.

Regina – Ah, Isabella... (Nick e Isabella se soltam) — desculpe interromper. Chegou isso pra você.

Isabella – Um buquê?

Nick – (bravo) — Quem te mandou isso, Isabella?

Isabella – Nicholas, eu...

Regina – Não sei... mas o remetente se apresenta como “Marcos”.

Nick – Isabella, desde quando você recebe flores de estranhos? E quem é Marcos, Isabella? Quem é Marcos?

No Ville’s Bar, Laura chega. Ela fica procurando Brian com o olhar e o encontra batendo os dedos na mesa.

Laura – Brian?

Brian levanta o rosto.

Brian – Laura?

Eles ficam olhando fixamente um pro outro.

Na casa de Kevin, na sala, ele está tocando a introdução de “Memories” no piano. Ann está na sala junto com ele sentada no sofá ouvindo Kevin tocar. A porta da sala está aberta. De repente, Kevin bate a mão com força no teclado de propósito.

Kevin – Chega. Não dá.

Ann – O que foi, Kev?

Kevin – Preocupação, mãe. Preocupação demais.

Ann – Com o quê você tá preocupado, Kevin? Conta pra mim, eu sou sua mãe. O que foi?

Kevin se levanta.

Kevin – Mãe... lembra daquela menina que outro dia eu tava te contando sobre ela?

Ann – Aquela que perdeu os pais na tentativa de assalto e que quer cursar Arquitetura?

Kevin – Sim, mãe. Ela mesma.

Ann – O nome dela é Isabella, não é? O que houve com sua amiga?

Kevin – Sim, mãe. É isso mesmo. Ela está recebendo mensagens anônimas.

Ann – Mensagens anônimas? Como assim?

Kevin – Mensagens no celular, no email, presentes de um estranho que se apresenta pra ela como “Apaixonado por Isabella”. Eu não estou gostando nada disso. Tô preocupado com ela.

Ann – O quê?

Kevin – Sim, mãe. Parece absurdo, mas é verdade. Hoje mandou uma camisinha pra ela numa caixa de presente.

Ann – Isso é muito grave, Kevin. Ela já contou essa história pro Nicholas?

Kevin – É isso o que mais me preocupa. Ela não quer contar nem pra ele, nem pra Laura, que é irmã dela. Eu já tentei convencê-la de contar, pedir ajuda, mas ela tem medo de colocar a vida deles em risco.

Ann – Mas ela tem que contar. Essa garota está lidando com bandidos, não pode viver com esse medo sozinha.

Kevin – Eu quero ajudá-la, mãe. Eu quero contar eu mesmo essa história. Mas ela não quer. O que eu faço?

Ann – Olha, Kevin... eu concordo que ela tem que se abrir com alguém, ir na polícia, fazer um BO. Mas se ela não quer, não há nada a ser feito. O seu dever como amigo é respeitar a vontade dela.

Kevin – Mas...

Ann – Eu sei que é complicado. E você já está ajudando. Infelizmente contar essa história ou não pra mais alguém é uma escolha dela. É uma decisão que só cabe a ela. Você não pode fazer mais nada.

Kevin – Posso sim. Eu posso e vou fazer alguma coisa. A Isabella é minha melhor amiga, está sofrendo ameaças e eu vou ajudá-la. (Danielly aparece na porta da casa escondida) – Eu não vou deixar a Isabella passar por isso sozinha. Eu vou contar pro Nicholas das ameaças sim.

Danielly entra na casa.

Danielly – Como é que é, Kevin? Que história é essa da Isabella estar recebendo ameaças?