Shake The Pompoms
6 5. Carma
Notas iniciais
Eu sei, eu demorei pra caramba, mas é que eu não ando muito bem e aí não sinto vontade de fazer nada, BUT... Aqui está o capítulos, minhas lindas ♥
P.S: 5 recomendações, vocês querem nos matar? Porque olha... EU VOU TER UM TROÇO! Capítulo dedicado à Amyvampirinha, Paulinha Vampira, Jussara Cullen, elianerofer e Nádia Cullen! ♥
5. Carma
POV Edward
Eu entrei em minha casa e suspirei aliviado. Finalmente, eu poderia descansar. Bella havia ido falar com Tanya, e não consegui encontra-la depois disso...
Será que ela havia conseguido algo?
Mal entrei em meu quarto e o celular vibrou em meu bolso. Joguei minha mochila em um canto qualquer e olhei o visor do celular, vendo que era um número desconhecido.
– Alô? – atendi.
– Edward? – uma voz feminina e vagamente familiar disse. – É a Ness... Renesmee, amiga da Bella.
– Ah sim... – me sentei em minha cama. – Algum problema, Renesmee?
– É que a Bella sofreu um acidente de carro e agora está no hospital e... – a menina desatou a falar, com a voz embargada, e eu senti minha espinha gelar.
– Em que hospital? – perguntei rapidamente, ficando de pé e saindo de casa às pressas.
Renesmee me disse o nome do hospital, e eu rapidamente peguei meu carro. Céus... Bella realmente é um imã para problemas!
(...)
– Como ela está?! – perguntei afoito, assim que entrei na sala de espera do hospital, dando com Rosalie, Alice, Renesmee, Tanya, Renée, e um homem, uma mulher, e dois adolescentes que eu não conhecia. Todos pareciam aflitos, esperando por notícias.
– Ela está... Bem. – Renesmee respondeu, com uma pausa para engolir em seco.
– Você sabe que eu sei que você está mentindo. – disse. – E eu quero saber como a Bella está. Renée, como ela está?
– Estão suturando o corte na cabeça dela. – Renée balançou a cabeça. – Ela bateu com a cabeça com muita força, mas está bem. Não corre nenhum risco.
– Só o de uma concussão. – Alice acrescentou.
– Mas, esse risco é quase nulo. – O homem de bigode – que eu deduzia ser pai de Bella, por ter os mesmos cabelos castanhos – disse. – Sou Charlie.
– Edward. – disse, apertando a mão estendida.
Eu me sentei com eles em um dos bancos da sala de espera. Todos em silêncio, cada um com seus pensamentos. Minutos se passaram, e eu vi Tanya se levantar e se oferecer para comprar café para todos. Havia uma Starbucks em frente ao hospital.
– Quer ajuda? – perguntei quando ela passou por mim. – Serão muitos copos...
Ela me olhou desconfiada, crispou os olhos para mim e assentiu fracamente, logo me dando as costas e continuando seu caminho. Suspirei e a segui. Era uma boa oportunidade para eu tentar conversar com ela...
Se bem que a nossa última “conversa” foi um fiasco. Nunca passei tanta vergonha na vida.
Fomos em silêncio comprar os cafés, que eram apenas quatro. Enquanto esperávamos na fila, tentei puxar conversa.
– Você está linda hoje. – falei, sorrindo levemente.
Tanya me olhou com uma expressão fria e cruzou os braços.
– É sério? – perguntou.
– Sim. – sorri abertamente.
– Não, não estou perguntando se estou linda hoje. – falou ríspida. – Estou perguntando se você está mesmo tentando flertar comigo enquanto Bella está no hospital, precisando de apoio.
Engoli em seco, abrindo a boca sem saber o que dizer. Tanya balançou a cabeça descrente, me olhando de modo reprovador.
Ficamos em um silêncio fúnebre depois disso. Apenas fizemos nossos pedidos e voltamos para o hospital. Assim que chegamos lá, entregamos os cafés às meninas e à Renée e o médico responsável por Bella chegou.
– Quem são os pais de Isabella? – ele perguntou, olhando para cada um de nós.
Renée e Charlie ficaram de pé, ansiosos.
– Vocês podem vê-la primeiro. Depois os amigos. – o médico avisou.
Nós assentimos e Charlie e Renée foram ver Bella. Eu me senti um pouco desconfortável ali sozinho com as garotas. Parecia que todas elas me olhavam de forma estranha, avaliativa.
Eu estava preocupado, é claro, mas eles mesmos disseram que não era grave... Não é?
Droga. Passei as mãos pelo rosto, respirando fundo. Bella ficaria bem, ela é forte.
Logo pudemos entrar. Deixei as meninas irem na frente... Eu queria ficar a sós com Bella. Precisava perguntar como foi sua conversa com Tanya.
Elas não ficaram por mais de 5 minutos. Esperei no corredor, em frente à porta. Elas se despediram de mim e Tanya me olhou seriamente.
– Ao menos finja que se importa. – ela sussurrou. – Isso não arranca pedaço.
Bufei. Em algum momento eu havia dito que não me importava?!
Tanya me deu as costas e seguiu Alice, Rosalie e Renesmee. Seu perfume doce ficou, e eu suspirei. Mesmo irritada, ela era linda.
Entrei no quarto de Bella e a encontrei deitada na cama com um curativo enorme na testa. Ela tinha a aparência cansada.
– Oi. – falei, sorrindo levemente.
Ela sorriu fracamente, sussurrando um “Oi”.
Eu me aproximei da cama, observando melhor seu rosto e seu corpo. Havia alguns arranhões em suas bochechas, e seus braços brancos estavam com algumas marcas arroxeadas e alguns arranhões vermelhos também. Engoli em seco.
Senti uma dor incômoda no peito. Eu não gostava da visão de Bella... Machucada. Não gostava disso.
Eu me sentei em uma cadeira ao lado de sua cama, e ela me olhou curiosa.
– Como você está? – perguntei.
Ela fez uma expressão irônica, olhou o próprio corpo e logo em seguida para o teto.
– Ah, eu estou ótima. Inchada, ardida, arranhada e quebrada, mas olha, eu me sinto ma-ra-vi-lho-sa. – ela forçou um sorriso.
Eu ri, e ela também. Ficamos em silêncio por alguns segundos.
– Como foi... O acidente? O que aconteceu exatamente? – perguntei.
Ela suspirou.
– Eu não lembro muito bem... – ela murmurou. – Eu lembro que estava indo para a casa do meu pai, e quando eu percebi havia uma pick-up entrou na contramão, e puf!
– “Puf”? – sorri.
– Me deixa em paz. – ela resmungou emburrada.
Sorri mais e assenti. Bella sorriu minimamente, claramente tentando controlar isso.
– E sobre... Sobre aquilo? – perguntei.
A expressão tranquila de Bella se foi, e vi de relance sua expressão entristecer, mas logo ela estava séria como sempre.
Deve ter sido impressão minha.
POV Bella
Eu aqui toda quebrada e esse filho da mãe me pergunta sobre Tanya? E se eu tivesse morrido? Ele ia chorar porque não teria mais a sua “ferramenta” de conquista?
Eu vou matar esse idiota.
– Você está olhando para a mais nova cheerleader, queridinho. – forcei um sorriso animado e ele arregalou os olhos. – Sabe, meu sonho se realizou! Eu sempre quis usar mini saia e balançar pompons!
– S-Sério?
Fechei a cara, e ele engoliu em seco.
– Edward, eu juro para você... – falei entredentes. – Se você não fizer todos os meus trabalhos, direitinho, eu vou matar você. Lenta e dolorosamente. Eu vou fazer você desejar nunca ter nascido e...
– Ai meu Deus, eu entendi! – ele levantou os braços como se se rendesse. – Mas como foi isso? Explica direito.
Suspirei, e expliquei tudo o que havia acontecido naquele dia.
Essa não é a minha vida. Não pode ser. Tem acontecido coisa demais... E coisas ruins.
Edward é um carma.
Ele fez uma expressão triste ao fim da história, e eu crispei os olhos.
– Está amuado por quê?
– Bella... Você? Líder de torcida? – ele fez uma expressão de dor. – Eu nunca vou conseguir sair com a Tanya.
– Estou tendo mais progresso do que você teve em todo esse tempo, seu idiota!
Ele suspirou, assentindo.
– Ok, eu entendo. Obrigada. – ele sorriu levemente. – Dê o seu melhor.
Revirei os olhos. Agora ele quer vir com esse papinho?
Uma enfermeira entrou no quarto e avisou que o horário de visitas havia acabado, e eu tinha que tomar uns remédios estranhos. Edward ficou de pé e, para a minha surpresa, beijou minha testa. Desviei o olhar dele e murmurei um “Tchau”, enquanto ele saía do quarto.
Senti meu rosto esquentar, e fechei os olhos com força.
Pare, Isabella.
Pare com isso.
(...)
– Você quer mais alguma coisa, filhinha? – Renée perguntou pela milésima vez.
– Quero que você pare de me chamar de filhinha. – resmunguei.
– Ok então, meu amorzinho. – ela acariciou meus cabelos, e eu revirei os olhos. – Quer que a mamãe traga alguns biscoitos?
– Mãe, eu quero dormir.
– Então quer que eu traga uma coberta mais quentinha?
– Essa está ótima.
– Mas vai que você sente frio e...
A segurei pelos ombros, sentindo todo o meu braço doer, mas procurei disfarçar isso.
– Mãe, eu estou ótima, alimentada, quentinha, confortável e com muito, muito sono, então por favor... Pode me deixar dormir? – implorei.
Ela suspirou e assentiu, dando um beijo em meu rosto e saindo do meu quarto, apagando a luz.
Eu me aconcheguei contra um travesseiro, fechando os olhos e sorrindo com o conforto. Era tão bom deitar em minha cama depois de dois dias no hospital, e...
Meu celular tocou. Pulei de susto, olhando para aquele aparelho demoníaco sobre a cômoda.
O peguei com raiva e atendi.
– Alô.
– Bella? – meu pai falou no outro lado da linha. – Você está bem? Parece irritada.
Pareço? Sério? Que loucura.
– Eu estou bem, pai. – bufei, me sentando na cama com dificuldade. – O que aconteceu?
– Ah, é que eu queria conversar com você... Não tivemos essa oportunidade.
Verdade... Eu ia para a casa dele para isso no dia do acidente, e acabou que com tudo aquilo acontecendo, não conversamos. Eu estava curiosa.
– Quer vir aqui em casa amanhã? – perguntei. – Eu ainda tenho que ficar de repouso...
– Tudo bem, então. Amanhã cedo eu passo aí. – ele falou.
Nós nos despedimos e eu voltei a deitar.
Eu estava quase caindo no sono quando o celular tocou de novo. Soquei o travesseiro, pegando aquela porcaria.
– QUEM É? – gritei.
– Tá possuída, garota? – meu carma perguntou.
– Tchau.
Eu me preparava para desligar quando Edward gritou meu nome. Revirei os olhos e bufei.
– É bom que seja importante. – falei entredentes.
– Você vai para a escola amanhã?
– Você é idiota? Eu sofri um acidente de carro!
– Ih, que mau humor...
Você é o motivo, Cullen. Você sempre é o motivo para tudo de ruim que acontece na minha vida, não percebeu?
– Tchau. – rosnei, encerrando a chamada.
Desliguei o celular e deitei novamente. Dessa vez, consegui dormir em paz.
(...)
Eu terminei de comer o café-da-manhã que minha mãe havia preparado para mim e levei a louça para a pia.
– NÃO FAÇA ISSO! – Renée berrou, vindo até mim toda esbaforida. – Você tem que ficar de repouso, Bella!
– Mas eu só ia lavar a xícara... – murmurei.
– Você tem que descansar. – ela falou, num tom bobo e mandão ao mesmo tempo. – Nada de esforço, foi o que o médico disse.
Revirei os olhos e assenti. Manquei até a sala. Eu havia torcido o pé no acidente, então mal conseguia andar com aquela porcaria de bota ortopédica. Fiquei vegetando no sofá da sala, assistindo Dora Aventureira.
“Botas esqueceu de fechar a porteira?” – a Dora perguntou.
– Sim. – murmurei. Segundos de silêncio se passaram. – SIM, ELE ESQUECEU, GAROTA!
“Você tem que gritar: PORTEIRA!”
– PORTEIRA! – gritei.
Botas, aquele macaco azul que usa botinhas vermelhas, se tocou que havia deixado a porteira aberta e agradeceu pelo meu grito, indo fechar a porteira em seguida.
– Pelo menos para alguma coisa eu presto... – murmurei para mim mesma.
– Bella, seu pai chegou. – minha mãe falou.
Suspirei e me sentei no sofá, ao mesmo tempo em que Charlie entrava na sala. Ele sorriu para mim, vindo me abraçar, e minha mãe voltou para a cozinha cantarolando.
Charlie sentou no sofá, ao meu lado, segurando minhas mãos.
– Você está melhor, querida? – ele perguntou, sorrindo amavelmente.
Eu sorri, feliz, e assenti. Desde que meus pais se separaram, — há 4 anos – eu não via muito Charlie, mesmo que morássemos na mesma cidade. Ele estava sempre tão ocupado...
– Eu tenho uma coisa importante para te falar. – ele disse.
– Então diga.
Ele suspirou, e me olhou profundamente nos olhos, como se daquela forma eu fosse entender melhor o que estava por vir.
– Eu vou me casar. – ele disse.
Senti um arrepio percorrer minha espinha e ri, o olhando sem entender.
– Casar? – perguntei. – Como assim? Com... Com quem?
– Sue Clearwater. – ele falou devagar. – Ela também é advogada.
– Você vai casar com ela? – perguntei com a voz falha. – Com uma mulher que mal conhece?
– Ela é minha amiga há anos, querida. – ele falou calmamente. – Nos gostamos muito.
O olhei sem piscar. Não... Não. Isso não pode estar acontecendo, não mesmo. Desviei o olhar de Charlie e encarei o tapete fixamente, tentando normalizar minha respiração. Tentei puxar minhas mãos das suas, de repente querendo me afastar dele, mas ele segurou minhas mãos com mais força para eu permanecer onde estava.
– Ela tem dois filhos, Leah e Seth. Leah tem dezenove anos, e Seth tem dezesseis, a mesma idade que você. – ele falou, sorrindo, parecendo querer me animar. – Você vai adorá-los!
Engoli em seco, sentindo uma dor absurda no peito. O olhei, e seu sorriso vacilou ao olhar melhor meu rosto.
– Eles moram com você? – perguntei com a voz embargada.
– Sim...
Puxei minhas mãos das suas com violência e fiquei de pé. Senti minha perna doer, mas continuei de pé, e Charlie me olhou assustado. Passei a mão pelos cabelos, desviando o olhar do dele, e sentindo meus olhos arderem.
Você não vai chorar, Isabella... Você não pode.
– Então quer dizer que... – minha voz falhou. – Quer dizer que tempo para me ver você nunca teve, mas... Mas para formar outra família... Para morar com outra mulher e criar os filhos de outra mulher você teve tempo?!
Charlie arregalou os olhos e abriu a boca para falar algo, mas eu o interrompi antes que ele o fizesse.
– Você largou a mim e à mamãe, nunca veio me ver direito, mal me ligava, e agora faz questão de vir até aqui para isso?! – praticamente gritei. – Para me dizer que vai se casar novamente e que eu vou “adorar” meus novos irmãozinhos?!
– Bella, seja compreensiva... – ele pediu, tentando se manter calmo.
– COMPREENSIVA O CACETE! – gritei, e ele me olhou espantado. – VAI EMBORA DAQUI!
– Bella, você não pode se estressar. – ele falou baixinho, ficando de pé e me segurando pelos ombros.
Eu me desvencilhei dele e manquei até a porta de casa. A raiva corria pelo meu corpo, e eu mal sentia a dor. Charlie me seguiu, e suspirou ao me ver segurando a porta aberta.
– Vai. Embora. – falei pausadamente.
– Bella, vamos conversar...
– Já conversamos. – falei, e sorri ironicamente. – Agora volte para a sua mulher e seus filhos.
Charlie suspirou, e passou por mim cabisbaixo. Ele parou de repente, e quando olhei, vi Edward parado à porta, nos olhando com curiosidade.
– Desculpe, eu não queria interromper... – ele murmurou desconcertado com o olhar avaliativo que Charlie lhe lançou.
– Charlie já estava de saída. – falei.
Edward me olhou parecendo meio assustado, e Charlie me olhou de forma dolorosa.
– Eu voltarei quando você estiver mais calma. – ele disse.
– Não voltará nunca, então. – murmurei.
Ele se foi, e eu e Edward permanecemos parados na porta, olhando-o entrar em seu carro e ir embora.
– Se quiser eu posso voltar depois e... – Edward dizia, mas eu já não escutava mais nada.
Senti meu corpo ir ao chão, e Edward gritou meu nome, se agachando na minha frente e tentando ver meu rosto. Segurei fortemente a sua blusa, afundando meu rosto em seu peito e deixando as lágrimas caírem. Solucei alto, e Edward vagarosamente passou os braços pelos meus ombros, acariciando minhas costas.
– Calma... – ele murmurou. – Vai ficar tudo bem.
– Eu o odeio. – sussurrei. – O odeio.
Edward suspirou e me abraçou mais forte, enquanto eu encharcava sua blusa.
Edward não parecia tão ruim agora.
Notas finais
Gostaram? A Carol gritou dizendo que ficou perfeito, mas e vocês, o que acharam? HAUHUAHUHAU.
O próximo capítulo já está prontinho, então mandem reviews que aí a titia Carol será boazinha e o postará! u-u
Beeeeeijos!
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