Eu me separei de Dane e segui para encontrar Eddie que também já estava me esperando e tinha se separado de Jill que tinha ido falar com o DJ para parar com a música. Eu me sentia tonta e enjoada, mas depois de ter virado tantos copos e ainda ter tomado seja lá o que fosse que Jesse tinha posto para Dane beber, era óbvio que meu estomago não estava bem e agora eu não teria tempo para melhorar. Nós começamos a guardar os barris e eu disse a Eddie para começar a falar para todos que a policia estava vindo, que alguém tinha denunciado a festa e que por isso era melhor todos saírem enquanto ainda houvesse tempo.

A maioria ficou chocada com a notícia e começaram a se organizar para voltarem para casa. Matt e Jessica também começaram a nos ajudar e logo éramos cerca de apenas vinte pessoas. Eu me mantinha de olho no que estava acontecendo, nas pessoas indo embora e vendo se algum carro preto como os da Corte estava chegando.

– Nós temos duas horas no máximo. O que nos denunciou foram os outros que vieram. Alguns guardiões os seguiram e os interrogaram, então nossa localização foi descoberta, mas ninguém sabe quem está no comando da nossa operação, então se sairmos rapidamente, se conseguirmos sair daqui antes que eles cheguem...

– Eddie, respire! – eu exclamei, segurando seus ombros e achando um tanto engraçado que ele estivesse tão nervoso.

– Não, ele está certo. É um negocio arriscado para vocês ficarem aqui. – eu ouvi Dane dizer. – No primeiro sinal de guardiões na cidade, eu quero que você entre no carro com Matt, Jessica e Eddie e fuja daqui. Quando lhe pegarem, diga que vocês se perderam de nós.

Eu não conseguia acreditar além de achar absurdo. De maneira alguma eu deixaria Dane e Jill levarem a culpa por essa festa idiota que na verdade foi ideia de Jesse.

Pensando sobre isso, eu procurei por Jesse, mas não o encontrei em lugar nenhum. Provavelmente alguém contou a ele sobre o boato da policia e ele correu feito o idiota que era.

– Me entregue as chaves do quarto, Dane vai sair recolhendo as nossas bagagens e eu vou fazer o check-out. – Eddie disse e eu tirei a chave que estava em meu bolso o entregando.

Enquanto Dane foi pegar nossas mochilas, Eddie fazia o check-out, Matt e Jessica desmontavam o palco e a mesa do DJ. Até mesmo Logan e Gwen resolveram ajudar, desmontando a iluminação e Jill e Nolan se mantiveram dispensando o resto das pessoas que estavam ali, enquanto eu me mantinha olhando ao redor, do terceiro andar do hotel, também esperando ver Dane a qualquer momento para dizer de que os carros estavam prontos. Não tinha sido a melhor ideia da minha vida, devido a como eu já me sentia, mas a qualquer sinal dos carros da Corte, nós partiríamos.

Como eu disse, eu estava preparada para guardiões, mas o que aconteceu foi bem pior que isso. Eu ouvi antes mesmo de ver o barulho do vidro da janela da recepção quebrar em mil pedaços, ao ver Eddie arremessando um Strigoi na parede e então eu entendi que meu enjoo nada tinha a ver com o que eu tinha bebido.

De uma maneira rápida, tudo tinha se transformado em caos e eu não conseguia contar exatamente quantos Strigois apareceram, mas também não perdi tempo tentando. Eu comecei a descer as escadas e quando até isso parecia lento demais, eu cheguei ao segundo andar e simplesmente pulei a grade, aterrissando no chão da maneira que conseguia. Meu primeiro movimento foi olhar onde estavam Jill, Dane e os outros e ao ver Jill correr para perto de Eddie, eu a agarrei a segurando enquanto ela gritava. Eddie conseguia se virar, Jill não seria de muita ajuda enquanto estava desesperada assim.

– Me largue! – ela gritava para mim.

– Jill, acalme-se! Você lembra das aulas de defesa que teve? Essa é a hora de por elas em pratica. Junte-se a Logan, Nolan e Gwen. Faça o que puderem, mas se mantenham para trás! – eu disse e quando ela acenou parecendo entender, mas sem tirar os olhos de Eddie, eu a soltei e ela foi na direção que eu tinha pedido.

Okay, isso não era um treinamento. Isso era vida ou morte e estava acontecendo agora. Eu corri até onde Eddie estava, enquanto ele empalava um Strigoi com sua estaca e olhei ao redor tentando fazer uma espécie de contagem e procurando por Dane, mas sem conseguir encontra-lo em lugar algum.

– Como que porra que isso aconteceu? – eu gritei me aproximando.

– Eu não sei. – ele disse e então me jogou sua mochila. – Tem estacas aí, distribua para os outros. Agora vá!

Eu peguei a bolsa e em seguida corri até onde Matt e Jessica lutavam juntos contra um Strigoi, mas em meu próprio caminho um deles apareceu. Eu larguei a bolsa e me preparei para o combate. Esses eram Strigois experientes. O que eu não conseguia entender era como que eles tinham descoberto que nós estávamos ali, mas já que toda a cidade sabia, talvez eles só tivessem contato com os humanos que estavam ali também. Pelo que eu sabia, alguns humanos se aproximavam de Strigoi em busca de imortalidade, embora a maioria só se tornassem uma refeição. Mas eu não podia perder tempo, deixando meus amigos indefesos e logo eu dei meu melhor para vencer o Strigoi, que parecia faminto e obcecado com a ideia de ter Morois para o jantar. Eu o empalei, mas ele conseguiu me dar um belo soco na barriga que se manteve latejando enquanto eu pegava a mochila de Eddie e corria até Matt e Jessica. Depois que eu entreguei as estacas, Eddie também chegou, se juntando a nós e formando um grupo de quatro dhampirs, somente um com a marca da promessa, contra pelo que agora eu pude contar, ser cerca de quinze Strigois.

– Okay, eu desejei que a festa ficasse animada, mas isso parece um pouco demais. – eu ouvi Jessica dizer e a encarei.

– Hey, você tem senso de humor! Quem diria! – eu disse rindo. – Qual é o plano, Eddie? E pelo amor de Deus, me diga que você tem um.

Eddie olhou ao redor, vendo Jill, Logan, Nolan e Gwen logo atrás. Logan viu que estávamos tentando montar um plano e pegou um isqueiro, fazendo um grande circulo de fogo entre nós e os Strigois, claro que não duraria muito, mas para agora, seria uma distração e tanto.

– Matt, pegue Jill, Gwen e os gêmeos e suba, encontre Dane e fiquem no segundo andar. Faça Jill subir nem que seja no braço. – ele disse e então Matt saiu correndo.

– Vocês não são formados, então não sei como agir. Então, se sentirem que estão perdendo, fujam. O mais rápido que puderem e corram para longe.

– Então o plano é não morrer. – eu soltei.

– Exato. – Eddie disse e então eu apertei minha estaca mais firmemente, enquanto Eddie dava sinal para que Logan cortasse o fogo, mas na mesma hora em que Logan obedeceu o comando, eu também ouvi um grito que eu reconheci na mesma hora.

Eu estava enganada, eram dezesseis Strigois. O decimo sexto estava ali, segurando Dane com uma chave de braço e expondo seu pescoço, o puxando pelo cabelo com a outra mão enquanto dava um sorriso sádico.

Por um momento, eu me senti sem ar e em seguida a escuridão começou a me puxar, mas eu não me importava porque ainda estava no controle e agora minha raiva era direcionada.

Eu não conseguia evitar de gritar e me esforçar ao máximo enquanto os matava e dois Strigois depois, eu já tinha conseguido chegar no que estava segurando Dane.

– Se aproxime e ele morre. – o Strigoi de cabelos escuros e tão alto quanto Dane disse.

Eu coloquei as mãos para cima, sem largar minha estaca.

– Dane, essa é uma ótima hora para fazer uso dos seus poderes. – eu disse e apontei para os pedaços de vidro que tinham sido quebrados quando Eddie tinha matado o primeiro Strigoi.

Dane não precisou que eu falasse mais nada e jogou todos os cacos contra o rosto do Strigoi, enquanto eu me jogava para cima dos dois e empurrava Dane para longe.

– Ouch! – eu ouvi ele reclamar.

– Ah, por favor. – eu disse e ao vê-lo longe do Strigoi, lutei com ele que agora não conseguia ver muita coisa por Dane ter furado seus olhos com pedaços de vidro e enfiei minha estaca em seu peito.

Depois disso eu segurei a mão de Dane e segui o dirigindo até a escada, onde Jill e os outros estavam, mas assim que Dane começou a subir, eu senti uma pancada forte, ao ter alguém segurado minha cabeça e batido no corrimão da escada. Eu não desmaiei, mas sabia que tinha cortado minha têmpora direita com toda certeza. A Strigoi que tinha feito isso, agora tinha aproveitado que eu estava no chão para tentar pisar em meu rosto, mas eu consegui a derrubar e parti para cima dela, enquanto a escuridão começava a aumentar cada vez mais.

– Ana, tente se controlar! – eu ouvi Dane dizer.

– Suba a droga da escada, Daniel! – eu gritei de volta e em seguida continuei lutando contra aquela vadia. Vence-la foi bem mais difícil e ao finalmente conseguir, eu já não tinha mais controle de nada e só queria continuar lutando. Eu queria vê-los todos mortos. Então eu caminhei e dessa vez partindo para o ataque ao invés de me manter na defensiva.

Tudo o que me tocava, eu simplesmente derrubava com força bruta e tentava apunhalar até conseguir e depois de ter derrubado mais dois ou três Strigois que eu não conseguia mais sequer notar os rostos, eu encontrei uma realmente a altura. Ela começou tentando segurar minha estaca e então eu a empurrei, a derrubando. Nós tínhamos a mesma altura e ela era tão rápida quanto eu, mas eu não me importava. Nada mais me importava agora, a não ser ver o corpo dela no chão. Minha cabeça latejava e ardia do corte, além de outros socos e arranhões que eu tinha adquirido na luta, mas nem isso era o suficiente para me deter. Eu seguia ouvindo Dane gritar de longe, mas parecia mais uma voz distante e insistente que se aproximava aos poucos e que só fazia me irritar ainda mais. Eu me mantive lutando contra ela, até que finalmente eu a vi se distrair e olhar ao redor, mas eu não olhei em que direção seu rosto estava, eu simplesmente peguei minha estaca e me preparei para enfiar o mais fundo que podia.

– Nastya! – eu ouvi Dane gritar de uma maneira tão desesperada como eu nunca tinha ouvido, dessa vez próximo a mim e minha estaca voou para longe.

Foi aí que eu o encarei, ainda completamente enfurecida, mas começando a enxergar tudo o que acontecia ao meu redor.

Os Strigois tinham sido abatidos, todos eles. Jill estava abraçada a Eddie e tinha escondido o rosto para não ver algo que estava acontecendo. Todos ali pareciam chocados, mas foi só ao ouvir um soluço que eu consegui entender com o quê. Eu olhei para baixo, na direção onde eu tinha ouvido o começo do choro de alguém e encontrei Rose, o que me fez gritar e sair de cima dela imediatamente. Ao ver isso, Dimitri correu para abraça-la e Dane também veio até a mim.

Eu tinha atacado Rose. Ela não era uma Strigoi que tinha avançado para tomar minha estaca e me atacar, ela tinha vindo me controlar e me dizer que a luta tinha acabado. Agora eu lembrava e entendia porque ela estava lutando na defensiva.

– Os alquimistas estão vindo e mais carros da Corte também. Saiam daqui. Eu vou dizer que não os encontramos. – eu vou Dimitri dizer e então Dane me levantar, enquanto eu me mantinha encarando Rose que estava em pânico como eu.

Dane me levou até o carro e em seguida Eddie veio até nós.

– Leve-a daqui. Eu me viro para ajudar os outros a saírem, só a ajude. – eu ouvi ele dizer, mas não ousei olhar. Eu me mantinha olhando minhas próprias mãos, tentando acreditar no que eu tinha acabado de fazer.

Eu tinha atacado Rose. Minha irmã. Eu tinha quase a matado. Se não fosse por Dane... Eu fechei os olhos, mas tudo parecia extremamente vivo em minha cabeça agora. Eu não conseguia lembrar como exatamente as coisas tinham saído de controle, mas a escuridão estava ali, me dando um gosto amargo na boca e um ódio que fazia meu coração pesar.

Eu não sei para onde ou por quanto tempo Dane dirigiu, mas eu também não estava em condição de notar nada. Eu parecia querer desmaiar a qualquer momento.

Quando chegamos em um outro lugar, pelo visto um outro hotel, Dane saiu do carro e me deixou sozinha, demorando por algum tempo e depois vindo até mim, segurando nossas mochilas e pondo um braço ao meu redor. Foi só até ele ter me feito sentar na cama, fechado a porta do quarto e posto nossas coisas próximas à porta que ele veio até a mim, se abaixando a minha frente.

– Ana? – ele perguntou e segurou minhas mãos.

Eu o encarei e ele parecia cuidadoso.

– Como você sabia? – eu perguntei.

Ele pareceu não entender, mas depois de um tempo ele se sentou ao meu lado para falar.

– Oksana sempre me contou muita coisa sobre você. Ela me disse que antes do que... aconteceu, você carregava seu apelido russo. Nastya. Era assim que seus pais te chamavam, não é? Depois foi que você preferiu ser chamada de Ana. – ele disse. – Eu já tinha gritado pelo seu nome de todas as formas e essa foi minha ultima chance.

Eu acenei, mas não é como se fizesse sentido. Nada ali parecia fazer sentido.

– Ana, vai ficar tudo bem. Eu tenho certeza que Rose vai entender- – eu o interrompi sem aguentar o quão calmo ele parecia.

– Entender o que? Que eu sou um monstro? – eu exclamei me levantando. – Eu quase matei a minha própria irmã hoje à noite, Dane! Como ela entenderia isso?

– Ela vai entender. Você estava fora de controle! Foi só a escuridão!

– Não, Dane! Isso não é desculpa! Eu nunca vou me perdoar por isso e ela também não! – eu gritei e então comecei a me mover para a porta.

– Ana, para onde você vai? Você está machucada! – ele disse, tentando me segurar pelos ombros. – Me deixe cuidar de você!

– Não! Me solte! Me deixe ir! – eu gritava e sentia minhas lagrimas começarem a descer. – Eu sou um monstro! Eu me comportei como um! Dane, me deixe ir! Fique longe de mim!

Eu tentava abrir a porta, mas Dane me segurava com força, segurando meus braços. Lhe derruba-lo seria fácil, mas eu já tinha ferido uma pessoa que eu amava esta noite.

– Não, Ana! Você não vai fugir! Você vai ficar e encarar o que aconteceu. – ele disse, apertando seus braços ao meu redor.

– Eu vou gritar até que alguém chame a policia e venha aqui. – eu disse, mas sem realmente acreditar que eu faria isso, eu só queria fugir dali para o mais longe que eu conseguisse.

– Anastacia, olhe para mim. – ele disse e então me virou, me fazendo encara-lo. – Se você sair por essa porta, vai ter que me derrubar e me apagar, para me fazer parar de persegui-la, porque eu não vou deixar você sozinha. Eu cometi esse erro muitas vezes. Eu deixei você ir. Mas agora não. Agora eu estou te dizendo para ficar. Agora eu estou lutando para que você fique.

Eu não consegui me controlar e me mantive chorando, com todas as lembranças me perseguindo.

– Eu não aguento. Por favor... – eu disse e então ele começou a me afastar da porta, em direção ao banheiro.

Dane se abaixou para tirar minhas botas e tirou os próprios tênis, sem deixar de manter contato nem por um segundo e em seguida me levou para o chuveiro de roupa e tudo. Eu não conseguia parar de chorar e soluçar e ali ele me manteve abraçada a ele.

– Está tudo bem. Nós estamos bem. – ele disse e então eu o senti me curar, enquanto ele tocava minha cabeça e minhas costas.

Aos poucos eu fui tentando me controlar e voltando a mim mesma, mas nem sequer isso impedia que as memorias me atormentassem, então eu simplesmente continuei ali, tendo Dane como meu único escudo.

Depois que eu nós já estávamos quase tremendo, ele fechou o chuveiro e quando passamos pelo espelho, eu vi que não havia mais corte ou sangue meu rosto.

– Eu vou te dar tempo para se secar. Vou pedir algo para você comer. – ele disse e então me deu um beijo no rosto.

Quando ele me deixou sozinha, eu tirei toda a minha roupa que estava ensopada e me enrolei no roupão e na toalha que ele havia me dado, mas ao me sentir sozinha, eu também me senti vulnerável e isso foi algo pior. Quando Dane bateu na porta e a abriu novamente, aparecendo também de roupão, eu estava me segurando na pia do banheiro e me controlando para que eu não voltasse a chorar novamente.

– Ana, por favor. – ele disse se aproximando e me abraçando mais uma vez. – Anda, venha comigo.

Ele disse então me guiou até a cama, se sentando ao meu lado e me deixando desabar mais uma vez, enquanto me segurava.

– Eu não consigo, Dane! – eu disse entre soluços. – Eu não consigo me perdoar por afastar ou magoar todas as pessoas que eu amo. Não é a escuridão. Sou eu.

Ele segurou meu rosto e me beijou devagar, mas não parecia ser o suficiente e eu pus a mão em seu rosto, o beijando com mais intensidade.

– Oh, Ana... – eu o ouvi dizer entre o beijo. – Ninguém é perfeito e você sabe que eu te aceito mesmo com a sua escuridão. Eu também tenho a minha. Somos dois danificados, mas nos consertamos. Aos poucos. Em pequenos passos. Nós vamos conseguir, eu sei disso.

E então eu me apoiei em seus ombros e sentei em seu colo, enquanto ele passava as mãos em minha cintura e desatei o nó do roupão que tinha dado, mas ele segurou minhas mãos imediatamente, me parando.

– Não. Lembra do que eu prometi? – ele disse balançando a cabeça. – Não enquanto você estiver fora de controle.

Eu também a balancei a cabeça, antes de responder.

– Eu quero isso. Eu preciso que você me ajude a superar e me faça esquecer. Me faça ser eu mesma, Dane. E eu só consigo ser eu mesma com você. – eu disse de olhos fechados e pude sentir a verdade e a intensidade das minhas próprias palavras.

E então eu senti Dane voltar a me beijar e mover suas mãos das minhas para meu roupão, o deslizando pelos meus ombros e começando a tira-lo.

Foi totalmente diferente do que já tinha acontecido comigo e em nenhuma revista eu tinha lido sobre quão intenso poderia ser. Dane foi cuidadoso comigo em cada detalhe e nós nos completamos de maneira fácil e pura. Eu não acreditava que um dia eu poderia encontrar amor verdadeiro e muito menos alguma espécie de alma gêmea, mas sabia que isso existia. Mark e Oksana eram o meu maior exemplo. Eu só duvidava que eu pudesse encontrar alguém para mim. Alguém que me ajudasse e fizesse parte da minha vida em um relacionamento como eles tinham. Eu achava que isso nunca aconteceria comigo, que era algo que eu nunca teria por tudo de ruim que já tinha acontecido, mas agora eu tinha. Eu tinha alguém louco o suficiente para me amar e eu era louca o suficiente para ama-lo também. E no momento, essa era a nossa única certeza. Eu não sabia o que faria da minha vida e nem ele, mas nós tínhamos um ao outro e isso teria que ser suficiente. Talvez amanhã eu tivesse que enfrentar o que eu tinha feito, mas eu sabia que ele estaria lá para me apoiar, não importava o quê.

Naquela noite, eu dormi nos braços dele e pela primeira vez em muito tempo eu me senti segura e em paz, apesar de tudo.