Shadows Of The Soul- Livro 1
16 Capítulo 16
Depois do jantar fomos nos sentar na sala de estar, eu me sentia cheia e feliz. O criado que me foi apresentado como Astolfo trousse uma garrafa de vinho que nos foi servido em elegantes taças, bebi duas ou três antes de dirigir meu olhar ao relógio na parede me assustando, já se passava das 23h00min. Jon seguiu meu olhar e entendeu a deixa.
-Acho melhor eu levar a Ally pra escola...-Oh, é claro, já esta tarde... Bem querida espero que volte logo, a noite foi muito agradável...Abracei Katy me sentindo muito feliz, as coisas foram sem duvida mais fáceis do que pensei que seriam. Apesar de ser uma bruxa Katerine era uma ótima pessoa!-É claro que voltarei Katy, e nos encontraremos na escola afinal você é a nova conselheira psicóloga...Ela sorriu em resposta.Tayler e Evans me cumprimentaram e se afastaram perante o olhar de Jon.Saímos da casa, mas não encontramos o Lamborghine parado em frente à varanda, ao invés disso descemos as escadas e demos a volta na mansão parando em frente a um portão branco.Jon apertou um botão e o portão se ergueu. Atrás dele encontravam-se um Bugatti Veyron 16.4 Grand Vitesse Special Edition na cor prata, um Lexus LFA de cor vinho, um Aston Martin one-77 branco, assim como o Lamborghini Sesto Elemento preto.Senti minha boca escancarar à medida que apreciava a beleza de cada um dos carros. Eram perfeitos e custavam uma fortuna, ao menos era o que eu pensava, nunca fui muito ligada em automóveis, qualquer coisa que consistisse em um teto e quatro rodas girando para mante-lo em movimento era suficiente pra mim.Aquilo ultrapassava as barreiras da sanidade. Fiz um esforço pra respirar e encarei Jon. Percebi que uma ponta de sorriso balançava na face de Jon, ele devia estar me achando de outro mundo.Ele apontou pra cada um especificando seus donos respectivamente.-O Lexus pertence à Katy, o Lamborghine como disse antes é do Evans, o Bugatti é do Tay e o Aston meu...Continuei a encarar, não tinha a mínima ideia do que dizer, que eram perfeitos não restavam duvidas, o valor de cada um nem se fala. Era tudo muito surreal, vampiros, bruxas, mansão, muito dinheiro, carros caríssimos, essas eram as palavras que giravam em minha mente...Jon foi em direção ao Aston abrindo a porta para que eu entrasse... Forcei minhas pernas a caminharem enquanto ele esperava pacientemente. Assim que me sentei ele fechou a porta suavemente e menos de meio segundo já estava a meu lado afivelando o sinto.Saímos da garagem e vislumbrei a beleza da casa mais uma vez antes de adentrarmos a escuridão do caminho. Jon dirigia com cautela. Continuávamos ambos calados. Eu precisava saber o que ele estava pensando por isso tive de quebrar o silencio.-No que está pensando?Ele me avaliou pelo canto do olho antes de responder, como se estivesse medindo as palavras que viriam a seguir.-Penso na noite que tivemos, o modo como agiu, você me surpreende a cada momento mais e mais, eu realmente pensei que você terminaria a noite implorando pra que te deixasse em paz, pra que saísse de sua vida ou algo assim, mas ao invés disso você encantou a minha família alem de ter agido normalmente em cada momento, ate mesmo quando me irritei com Katy por ela ir ate você sem minha permissão.Ouvi tudo o que ele tinha a dizer calada. Assim que ele terminou um misto de sentimentos me invadiu. Tentei acalmar a pontada de raiva que fervia dentro de mim e soltar apenas as partes boas.-Jon eu já disse que não vou fugir, sei que nada de ruim pode me atingir enquanto estivermos juntos. Agora referente ao fato de sua mãe ir me visitar no colégio acredito ser normal, ela tem todo o direito e não representa perigo pra minha sanidade, ela queria apenas ter uma conversa de mulher pra mulher, de mãe pra nora, sem ter interferência sua. Ela te conhece melhor que ninguém e sabia que sua presença manipularia o sentido de tudo. Que tal deixarmos essa “conversa” pra depois?Respirei mais uma vez, eu tinha muito mais a falar mas inexplicavelmente me sentia cansada, exausta, com um desejo incontrolável de apenas me deitar e dormir. Resolvi que o restante da conversa deveria ficar pra depois, quando eu m sentisse mais sã, mais sobre controle. Bocejei desajeitadamente e percebi que já havíamos chegado ao internato. Pisquei e Jon já estava em pé, ao lado da porta de passageiro. Deixei que ele me ajudasse a sair do carro pois duvidava de minha capacidade de me manter em pé sozinha. Eu sem duvida não era muito receptiva a bebida.Deixei que Jon me guiasse pelo saguão, graças aos céus estava vazio, eu sem duvida me meteria em encrenca se fosse pega naquele estado. Entramos no elevador e Jon continuava a me segurar, seu cheiro de lavando adentrava em minhas narinas o que estava me deixando mais mole a cada segundo. Se as portas demorassem muito a se abrir eu sem duvida acabaria cometendo uma loucura. Atendendo minhas preces as portas se abriram, deixando que um ar frio penetrasse em meu interior ajudando a clarear minha mente. Me endireitei a fim de caminhar sozinha ate meu quarto, Jon me soltou percebendo minhas intenções, mas se manteve perto o suficiente pra me amparar caso necessário, o que ocorreu após dois passos. Olhei pra cima e avistei uma ponta de divertimento na face de Jon, ele sem duvidas estava achando hilária minha estúpida situação.
-Não ria de mim.Sussurrei pra ele, pois tinha plena noção de que atrás daquelas paredes muitos alunos dormiam e eu não tinha intenção de acorda-los.-Perdão, eu não deveria ter deixado você beber tanto...-Em primeiro lugar você não manda em mim e em segundo o fato de eu estar meio tonta não é motivo pra que você faça chacota da minha pessoa.Ele escondeu mais um sorriso e continuou a me carregar corredor a fora enquanto sussurrava mais baixo do que o necessário me fazendo chegar mais perto a fim de ouvir suas palavras.-Eu nunca disse que sou seu dono...Chegamos à porta de meu quarto nesse momento. Antes que eu pudesse responder qualquer coisa Jon escancarou a porta e me carregou com ele pra dentro do quarto. Ele me sentou em minha cama e se dirigiu ao banheiro. Pude ouvir quando ele abriu o chuveiro. Avaliei o quarto ao redor, faltava alguma coisa, mas o que? Parecia haver uma nuvem espessa que encobria minha mente me impedindo de pensar com clareza, e num piscar de olhos lá estava Jon mais uma vez me carregando com sigo para o banheiro. Olhei pra banheira já cheia e depois pra Jon.-O que é tudo isso?-Nunca te contaram que o melhor após bebedeira é um bom banho?-Não. Estou. Bêbada.Pronunciei cada palavra devagar e com um pouco de raiva; embora eu não tivesse tanta certeza de meu status atual não achava certo deixar Jon com uma visão tão ruim assim de mim.-Tudo bem, desculpe, mas ainda acho bom você tomar um banho antes de se deitar, vai te ajudar a relaxar os músculos e clarear as ideias.Olhei pra ele com desconfiança, mas já sabia que não valia a pena discutir, e afinal de contas um banho não faz mal a ninguém, muito pelo contrario... Balancei a cabeça mostrando que me rendia, ele suspirou aliviado como se minhas palavras houvessem tirado um peso gigante das costas dele. Como ainda me sentia meio zonza deixei que ele me levasse ate o banheiro...Algo me vem à mente no mesmo instante, era como se meus pensamentos tivessem vontade própria. Uma cena de Jon e eu na banheira inunda meus pensamentos, ele esfrega minhas costas de um jeito sexy e carinhoso...Seus dedos ágeis vão e vem em minha pele fazendo com que arrepios de prazer percorram cada centímetro de meu corpo. Logo depois ele joga água em mim para que saia o sabão e então começa a depositar suaves beijos em todas as extremidades de meu ser e ai...Abro os olhos e Jon esta me encarando com um olhar curioso, sinto minha pele formigar à medida que ruborizo. Me sinto aliviada por ele não poder ler meus pensamentos pois eu estaria em sérios problemas ou talvez não...Tento parecer calma quando digo:-Não pretende ficar ai como um dois de paus enquanto me banho não é?-Desculpa, eu só queria, sabe, ter certeza que já esta bem para ficar sozinha...-Sim posso ficar sozinha, agora vá la pra fora...Empurro Jon pra fora e me escoro na porta assim que a fecho.-Mais que porra...Me dispo rapidamente pois preciso mais do que nunca da água morna em minha pele. Entro na banheira e fecho meus olhos. Meus pensamentos rodam enquanto deixo o vapor levar com sigo as angustias...Deus do céu, eu acabo de fantasiar coisas inimagináveis, o que deu em mim? Nos conhecemos à tão pouco tempo e meso que fosse mais tempo, isso nunca me ocorreu antes, com nenhum outro cara...Sinto-me mais alerta a cada segundo, a nevoa que habitava minha mente vai se dissipado aos poucos. Estou mais do que ciente que Jon ainda esta em meu quarto, esperando por mim, só esse fato já faz com que a tensão volte a me assombrar.Respiro fundo tentando me controlar, afinal não era tão ruim assim não é?Sai da banheira e lembrei-me que não tinha pegado roupa pra trocar, suspirei sabendo que aquilo estava realmente começando a ficar feio... Peguei a toalha e me sequei lentamente, quando comecei a enrolá-la em meu corpo percebi que Jully havia deixado seu robe vermelho pendurado na porta. Avaliei as opções, sem duvida o robe, por mais sexy que fosse, tampava mais que uma simples toalha.Vesti o robe e olhei no espelho a fim de tirar a maquiagem. Terminei a tarefa em poucos minutos. Prendi o cabelo e respirei fundo pronta pra sair do banheiro. Assim que abria a porta me deparei com quatro faces iradas me encarando. Meu coração deu um solavanco antes que eu percebesse o que minha mente estava ignorando desde o momento em que entrei ali...
Notas finais
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