Shadow People, My F***ing Friend
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Miranda acorda, está exatamente no mesmo lugar onde desmaiou, a sensação era de ter sido atropelada por um trem cheio de gatos. Ela vê o bastão de baseball no chão, ensanguentado, e separando ela de Nocte, que parecia ainda estar desacordado. Ela senta com dificuldade e engatinha até Nocte usando o bastão como apoio. Ela chega mais perto e percebe que ele está vivo, ela decide aproveitar da situação e mata-lo agora, ela levanta o bastão, mas quando vai bater, Nocte fala:
- Eu não faria isso, estou acordado. Apenas com preguiça de levantar.
Ela larga o bastão e volta para onde estava antes de acordar.
- Por quanto tempo dormi?
- Se meu relógio mental estiver certo... Não tenho a minima idéia.
Ele se levantou revirando os olhos, parecia bem. Seus ferimentos já haviam sumido, exceto pelos da boca e das suas costas. Miranda ficou ali por um tempo, pegou novamente o bastão e subiu as escadas. Não viu Nocte. Largou o bastão e respirou fundo aliviada. Foi procurar nos armários remédios e coisas do tipo para tratar de seus ferimentos.
- Procurando por isso?
Ela deu um pulo e um gritinho fininho, como aquelas que as garotas dão ao ver uma barata. Ela se virou e viu Nocte flutuando de cabeça para baixo segurando uma caixa branca e vermelha, eram os remédios.
- Me dá isso!
- Não.
Nocte flutuou mais ainda e se pendurou no lustre, colocou a caixa lá e desceu.
- Por que diabos...
- Nasci para perturbar os humanos minha cara. Boa sorte. HAHAHAHAHAHAHHA!
Ele sumiu como se tivesse teletransportado, Miranda revirou os olhos e foi atrás de algo para subir. Pegou uma cadeira, colocou um puf em cima, uma almofada do sofá e alguns livros até finalmente alcançar a caixinha, a pegou, e antes mesmo de descer a abriu, e que surpresa! Não tinha nada dentro.
- NOCTE!!!!!!!!!!!
O pesadelo mal havia começado, ela revirou a casa atrás dos remédios, até que lembrou do único lugar e mais óbvio que eles podiam estar, no seu quarto. Subiu as escadas batendo os pés, estava começando a achar que ia desmaiar de novo, a cada passo que dava o barulho de seus pés no carpete vermelho da escada ela se sentia mais tonta. Resistiu, parou na frente da porta de seu quarto e lembrou que havia chaveado, ele não poderia estar ali, mas não custa espiar.
Ela abriu a porta lentamente e o viu, ele estava deitado na cama dela, olhando para o frasco de analgésicos vazio e mastigando o que provavelmente eram os remédios, ele olhou para a porta e sorriu, fazendo remédios caírem da sua boca, parecia uma criança de dois anos comendo. Miranda não resistiu, por algum motivo começou a rir, tentava ficar séria mas não conseguia, correu em direção a cama e tentou pegar o último remédio do frasco, eles começaram a brigar, rolando pela cama, caíram e começaram a brigar no chão.
-Miranda! Chegamos!
Os dois pararam, Nocte estava com um dos braços esticados segurando o remédio, o outro segurando a cara de Miranda que estava em cima dele. Era a tia dela que acabara de voltar. Ela se levantou e correu para a sala arrumando os cabelos e a roupa tentando esconder os machucados.
- Oi tia!
Ela desceu as escadas com um enorme sorrido falso na cara.
- Mas o que aconteceu com suas roupas? Está toda ensanguentada! Meu deus sua cabeça! O que houve, pelo amor de Deus!
- Invadiram a casa e me atacaram.
- Eram assaltantes? Mas a casa está em perfeita ordem! Mas o que diabos estava fazendo? Porque empilhou aquelas coisas na cadeira em baixo do lustre?
- Não eram assaltantes, eu estava trocando a lâmpada.
- Foi atacada pelo que? Parecem marcas de garra! Vamos ao hospital!
- Não precisa estou bem, vou tomar um analgésico.
- Não temos analgésico! Por favor! Me diz que não tomou aqueles comprimidos da caixa laranja!
- Por que?
- São controladores hormonais por causa da minha menopausa! O que te atacou?
Miranda olhou para a pilha de DVDs na frente do sofá, lá estava um jogo de video-game com um titulo meio incomum.
- E-Esquilos. Esquilos mutantes. Do espaço!
- Mas o que... Ai meu deus o que é aquilo?!
Nocte saiu do quarto de Miranda cambaleando, seu metabolismo era rápido, provavelmente já havia absorvido os remédios, ele andou até Miranda e começou a falar com uma voz de criança que não ganhou seu brinquedo no shopping após fazer manha.
- Eu estou obeso! Mas meu deus que calor! Eu vou me matar! Olha só para mim! Dentes tortos, garras irregulares... Ai senhor o que será de mim! Ninguém me quer, sou um demônio desafortunado que vaga por ai...
Ele caiu no chão desacordado.
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