Notas iniciais
Não estou conseguindo colocar a imagem. Vou colocar apenas o link.

Thousand Hearts

I broke a thousand hearts, before I met you

I'll break a thousand more baby, before I am through

[Eu parti mil corações, antes de conhecer você

Eu quebrarei mais mil, baby, antes de eu terminar]

Law levantou-se da cama que ele sabia não ser dele. Uma moça morena de longos cabelos negros repousava na cama. Chegava a roncar. Sorrindo, Trafalgar filmou a cena por alguns minutos com seu celular. Ver Boa Hancock roncar era algo inédito. O rapaz, após gravar o vídeo, pegou suas roupas de sempre – moletom, calça, sapato, boné -, se vestiu e dirigiu-se para a porta do quarto, quando uma voz feminina o fez parar:

– Já vai?

– Apenas continue a dormir, Boa-ya. – Ela ergueu uma sobrancelha, sentando-se, nua e sem nenhum lençol para cobrir-lhe.

– Depois de tudo que passamos ontem, vai continuar me tratando tão formalmente?

– Não posso? – Ele questionou de volta, fazendo cara de inocente. Hancock cedeu completamente ao charme do moreno, sorrindo feito uma garotinha apaixonada. E tola.

– Pode. Cuidado ao sair, minhas irmãs podem acordar. – Dito isso, voltou a deitar. Estava exausta da noite passada.

Law saiu rapidamente de lá, tomando o cuidado de não acordar nem ser visto por ninguém. Não precisava desse tipo de problema. Pegou seu carro e dirigiu até sua casa – mansão, na verdade – sem pressa alguma. Seu pai já deveria ter voltado de viagem, mas já estava acostumado a não ver o filho muito frequentemente. Chegou a casa e logo uma empregada veio. Ele nunca se lembrava do nome das empregadas, então apelidava cada uma delas. Aquela o moreno chamava de Baby-5. Ela não gostava muito do nome, porém como poderia negar o pedido do filho de quem paga seu salário? Ainda mais quando o rapaz fazia aquela cara – nada – inocente de cachorro sem dono.

– Law-sama, seu pai o espera no escritório dele.

– Obrigado por me informar, Baby-5. Pode pedir para os cozinheiros não fazerem meu café da manhã junto com o de Doflamingo? Pretendo dormir até tarde, já que é fim de semana. – Ela já ia resmungar algo sobre ele ser folgado, quando Trafalgar sorriu de um modo – aparentemente – inocente – Pode?

– C-Claro que posso! – Respondeu, corada até o último fio de cabelo – Se Law-sama precisa de mim, eu irei ajudar! Com licença. – Disse e saiu rapidamente.

Trafalgar andou, calmo, até o escritório de seu pai, que ficava no segundo andar da mansão. Nas paredes, quadros de pessoas já mortas. No chão, tapetes. Vasos, flores e algumas decorações estavam aqui e ali. Até que entrou na sala do loiro e se deparou com um mundo completamente diferente. Tudo em cores berrantes, principalmente rosa, o teto cheio de penduricalhos, as mesas e janelas cobertas de bugigangas e coisas inúteis, abajures de todas as cores existentes e inexistentes, estátuas e estatuetas, cortinas furta cor, até o piso era curioso, todo feito de quadrados nas cores laranja, rosa e verde, e sem nenhum tipo de ordem e sequência. No meio de tudo aquilo, estava Donquixote Doflamingo, com as roupas estranhas mais o casaco rosa de penas de flamingo e os óculos. Se fosse outra pessoa, teria corrido daquele lugar, mas como era Trafalgar Law, apenas levou uma mão na testa, se indagando mentalmente como um ser desses era considerado um humano (Ou seja, o Law fez um #FacePalm).

– Seja bem vindo, Law.

– O quê você quer, Doflamingo? – Perguntou de mau humor. Não havia saído da casa de uma mulher como Boa Hancock para ter que encarar um okama gigante.

– Isso é jeito de falar com seu pai que acabou de voltar de uma longa viagem, pirralho?

– Que seja. O quê quer?

– Você devia parar de fazer a vida uma festa, sabia?

– Se vai me dizer para me trancafiar num escritório feito você, está perdendo seu tempo. Quero dizer, um escritório de verdade, não uma sala inspirada em "Alice no País das Maravilhas". – Alfinetou. Odiava ter que entrar naquele lugar – Se me dá licença. – Disse, saindo do lugar. O loiro bufou.

– Eu devia ter contratado uma babá quando tive chance... Mas eu ainda tenho! E vou matar três coelhos numa cajadada só! – Exclamou, pegando o telefone d discando um número conhecido.

O0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0O

Law literalmente jogou-se na cama. Apenas jogou a calça, os sapatos e o moletom num canto e deitou, pronto para dormir até a fome bater. Porém seus planos tiveram que esperar um pouco, pois seu celular tocou. Mensagem de Eustass Kid. Abriu a caixa de mensagens e leu:

"Ei, maldito, como foi a noite? Eu e o marimo estamos apostando que ela não aguentou o tranco. Ele diz que sim, eu acho que não. Kid"

"Roronoa ganhou. Boa Hancock ronca, sabia? Vou te mandar o vídeo que eu gravei. Law"

Alguns minutos de espera e logo veio outra mensagem:

"Eu disse que ia ganhar, não disse? E, putz, ela ronca mais que um trator! Entendi porque você saiu tão cedo da casa dela... Zoro. P.S.: Faz um favor pro teu amigo e põe crédito no meu celular? Usar o do infeliz é irritante. Depois eu te pago."

"É, quando eu morrer você me paga, não?"

O0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0o0O

– Você chega amanhã? Perfeito, então amanhã mesmo começa o seu trabalho, Nami.

Notas finais
Reviews?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.