Sex Without Commitment
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Notas iniciais
Horas. Não fazia minutos que eu estava sentada na mesa do restaurante esperando, fazia horas. Eu era advogada. Emma Swan. Tenho 28 anos e sim ainda vivo com meus pais. Namoro com Neal faz um bom tempo, hoje é nosso aniversario de namoro e o infeliz não aparece. Cansei-me de esperar e me levantei da mesa, não paguei por nada afinal não tinha comido ou bebido nada a espera dele.
Peguei minha pequena bolsa preta, me desequilibrei um pouco do salto alto grande que estava desacostumada a usar, ajeitei a barra do vestido vermelho. Tinha esquecido como é um saco usar aquilo. Com a cara fechada como sempre sai do restaurante. Fui com os olhos em busca do meu pequeno fusca amarelo e ao olhar para o lado me surpreendi a ver Neal. Não ele não estava com um buque de flores e sorrindo a me ver. Estava com outra. Grudado a parede e sugando os pulmões da mulher.
Olhei para minha bolsa, sempre carregava uma arma ali, mas não ia ser infantil e atirar. Estava triste, mas não era muito de demonstrar sentimentos, tirei o salto alto vermelho e limpei a droga daquele batom que estava me enchendo o saco. Fui até eles e falei em um tom alto o suficiente para ser ouvida.
- Aconselho o motel na outra esquina, mais confortável que uma parede.
Neal me olhou com os olhos arregalados e a mulher me olhou sorrindo. O desgraçado nem tinha falado para ela que tinha namorada, que coisa linda.
- Emma...
- Prazer meu nome é Tamara.
- Boa noite Tamara, eu sou Emma Swan, namorada do Neal.
Ela abriu a boca surpresa e olhou para Neal, lhe deu um tapa no rosto que o fez virar a cara para mim.
- Obrigada querida.
- Emma eu posso explicar... Tamara espera um pouco.
- Neal cala a boca. Você nem falou pra menina que estava namorando...
- Estava? Nos somos namorados.
Ele pegou minha mão e eu a tirei dali.
- Não me toca cachorro. Podia ter escolhido outro lugar, outra hora, outro dia pra fazer isso. Podia ter terminado comigo. Sabe que não sou de distribuir perdão.
- Emma, por favor, escuta.
- Não dirija a palavra a mim. Obrigada.
Eu dei as costas para ele pegando meu celular da bolsa, fui atrás de seu numero e lhe mandei uma mensagem. “Por favor, vai se foder. Obrigada!”. Feito isso apaguei o numero do infeliz. Tirei as chaves da bolsa e entrei no fusca jogando os saltos no banco do acompanhante. Vi que Tamara lhe deu outro tapa e sorri. Gostei daquela garota.
Cheguei no apartamento e estacionei o fusca. Subi no elevador e apertei o andar 17. Poderia jogar Neal dali, mas eu era advogada, era melhor não cometer assassinatos. Sorte dele. Busquei as chaves do apartamento, eram quase onze horas e o barulho de Nova Iorque era bem audível. Quando entrei meus pais assistiam alguma coisa na TV.
- Sobrou janta?
- Não jantou com Neal?
- Achei que fosse dormir fora filha.
Repreendi a fala da minha mãe com o olhar e depois dei risada.
- Peguei o vagabundo me traindo fora do restaurante. Aí eu acabei tudo.
- Oh minha filha, não está mal por isso?
- Um pouco, mas eu já esperava. Pelo meu histórico eu já percebi que homem não presta.
- Eu estou aqui sabia?
Meu pai levantou as mãos e eu dei risada, ele abraçava a cintura extremamente fina da minha mãe com o queixo na cabeça dela. Ele soltou a cintura da minha mãe e eu o abracei. Eles eram as únicas pessoas as quais eu conseguia demonstrar corretamente meus sentimentos. Olhei para minha mãe e ela me olhou com a cara de “Quero conversar depois”. Não era bom sinal. Meus pais me tiveram muito cedo, então minha mãe era jovem, fisicamente se podia dizer que éramos irmãs. Meu pai eu digo o mesmo. É estranho dizer por que ele é meu pai, mas... Ele é muito bonito!
- Nos vamos mesmo se mudar para Los Angeles?
- Vamos sim filha.
-Agora se não se importam eu vou me deitar que eu estou exausta de andar nestes saltos.
- Mas menina não é tão difícil.
- Já disse que prefiro botas. Boa noite, mas quando nos vamos mesmo
- Você já perguntou isso umas mil vezes e eu disse que iríamos a dois dias. Hoje é quinta, no Domingo já estaremos morando lá.
- Me diga que é perto da praia.
- Já se dissemos que sim menina.
Meus pais se completavam. Era tão estranho, um sempre sabia o que o outro iria falar.
- Filha se lembre de começar a encaixotar suas coisas, mas amanha você trabalha, então nem liga o computador.
- Neal também é uma anta. Marcar encontro numa quinta feira? Só aquela criatura mesmo. Meu celular apitou, ele respondeu a mensagem.
“Emma, por favor, vamos conversar...”
“Se você me procurar de novo abro um processo contra você!”
Motivo banal é claro! Mas ele me deixou em paz. Peguei algumas caixas que já estavam no meu quarto e em uma delas coloquei tudo o que me lembrava Neal. No dia seguinte colocaria tudo no lixo! Fui até o banheiro do meu quarto e tirei aquele vestido. Como me incomodava. Estralei meu pescoço e as costas e entrei no chuveiro. Deixei a água cair pela minha cabeça, tinha lavado o cabelo antes do encontro fracassado, mas foda-se, tomei o banho mais demorado da minha vida. Sai do banho com a toalha no corpo e tranquei a porta. Meus cabelos ainda úmidos. Coloquei um pijama curto e peguei uma escova de cabelo, antes de me sentar a cama minha mãe bateu.
- Filha a gente tem que conversar.
Eu dei risada negando com a cabeça e abri a porta. Meu pai lavava a louça, mais uma vez esquecendo que ele era meu pai eu pensei “Como queria um homem assim”. Abri a porta e vi minha mãe já com uma camisola curta e rendada. Aquela mulher tinha mesmo mais de trinta anos? Ela entrou e eu encostei a porta, sentei na cama e comecei a pentear os cabelos e assisti ela começar a falar.
- Vamos morar perto da praia, isso vai ser tão bom, mas ao mesmo tempo estranho. Seu pai disse que não era pra que eu trabalhasse acredita? Mas da ultima vez que fomos para lá eu já falei com uma escola ali meio por perto, vou dar aula para o primário. Seu pai também já se resolveu. Você tem sorte de ser boa no que faz aposto que lá já ouviram falar de você e...
- Mãe, mãe calma! Calma!
Eu dei risada e ela também quando percebeu que estava falando rápido.
- Tudo bem... Filha tem certeza de que esta bem por Neal?
— Ah mãe já não estávamos indo muito bem... Sabe que não tenho sorte com homens. Traem-me, morrem, mentem, tentam me estuprar...
- Ainda sente falta de Graham não?
- Com toda certeza. Ele foi o único que nunca me fez mal sabe? Tudo sempre ia bem, ele não me traia e não me forçava a nada, não conseguia mentir... Mas era policial.
- Era um trabalho arriscado. Você já sabia.
- Mas doeu sabe? Dói ate hoje.
- Emma ele não morreu.
- De que adianta ele não morrer, mas estar inconsciente. Se tivesse sido um acidente de trabalho, mas ele esta assim porque tentou me ajudar.
- Ainda se sente culpada?
- Não é culpa é que... Sim eu me sinto culpada.
- Mas você não fez nada filha, você sabe.
- Exatamente! Eu não fiz nada.
Levantei-me já um pouco chateada, fiz uma trança no cabelo e guardei a escova. Agora deitada na cama eu encarava a minha mãe que falava agora mais devagar.
- Já te disse que não tem porque se sentir culpada. Foi o destino. É obvio que você ainda não superou que...
- Não fala mãe, por favor. Sou forte, mas não sou de ferro. Eu sou mulher.
- Pensa que poderia ter sido pior.
- E graças ao Graham não foi. O mais difícil é que eu acho que ainda o amo.
Minha mãe sorriu e eu joguei a cabeça para trás. Era doloroso pensar em tudo aquilo que tinha acontecido. Não importa quanto tempo se passasse, me lembraria com detalhes. Não gosto de falar nem de pensar sobre.
-Filha você tem algum processo importante por agora?
- Não, só tenho que encerrar um caso amanha, mas é durante a noite.
- Aquela guarda?
— Sim. Mas não tenho muito que fazer, eu praticamente já ganhei.
- Você é ótima filha.
Minha mãe sorriu e eu respirei fundo. A torneira da cozinha desligou e meu pai bateu na porta.
- Boa noite menina.
Meu pai abriu a porta e confirmou que minha mãe estava ali.
- Meu amor, já vem deitar?
- Sim.
Minha mãe de levantou da cama e sorriu outra vez para mim.
- Encosta a porta quando saírem. Boa noite.
- Boa noite filha.
- Boa noite princesa.
Eu dei um sorriso grande. Meu pai me chamava de princesa, era infantil, mas eu amava. Era bom se sentir amada de verdade ao menos pelos meus pais. Eu não tinha amigos. Esta era a verdade, minha melhor amiga era a minha mãe. Poucas horas tinha um namorado, mas não era de verdade. Ele não me amava. A única pessoa que tirando meus pais um dia verdadeiramente me amou foi Graham. E ele estava inconsciente no hospital. Em breve me mudaria. Quem sabe as coisas melhorariam. Pensando em tudo, que na verdade era quase nada adormeci.
Dia seguinte já tinha me recomposto do momento de fragilidade da noite passada. Isso não era muito bom. Acordei e fui ao banheiro, joguei água no rosto, não passei muita maquiagem, apenas rímel, sempre fazia isso para parecer que estava acordada. Abri meu guarda-roupa e depois de procurar um pouco encontrei o que queria. O cadarço de uma das botas de Graham. Tinha ficado comigo há algum tempo e sempre usava no pulso, mas comecei a namorar com Neal e decidi deixar quieto. Não sei por que se me fazia tão bem. Iria ate o hospital, fazia tempo que não o via.
Depois de me trocar, peguei o celular e sai do quarto com os fones de ouvido em mãos. Na cozinha encontrei meus pais tomando café. Sorri quando os vi. Era algo estranho, os dois me faziam tão bem apesar de tudo.
- Bom dia.
- Acordou princesa.
Meu sorriso aumentou. Amava quando me chamava assim, minha mãe sem me olhar se levantou, foi ate à fruteira e pegou uma das maçãs verdes me entregando e me dando um beijo na bochecha.
- Bom dia menina.
- Vou ao hospital hoje e depois vou passar no mercado, querem alguma coisa?
- Filha nos vamos nos mudar logo, não compra muita coisa. Só compra mais maçãs, as daqui de casa estão acabando.
- Verdes?
— Claro!
Demos risada. Em casa todos tínhamos algo contra maçãs vermelhas. Principalmente as muito vermelhas. Não sabíamos exatamente o porquê, mas era fato, ali maçã vermelha era um insulto. Dei um beijo na bochecha de minha mãe e mordi a maçã, acenei para meu pai e sai. Fui dirigindo ate o hospital. Não demorou muito para o horário de visita e pude entrar pra visitar Graham, tinha novamente seu cadarço em meu pulso.
- Quanto tempo.
Eu disse sorrindo quando entrei no quarto o vi ali deitado.
- Lembra que um dia dissemos que iríamos para Los Angeles juntos? Eu vou amanhã, mas infelizmente você não vai comigo.
Eu me aproximei dele e peguei sua mão.
- Você ficaria bravo agora... Mas quero te agradecer mais uma vez. Aconteceu algo ruim, mas poderia ter sido pior se você não estivesse lá.
Eu visualizei mais uma vez sua face.
- Não vim com planos de demorar. Só de agradecer. Amanhã eu vou embora.
Beijei sua mão e olhei para a jaqueta dele pendurada ao lado da cama. Peguei em minhas mãos.
- Um dia vai entender.
Eu sorri e dei as costas para o corpo dele. Talvez eu voltasse à Nova Iorque para visitá-lo, mas talvez não. Ao sair do quarto me deparei com uma enfermeira.
- Eu posso levar a jaqueta dele? Está aqui faz um bom tempo.
- Claro!
- Obrigada.
Sorri para a senhorita e fui ate o mercado. Ate o dia seguinte foi tudo normal. Não encontrei Neal, não fiz amigos, não reconheci ninguém na rua, fui reconhecida por alguns clientes. Durante a tarde fiz o que eu devia e ganhei o processo. Mais um acumulado. Terminei de encaixotar minhas coisas, e ajudei meus pais. Os moveis ficariam, eram apenas objetos pessoais. Durante a noite mais uma vez minha mãe veio conversar comigo. Fazia isso toda noite, mas me contou que planejava ter outro filho. Logo já era manha novamente e estaria me mudando para Los Angeles. A viajem não foi longa, logo estávamos em uma casa sem grades altas, ou portões. Não estávamos mais em um apartamento apertado, estávamos a poucos passos da praia.
Vi que perto de onde morávamos tinha um café aonde varias pessoas pareciam freqüentar. Fui até lá e me sentei em uma mesa, a mais isolada de todas. Nunca tive muitos amigos, nem me esforçava mais. Uma menina de uns 19 ou 20 anos veio me atender. Era bonita. Magra, usava uma saia curta e um top. Dois rabos baixos nos cabelos negros, algumas mechas bem vermelhas assim como o batom. Uma faixa em cima da cabeça e saltos altos. Como conseguia usar aquilo?
- Bom dia. Nunca te vi por aqui!
- Bom dia, eu acabei de chegar.
- Prazer meu nome é Ruby! Você que comprou a casa de praia aqui perto?
-Na verdade foram meus pais. Meu nome é Emma.
- Acho que alguns amigos meus de Nova Iorque já me falaram sobre você. É advogada?
- Sim!
Três mulheres entraram na lanchonete e se sentaram próximas a mim.
- Eu quero um café.
- Pode deixar.
A menina anotou o pedido e foi ate as três mulheres. Ouvi-as conversar.
- Bom dia senhoritas.
- Bom dia Ruby.
- Vão querer o de sempre?
- Sim!
- Lerdinha... Belle!
- Oi? Ah, oi Ruby.
- Desgruda um pouco disto e vem viver.
- Eu vivo ta bom? Vocês que são muito aceleradas.
- Já volto com os pedidos.
- Tudo bem!
Pelo jeito elas se conheciam. Uma das mulheres tinha o cabelo bem longo e preto. A que ouvi ser chamada de Belle tinha o cabelo castanho, e a outra era ruiva. Todas usavam roupas de banho com algumas peças por cima. Logo Ruby chegou com o café que eu tinha pedido. Como eu era muito desastrada acabei derrubando na minha blusa. Que ódio. Ainda por cima tinha esquecido a carteira. Perguntei a Ruby se poderia ir buscar a carteira e ela confirmou, eu morava bem perto e tinha uma reputação mesmo tendo acabado de chegar.
Fui até minha casa, mas as únicas roupas que encontrei foram as de anos atrás. Quase todas decotadas. Eu já voltaria para casa não faria mal nenhum. Estava imensamente calor, usar calça jeans já não fazia mais sentido. Aproveitei para colocar um biquíni. Eu estava do lado da praia, acabei de me mudar, estava sem ocupação e o sol estava ótimo. Coloquei um macacão por cima, não tinha que sair me mostrando.
Peguei a carteira e deixei meu celular em casa. Coloquei um par de óculos de sol no bolso e fiz um coque no cabelo. Estava voltando à lanchonete para pagar o café, mas um pouco antes da porta eu bati em alguém. Não sabia quem era então observei. Alias observei e perdi o ar.
- Perdão senhorita.
- Eu estou bem. Não foi nada.
Eu disse com os olhos cerrados pelo sol, mas muito empenhada em ver melhor o rosto do sujeito. A única coisa obvia era que seus olhos eram azuis. Muito azuis. Nunca vi olhos tão azuis, profundos e perfeitos na minha vida.
- Prazer sou Killian Jones.
- Emma Swan. Mudei-me pra cá hoje.
- Então foi à senhorita que tirou a guarda do meu sobrinho da minha irmã.
- Se eu o fiz foi porque foi merecido.
Já tinha começado a me irritar com o sujeito. Ele deu risada. Sua voz era rouca e pesada. Jurava que tinha ouvido um sotaque.
- Eu estava brincando. Ruby acaba de me falar sobre você. Não tenho sobrinho e nem irmã.
Por algum motivo eu me permiti sorrir. O que ele disse não tinha graça alguma.
-Sabia que você é um idiota.
- E você é grossa!
- Provavelmente nunca mais eu vou te ver então foda-se. Com licença.
Ele deu risada e entrou na lanchonete atrás de mim. Era perseguição? Mas que droga.
Notas finais
Eu preciso SIM falar assim.
Mas e aí? O que acharam do primeiro capitulo da nossa historinha ^^
Ain que lindo.
Agora é serio, queremos opiniões minhas pretas ^^
Beijos e eu amo vocês porque eu sou legal ^^
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