Notas iniciais
Yeah, mais um capítulo!
Muuuuito obrigado pelos reviews! Mesmo mesmo :3
Esse capítulo finalmente recompensa vocês por aquela hora do James não ter beijado a Perséfone...
Boa leitura!

Serviram o café para Démeter e Perséfone. A deusa da agricultura adorou o café, Perséfone não se impressionou muito.

James e Douglas deixaram Caroline “fazendo sala” para as duas damas, e foram para a cozinha. Douglas cortou dois pedaços de um pão, deu um para ele e outro para James. Comeram-nos sem nenhuma geléia, margarina, ou coisa assim. Na verdade, comeram bem devagar, nem parecia que estavam em pânico porque uma garotinha qualquer iria estragar tudo o que haviam planejado.

De repente James largou o seu pedaço em algum lugar, tirou o de Douglas da mão do mesmo e falou:

— Como é que nos livraremos de Perséfone?! – Douglas fez uma cara assustada, percebendo que James havia falado alto demais.

— Fale baixo professor! – ele disse, pegando seu pedaço de novo.

— Certo, mas... como é que nos livramos dela? Ela uma hora ou outra vai contar para Démeter que vamos levá-la na verdade para o Olimpo. E vai ir tudo pelos ares depois disso.

Infelizmente, James não havia abaixado completamente o tom de sua voz, e Perséfone que estava na porta da cozinha, ouviu tudo o que o professor disse.

***

Então era isto. Eles iriam levar a sua mãe ao Olimpo. Os deuses eram chatos mesmo. Sempre mandaram mensageiros, pupilos para convencerem Démeter a voltar para o Olimpo. Infelizmente todo aquele pessoal que era enviado não falava muito bem, e acabava morrendo por lá mesmo. Mas estes haviam sido espertos. Muito espertos. Infelizmente não o suficiente para enganar Perséfone.

Ela tentou correr para a sala. Tinha de avisar a sua mãe daquilo tudo. Mas James e Douglas foram mais rápidos e a agarraram.

— Soltem-me! – ela gritou, e logo depois Douglas tapou a boca de Perséfone.

A princesa se contorcia toda, mas Douglas e James eram fortes. A arrastaram até o fundo da cozinha, e Douglas começou a procurar nervosamente algo para colocar na boca de Perséfone, para que a princesa parasse de gritar. Pegou um pano e amarrou na boca da moça enquanto James a segurava. Ela se contorcia, chutava o ar, mas o professor de filosofia conseguia segurá-la firmemente.

— O que vamos fazer com ela?! – ele perguntou para Douglas.

— Temos de dar um jeito de nos livrar dela!

— Mas como?

— Eu não sei! – Douglas gritou, mas logo se acalmou.

Os dois ficaram quietos por alguns minutos, pensando. Até que a cafeteira falante disse:

— O tele-transportador!

— Isso ai! – disse Douglas, aprovando totalmente a ideia.

— Hã? – James disse confuso.

— Esta nave tem um aparelho de tele-trasporte. Ele transporta qualquer coisa de um lugar a outro em segundos.

— Por que não usamos isso pra chegar ao Olimpo? – perguntou James.

— Ora, porque dói. Você não sabe qual é a sensação de ser destruído em algum lugar e se remontado em outro. É enjoativo – Douglas disse isso olhando para longe, como se já tivesse se tele-transportado um monte de vezes.

— Vamos jogar ela de uma vez então!

— Vamos! – disse Douglas, e imediatamente Perséfone começou a se contorcer mais. Tentava gritar e chutava o ar.

Os dois homens pegaram-na (James pelo tronco e Douglas pelas pernas), mas James disse de repente:

— Mas... onde é esse aparelho?

Douglas parou, resmungou algo e disse:

— Droga! É bem na sala de comando, onde Démeter está com Caroline!

— E agora?

Os dois ficaram pensativos, mas logo Douglas disse “ah, é só falar para Caroline levar Démeter à outro lugar”. Os dois aprovaram a ideia. Douglas pegou outro pano e amarrou as mãos de Perséfone atrás do corpo da mesma, assim James não precisava ficar segurando a princesa.

O escritor foi para a sala de comando dizer à Caroline para mostrar outros cômodos da nave para Démeter. James ficou na cozinha cuidando de Perséfone. Colocou-a em um canto da cozinha.

— Não é hoje que você vai nos atrapalhar! – ele disse olhando para Perséfone.

Ela de algum jeito conseguiu se livrar do pano que estava em sua boca, mas não gritou. Simplesmente olhou para James e disse:

— É... tenho pena da minha mãe. A decepção de quando ver que na verdade está no Olimpo.

— Isso mesmo, não grite, senão será pior para você – James disse.

Não que ele tivesse experiência com isso, mas tinha visto essa fala em algum livro. E pela primeira vez estava se sentindo forte por estar dominando outra pessoa, estar no comando. Gostava daquela sensação. Era tão... estranha.

— Professor – Perséfone chamou com uma voz doce, chamando atenção de James – por favor me deixe livre, não precisam fazer nada disso... eu juro que não falo nada para Démeter!

James pensou no caso. Não, não podia deixar ela livre.

— Não, está fora de questão, desculpe – ele disse, e olhou para qualquer coisa.

— Por favor professor James – ela disse, colocando mais doçura ainda na voz.

Ele apenas olhou para ela, mas não disse nada. Ela era realmente linda, seus olhos brilhavam, seus cabelos estavam desarrumados mas ainda sim eram lindos.

— Professor, deixa eu te contar um segredo? – ela disse, arqueando uma das sobrancelhas.

— Hum... claro – ele disse.

— Aproxime-se mais...

Perséfone estava sentada no chão de um canto da cozinha, James ficou de joelhos perto da princesa. Ela se aproximou mais dele e começou a falar baixo:

— Meu marido, o Hades – ela disse, olhando no fundo dos olhos de James – não levava muito jeito comigo...

“De novo não. Ela vai me seduzir e vai me deixar” foi o que o professor pensou. Mas logo que pensou nisso, como num passe de mágica, Perséfone beijou James.

Os lábios da princesa eram tão doces, tão carnudos, tão...

E, com a mesma rapidez com que encostou os lábios nos do professor, ela retirou-os. Continuou olhando fundo para o professor, e falou:

— Ele nunca me satisfazia, o Hades... estava sempre atrás de qualquer rabo-de-saia que passava, nunca me dava valor algum. Eu sempre procurei por um homem que me deixasse satisfeita, e o Hades não era esse homem.

“Satisfação” isso fazia James lembrar de uma coisa. Não aguentou, e olhou mais para baixo em Perséfone. Os seios da moça eram simplesmente lindos, ela estava com um grande decote. Perséfone percebeu onde James estava olhando, e disse:

— Me deixe livre professor, e eu deixo você fazer o que quiser comigo, absolutamente o que quiser...

James se aproximou mais de Perséfone. Sentiu mais forte o cheiro dela. Beijou a princesa de novo enquanto retirava o pano que amarrava as mãos dela. Sentiu novamente aqueles lábios macios. Assim que teve suas mãos soltas, Perséfone colocou-as no rosto de James. Continuaram naquele beijo quente, mas suave.

Perséfone arrastou suas mãos até o ombro de James. E com violência, virou o professor para o chão, e conseguiu sair correndo.

— Merda! – foi a única coisa que o professor conseguiu gritar, enquanto via Perséfone sair correndo.

A princesa ia sair da cozinha, mas não conseguiu. Deu de cara com Douglas, que disse com uma piscadela:

— Hoje você não vai a lugar nenhum, mocinha.

Notas finais
HAHAHA
Essa frase do Douglas foi errada mas tudo bem -.-'
Bem, estamos chegando praticamente no final da fic, começou a reta final o/
Os próximos capítulos talvez demorem um pouco... mas não taaaanto assim.
Enfim, não entrem em pânico e até o próximo ;)