Notas iniciais
Heey o
Mais um capítulo pra vocês :3
Desculpem pelo título da música do Erasmo Carlos (Festa de Arromba)... essa é velha mesmo -p
Se preferirem fiquem com esse: "Sobre Castigo, Ateísmo e Festa de Arromba"
Já estamos nos aproximando do final, e provavelmente essa fic vai terminar do jeito que começou: com capítulos rápidos, um por dia mais ou menos (eeeeeeeeba) kkk :3
Boa Leitura ;)

Perséfone havia se tele transportado num satélite. Um comum, de metal, com painéis solares, antenas, e muitas outras coisas.

Ele não estava no espaço, e sim dentro da atmosfera de um planeta. Com o peso da princesa, ele começou a cair. A gravidade o puxava para baixo junto com Perséfone, que pensava “vou me dar mal de novo porra!”

Depois de alguns segundos de queda livre, o satélite caiu em uma espécie de lago. Era um grande lago de gosma verde e fedida, que deixou Perséfone bastante desconfortável. Tentava sair de lá, mas a gosma era extremamente grudenta.

— Alguém me ajuda aqui! – ela gritou, mas não houve nenhuma resposta.

Ela ficou muito tempo lutando para se libertar da gosma. Só conseguiu sair do lago depois de 1 hora. Se arrastou na areia, e olhou o céu, o horizonte, a terra para tentar decifrar onde estava.

Era um planeta deserto. Não se via nada exceto areia, até o horizonte. A areia era fina, sendo que Perséfone afundava facilmente nela, e ficava difícil de andar. O céu era roxo, sem nenhuma nuvem, e havia dois “sóis” no céu. Um amarelo e outro azul. Perséfone percebeu então porque aquele planeta era tão quente.

Andou alguns metros com dificuldade e gritou por socorro. Não houve nenhuma resposta novamente. Então decidiu ficar perto do lago de gosma mesmo, alguém iria sentir falta do satélite e procuraria por lá. Mas havia um problema: o lago de gosma havia desaparecido.

Perséfone não sabia como. Ela só se virou para admirar a paisagem, e no outro momento o lago tinha sumido.

— Hey, você! – disse uma voz não muito longe dela. Perséfone tomou um susto e virou-se para ver quem era.

— Quem é você? O que quer?

Virou-se, mas não havia ninguém. Estava sozinha. Mas quem era o dono da voz? Ou seria só coisa de sua cabeça?

A princesa teve mais alucinações desse tipo enquanto andou pelo planeta por 30 dias. Depois desse período, ela decidiu simplesmente deitar na areia e esperar que os “sóis” fritassem seus miolos, que na verdade, já estavam fritos a muito e muito tempo.

***

“Aparelhos MP3 Já!”, “Volta da Escravidão Agora!” e “Acho Que Estes Protestos Vão Servir Pra Alguma Coisa” eram as coisas que mais estavam escritas nas placas que os trabalhadores do planeta Demetriures estavam segurando durante uma série protestos.

Depois que Démeter se foi, a situação no planeta se agravou. Sempre houve trabalho escravo naquele planeta, e as pessoas trabalhavam o dia inteiro nas plantações, sem ganhar nem um centavo. Mas agora, tudo isso tinha acabado.

Démeter tinha deixado um líder substituto. Um rei na verdade, para comandar tudo. Mas esse rei era estranho, e nunca saía do palácio. Os soldados que surravam os trabalhadores, forçando-os a trabalharem, acharam estranho o rei nunca sair do palácio para fiscalizar tudo. A deusa da agricultura sempre fazia isso.

Então os soldados decidiram ir ao palácio para ver o que tinha acontecido ao rei. Eles bateram na porta, mas ninguém respondeu. Os soldados ficaram meses tentando fazer contato com o rei, e ele não respondeu. Logo eles decidiram que se o rei não estava dando ordens, eles mesmos deviam ser os senhores, ditar ordens e comandar tudo.

Começaram a fazer isso, mas os camponeses queriam obedecer apenas ao rei, e não aos soldados. Estes soldados mentiram então, que o rei dava ordens para eles, e eles repassavam para o povo. Os trabalhadores acreditaram, e obedeceram aos soldados por um longo tempo.

Mas chegou um tempo em que os trabalhadores se revoltaram. Apenas alguns deles tinham aparelhos de MP3. Eles ficaram revoltados porque os soldados também não sabiam responder por que só uma parte dos camponeses tinha aqueles aparelhos.

Os camponeses então foram ao palácio e começaram a fazer protestos, para tentar contatar o rei. Como ele não respondia, os trabalhadores passaram longos anos desenvolvendo tecnologia para quebrar as paredes do palácio, arrombar portas e tudo mais para falarem com o rei.

No Dia da Grande Verdade – como foi chamado – os trabalhadores derrubaram as portas do palácio, algumas paredes e adentraram nos aposentos do rei. E a Verdade é que lá só tinha um pequeno ursinho de pelúcia que quando apertado dizia “eu te amo”. Nunca havia existido nenhum rei, líder, ou coisa parecida.

***

Todos estavam no Olimpo. O lugar estava cheio de música, festa, bebedeiras e tudo mais.

O salão principal dos deuses tinha se transformado num salão de festas, com pista de dança, um pequeno palco para bandas, luzes por todas as partes e também várias mesas de Buffet. Os deuses estavam lá festando exceto Hades, que tinha saído a procura de Perséfone.

Uma banda tocava um belo rock and roll antigo, e Zeus estava parado em um canto, perto de Hera. Ele tinha uma taça de vinho na mão, e conversava com sua esposa, enquanto observavam os outros dançando.

— Aquilo não foi meio cruel? – Hera disse.

— Aquilo o que?

— O que Hades fez com os humanos.

— Ah... azar o deles, quem mandou não cumprirem direito a missão – disse o deus, tomando um gole de vinho.

Ficaram em silêncio por alguns instantes, até que Hera disse:

— Essa festa foi uma má ideia. Quero ver limpar tudo depois...

— Ah, falamos para uma empregada limpar, relaxe – disse Zeus.

— Empregada? O que é isso?

— Eu também não sei, veio isso na minha cabeça agora.

A festa continuava muito bem. Vários e vários seres mitológicos além dos deuses também estavam lá.

Dionísio havia parado de ser tão chato e depressivo, e começou a animar mais a festa, sempre oferecendo mais vinho para todos. Poseidon não estava muito animado, e ficava perto de uma das mesas de Buffet. Logo Apolo entrou no salão, brilhou chamando a atenção e disse:

— Família, eu trouxe presentes para vocês!

E começou a distribuir presentes como um jato particular para Zeus, um submarino para Poseidon, um salão de beleza inteiro para Afrodite e muitos outros. O presente do deus Ares, foram duas pernas novinhas. Apolo tocou nas pernas do deus que não estavam mais funcionando, e ele voltou a andar. O deus da guerra deu um pulo, chutou algumas pessoas e disse:

— Por que você não fez isso antes Apolo?

— Ah... eu estava com preguiça, sabe como é neh?

Ares amassou sua cadeira de rodas, jogou para fora do salão e foi dançar um pouco de mambo, que estava tocando agora.

O Olimpo nunca tinha estado tão alegre, e continuaria assim por um bom tempo.

Notas finais
Ok, esse capítulo não ficou aquela maravilha, sorry -.-' kk
Os próximos capítulos não vão demorar muito, eu prometo :3
Até mais ;)