Sex, Universe, And Rock N Roll
3 O Guia
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem do capítulo, boa leitura! (:
Caroline estava cansada. Muito cansada. Não sabia onde estava, só sabia que estava deitada do lado de James. Se levantou rapidamente, e tentou reconhecer onde estava. Ela estava deitada com ele num sofá anexado a parede. E o lugar era um tipo de... sala? Era tudo branco e limpo. A sala era em forma de hexágono. No lado oposto em que ela estava, havia uma grande mesa cheia de botões e controles. Na parede dessa mesa tinha uma imensa janela que mostrava um céu escuro, com milhares de estrelas. Do lado esquerdo da sala tinha uma escada em espiral, e do lado direito um estranho corredor que levava a outro lugar. Então ela se assustou:
— Até que enfim você acordou querida! – disse uma voz. Caroline deu um pulo, e viu Douglas Adams descendo a escada.
— Onde estou? Que lugar é esse? Como você nos...
— Acalme-se Caroline, quer um café? – ele estava com uma bandeja, e em cima três xícaras de café. Ela pegou uma, e Douglas colocou a bandeja em uma mesa.
— Certo, agora me explique onde estou.
— Calma Caroline, já vou te explicar. Vamos esperar James acordar, então explico tudo.
James logo acordou, e entrou em pânico. Douglas o acalmou, e ofereceu um café para ele.
— Douglas, exijo uma explicação – ele disse – onde estamos?
— Então tá. Sentem-se ai – ele indicou um sofá no meio da sala e começou – estamos no espaço.
Os dois não acreditaram. Mas Douglas foi até os controles principais, mexeu em alguns botões e a sala virou. A janela mostrou o planeta Terra lá fora.
— Você está de brincadeira. Estamos mesmo no espaço? – perguntou Caroline. Seu café tinha derramado todo.
— Sim, sim! Vi que vocês não se divertiram no jantar, então decidi levar vocês para um passeio. Só tenho de fazer algumas coisinhas aqui fora da Terra, depois voltamos.
— Algumas coisinhas? Como assim?
— Espere um pouco – interrompeu James – quer dizer que alienígenas, espaçonaves, todas essas coisas existem mesmo?
— É, é verdade. Procure no Guia do Mochileiro das Galáxias a palavra “verdade” e ele explicará tudo.
— O que?
— O Guia do Mochileiro das Galáxias – disse Douglas, apresentando aos dois um tipo de tablet, que se dobrava feito um livro. Quando desdobrado, exibia uma tela do tipo touch screen, que exibia os artigos e tudo mais – é o mais completo guia para quem quer viajar pelo Universo. Ele superou a Enciclopédia Galática por dois aspectos importantes: primeiro, por que é mais barato, e segundo, por que vem escrito na capa, em letras garrafais e amigáveis a frase “Não entre em pânico”.
— Por que eu entraria em pânico? – perguntou Caroline, fazendo Douglas a olhar com uma cara de deboche.
— Não questione o Guia amiguinha.
— Então quer dizer – disse James, com o Guia nas mãos – que todos no Universo conhecem esse Guia, menos a Terra?
— Não, existem outras civilizações que não o conhecem. Civilizações que não tem certeza de que existe vida fora do seu planeta – James ia falar alguma coisa, mas Douglas o interrompeu – eu tentei apresentar para a Terra o Guia, na forma da série que escrevi. Mas... a maioria não levou a sério claro.
James começou a mexer no Guia junto com Caroline, e acharam alguns artigos interessantes. Caroline de repente, clicou em um chamado “Deuses”. Uma animação simples começou a passar na tela, e uma voz narrava o artigo.
“No inicio, o Universo foi criado. Isso foi considerado uma coisa horrível, e foi completamente encarado como uma péssima idéia.
Muitos povos acreditam que o Universo foi criado por um tipo de deus, embora os jetravartids, habitantes de Viltvoldle VI, acreditem que o Universo inteiro tenha escorrido do nariz de um ser chamado Megarresfriadon Verde. Os jetravartids, que vivem com medo da era chamada A Chegada do Grande Lenço Branco, são criaturas azuis com cinquenta braços cada, sendo assim a única espécie que inventou o desodorante em spray antes da roda.
Mas a realidade, é que o Universo não foi criado pelos deuses. A verdade é que o Universo criou os deuses. Eles apareceram uns 3 bilionésimos de segundo depois do Big Bang, e não uma semana antes, como certos povos ensinam.”
Os dois olharam abismados o artigo terminar, e James perguntou para Douglas:
— Então quer dizer... que Deus existe?
— Teoricamente, sim – ele disse simpático – na realidade todos os deuses existem. Tudo o que é e o que já foi imaginado por algum povo existe. Imaginem vocês, uma coisa absolutamente estranha agora.
Eles pensaram, e James disse com graça na voz:
— Aparelhos de MP3 assassinos?
— Errado – Douglas disse – existe sim. No planeta HalleyBoll, as pessoas começaram a fabricar tantos aparelhos de MP3, que um dia esses aparelhos se rebelaram e escravizaram o povo. Implantaram uma ditadura extremamente rígida, e hoje assassinam qualquer um que se oponha a eles.
— Douglas, então – Caroline disse – os deuses da mitologia... existem mesmo?
— Sim, sim.
— O Monte Olimpo existe? Poderíamos visitá-lo? – Caroline se animou com sua idéia.
— Eu acho que... não, por que o acesso deve ser exclusivo. Mas poderíamos olhá-lo de longe...
— Então vamos fazer isso! O que estamos esperando?! – disse ela, olhando na cara de Douglas, que disse:
— Menina, eu preciso fazer mais coisas sabe...
— O que? Temos de voltar para a Terra! Nós não podemos... – James estava falando, mas Douglas o interrompeu:
— Nós vamos voltar, depois que dermos uma voltinha por ai. Primeiro, vou às Indústrias Cibernéticas de Sirius pegar um robô que deixei lá. Depois vamos para Magrathea, pois finalmente consegui o dinheiro para comprar um planeta. E então...
— Espera ai – disse Caroline – você vai comprar um planeta?
— Sim. O povo de Magrathea é um dos únicos que fabrica planetas por encomenda sabia? Procure no Guia sobre eles depois. E então... vamos a um restaurante, ou bar para nos divertirmos um pouquinho, e assim que terminarmos, deixo vocês na Terra.
— Deixar a gente, você vai ficar no espaço? – Perguntou James.
— Sim, eu acho. É que ouvi sobre um projeto que pretende destruir completamente a Terra... para dar lugar a uma Via Expressa do Hiperespaço.
— Vão destruir nosso planeta para construir... uma “estrada”?
— Teoricamente sim – ele disse isso, como se fosse uma coisa absolutamente normal destruir um planeta completamente.
Notas finais
Enfim, comentem!
Logo logo o próximo, que está imperdível!
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