Sex Games 2
10 Jogo #5: Jogo dos sabores
Notas iniciais
O jogo:
Através dos sentidos do olfato e paladar, tente descobrir qual guloseima sua parceira(o) está lhe dando. Se seus acertos forem maiores que seus erros, você pode escolher o SABOR que terá a transa de vocês, do contrário seu parceiro(a) terá este prazer de escolher.
Itens necessários para o jogo:
• Um lenço, gravata ou camiseta para vendar os olhos;
• Frutas ou doces dos mais diversos, balas de menta, géis saborizados ou lubrificantes comestíveis.
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Devidamente vendado, sentado na cama só de cueca samba-canção e sozinho no quarto, Grissom aguardava sua namorava voltar da cozinha, onde ela tinha ido pegar os itens para a brincadeira que fariam em instantes.
Pelas suas contas Sara já estava mais de dez minutos para lá e essa espera por seu retorno somada a ansiedade para dar início logo ao jogo, já estavam causando certa impaciência no supervisor. Tamborilando os dedos nas próprias coxas, Grissom queria que sua namorada voltasse logo para o quarto. Mas nada de ouvir qualquer ruído que denotasse sua aproximação.
— Quanta tanta demora, honey!
Enquanto isso na cozinha Sara terminava de dispor cada uma das guloseimas escolhidas em potinhos de sobremesa. A seleção envolvia: abacaxi, maçã, morango, mel, pêssego em caldas e chantilly.
— Bandeja! — ela bateu em sua testa ao lembrar-se que ia precisar do objeto para colocar todos aqueles potinhos.
De dentro de uma das portas de cima do armário, Sara apanhou a bandeja e colocou cada potinho de inox sobre o objeto de madeira. Passou papel filme em alguns potes para o cheiro de seus conteúdos não os denunciarem quando ela entrasse no quarto. Só depois de ter feito isso, que rumou de volta ao cômodo empunhando a bandeja com as coisinhas que seu namorado teria que adivinhar.
— Por que demorou, Sara? — os ouvidos aguçados de Grissom captaram na mesma hora os ruídos que denunciaram a entrada da namorada no quarto.
— Eu estava me decidindo pelos itens ora!
Com cuidado ela se aproximou da cama e depositou a bandeja bem ao lado do quadril do namorado, lhe avisando disto.
— Quantos são?
— Sete.
Na bandeja havia somente seis, mas ao todo seriam sete itens. O sétimo não veio junto com os demais da cozinha, porque era algo que estava no quarto, mas Sara não pretendia mencionar nada à este respeito agora para Grissom. Faria isso só quando fosse hora deste item entrar em ação, ou seja, no final do jogo já que o sétimo item seria o último a ser usado por ela. Tratava-se de um lubrificante comestível, que ontem Sara havia conseguido comprar sem que Grissom soubesse.
Inventando ao namorado que iria ao seu antigo apartamento ver como ele estava, a mulher na verdade, foi mesmo até o sex shop que foram semanas atrás, adquirir aquele item, já que o lubrificante que tinham em casa não era comestível. E de quebra, ela também acabou por comprar algo mais para um jogo que a vendedora lhe sugeriu.
— A brincadeira não vai ficar longa e cansativa com tantos itens?
— Acho que não. Eu escolhi coisas relativamente fáceis, que tenho a impressão de que você não vai demorar pra descobrir o que eu escolhi. — enquanto falava com Grissom, Sara foi até o guarda-roupas apanhar o sétimo item para o jogo.
— Se você diz. — ele deu de ombros. — E saiba, que pretendo acerta tudo para ter o benefício de escolher depois qual dos sabores fará parte da segunda metade da brincadeira.
— Isso aí veremos, baby. Usarei dos meu truques para te confundir. — com cuidado para não fazer qualquer ruído que lhe denunciassem, ela apanhava de sua gaveta de calcinhas o tubo do lubrificante, que deixou muito bem escondido ali
— E vale isso? Não li nas regras do jogo sobre confundir o parceiro.
— Regras? Nós fomos mestres em quebrar algumas, querido. Lembra?
Ele sorriu.
— Isso é verdade. Mas o que está fazendo que ainda não veio para a cama, Sara? — ele estranhou o fato de ainda não ter sentido até agora movimento algum dela subindo no móvel.
Diante do questionamento dele, Sara rapidamente inventou uma desculpa para justificar aquilo.
— Ah! Estou me despindo. — diante desta invenção, ela teve que se despir da blusa e depois do short, ficando apenas de calcinha já que não havia posto a peça de cima da lingerie aquela noite.
— Ei, isso também não fazia parte do jogo e nem estava combinado.
Não mesmo! Mas agora faria parte.
— Eu resolvi incrementar. Mas se você não quiser, eu posso me vestir e...
— Negativo. — ele imediatamente interviu na fala dela. Onde que ele não ia querer que ela ficasse sem roupa? Óbvio que ela poderia ficar nua. O único problema era que não a veria. Mas paciência! — Pode ficar nua, mesmo que eu não possa te ver AINDA.
Ela sorriu do comentário dele.
— Eu não estou nua pra sua informação. Estou de calcinha.
Sara seguiu em direção a cama.
— Só de calcinha é? — ele quis saber num tom de voz malicioso.
— Sim! — confirmou antes de largar com cuidado o tubo do lubrificante sobre o móvel ao lado da cama.
— E eu posso me certificar disto? — erguendo as duas mãos Grissom fez um gesto como se estivesse apalpando algo enquanto sorria de maneira travessa.
De pé ao lado dele na cama, Sara não se conteve e sorriu.
— Você está ficando muito soltinho, doutor Grissom. Onde foi parar o meu namorado tímido? — ela o provocou.
— Ih, ele ficou alguns jogos lá pra trás. — eles caíram na risada. — Vamos, eu quero me certificar, Sara. Não me enrole.
Ainda sorrindo, ela afastou as mãos dele e sentou-se em seu colo, colando as pernas em torno da cintura dele e assim, ficaram um de frente para o outro.
— Pode se certificar agora. — Sara autorizou, puxando as mãos dele de encontro a sua cintura.
Grissom primeiro desceu as mãos um pouco para encontrar o elástico da calcinha e mais um pouco sentiu as pernas nuas da namorada, confirmando-lhe que sem o short e apenas de calcinha ela estava. Agora era saber se ela estava de fato SÓ com esta peça no corpo. Ele subiu então as mãos até estas esbarrarem nos seios nús de Sara.
— É, você está só de calcinha mesmo.
— Eu falei que estava. Satisfeito agora?
— Não muito, porque estou com essa venda me impossibilitando de te ver. Mas pelo menos as minhas mãos estarão livres para te tocar durante o jogo.
Ele parecia bem animado aquela noite para o jogo. Talvez isso estivesse relacionado às doses de vinho que tomaram mais cedo durante o jantar.
— Doutor Grissom olha o assanhamento. — ela brincou, dando uma tapinha no ombro do namorado.
— Quem manda. Essa culpa é sua, senhorita Sidle. Vai ter que lidar com ela.
Juntos eles caíram na risada.
— Então... Pronto pra começar? — Sara quis saber após eles se recuperarem
— Mais que pronto.
— Ok! Vamos nessa, baby!
Sara lhe deu um beijo e já ia sair do colo de seu namorado, mas este não permitiu e pediu que ela ficasse ali o jogo todo. A brincadeira assim seria mais divertida segundo ele. Atendendo ao seu pedido, a mulher resolveu permanecer em seu colo como estava.
O primeiro potinho que ela pegou foi o com pêssego em calda. Dele apanhou um pedaço dos dois que havia colocado ali.
— Para começar vamos testar seu olfato. — Sara aproximou o fruto do nariz do namorado.
— Caramba! Eu conheço esse cheiro. — Grissom confidenciou após sentir bem o cheiro do fruto. — Só não estou conseguindo associá-lo agora ao quê pertence.
— Não? — ele negou com a cabeça. — Já que pelo olfato não descobriu. Vamos partir para o paladar. — ela levou um pequeno pedaço do pêssego a boca do amado.
Após a breve degustação às cegas do fruto, que Grissom descreveu como algo saboroso, suave e adocicado, o supervisor não conseguiu identificar o que provou.
Diante do ainda desconhecimento do namorado, Sara lhe ofereceu uma segunda chance de provar o fruto.
— E então, conseguiu identificar agora?
— Pior que não. Mas eu conheço este gosto. Só não consigo identificá-lo.
Curioso como perdemos o nosso paladar quando estamos com os olhos vendados. Até mesmo coisas que na teoria são fáceis de acertar, temos dificuldades de descobrir. E isso só reforça a tese de que começamos a comer com os olhos antes.
— Desisto, Sara. O que é isso?
— Não quer nem arriscar um palpite?
Ele negou com a cabeça e sua namorada lhe revelou o que se tratava aquele primeiro item.
— Pêssego?
— Sim!
— Não acredito que não lembrei. — balançou a cabeça descontente. Agora lhe pareceu tão fácil. Como ele não lembrou que era aquilo?
— Você já começou mau, doutor Grissom. Assim eu vou acabar ficando com o doce prazer de escolher que sabor vai ter a parte dois da brincadeira.
— Não cante vitória antes da hora, querida. O jogo está apenas no começo. Ainda tenho mais seis itens. Vamos ao próximo, vai.
A maçã foi a escolha seguinte de Sara. Como fez anteriormente, a mulher fez Grissom primeiro cheirar uma lasca da fruta que havia cortado.
— Não consegui sentir cheiro de nada, Sara.
Ela acabou rindo da resposta emburrada dele.
— Você ri é? Mas isso é meio aterrorizante sabia? Parece que vendado desaprendemos gostos e cheiros.
— Não exagera, amor. Posso continuar com o jogo?
— Deve!
Antes de lhe que dar para provar o pedaço de maçã, a morena provocou o namorado ao passear vagarosamente o pedaço do fruto por algumas partes do corpo dele como o pescoço, ombros, a extensão do peito e braços, ao mesmo tempo em que beijava cada parte onde fruto ia passando.
— O que é isso que está fazendo? — questionou confuso.
— Uma pequena brincadeira. — afirmou antes de deslizar a língua pela extensão do ombro de Grissom, por onde havia passado outra vez o fruto. — Está gostando?
Ele suspirou fundo.
— Você sabe que a resposta é sim. — Grissom apertou a cintura da amada. — Já deve está dando até pra você sentir a evidência do quanto estou gostando, ou não?
Ele escutou uma breve risadinha dela, seguida de um "sim" que foi sussurrado ao pé de seu ouvido.
Na sequência, Sara depositou por fim a lasca de fruta na boca de Grissom. Diferente da fruta anterior esta, o supervisor advinhou em segundos de degustação.
— Ah! Isso é o fruto proibido: Maçã! — contou com um sorriso.
— Muito bem! Acertou. — como bonificação por seu acerto, Sara lhe deu uma bitoca.
— Agora vamos para o próximo.
Mel!
Neste Sara resolveu incluir ao jogo o sentido de tato, já que não havia qualquer restrição quanto a isso. Ela avisou primeiro o namorado dessa adição de sentido antes de puxar uma das mãos dele, que estavam em sua cintura e mergulhar dois dedos de Grissom no potinho com o doce. Ela fez o supervisor sentir a textura do que estava lhe oferecendo.
— Isto é líquido... viscoso. — comentou o homem após esfregar os dedos sujos de mel um no outro.
— Muito bem. Está indo num bom caminho. Sinta o cheiro.
Enquanto ele levou os dedos próximo ao nariz para sentir o cheiro do mel, Sara teve uma ideia bem traquina que na mesma hora pôs em prática. Mergulhou o dedo indicador junto com o dedo médio no ponte de mel e pegando Grissom desprevenido passou os dedos sujos pelo peito dele.
— Ei! O que está aprontando, Sara?
— Passando o item para que o sinta melhor. — justificou-se rindo.
— Mas já... Ou! — ele gemeu, porque naquele instante Sara estava chupando o mel que havia passado pelo peito de Grissom.
— Que cheiro tem esse item Gil? — ela o questionou agora sujando seu pescoço.
— Eu-eu não sei. — gaguejou.
— Sente mais uma vez.
Ele o fez e um segundo depois, sentiu em seu pescoço outra chupada da namorada.
— Hum... Assim fica complicado de eu me concentrar em algo, Sara.
Ela deixou escapar uma risadinha malandra, porque esse era o intuito de suas ações: confundi-lo. Ele erraria e consequentemente, daria mais ainda chance a ela de ficar com o poder de escolher uma daquelas guloseimas para fazer parte da transa deles.
— Ok! Já entendi seu jogo, Sara Sidle. — ele se recordou que ela lhe disse antes daquela brincadeira começar que ia usar de seus truque para o confundir. Ah, sua espertinha! Mas ela não ia se dar bem nessa não. — Não adianta tentar me confundir, que você não vai ganhar esse jogo Sara Sidle.
Ela gargalhou e viu seu namorado apertar os lábios numa inútil tentativa de não sucumbir ao riso junto com ela.
— Olha que estou achando que vou!... Hora de provar o item 3.
Ele já ia levar seus próprios dedos para provar aquilo, mas Sara o impediu.
— Não será assim que provará.
— E como será? — ele indagou confuso.
— Espera aí.
Sara passou os dedos DELA sujos de mel em seus próprios lábios como se estivesse passando um batom. Batom com sabor de mel!
Pegando Grissom desprevenido, Sara o beijou, transferindo para os lábios do namorado o mel. Porém, antes que o supervisor ousasse aprofundar o beijo e com isso deixar as coisas mais quentes ali, Sara se afastou de maneira inesperada, pondo fim a degustação de seu namorado.
— Sara! — reclamou o supervisor pela abrupta interrupção.
— O que? — ela riu. — Já chega de beijo. Era só para você provar o gosto do item 4. E aí, descobriu?
Ele passou a língua pelos lábios buscando vestígios do doce. Não foi difícil sacar qual fosse. Mas... O supervisor resolveu não dizer ainda a sua descoberta.
— Não!
— Como não, Gil? É tão fácil.
— Não consegui sentir direito o gosto. Talvez, você devesse me dar outro beijo para eu tentar descobrir.
Ele jogou apenas para ganhar outro beijo dela. E sua jogada logo foi entendida por sua bela namorada, que não era nem boba.
— Gilbert Grissom, você está mentindo para ganhar um beijo.
— Não, honey. — mentiu se segurando para não rir.
— Por que será que não acredito nessa sua resposta, hein?
— Não sei. — ele acabou, rindo. Estava quase para se trair e cair numa completa gargalhada que denunciaria suas intenções.
Sara o observou bem e podia jurar que seu namorado estava lhe enrolando. Mas resolveu entrar no jogo dele por ser divertido.
— OK! Vou te conceder uma segunda chance.
— Opa! Vamos lá. — ele esticou os lábios de uma maneira engraçada, esperando pelo beijo de sua amada.
Ela riu dele. Grissom parecia claramente mais leve, descontraído e principalmente, mais desinibido a cada novo jogo.
Sara retocou seu batom de mel e beijou o namorado. E só para garantir que ela não terminaria aquele beijo abruptamente de novo, Grissom segurou em sua nuca e aprofundou o beijo. Foi quase um minuto inteiro deles se beijando até que o próprio Grissom foi o responsável por fim naquilo.
— Você... Sabe... Agora? — indagou Sara ofegante depois do beijaço recebido.
— Doce como você... Isso é mel! — revelou o homem tão ofegante quanto sua amada.
— Acertou de novo!
— Pode esperar que não erro mais nenhum, honey.
— Veremos.
Levaram alguns segundos se recuperando antes de partirem para o próximo item: abacaxi. Este Grissom adivinhou em questão de segundos. Bastou apenas sentir o aroma da fruta para matar na hora do que se tratava
— Você está acertando tudo agora, não vale. — reclamou Sara numa falsa insatisfação.
— Foi você quem escolheu coisa fácil. Vamos ao próximo.
— Serão dois! — ela o avisou.
— De uma vez?
— Exatamente.
— Ok.
Morango e chantilly! Juntos eram uma combinação perfeita, assim como Grissom e Sara eram, ao menos era assim que a namorada do supervisor os considerava.
Mergulhando a ponta do morango no chantilly, Sara resolveu não fazer muita firula dessa vez. Depois do beijão que ela e seu namorado trocaram, a mulher queria o quantos antes acabar com aquele jogo e pular para o sexo. Então ela serviu direto Grissom com sua escolha de agora.
Ao degustar o supervisor sentiu dentro da boca uma mistura de algo doce com azedo, bem azedo diga-se de passagem.
— O que foi Gil? — Sara quis saber diante da careta que ele fez.
Ele gesticulou com a mão que Sara esperasse e prosseguiu com sua degustação. A coisa azeda, ele conseguiu identificar já o doce foi por associação mesmo.
— Morango e chantilly. — respondeu após engolir.
— Muito bem, senhor. Acertou os dois. — ela bateu palmas para o acerto dele. — Mas que careta foi aquela.
— O morango estava azedo demais.
— Jura? Me desculpa. Ela estava bem vermelho, que achei que estivesse doce.
— Propaganda enganosa. — ele brincou.
Eles riram juntos.
— Com este acerto nem precisamos tentar o último item, né? Já ganhei o jogo mesmo.
Cinco acertos e um erro, realmente não era necessário o sétimo item. Mas Sara fazia questão do último. Ela comprou aquilo e queria que ele fizesse parte do jogo.
— Mas não custa nada a gente completar a brincadeira fazendo uso desse último, vai Gil.
— Pra quê, Sara? Eu já ganhei.
— Por favor, por favor... — ela implorou.
— É impossível dizer não a você. Vamos lá. — rendeu-se o homem para alegria de sua namorada.
— Tenho quase certeza de que vai errar isso. — ela comentou, apanhando o tubo do lubrificante.
— É por isso que está fazendo questão dele, não é? Só para me ver errar.
— Também.
Seria divertido vê-lo errar aquilo, mas também fazia questão do lubrificante porque o comprou oras.
— Antes que eu me esqueça, preciso te avisar que este item não faz parte da cozinha. Ela estava aqui no quarto. — ela revelou.
— Como assim, Sara?
— Não posso dizer mais nada. Vou de te dar primeiro para sentir o cheiro.
— Tá.
Com cuidado ela aproximou do nariz de Grissom o frasco de plástico do lubrificante. Um aroma de menta logo foi identificado pelo supervisor.
— Eu já imagino o que seja.
Sem que Grissom pudesse ver, Sara arqueou as sobrancelhas duvidando de que seu namorado realmente tivesse noção exata do que se tratava.
— Sem provar você já quer arriscar?
— Vou provar só para ter certeza.
Sara estava duvidando completamente que ele de fato soubesse. Algo lhe dizia que seu namorado estiva confundindo aquilo com outra coisa. Havia tantas possibilidades envolvendo algo que tenha aroma de menta, que ficava até difícil acertar de primeira.
Sob a instrução da namorada, Grissom pôs a língua pra fora e Sara pingou nela uma pequenina quantia do gel.
O lubrificante tinha dois efeitos, quando em contato com a pele e assoprado, esquenta. Em contato com a boca esfria. Se deixando levar pelo efeito frio, Grissom logo após provar aquilo que sua namorada lhe ofereceu, arriscou com tanta certeza que tal coisa fosse creme dental em gel, que quando Sara negou que fosse isso o homem ficou confuso.
— Como não é?
— Não sendo, ora. — rebateu Sara rindo, porque a cara de seu namorado estava hilária depois da negativa dela quanto ao seu palpite cheio de certeza.
— Quero provar de novo.
Ela concordou em lhe dar essa colher de chá, ciente de que ele não acertaria mesmo o que se tratava aquilo.
— Não é creme dental em gel, né? — para se certificar e convencer a si mesmo, Grissom questionou Sara outra vez, após a segunda prova daquilo que ela lhe ofereceu.
— Não, amor. — ela confirmou sem conseguir parar de rir.
Ele se pôs a pensar um breve instante nas possibilidades do que poderia ser aquilo. Só que por mais que se esforçasse a isso, não conseguia.
Menta... Menta... Menta... O que mais poderia ser tal coisa com àquele gosto?
— Você pode pensar e provar quantas vezes quiser, que não vai acertar. Tenho certeza.
Ele escutou sua namorada cantarolar. E tinha que lhe dá razão, porque realmente ele não conseguia descobrir do que se tratava aquilo. Nada vinha. Nenhuma sugestão.
— Desisto. Não sei. O que é isso, Sara?
Os lábios dela se esticaram num sorriso gigantesco, que não foi visto por Grissom.
— Tira a venda. — ela o instruiu dois segundos depois.
Grissom puxou a gravata que cobria seus olhos e se deparou com sua namorada segurando um tubo plástico que lhe cobria a boca.
— Gel lubrificante. — ele leu no tubo que ela segurava na horizontal. — Como nós temos isso?
Grissom apanhou o tubo da mão da namorada e ficou olhando o objeto como se ele fosse a evidência de um caso.
— Comprei no mesmo sex shop que fomos! — Sara revelou sem esconder o sorriso.
— Quando isso? — Grissom a olhou estupefato.
Ela revelou sobre a pequena mentira de ter dito que iria ao seu apartamento, quando na verdade, foi ao estabelecimento para adquirir tal item.
— Não acredito que fez isso?
— Fiz!... E você errou este item. — ela tomou de volta para si o tubo de gel que o amado segurava.
— Mas ainda assim ganhei o jogo. — ele retrucou em tom óbvio e com uma das sobrancelhas arqueadas.
— Uma pena, porque eu queria ganhar.
— Então devia ter escolhido coisas mais difíceis.
Ele tinha razão. Mas fazer o quê, se ela quis ser desta vez boazinha com o namorado?
— Não me arrependo. Agora você precisa escolher o sabor que iremos usar.
Se ela tivesse vencido, escolheria o gel, já que o comprou por isso mesmo. Se bem que usar o chantilly também seria uma ótima ideia.
Grissom olhou a bandeja com as guloseimas e depois, lançou um olhar de esgueira para à bisnaga de gel na mão de Sara. Se ele bem a conhecia, ela comprou aquilo com o propósito de usar naquele jogo caso vencesse.
Seria bem interessante!, pensou o supervisor.
Mas também havia uma guloseima a qual ele adoraria usar: o mel.
Talvez pudesse usar os dois. Assim agradaria a si mesmo e a sua namorada.
— Que tal ao invés de um sabor, termos dois? — ele encarou sua namorada.
— Dois?
— Isso. O primeiro seria o mel... — Grissom anunciou, pegando da bandeja o pote com o doce.
— E o segundo?
— Este gel aí na sua mão.
Ela sorriu como quem recebe a melhor notícia da sua vida. Pelo menos não teria que esperar outro jogo para fazerem uso daquele gel.
— Por que está fazendo isso?
— Bem... Eu imagino que... — enquanto se pronunciava Grissom lambuzou dois dedos no mel e sob o olhar curioso de Sara, os passou em seu colo.
— Grissom!
— Shiiiuuuu... Agora é a minha vez no jogo. Você me sujou e depois limpou. Então retribuirei a gentileza, não se preocupei.
— Está bem. — ela concordou, sorrindo e logo em seguida, já era agraciada pelo toque aveludado da língua de seu namorado na agradável tarefa de limpar o mel de sua pele. — Hum...
— Como eu estava dizendo antes... — pronunciou-se Grissom após limpar a sujeira no pescoço de sua namorada. -... Eu imagino que comprou este gel com o intuito de usá-lo hoje, estou certo?
— Sim.
— Então eu vou satisfazer sua vontade do gel e a minha pelo mel. — piscou para ela antes de tomar sua boca onde havia deslizado os dedos sujos de mel.
A bandeja com os demais potinhos foi parar no chão momentos depois. E com Grissom de joelhos na cama e posicionado entre as pernas de uma Sara nua, o supervisor iniciou sua tarefa de sujar de pouquinho em pouquinho a namorada de mel com os dedos para depois limpá-la com língua. Debruçando-se sobre ela, ele começou por seus ombros, passou pelos seios, desceu até a barriga, virilha, parte interna das coxas e foi até seus macios e finos dedos dos pés.
Foi a sensação mais arrepiante e deliciosamente excitante, que Sara já sentiu quando a língua de Grissom serpenteou por entre seus dedos, com o intuito de limpá-los.
— Isso é muito bom, Griss. — fechando os olhos por míseros segundos, ela mordeu os lábios. Era a primeira vez que recebia nos pés carinhos tão perfeitos como aqueles. Nunca lhe passou pela cabeça que aquilo pudesse ser tão bom e excitante assim.
— Mesmo? — abrindo os olhos, ela apenas assentiu, confirmando.
A boca dele subiu pelas pernas dela até alcançar sua lisa barriga.
— Vamos usar isto aqui agora... — mostrou o gel.
— A intenção era usar em você.
— Futuramente, com certeza. Mas hoje isso será usado só em você.
Não era bem o que ela esperava, mas valia.
Grissom pôs apenas uma pequena quantia do gel nos dedos.
— "Assopre para esquentar e use a boca para esfriar." — ele leu e sorriu. — Você vai me dizer se é isso mesmo que acontece.
Ela assentiu enquanto o via se posicionar de bruços na cama, bem entre suas pernas.
O efeito foi exatamente o descrito na bisnaga. Esquentou quando Grissom assoprou após usar seus dedos mágicos numa breve massagem íntima. E esfriou quando ele substituiu os dedos pela boca, sugando, provando e provocando Sara.
Apesar de tudo aquilo está sendo deliciosamente bom e prazeroso para ambas as partes, o supervisor não se demorou muito mais que poucos minutos, porque sua namorada já se encontrava aquela altura mais que pronta para recebê-lo e ele louco para se abrigar entre as pernas dela.
E assim o fez após se livrar da cueca. Entre aroma e o sabor de mel e menta, o casal rolou pela cama em luxúria. Ora Sara estava por cima, ora era Grissom quem estava por cima. Aquela altura os resquícios de mel no corpo de Sara já haviam passado para o de Grissom e se misturavam ao leve suor, que se acumulava na pele de ambos em virtude do atrito de seus corpos.
Então veio o ápice, ambos chamaram o nome do outro num gemido e depois silêncio. O quarto ficou quieto por quase um minuto.
— Menta e mel passaram a ser meus sabores preferidos depois do jogo de hoje.
Sara sorriu e tocou o rosto do namorado, quando este ergueu-se de seu pescoço onde havia se escondido.
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