Notas iniciais
Bom dia meninas! Ana e Molly meu agradecimento pelos comentários de vocês. E Molly - ri demais do seu - e sinto em lhe informar que você ainda terá que esperar um tiquinho pra ler o capítulo do striptease do Gil. Ainda tem outras brincadeiras antes dessa. Falando do capítulo que estou postando... Nossa! Ele me rendeu uma longa pesquisa e o resultado disso foi essa capítulo bem maior que o original e com uma mudança no seu final que comento nas notas finais. Espero que gostem e se divirtam com esse capítulo.

Guiando seu carro naquela tarde ensolarada, Grissom apenas ouvia calado sua namorada falar, mas sequer dava a menor atenção para o falatório da mulher, pois sua mente trabalhava na busca de uma boa desculpa pra inventar a namorada quando resolvesse lhe deixar sozinha no tal sex shop que estavam indo. Pretendia entrar no local com ela e permanecer um tempo razoável lá. Depois daria um jeito de sair da loja pra ir escondido de Sara a uma joalheria que fica no mesmo shopping pra comprar um par de alianças. Estava com planos de pedir sua bela namorada em casamento. Já estava mais do que na hora de fazer isso. Mais de dois anos de namoro e ele queria dar esse importante passo na relação deles. E aproveitaria que estavam indo ao local o qual a joalheria também ficava pra providenciar logo o objeto que simbolizava seu pedido. Tão logo a pedisse em casamento e esta aceitasse, o passo seguinte seria revelar a todos aquele relacionamento. Até porque depois ficaria difícil ainda manter tal relação em segredo já que tanto ele quanto Sara passariam a exibir alianças em seus dedos.

—Grissom!!

Ele sentiu o toque da mão de Sara em sua coxa direita e na mesma hora virou o rosto na direção de sua namorada e a encontrou lhe encarando séria.

—Oi, honey! Me perguntou algo?

Se perguntou, ele não fazia ideia do que foi, pois estava entretido demais com seus pensamentos, porém bem atento a pista. O que já não se podia dizer em relação ao que quer que Sara lhe dizia.

—É, eu perguntei, mas você nem me ouviu.

—Desculpa! — Sua mão direita largou um instante o volante e se entrelaçou a de Sara sobre sua coxa. _Estava pensando no trabalho e me distrai. — Inventou o homem. _Mas o que perguntou? Prometo prestar a devida a atenção agora.

—Não era nada importante. Deixa pra lá.

*****

Eles entraram na The Love Store, uma loja situada no terceiro piso do shopping e o movimento ali era pouco. Apenas algumas clientes em sua totalidade mulheres circulavam pelo estabelecimento, o que deixou Grissom bem desconfortável, pois ao que parece seria o único homem naquela loja.

—Sabia que eu li no site em que fiz a minha pesquisa dos jogos... — Sara se pronunciou enquanto seu namorado e ela seguiam de mãos dadas pra dentro da loja. _...Que a indústria ligada ao sexo têm aumentado muito nos últimos tempos?

A julgar pela pouca quantidade de clientes por ali, Grissom teve que discordar um pouco com o que Sara leu no tal site.

—Ao que parece não é bem assim dada a pouca quantidade de gente aqui nessa loja. — Resmungou o supervisor observando numa das paredes do estabelecimento três manequins — presos na parte superior da parede — usando lingeries com temas diferentes: a clássica enfermeira, a estudante e a salva-vidas.

—Ou vai ver que as pessoas se sentem mais confortáveis em adquirir artigos deste tipo pela internet.

—Pode ser.

—Preparado para as compras, baby? — Sara agarrou o braço do namorado.

O homem a olhou com uma das sobrancelhas arqueadas. Sua namorada parecia bem empolgada com aquilo. Só torcia pra ela não se empolgar demais a ponto de querer levar itens estrambólicos.

—Você já têm ideia do que vai nos comprar?

—Não muita. Vamos ver o que nos agrada e compramos. Pode ser?

—Pode!

—Então vamos nessa.

Nem bem o casal começou a circular pela loja e uma simpática e educada vendedora se aproximou deles apresentando-se como Brice e perguntando se eles queriam ajuda em algo.

Vendo que seria mais fácil e até mais prático ter uma vendedora do lado pra tirar algumas dúvidas, Sara optou em aceitar a ajuda que aquela vendedora poderia prestar.

—Você podia nos mostrar algumas coisas da loja. Essa é nossa primeira vez num estabelecimento desses e não temos muita ideia de por onde começar.

Ao contrário de Sara seu namorado não aprovou muito essa ideia de ter a vendedora à tira-colo. Com aquela mulher ali, ele ficaria desconfortável em opinar em algo, o que não ocorreria caso só estivessem Sara e ele. Mas como não tinha como dizer isso a namorada, ele se viu obrigado a aceitar a vendedora entre eles já que a mesma se prontificou a ajudá-los.

Brice então os conduziu a um passeio pelos diversos pontos e artigos da loja. A primeira parada foi na parte da sessão de moda íntima feminina, já que esta era a primeira mesmo. Havia vários modelos, estilos e cores diferentes de lingeries (seda, renda e até modelos comestíveis — confeccionados em gelatina solúveis), bodys, camisolas sexy, conjuntos de dormir, espartilhos, meias, máscaras, algemas de pelúcia ou vinil (que Sara pegou e separou um par — pelúcia vermelha — pra eles levarem já que aquele item era um dos que poderiam ser usados num dos jogos), corseletes e tiaras de pernas. Era cada item mais bonito que o outro e mais sexy também. Houve um modelo em especial de lingerie vermelho que vinha junto uma tiara de perna, que agradou bastante Grissom.

—Você podia levar essa lingerie. Vai ficar linda em você. — O homem cochichou a namorada no momento em que a vendedora se afastou um instante pra ir até outra cliente que sinalizou chamando-a.

—Você acha? — Sorrindo Grissom assentiu. _Eu posso levar, mas você sabe que eu já tenho um conjunto vermelho como esse.

—Só que este é diferente do que você tem.

E era mesmo. O que ela tinha era mais "comportado" que aquele que o casal observava; não era tão minúsculo quanto aquele e nem possuía em "pontos estratégicos" aquela transparência toda que se via. Aquele era um modelo pra ser usado em ocasiões especiais.

—Você tem razão. Vou levar. — Sara colocou o pacote com as três peças dentro da cesta que seu namorado segurava.

A vendedora retornou e eles seguiram pela sessão até chegarem a parte masculina. Nela viram fantasias de diversos tipos e cuecas. Havia desde de modelo boxer até cavas, sungão, transparentes, algumas vazadas na frente — que despertou o interesse de Sara e o desconforto de Grissom; outros modelos eram em couro, com temas sexy e até umas com temas engraçados, estas até renderam uma provocação de Sara a Grissom.

—Seria interessante te ver numa dessas. — Com um sorriso divertido a morena sussurrou apontando para seu namorado um modelo de cueca chamado Cueca Cobra— ele possuía em sua frente uma extensão em forma de cobra em renda branca para introduzir o pênis.

Com os olhos arregalados Grissom encarou sua namorada e esta caiu na risada de sua cara assustada, atraindo com isso a atenção da vendedora que ia mais a frente deles. Brice apenas sorriu pra eles e se virou pra seguir o caminho.

—Só nos seus sonhos mais profundos eu usaria algo assim.

Onde algo ridículo como aquilo seria sexy?

Saindo daquela sessão eles bateram numa de produtos sadomasoquistas onde haviam correntes, chicotes, chibatas e outros artigos em couro que a vendedora classificou como sendo utilizados para relações mais intensas e dominadoras. Dominação e sadomasoquismo logo remeteram Sara a lembrança desagradável de Lady Heather e os comentários nada discretos de Catherine sobre a ex dominatrix e Grissom ano passado durante um caso envolvendo Heather. Seu namorado ficou sem graça e não gostou nada quando em casa Sara lhe partilhou as "explanações" da colega de trabalho deles sobre a vida pessoal do supervisor.

—Não gostei muito dessa sessão. — Sara comentou a vendedora e lançou um olhar logo em seguida ao namorado.

Grissom não precisava ser adivinho pra saber a razão de sua namorada não ter gostado daquela sessão. E nem seria louco de perguntar isso se já imaginava muito bem a resposta.

—Bom ali na frente ficam os cosméticos. — Contou a vendedora.

Eles seguiram pra lá. Nas gôndolas tinha desde de géis estimulantes ou térmicos (uns esquentam outros esfriam), lubrificantes, preservativos com saborear vários ou sem, musses e cremes para massagens e masturbação, perfumes com fragrâncias afrodisíacas e spray térmicos.

O casal escolheu um vidro de um gel para massagens estimulantes, além de um perfume e ficaram curiosos quanto ao spray térmicos.

—Nunca tinha ouvido falar desses spray. — Comentou Sara olhando o rótulo do produto.

—Eles são perfeitos. Muitas pessoas levam isso, pois com ele você senti diferentes sensações como, por exemplo: respiração ofegante, corpo mole ou anestesiado e batimentos cardíacos acelerados. — Explicou a vendedora.

—E usa como isso? — Grissom pela primeira vez mostrou interesse em algo. Por ser uma coisa que não tinha ouvido falar como sua namorada comentou ainda pouco, ele quis saber mais daquele tal spray.

—Você coloca a quantidade desejada nas mãos e aplica na pele ou no órgão de sua escolha, massageando delicadamente. Ah, e ele é contra indicado para quem tem problemas no coração.

—O que não é o nosso caso. A gente leva esse spray, Griss? — Ela quis saber dele já que seu namorado se mostrou interessado no produto.

—Vamos levar pra experimentar.

Ela sorriu com a pronta resposta dele.

—Tô gostando dever, doutor Grissom. — Murmurou Sara enquanto jogava a pequena caixa com o produto dentro cesta.

O supervisor apenas sorriu sem jeito.

Eles passaram posteriormente na parte onde tinham produtos descritos como comestíveis e beijáveis. Estavam inclusos nessa pequena parte: chocolates eróticos em formatos dos órgãos sexuais femininos e masculinos; bebidas energéticas e suplementos sexuais que estimulam a vitalidade corporal, ampliam a força sexual e prolongam a relação sexual; além de mais alguns géis, óleos e lubrificantes e saborizados para sexo oral. Desses produtos a única escolha foi uma caixinha de bombons, pois segundo Grissom cochichou pra namorada "ele não precisava de energéticos, tampouco suplementos ou coisas do tipo pra ter relações com ela."

Por fim eles chegaram a parte que Brice descreveu como o lugar preferido dos clientes dali. Atrás do balcão de vidro onde a vendedora se colocou ficava o chamariz do estabelecimento, os chamados sex toys, que nada mais são do que os brinquedos sexuais que os adultos adoravam usar na hora do sexo.

—Se quiserem eu posso pegar alguns itens que tem mais saída na loja pra ver se são do agrado de vocês.

"Mas não venha com nada estrambólico, por favor!", Pediu silenciosamente Grissom.

—Pode ser. — Concordou Sara.

Aproveitando a ausência da vendedora, Grissom comentou com a namorada que depois ia deixá-la finalizando sozinha o resto das compras, pois ia sair para comprar uma coisa.

—Que coisa é essa?

—Um presente!

—Pra quem?

—Pra você! Pra quem mais seria? — Como não encontrou uma mentira convincente que justificasse bem sua "fuga" dali. Ele optou por meia verdade. Viu sua namorada sorrir feito uma garota adorável após sua fala.

—E que presente vai comprar pra mim? Não é nem meu aniversário pra isso. — Ela brincou com um dos botões da camisa dele.

—E precisa ser só em aniversário pra dar presente?

—Não, claro. E que presente pretende me comprar? Você não disse.

—E nem vou dizer, senhorita curiosa. É surpresa! No momento certo você vai saber.

Sara não teve tempo de contestar já que felizmente pra Grissom e infelizmente para ela a vendedora retornou, impedindo o prolongamento do assunto tratado pelo casal.

De uma cesta posta sobre o balcão, Brice foi retirando um a um alguns apetrechos sexuais e explicando-os aos clientes.

—Isso é um imobilizador de pernas e pulsos com cadeado. É feita de nylon resistente nas cordas para imobilização total dos membros.

Apesar de ter chamado a atenção do casal, o item foi descartado por eles. Imobilização não era algo que eles queriam.

—Predendores de mamilos. São perfeitos para sensações prazerosas. Esse modelo é o mais simples, mas também temos modelos bem mais sofisticados e até uns que emitem eletro-choques pra estimular mais ainda e dar prazer. Você os encaixa no entorno do mamilo e regula de modo que te satisfaça.

—Esse parece interessante levarmos, não acha?

Grissom assentiu para a namorada, que tratou de separar o item mencionado.

Brice lhes apresentou ainda:

Luvas para massagem que emitia eletro-choques e vinham com um controle-remoto. (O casal dispensou, pois já estavam levando outras coisas pra usarem em massagens);

Plugs anais. (Também dispensados pelo casal);

Capas penianas que se assemelham a uma camisinha — mas não é uma e nem pode ser usada como tal — possuí vários sabores e são feitas para se dissolverem com o umedecimento do corpo. (Este item o casal separou um no sabor menta pra ser levado por eles).

Bolinhas tailandesas que podiam ser introduzidas no ânus ou na vagina, e eram confeccionadas em silicone macio e suave ao toque, com 2 cordões de texturas diferentes e alça de segurança. (Separado pra levar)

Butterfly (borboleta mágica) um estimulante em forma de borboleta que possuí vibração com multi velocidade controlada por controle remoto e que acompanhava fio e conta elástica. (Dispensado)

Bombas penianas ótimas para quem quer aumentar o pênis além de ter por objetivo proporcionar maior prazer e prolongar a ereção masculina. (O item foi dispensado na hora por Sara, pois ela era bem ciente que seu namorado não precisava daquilo)

—Temos também alguns vibradores que não peguei. Vou buscar pra vocês darem uma olhada.

A vendedora nem esperou Sara dizer se lhe interessava ver os tais vibradores e já foi atrás dos objetos deixando a sós o casal de clientes que atendia.

—Não quero que compre vibrador nenhum. — Grissom resmungou baixo somente para sua namorada ouvir.

Sara que até então lia o rótulo de um gel para massagens, virou o rosto para fitar seu namorado. Ela não tinha qualquer pretensão de adquirir um vibrador, mas por pura curiosidade não resistiu em saber do namorado a razão dele não querer que ela comprasse um brinquedo daqueles.

—Por que não?

Grissom coçou a orelha e logo em seguida, num tom emburrado, ele respondeu em voz baixa:

—Você não precisa disso. Têm a mim!

A mulher quase sucumbiu a vontade de rir da forma emburrada com a qual seu namorado disse aquilo. Mas se segurou pois imaginou que se risse daria a entender que estaria debochando de Grissom, o que não era o caso. Ela apenas achou engraçado!

—Griss... Não é porque...

—Não! — Ele disse interrompendo-a no que ia dizer. _Não quero saber de vibradores.

A visível aversão dele com aquele item fez Sara acreditar em certa teoria que leu em algum lugar, na qual dizia: "Alguns homens não gostam de suas companheiras usando vibradores, pois se sentem intimidados ou vêem o objeto como um 'rival' em potencial". Será que seu namorado fazia parte desses homens? Sua língua coçou pra saber, mas se conteve e não perguntou a ele.

—Posso ao menos ver alguns modelos?

Sua curiosidade havia se aguçada diante da aversão de Grissom.

—Pra quê ver se não vai comprar? — Contra-argumentou o homem.

—Muitas coisas nós vimos e não compramos também. Olhar não tira pedaço.

—Okay. Então vou aproveitar que vai ver essas... Coisas... E vou sair atrás do seu presente. Te espero depois na praça de alimentação.

—Sério que vai me deixar sozinha?

—Sim. E não me olhe assim, pelo amor de Deus! — Seu olhar pedinte estava quase o convencendo a ficar naquela loja com ela. E se ela ainda o usasse pra pedir para comprar um vibrador era capaz dele ceder também a isso.

—Por que estou te fazendo repensar a ideia de me deixar sozinha aqui?

—Quase!

Só que ele não podia permanecer ali. Tinha que ir atrás daquelas alianças, pois talvez não tivesse tão cedo outra oportunidade dessas de estar no shopping.

Sara acabou rindo de sua fala.

—Vou indo.

—Se vai me deixar aqui mesmo eu posso comprar um...

—Não!

—Só um! Bem discretinho.

—Tchau! — Ele ignorou sua fala e beijou seus lábios pra depois sair sob o olhar divertido de sua namorada que apenas tinha dito que compraria um vibrador somente na intenção de provocar Grissom.

Tão logo seu namorado saiu porta afora da loja e tomou a direita da mesma, Sara viu a vendedora retornar com outra cesta.

—E seu namorado?

Brice estranhou a ausência do homem charmoso, bonito e com jeito tímido.

—Ah, ele dispensou estar presente pra ver os vibradores.

A vendedora sorriu.

—Entendo. Ele é dos que 'torcem o nariz' pra vibradores?

—Acho que sim.

*****

Pegando as escadas rolantes Grissom chegou ao segundo piso do shopping e se dirigiu a famosa joalheria que de longe tinha visto quando seguia com Sara para o tal sex shop. Parando na porta do estabelecimento ele viu que no mesmo não havia cliente algum, apenas duas funcionárias batiam papo. Ao verem-no entrar ali e se dirigir até elas, as mulheres cessaram o papo e uma delas saiu enquanto a outra permaneceu atrás do balcão de vidro onde havia mostruários de jóias expostos.

—Boa tarde! Sou Alexia. Em quê posso ajudá-lo?

A mulher impecável num terninho escuro, uma maquiagem bem feita e cabelos presos em um coque se pronunciou a Grissom quando este parou a sua frente.

—Boa tarde. Eu gostaria de ver alguns modelos de alianças de casamento.

A vendedora assentiu e puxou três mostruários quadrados dispondo-os sobre o balcão para Grissom ver os modelos. Grossas, finas, ouro dourado, ouro branco, prata, cobre, aço inoxidável, com pedraria ou sem, lisas, foscas, enfim... Foram bastantes modelos, que a solícita vendedora lhe mostrou que Grissom ficou perdido por qual optar. Não achava que fosse ser tão difícil escolher um só como estava sendo. Mas após alguns minutos e contando com a opinião da vendedora a qual Grissom não se fez de rogado em pedir, o homem conseguiu restringir e concentrar suas dúvidas a apenas três modelos: um par de alinça 4mm em Cobre com pedras naturais; um par de alianças também 4mm em Prata maciça, lisa e simples; e por fim um par de alianças 8mm banhada a ouro 18k com pequenos cristais cravejados na jóia que era para a mulher e ainda era possível gravar o nome dos noivos no interior da jóia. Das três esta era a mais cara e também a que despertou um pouco mais a predileção de Grissom sendo por fim a escolhida.

—Vou levar esta mesmo. — Apontou para a jóia em questão.

—Qual o tamanho?

—Eu não sei bem, mas espere.

Ele puxou do bolso um dos poucos anéis de Sara que havia trago escondido de sua namorada para justamente mostrar a vendedora o tamanho exato da jóia escolhida.

Ao ver o anel Alexia já sabia exatamente a numeração da jóia e chamando sua colega pediu a esta que fosse buscar no estoque um par das alianças escolhidas pelo cliente que atendia. Em poucos minutos a outra moça já estava de volta. Alexia verificou a jóia pra ver se estava tudo certo com elas e mostrou-as a Grissom que assentiu.

—Mais alguma coisa, senhor?

Ele precisava de um presente extra para levar e entregar a sua namorada, já que as alianças seriam só pra outra ocasião.

—Você poderia me mostrar alguns cordões e pingentes?

—Claro!

Enquanto Grissom aguardava pra ver os itens pedidos, longe dali no sex shop Sara estava bem tentada em adquirir não um, mas dois vibradores dos que a vendedora tinha lhe mostrado, contrariando com isso sua própria intenção inicial e o pedido de seu namorado.

A culpa daquele seu desejo em adquirir aqueles toys era toda da vendedora que falou tanto das vantagens e maravilhas que aquele item proporciona, que deixou Sara tentada demais a comprar ao menos um que fosse (no caso dela seria dois mesmo).

—Eu vou levar esses dois e seja o que Deus quiser. — Ela viu a vendedora sorri.

Os modelos escolhidos eram um vibrador para clitóris em formato de batom. Era discreto e podia ser carregado na bolsa sem chamar a atenção ou despertar a desconfiança de olhos alheios. E o outro era um vibrador para o casal em formato de C, feito de silicone e sua cor era azul. Este tipo de vibrador é projetado para estimular o ponto G, o clitóris e o pênis simultaneamente.

—Tenho certeza que depois seu namorado vai acabar aprovando sua compra. Com a maioria é assim, segundo algumas clientes me contam quando retornam pra fazer novas aquisições.

—Eu espero que esteja certa. Pois eu quase posso vê-lo se recusando a me deixar usar um desses. — Sorriu Sara e sendo acompanhada de Brice.

—Só isso? Não vai querer levar mais nada?... Uma prótese dessas talvez. — Brice apontou o objeto feito de silicone macio, que era uma réplica realística de um pênis e que possuía multi velocidades.

Se levasse também aquilo aí mesmo que seu namorado tinha uma síncope de vez. Já teria que usar todo seu alto poder de convencimento com ele em relação aos vibradores. Então melhor não levar esse item. Já estava de bom tamanho aqueles que levava. Além do mais aquelas tais de próteses não lhe despertaram o desejo em adquiri-las. Algo real é bem melhor que uma réplica de borracha.

—Não! Está bom só essas que separei. Inclusive já estou levando mais até do que imaginei levar. Pode fechar a conta. Vai ser pago no cartão de crédito. — Da sua bolsa ela sacou a carteira e posteriormente o cartão entregando-o a vendedora que foi buscar a maquininha. Com seu celular agora em mãos Sara discou o número do namorado. Ele atendeu no terceiro toque. _Gil já vou sair da loja. Você está na praça de alimentação já?

—Ainda não. Dez minutos e eu chego lá.

Ele ainda estava se decidindo entre um pingente de borboleta com pedrarias azuis ou um pequeno coração que trazia um rubi cravado em seu interior.

—Eu vou ficar te esperando naquela cafeteria que ficar perto do play então.

—Tudo bem.

Ela encerrou a ligação morrendo de curiosidade acerca do presente que seu namorado tinha ido lhe comprar. A vendedora retornou com a máquina pra que Sara digitasse sua senha. Compra autorizada, itens embalados e logo Sara se despedia de Brice agradecendo seu bom e atencioso atendimento.

Saindo da loja carregando duas sacolas de papel — uma em cada mão — a mulher se dirigiu para o local combinado com seu namorado.

Questão de poucos minutos já se encontrava acomodada a uma mesa pra dois. Uma checada no relógio e cinco minutos mais Grissom estaria ali com seu presente. Estava louca pra saber logo o que era. Fazia algumas especulações a respeito do presente quando de repente...

—Sara!

Seus olhos se arregalaram ao ouvir reverberar atrás de si uma voz bem conhecida e que não era a do seu namorado.

Notas finais
Gente, eu não resisti em meter nosso casal num pequeno imprevisto. O que capítulo que virá não existia na versão inicial da história - a que deletei - seria só a ida ao sex shop e a joalheria, e fim de papo. Mas quis colocar mais esse, pois além de querer colocar o casal nesse "imprevisto" de alguém conhecido possivelmente os flagrar juntos ali, eu também queria mostrar a Sara contando ao Grissom sobre suas aquisições - os vibradores. Como será que o supervisor vai reagir a isso? E quem será que apareceu? Semana que vem vocês descobrem.