Seven days

8 Epílogo – O fim é um novo começo


Notas iniciais
Desculpem o transtorno para quem leu o epílogo que eu tinha postado anteriormente. Esse é o epílogo verdadeiro! Desculpem meeeeeeeeeeesmo :(

Lucy abriu as cortinas do quarto. Estava um bonito dia lá fora e quis fazer o Sol entrar, clareando cada canto com a sua luz forte e receptiva de um glorioso primeiro domingo de outono. Seu sorriso estava majestoso, trazia uma boa notícia consigo.

– Como está se sentindo hoje, Sr. Dragneel? – sentou-se ao seu lado, na cadeira do acompanhante.

– Estou me sentindo ótimo, na verdade. Você sabe? Já não estou comendo mais aquela comida nojenta. Eu tenho câncer, mas isso não significa que eu não tenha dentes. Ainda consigo mastigar uma coxa de frango com muito vigor, se querem saber!

O bom humor de característica ácida e negra contagiou Lucy, que gargalhou feito uma criança de sete anos apreciando o seu desenho animado preferido.

– Fico muito feliz que esteja bem – falou com simpatia.

A verdade é que depois que Jude morreu, Lucy herdou todo o dinheiro. Os imóveis e os cassinos de Los Angeles, absolutamente tudo. Parte do dinheiro usou para pagar o tratamento de Igneel, pai de Natsu, que seguia reagindo muito bem. O que restara, passou para o nome do mesmo, já que o dinheiro originalmente lhe pertencia. Sendo a pessoa honesta que sempre foi, Lucy arranjou um emprego de meio período em uma biblioteca, conseguindo ganhar o necessário para viver bem. Além do que, estava se sentindo em casa, uma vez que amava livros e futuramente pensava escrever algumas histórias. No entanto, nos últimos meses, a questão financeira vinha lhe preocupando, porque aquele dinheiro não seria destinado mais a ela. Quer dizer, não somente a ela.

– Eu fui visitar Natsu hoje, levar-lhe algumas flores. Sabe, Sr. Dragneel... Eu tive uma sensação estranha...

Lucy colheu lírios brancos que vinha cultivando há muito tempo no seu jardim, com carinho e devoção. Escolheu os ramos mais bonitos e os embrulhou em um coque perfeito com laço rosa. Levou-os para Natsu, como vinha fazendo nos últimos meses. O seu túmulo era bem cuidado naquele cemitério. O mais bonito. Os coveiros a observavam sempre que passava com o ramo de flores na mão. Já a conheciam pelo nome.

Lucy agachou-se e conversou com ele. Contou como iam as coisas depois que partiu e depositou os lírios brancos. Contou-lhe uma novidade, também. E depois disso, sentiu uma brisa quente passar pelo seu rosto, como um toque humano.

– Eu podia jurar que ele pôde me ouvir. Eu tenho quase a certeza. Foi tão... real – Lucy não conteve as lágrimas. – Eu vim do hospital, fui contar a ele – esboçou um sorriso.

– Acredito que já saiba o sexo, então. Como irá se chamar?

– Terá o nome do pai. Seu nome será Natsu.

Natsu poderia estar morto para alguns. Mas para Lucy, este faltava menos de seis meses para renascer. Natsu sempre seria, para ela, significado de inocência. Uma criança, agora literalmente, precisando de colo. Ela que tanto quis dar-lhe colo, agora teria a oportunidade que sempre quis. Natsu estava mais do que vivo, dentro de si. E aquele bebê era a prova de que aqueles sete dias, realmente, seriam inesquecíveis. Natsu sempre estaria ao seu lado, porque assim como ela o fez, jamais a abandonaria.

Natsu vive.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.