Notas iniciais
Ainda temos 5 vagas, espalhem pros coleguinhas hahah Fichas no final do cap gente, desculpem a demora! >> http://sevenseasfanfic.tumblr.com/

Monna – Ilha de Wight

06/01/1506

13:07

Nunca se sabe o que o escuro guarda. Louis parecia afundado numa confusão absurda naquela escuridão repentina.

Lembrava-se de estar na carruagem, a caminho de sua embarcação, lembrava-se dos barulhos ouvidos do lado de fora, lembrava-se de procurar pelo cocheiro mas ao invés disso ser surpreendido por um par de botas, e por fim, lembrava-se de cair ao chão, e cinza. Olhos de cor cinza pousados diante dele, observando-o enquanto desfalecia.

De quem pertenciam aqueles olhos? Queria saber.

A escuridão que antes lhe envolvia nesse instante se dissolvia rapidamente, lhe permitindo abrir os olhos e sentir a luz lhe cegando brevemente. O som continuo de gaivotas, altas e próximas, ondas batendo contra algo, a música suave do mar lhe fizera abrir os olhos, onde estaria?

Acostumou-se com a luz então levantando a cabeça, um desconformo gigantesco em todo seu corpo. Tentou levantar as mãos para tocar a cabeça, ver se estava com febre ou algo do tipo, mas não podia. Por algum motivo, de algum modo, estava preso.

Amarrado seria a palavra adequada para descrever sua situação. Amarrado num alto poste de madeira, onde se mantinha sentado, com as costas grudadas e braços ao lado do corpo. A única coisa que podia movimentar livremente era sua cabeça e suas pernas, mesmo que elas também estivessem amarradas uma a outra nos tornozelos.

– O que está acontecendo... – sibilou baixo, olhando ao redor. Percebendo alguns vultos perto de si, vultos que logo foram tomando forma, pessoas, mais especificamente, garotas. Usavam roupas largas e apertadas, cada uma com sua característica porem todas num estilo comum, uma roupa da qual ele já havia ouvido falar, um estilo usado somente por aqueles que ele nascerá para temer e lutar contra.

Piratas.

– Ele acordou? – a voz de uma soou mais longe, ele a encarou, ela mantinha seu olhar no dele ainda, com seus olhos castanhos profundos analisando seu estado. Seus cabelos eram negros como a noite, caindo sobre seus ombros, a blusa bufante branca passava por seus braços até os cotovelos, era apertada na cintura por um espartilho marrom, uma calça justa de um tecido liso logo abaixo do mesmo, uma bota alta vestida por cima.

– Parece que sim – outra garota a respondeu, seus cabelos loiros presos no topo da cabeça num coque bem feito. Sua blusa que tinha seu comprimento até pouco abaixo dos quadris da moça caia por seus ombros, deixando-os a mostra, um cinto apertado em sua cintura com um passador pendurando uma bainha de espada, a calça era exatamente como a da garota anterior, porem mais clara, e a bota era mais baixa na parte do salto. Seus olhos azuis reluzindo na luz do sol.

– Devemos avisar a capitã – Outra voz disse. Seus cabelos escuros soltos e rebeldes, ela se mantinha sentada num barril de modo nada feminino, os cotovelos apoiados nos joelhos, enquanto um cigarro pendia em seus dedos, sua cabeça era envolvida por panos, seus olhos azuis reforçados por extensas camadas de preto, seus lábios numa linha fina, sem expressão alguma. Sua blusa cobria toda a parte de seu busto ombros e braços, porem boa parte de sua barriga ficava a mostra, mostrando o quão magra a moça era, mas de modo esbelto.

– Ela está aonde, no quarto dela? – perguntou uma garota, cabelos castanhos levemente avermelhados, brincos grandes e diversas pulseiras no pulso. Usava a uma blusa que deixava um de seus ombros a mostra, e era apertada na cintura por uma saia que ia até abaixo do meio de suas coxas.

– Sim, ela foi pra lá assim que entramos – outra loira disse, metade do cabelo preso, metade do cabelo solto, usava uma roupa idêntica a primeira, porem a única diferença era que ao invés de uma calça, ela usava uma saia. Seus olhos castanhos esverdeados observando o garoto com calma.

– Bebendo, com certeza – Seus cabelos eram castanhos, tinha panos pendurados por todo o corpo, na saia, amarrado no pulso, e um em seu cabelo, prendendo-o como uma faixa. Sues olhos eram mel e pareciam desafia-lo, assim como sua posição, braços cruzados e corpo encostado num mastro do navio.

– Como se você não fizesse isso frequentemente – a menina estava próxima de Louis, mas não muito. Seus cabelos escuros estavam presos numa trança, usava uma blusa de botões branca, com os três primeiros abertos. Amarrado e caindo por suas cintura havia um tecido fino roxo, com as pontas cheias de moedas, uma saia solta logo em baixo. Olhos azuis fitando-o com autoridade.

– Todas fazemos isso com frequência – sua voz estava mais longe, brincando com um pano em mãos, encarnava-o fixamente, cabelos castanhos prendidos num rabo baixo que caia sobre seu ombro direito, roupas justas, somente sua blusa era um pouco mais larga. Seus olhos azuis eram laminas afiadas.

– Vocês demoram muito pra fazer as coisas – reclamou uma garota caminhando na direção de Louis, primeiro rapidamente até finalmente parar, fazendo com que sua saia balançasse levemente e suas pulseiras fizessem seguidos sons altos. Seus cabelos eram longos e ruivos, seus olhos verdes.

– A capitã está vindo – anunciou outra garota, ruiva como a primeira, num tom mais vermelho inclusive, porem ao contrário da outra, o dela era mais curto, levemente enrolado em cachos bonitos. Brincos grandes e redondos em suas orelhas, assim como uma das primeiras a falar, ela tinha um lenço na cabeça, envolvendo-a.

De repente todas as meninas olharam para trás, assim que os passos firmes do salto ecoaram na madeira. A mulher tinha longos cabelos castanhos, usava um top vermelho que ressaltava seus seios, sua barriga completamente exposta, um cinto de moedas por cima de sua calça justa que continha o mesmo tom do top, uma bota marrom escura envolvendo suas canelas. Um sobretudo elegante do mesmo tom da bota com diversos detalhes em dourado cobria-lhe os braços e iam até metade de suas pernas. Um chapéu grande, com uma pena avermelhada em cima, colocado cuidadosamente sobre sua cabeça.

A mulher se aproximou rapidamente, um sorriso gigantesco em seu rosto, parando logo em frente ao garoto, as mãos postadas na cintura, enquanto ela o encarava.

– Finalmente acordou! Que bom! – ela dizia animada, se abaixando logo em seguida, seus olhos na mesma altura que os dele, que então finalmente a reconheceu.

– Você... É a mulher que me trouxe pra cá, não foi? – ele perguntou cuidadoso, sabia que corria perigo, não podia se deixar cometer deslizes.

– Não fui a única passarinho, tive ajuda, mas sim, tecnicamente falando, fui eu – explicou ainda o analisando, com uma animação quase incompreensível pra situação.

– Vou ficar muito tempo amarrado? – ele perguntou, olhando-a nos olhos, queria tanto uma explicação, queria tanto saber o que fazia ali, mas não podia perguntar. Ainda não.

– As cordas são só precaução. Assim que sairmos do cães vamos te soltar, você não é louco de pular na água e nadar até em casa quando já estivermos em alto-mar, então não vejo problema em te deixar livre pelo navio – ela concluiu, ainda o inspecionando.

– Poderei ter respostas? – outra pergunta, a morena riu, apertando o bochecha do garoto e se levantando logo em seguida.

– Não sei – respondeu simplesmente dando de ombros – Quem sabe? – riu logo em seguida, batendo palmas e se virando para as garotas da tripulação. – Meninas, vão ao porto, tragam as que faltam, quero todas a abordo! – ela pedia, enquanto algumas das garotas se movimentavam rindo para fora do navio. – Puxem a âncora, icem as velas – ela ordenada gritando, o sorriso se alargando a cada segundo em seu rosto, assim voltando seus olhos acinzentados aos azuis do príncipe. – Prepare-se passarinho... Porque vamos navegar.

Notas finais
NOME: SOBRENOME: IDADE: (até no máximo 20 anos) APARÊNCIA: FOTO:(precisa ser um famoso, beleza?) PERSONALIDADE: HISTÓRIA: (incluindo como entrou pra tripulação) PORQUE ENTROU PRA TRIPULAÇÃO: MATA SEM PIEDADE? () SIM () NÃO PERDOARIA UMA DIVIDA? () SIM () NÃO