Seus Olhos
3 O jantar
Notas iniciais
Beijinhos Bia !
Acordo pela manhã me sentindo cansada. Não tiro meu pijama, apenas escovo meus dentes e penteio meus cabelos. Vou até uma caixa, que está na minha penteadeira, decorada com glitter, corações, estrelas e uma grafia delicada, onde está escrito Remédios, que se encontra os vários medicamentos diários que preciso tomar.
Assim que tomo todos os remédios, desço para tomar o café da manhã. Chego à sala de jantar e toda a minha família está lá e é confortante vê-los em uma manhã de domingo. Papai está com seu jornal, mamãe folheia uma revista e Charlie está no celular, com certeza trocando SMS com seu namorado.
– Bom dia, família – digo.
– Buenos dias, Valerie – diz Charlie.
– Bon jour, mon amour – diz mamãe.
– Bom dia, gata – disse papai, cômico, fazendo pose igual ao daqueles rappers americanos.
Dou uma risadinha sem graça e mamãe e Charlie fazem o mesmo, é raro papai fazer esse tipo de brincadeira. Sento-me à mesa e Charlie se levanta no mesmo instante, faço uma careta em protesto e ela me encara.
– Desculpe Valerie, tenho que me arrumar. Irei almoçar na casa dos pais do Hunter.
– Vá em frente, Charlie – digo.
Doroti me serve suco e algumas torradas.
– Valerie, vamos almoçar na casa de um sócio de seu by safesaver\">pai. Quer ir conosco?
Mais um daqueles almoços chatos, onde apesar de não ser uma reunião formal, todos só falavam de trabalho.
– Não, obrigada – digo.
– Mas você não ficará sozinha esse domingo.
– Talvez eu vá a casa da Meredith – digo.
– Ah, então não vejo problema – diz mamãe – Doroti e Mercedes irão ficar aqui com você em casa. E Roland, você irá dirigindo para que Edward fique a disposição da Valerie, tudo bem?
– Você que sabe, querida.
– Vou me arrumar.
Mamãe anuncia, levanta-se e sai.
– Você não irá a casa de Meredith, não é querida? – pergunta papai. Ele sempre sabe quando estou mentindo. – Só disse isso para acalmar sua mãe.
– Sim, papai.
– Valerie... – sussurra ele.
– Papai, vocês reclamam quando eu saio e reclamam quando eu não saio – digo irritada – realmente não sei o que querem de mim!
– Queremos seu bem, Valerie – diz ele – sei que às vezes somos chatos...
– Às vezes? – pergunto.
– Ainda continuou sendo seu pai e exijo mais respeito, mocinha! – diz ele e então soltou um risinho – Mas, continuando... Apesar de todos nossos defeitos, nós a amamos muito. Você foi nossa benção, assim como sua irmã. Foram presentes divinos e tudo o que queremos é que vocês estejam sempre bem.
– Papai... – digo, me levanto e vou abraçá-lo.
Ele nunca havia dito uma coisa dessas para mim.
Após a conversa com papai, fui para meu quarto e comecei a olhar alguns trabalhos antigos das crianças do San by safesaver\">Frances. Eu havia pedido para que eles lessem um dos meus livros favoritos, “O pequeno príncipe”, e fizessem ilustrações. Saíram tão lindas e bem feitas que decidi presenteá-los com livros e isso acabou ocasionando aquele encontro desastroso com o primo de Pete. Eric Dawson.
Ele não saía de minha cabeça. Por quê?
Aquele sorriso, aquelas covinhas e sem falar aquele belo par de olhos azuis! Nunca havia visto olhos tão lindos como os dele. Droga! Eu tinha que parar de pensar nele. Eu não poderia nem sonhar com Eric, ele era algo improvável. Intocável. Impossível.
Acordo na manhã de segunda-feira com o despertador às sete horas. Levanto-me, tomo meus remédios e vou tomar banho. Enquanto esfrego meu corpo com o sabonete liquido, noto que estou com uma irritação na pele do meu braço e tenho quase certeza que é algum tipo de alergia dos remédios que tomei na sexta após minha última crise.
Quase sempre desenvolvo alguma alergia devido aos medicamentos fortes que tomo. Ao sair do banho, vou até minha caixinha de remédios e pego uma pomada antialérgica que a Dra. Schwartz me recomendou para quando acontecesse esse tipo de coisa.
Coloco uma roupa e desço para tomar café. Apenas Charlie está à mesa.
– Onde estão o papai e a mamãe? – pergunto a ela.
– Papai saiu logo cedo para ir resolver alguns problemas no escritório e mamãe ainda não se levantou – ela parecia tensa.
– O que você tem? – pergunto.
– Hoje eu tenho prova de biologia – ela diz – e eu não estudei nada nesse fim de semana!
– Ah, meu Deus! – dou risada – é isso?
– É sim. Qual é a graça, Valerie?
– Nada. É que é tão inocente essa sua frustação – digo – lembro-me quando minhas únicas preocupações eram isso.
– Imagine quando eu for para faculdade. – ela diz – ficarei louca.
– E eu orgulhosa – digo e então Charlie me fita com o olhar triste.
Ela sabe o que significa para mim ela ir para a faculdade. É algo que eu nunca pude e fico muito feliz que Charlie possa ir.
– Bom, vou indo – diz Charlie, pegando sua bolsa – me deseje sorte!
– Boa sorte! – digo sorrindo.
Mercedes serve-me e enquanto estou comendo, meu celular toca.
– Alô?
– Val? – é a Meredith.
– Hei!
– Val, preciso que você me ajude a fazer a lista de preparativos ainda hoje – diz ela – tem como você me encontrar?
– Claro! Eu vou sair do San Frances às quatro, podemos não sei, tomar um café?
– Bom, pensei em jantarmos naquele restaurante italiano do meu tio Gregorio. O que acha?
– Perfeito – digo.
– Às oito?
– Às oito.
Ela desliga e então termino de comer.
– Senhorita Valerie, já chamei o táxi – Doroti me diz.
– Táxi?
– Sim, seu pai pediu-me para chamar um táxi para a senhorita.
– E Edward? – perguntei.
– Levou seu pai para o escritório mais cedo.
– Ah, obrigada Doroti – digo sorrindo e então ela se afasta.
Papai estava me dando um pouco de espaço, depois de nossa conversa talvez ele havia percebido que eu merecia isso.
Levantei-me da mesa e fui até meu quarto, peguei minha bolsa e quase me esqueci dos livros das crianças do San Frances. Segui até o táxi e chegamos rapidamente ao Centro Comunitário San Frances. Desci do táxi e fui direto a recepção, onde vejo Carrie e logo que me vê, ela sorri e diz:
– Bom dia, Valerie.
– Bom dia, Carrie.
Ela baixou a cabeça desconfortável, agindo estranho. Com certeza, todos já estavam sabendo da minha crise de sexta.
– Bom, vou indo – digo.
– Até logo! – diz ela.
Sigo até a sala dos professores e encontro tia Josephine e alguns demais professores do San Frances. Estão apenas Judith, que dá aulas de Música, tia Josephine, de Artes, Jeremiah, que ensina Karatê, Sadie, de Corte e Costura, e Martha, de Sapateado. A maioria dos professores vem mais no período da tarde, quando as crianças estão saindo da escola.
Há bastantes professores, mas creio que poderiam haver mais – porém, quase ninguém quer dar aulas de graça – mas, o suficiente para entreter várias crianças e tirá-las da rua. Além de oferecer atividades gratuitas para as crianças, o San Frances também oferece refeições como café da manhã, almoço e café da tarde. No início de cada estação, faz doações de roupas para as crianças e sem contar o auxílio para os pais com relação à escola e procura de trabalho para os mesmo.
Todo esse projeto foi idealizado por Amelie Humphrey, uma assistente-social aposentada que construiu tudo isso sem ajuda do governo. Eu adorei o projeto de Amelie, e principalmente ajudar essas crianças que não tiverem as oportunidades que eu tive, graças ao poder aquisitivo do meu pai.
– Bom dia, Valerie – diz tia Josephine.
– Bom dia, tia – digo – bom dia, pessoal.
– Bom dia, Valerie – dizem todos.
– Alguém pode me ajudar a encontrar uma caixa bem grande de papelão? – digo, enquanto coloco minhas sacolas – que a proposito estão superpesadas – em cima da mesa.
– Tem algumas no galpão vazio – diz Sadie, enquanto toma um gole de sua xícara, que acredito ter chá – das últimas doações de livros para a biblioteca.
– Vou ir buscar, então – digo.
– O que é na sacola, querida? – pergunta tia Josephine.
– Alguns livros para os meus alunos – digo.
– Que ótimo, Valerie – olho para a porta e vejo Amelie entrando na sala.
– Olá, Amelie – digo.
– Adorei sua contribuição para as nossas crianças, Valerie.
– Que isso, Amelie – digo – sabe que eu adoro. Bom, vou indo.
– Quer ajuda, Valerie? – pergunta Jeremiah.
– Adoraria, Jeremiah – respondo.
Então ele me segue até o galpão, procuramos uma caixa grande e quando achamos, Jeremiah a leva para sala, que já está vazia.
– O que vai fazer com essa caixa?
– Fazer dela um embrulho enorme de presente, colocar todos os livros dentro e então entregar para as crianças. – digo.
– Você é uma professora incrível! – comenta Jeremiah e fico constrangida, percebendo isso Jeremiah completa – bom, tenho que ir, meus alunos já devem estar me esperando.
– Tudo bem – digo – vou ficar e terminar a surpresa para meus alunos, que só chegam depois das dez!
– O.K. – diz ele.
– O.K.
Jeremiah sai e então começo o meu trabalho para transformar essa enorme caixa em um embrulho de presente. Nunca fui muito boa em trabalhos artísticos, mas esforço-me bastante. E consigo mais ou menos o que eu queria. Com um papel de presente revisto toda a caixa. Com outro papelão faço a tampa e revisto com o mesmo papel de presente, e por fim pego uma fita enorme, coloco todos os livros dentro e amarro com a fita, fazendo um belo laço que feicha a caixa.
Olho para ela e me orgulho do meu trabalho. Levo a caixa praticamente arrastando-a até minha sala e coloco-a em cima da minha mesa. Quando olho para o relógio, vejo que já são nove e meia e decido ir tomar um café. Um pouco antes de começar minha aula, vou até a sala dos professores. Quando são cinco para às dez, vou a minha sala e vejo os alunos chegando, antes mesmo de passar pela porta, vários perguntam-me.
– O que é isso, Srta. Novack?
– Calma crianças, acalmem-se – digo – vão todos para seu lugar!
Eles obedientes, o fazem, mas ainda continuam a falar muito e então peço silêncio.
– Todos quietinhos? – pergunto e então por fim há o silêncio que espero – bom, como na aula na passada eu amei todos os desenhos que vocês fizeram, eu decidi retribuir com um presente.
– É aquilo, Srta. Novack? – grita alguém.
– Sim, é aquilo. Alguém imagina o que é?
Há várias sugestões, mas ninguém acerta.
– Pois bem, deixe eu escolher o sortudo que abrirá o presente... Que tal você... Penny Lane?
Penny Lane Bloomwood era a garota pequenina de olhos espertos que se sentava no fundo. Sempre mmuito inteligente e tímida, Penny Lane era uma das alunas que eu mais adorava, sempre tão dedicada... Eu tinha vontade de apertar suas bochechas sempre de tão fofa que ela era.
– Tudo bem – diz Penny Lane, e então do fundo segue até a minha mesa.
Na ponta dos pés, ela tenta alcançar a fita, sem sucesso, pois suas pernas tão curtas. Então, ajudo Penny Lane a alcançar, segurando-a. Ela desfaz o laço, tira a tampa e por fim, seus olhos espertos observam surpresos o conteúdo da caixa.
– Livros! – exclama ela.
– Sim – digo – e vocês podem escolher quais vocês quiserem e se tiver algum livro de somente um exemplar que já tenha sido escolhido por algum outro aluno, podem me procurar que irei comprá-lo e assim ninguém ficará sem sem!
Pego a caixa com cuidado e coloco-a no chão.
– Fiquem a vontade crianças, podem escolher!
Há uma correria gigantesca para ver quem chegava primeiro para escolher. Aos poucos, cada um voltou ao seu lugar com um livro, menos Penny Lane, que ainda continuava a procurar na caixa.
– O que houve, Penny Lane? Não gostou de nenhum? – pergunto a ela e ela nega com a cabeça, visivelmente triste.
Me abaixo para ficar a sua altura e então sussurro no seu ouvido.
– Que tal eu te levar a livraria um dia desses? Hein? Lá tem milhares de livros para você escolher. O que acha?
Penny Lane rapidamente abre um sorriso e assente com a cabeça.
– Ótimo.
Sorrio para ela e Penny Lane corre para seu lugar e então eu prossigo com a aula.
Após terminar a minha última aula às quatro, arrumo minhas coisas e sigo até a sala dos professores para guardar a caixa com os livros que restaram. Encontro tia Josephine, que me oferece uma carona até minha casa e eu aceito. Quando estamos à porta, me despeço dela e então ela comenta:
– Você tem sido uma ótima professora, Valerie. Orgulho-me muito de você.
Apenas sorrio e sigo para dentro. Olho para meu celular e já tem várias chamadas perdidas de Meredith, então decido ligar logo para ela antes que ela tenha um enfarto fulminante.
– Diga Meredith! – digo, assim que atende.
– Pra que você tem celular se não o usa? Diga-me, Valerie?
– Eu estava trabalhando, esqueci-me de tirar do modo silencioso, me perdoe Vossa Alteza Meredith – digo, ironicamente.
- Cala boca, Valerie – ela diz, não respondo e ela prossegue – só liguei pra confirmar o jantar.
– Estou indo procurar um vestido agora mesmo! – digo a ela.
– Tudo bem – ela diz – quer que eu te busque?
– Não, vou pegar um táxi.
– Tudo bem, então.
– Até.
– Até.
Desligo e vou diretamente ao meu quarto procurar uma roupa.
Encontro um vestido preto básico, com um scarpin combinando. Não preciso usar nada muito detalhado, afinal, é apenas um jantar com Meredith no restaurante de seu tio. Espero as horas passarem e quando dão seis e meia, começo a me arrumar. Faço uma maquiagem com olhos pretos e os lábios bem simples, apenas com um rosa nude.
Desço as escadas e encontro papai ao telefone, quando ele me vê faz um sinal para que eu o espere e então depois de um tempo ele desliga. Olha-me de cima a baixo e diz:
– Posso saber aonde vai tão linda assim, querida?
– Jantar com a Meredith – digo – sabe, eu sou madrinha e tenho que ajudá-la com os preparativos.
– Entendo – diz ele – e você iria sair de fininho sem avisar-nos?
– Não, eu estava indo procurar vocês agora mesmo.
– Sei – diz ele, cético – Olhe, Valerie. Estou lhe dando meu voto de confiança, mas não jogue-o fora. Eu queria muito que tudo isso fosse diferente, mas como não é, peço que sempre que você saia, ao menos nos avise ou nos ligue avisando se for demorar, não nos preocupe. Só peço isso.
– Tudo bem, papai – digo.
– Já conversei com sua mãe. Eu e ela decidimos que você tem todo direito de sair e se divertir como qualquer um. Iremos afrouxar as rédeas e deixar você respirar, mas com algumas condições, é claro.
– Obrigada papai – digo, abraçando – você não sabe o quanto isso é importante para mim!
– Não, mas eu tenho noção, querida.
– Bom, tenho que ir. Se eu me atrasar, Meredith me mata! – digo, dando um beijo na bochecha dele e saindo correndo.
– Chamou um táxi? – grita ele e faço um “ok” com as mãos.
O táxi me espera do lado de fora. Entro nele e digo ao motorista o endereço do restaurante. Ele segue tranquilamente pelas ruas iluminadas de Londres, olho para o relógio e faltam ainda vinte minutos para às oito e então peço para o taxista ir mais devagar, sem pressa.
Ele estaciona em frente ao restaurante faltando cinco minutos para as oito. Entro e digo ao Maître que Meredith Pieruzzi me espera. Ele se oferece para me mostrar a mesa, agradeço, mas digo que preciso usar o toalete antes e então ele apenas pega meu casaco.
Depois de ir ao banheiro, dou um toque pra Meredith e digo que já estou no restaurante. Ela pergunta onde estou especificamente, digo que estou no toalete e ela rapidamente chega.
– Vamos para a mesa? – pergunta ela.
A sigo, enquanto conversamos distraidamente sobre a lista que havia feito sobre os preparativos do casamento. Quando chegamos à mesa, eu quase dou surto ao me deparar com nada mais, nada menos, do que ele: Eric Dawson. Lindo e maravilhoso, conversando com Pete.
Rapidamente dou um passo para trás e então Meredith percebe, pois se vira e olha para mim.
– O. Que. Ele. Está. Fazendo. Aqui? – pergunto pausadamente.
– Desculpe, Valerie – diz ela – é que Eric é novo aqui. Ele se mudou para cá faz um tempo e não tem nenhum amigo ainda, então Pete achou que seria legal ele jantar conosco.
– Isso não me interessa, Meredith! – digo, visivelmente irritada – ele que se cuide, já é bem grandinho. Você não podia deixar, Meredith. E o que Pete está fazendo aqui também? Achei que era um jantar só para nós duas!
– Ér... – ela diz, procurando uma resposta.
– Meredith Francesca Pieruzzi – digo, irritadíssima agora – você planejou tudo isso?
– Sabe o que é, Valerie...
Dou as costas para ela e então, ela corre atrás de mim.
– Valerie, por favor! – diz ela, colocando a mão em meu ombro e então eu paro e me viro, dando uma olhada rápido para a mesa, onde estão Pete e Eric. Noto que Eric está me observando, rapidamente desvio meu olhar do seu e olho para Meredith – me desculpe!
– Você prometeu não insistir mais nisso! – digo.
– Sim, mas é que Pete disse...
– Não interessa, Meredith! Você prometeu! Promessa é promessa!
– Me desculpa! Sério! Eu juro que não vai mais acontecer! Mas, ao menos jante conosco! Você tem que mostrar a lista ainda! Por favor, Valerie?
Bufo irritada e olho para ela.
– Tudo bem – soltou um suspiro – mas, por favor, não force nada!
– Certo! – diz ela.
– E você precisa contar a Pete que eu não quero nada com o primo dele. Certo?
– Tudo bem, assim que sairmos do restaurante irei conversar com ele.
– Ok, vamos sua chata!
– Olha quem fala! – diz ela, me pegando pelo braço e me arrastando de volta à mesa.
Forço um sorriso ao cumprimentar o Eric. Rapidamente, ele se levanta e me dá um beijo no rosto, o que acho estranho, mas tenho quase certeza que deve ser costume dos americanos. Sinto um arrepio em minha espinha quando seus lábios tocam minha bochecha.
Meredith me faz sentar ao seu lado – devido ao fato que queria ficar junto de Pete – e com isso eu posso sentir seu aroma impregnar-se em minhas narinas, um cheiro tão maravilhoso e tão másculo, que me deixa meio zonza. Já posso sentir que essa noite irá demorar a passar...
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