Notas iniciais
Hey, minha lindas leitoras! Sem mais delongas, o próximo capítulo!

Estávamos conversando na sala de estar, papeando sobre algo que não faço ideia, só sei que eu ria a cada cinco segundos, ria tanto que minha barriga chegava a doer. Era tão bom estar entre amigos. Peter finalmente havia chegado de Dublin e isso era a alegria suprema de Meredith, Con por sua vez não saía mais de minha casa, ia a suas reuniões com o sócio pela manhã e ia diretamente para minha casa e eu adorava isso, adorava a companhia de Conrad, principalmente quando era acompanhada de Meredith e agora, Peter.

Nós quatro nos uníamos e ficávamos, se possível, por horas conversando, mas nessa última semana, a semana de reta final do casamento de Meredith ficou um pouco difícil e esse momento de conversação na sala de estar foi um acaso, pois a cerca de meia hora atrás minha casa estava lotada de pessoas da equipe de Norah arrumando os últimos detalhes do vestido de Meredith, o meu e o das damas de honra, sem falar das inúmeras ligações que eu estava fazendo para a banda que iria tocar no casamento, que por um acaso, quase cancelou sua presença, mas eu, usando minhas artimanhas falei para eles que se, eles cancelassem jogaria um processo neles, que eles não conseguiriam colocar os filhos na faculdade de tão ferrado que eles ficariam, exagero, eu sei, mas eu tinha de apelar.

De repente, de uma hora para outra, Norah já havia conseguido ajustar os vestidos, eu havia conseguido falar com todos e foi quando Conrad e Peter chegaram e aqui estamos, todos jogar papo fora na sala de estar:

– Lembra quando Valerie nos obrigada a brincar de Beatles, Con? – comenta Meredith.

– Oh céus – comento desanimada.

– Claro que lembro! – Con ri e eu escondo minha cara de vergonha e ele me abraça – não adianta se esconder, Val. O nosso cunhadinho vai saber se todos seus podres.

– Era assim Peter – começa a explicar Meredith – ela pegava a coleção de fitas do show dos Beatles do tio Roland e colocava para nós assistirmos – Meri diz entre risos — e fazia cada um ser um Beatle.

– E como ninguém queria ser o Ringo, ela chamava a pobre da Charlie.

– E vocês sabiam como me irritar! – digo me soltando dos braços de Conrad e dando um tapa em seu ombro.

– Dizíamos que se fosse para ser um Beatle, seriamos Yoko Ono! – diz Meredith – eu e Conrad chegávamos a fingir estar brigando, só para irritar a Valerie.

– Nossa! – exclama Peter – com o que você trabalha mesmo, Conrad?

– Sou presidente da filial da empresa de meu pai em Milão, trabalhamos com confecção de roupas dos mais variados estilistas da atualidade.

– Impressionante – digo com ironia e Conrad me fuzila

– Sem falar nas modelos, né Con? Deve comer bem.

– Meredith – repreende Peter.

De repente Charlie surge cruzando a sala e todos nós a olhamos, pois ela trajava um maiô e tinha uma toalha em suas mãos:

– Onde vai desse jeito, Charlie? Estamos em novembro, está frio.

– É por isso que nossa piscina é coberta e aquecida, Valerie – retruca sem olhar para mim e sem perder o passo e Conrad olha com uma expressão cômica.

– Que bravinha Charlie Brown é – e então arqueia a sobrancelha olhando na direção de Charlie – e como ela cresceu, hein. – ele a olha baixo para cima.

Meredith solta uma gargalhada e dou um tapa mais uma vez no ombro de Conrad:

– Porque não tomamos um banho de piscina também?

– Não trouxe biquíni – comenta Meredith.

– Eu te empresto.

– Tudo bem – ela dá de ombros.

Alguns minutos depois estamos prontas, os rapazes dizem não querer entrar na água, quando chegamos na piscina, Charlie está boiando no meio da piscina, com os olhos fechados, parece estar tranquila, mas Conrad tinha de agir para irritar Charlie e corre para a beirada da piscina, pega um punhado de água nas mãos e joga na direção dela. No mesmo instante Charlie abre os olhos assustada, ela procura quem fez e nos localiza, ela nos fuzila bravíssima e grita:

– Que diabos vocês estão fazendo aqui?

– Como vai, Charlie Brown? – diz dando uma piscadela a ela e em seguida mandando um beijo no ar, com todo aquele jeito conquistador de Conrad.

Charlie o fuzila, mas dessa vez com um olhar levado, ela olha para mim rapidamente e eu entendo o recado. Aproximo-me de Conrad, na ponta dos pés e assim que ele nota minha presença eu o empurro para dentro da piscina. Charlie nada até Conrad e empurra sua cabeça embaixo d’água, ele se solta e olha pra mim irritado, nada até a ponta, se apoia e tenta me puxar, mas não consegue, pois dou um passo para trás, mas no mesmo instante sinto alguém me empurrar e é minha vez de cair na piscina:

– Droga, Meredith! – eu sabia que tinha sido ela, esfrego meus olhos tirando a água deles e miro Meredith e Peter na beira da piscina.

– Não fui eu – ela olha para Peter que sorriso malicioso e se joga na piscina.

Começamos jogar água uns nos outros como se fossemos crianças, Peter sugere que joguemos vôlei, então Charlie vai até o armário de materiais esportivos e pega a bola. Charlie seria a juiz e o resto de nós os competidores, Conrad e eu formávamos um time e Meredith e Peter o outro. Jogávamos animadamente e Conrad e eu estávamos perdendo, quando simplesmente mergulhou, entrou por entre minhas pernas e me segurou pelos ombros:

– Conrad! – berro com medo de me desequilibrar e cair na água.

– Estou te segurando, Val, confie em mim – ele diz e depois olha para Peter – revanche?

Peter concorda com a cabeça e segura Meredith do mesmo jeito e voltamos a jogar, dessa vez ganhamos e íamos fazer mais um set para desempate, quando começo a ter um espasmo em minha panturrilha, penso que vou cair, pois perco o equilíbrio, mas como Conrad havia dito anteriormente, ele me segura:

– Coloque-a deitada aqui – diz Charlie apontando para a espreguiçadeira que fica as margens da piscina.

Conrad o faz e Charlie sai correndo para pegar meu remédio, Peter e Meredith saem correndo da piscina e me observam alarmados, olho para Conrad e temo encontrar o mesmo garoto assustado de seis anos atrás, mas eu não encontro, eu encontro um homem, calmo e paciente, mas ao mesmo tempo preocupado:

– Vai dar tudo certo, Val – ele diz segurando minha mão.

– Sim, vai dar – concordo e fecho os olhos esperando a dor passar.

Depois de minha crise repentina na piscina, eu tomo meu Rivotril e vou ao meu quarto, Conrad não me deixa um segundo sequer e ele está lá quando eu adormeço e quando acordo:

– Você não tem casa? – é a primeira coisa que pergunto assim que acordo e o vejo olhando meu álbum de fotografias, que costuma ficar em cima da minha mesa de cabeceira.

– Alguém já disse que você é mal agradecida? – ele brinca.

– Não. – dou de ombros fingindo indiferença.

Ele se senta na poltrona ao lado da minha cama e começa a folear o álbum:

– Você tem muitas fotos.

– Gosto de lembranças.

– Mas, as lembranças estão em sua memória – rebate.

– Tenho medo de esquecê-las.

Ele ri sem entender e deixa o álbum de lado:

– Como está se sentindo?

– Melhor, essa não foi uma das piores.

– Graças a Deus – diz ele levantando as mãos aos céus e agradecendo, dou uma risadinha pisco – se a senhorita ainda estiver disposta, peço que se arrume, pois temos que ir a despedida de solteiro de Meredith.

– Droga! Ela ainda quer mesmo fazer essa coisa bizarra?

– Coisas de Meredith – diz ele dando de ombros.

Meredith queria fazer uma despedida de solteiro, mas junto com a de Peter. Segundo ela, era “super normal”, mas isso somente na cabeça de Meredith Pieruzzi. Depois de pronta, vejo que Conrad me espera na sala de entrada, meus pais estão lá, mas não falam nada, até porque eu estaria saindo com Conrad Fitzgerald, que segundo mamãe era o melhor partido para mim:

– Onde vai ser essa “Não despedida-de-solteiro”? – pergunto enquanto estamos entrando no carro.

– Em um Karaokê — responde entre risadas.

– Tem certeza que é mesmo Meredith naquele corpo e que ela não está vivenciando “Uma sexta-feira muito louca”?

– Estou me perguntando isso desde que cheguei.

Realmente, apesar de ter todo aquele seu jeito “espontâneo”, Meredith não parecia ser mais aquela colegial que costumava ser. Ela havia amadurecido e muito, principalmente depois que conheceu Peter, ele a havia transformado e isso era incrível. O amor realmente transforma e isso eu via quando olhava para os dois. Assim que chegamos ao Karaokê, vimos que o Karaokê estava vazio, com poucas pessoas, Meredith, assim como eu, era de poucos amigos.

Assim que olhei com maior atenção, vi que ela e Peter estavam no palco cantando, bobos e imensamente felizes, apesar de cantarem mal, dava gosto de ver os daquele jeito, eles cantavam uma música agitada e eu a reconhecia de algum lugar, mas não me lembrava de onde:

– Lembra-se dessa música? – pergunta Conrad

– Lembro, mas não sei de onde – confirmo.

Bizarre love triangle do New Order, lembra? Baile de Inverno da oitava série, o maior mico que pagamos.

– Ah meu Deus! – eu começava a lembrar – vocês me obrigaram a aquilo, eu quis morrer quando voltei à escola depois.

– Eu estava começando a aprender violão naquela época, fiz até uma versão acústica, lembra?

– Claro que lembro, eu que a cantava.

– Devíamos repetir – comenta.

– Só que não!

Dou uma risada e ele ri em seguida, começamos a entrar no salão, Conrad envolve sua mão em meu ombro e não vejo malnenhum nisso, mas então eu congelo, quando vejo Eric a pouco metros de mim, me encarando. No mesmo instante lanço a mão de Conrad para longe de mim e continuo a encarar Eric:

– Que foi, Val? – pergunta Conrad assustado.

Suspiro pesadamente e o olho.

– Nada, desculpe.

– Quer uma bebida? – pergunta.

– Não posso, tive uma crise em menos de 48 horas, não posso ingerir nenhuma bebida com alto teor alcoólico.

– Então eu pego um refrigerante pra você. Coca-Cola? – sugere.

– Pepsi.

Ele vai em direção ao bar e volto a minha atenção para onde Eric estava, mas ele já não está mais lá. Sento em uma das mesas e fico ali, pensando na tamanha falta que Eric me faz e devaneando incansavelmente.

~x~

Estamos na mansão dos Pieruzzi e é o grande dia, o dia do casamento de Meredith Pieruzzi e Peter Harrison. Estou mais precisamente no antigo quarto de Meredith, junto de Monise, que agora eu descobrira que édona de um salão de beleza em alguma esquina de Inglaterra, arrumava o cabelo de Meredith, mas ela estava impaciente, e para Mona trabalhar era quase impossível:

– Eu acho que eu vou desmaiar de tanto nervosismo – Meredith respirava e espirava desesperadamente.

– Calma, Meri – falo tentando confortá-la – Vai dar tudo certo!

– Meredith, ouça Valerie e Dio mio, deixe-me eu terminar isso ou você vai parecer um sabugo de milho velho!

– O QUE? – grita ela desesperada se virando bruscamente e acabou deixando vários fios rebeldes em seu penteado.

– Pelo amor de Deus, Meredith. Alguém já lhe disse que você é impossível? – Monise estava perdendo a paciência e eu precisava agir logo.

– Mona, será que poderia me deixar um momento a sós com Meri? Ainda temos um tempo e dará para você consertar o penteado dela.

Monise assente e sai do quarto. Puxo uma cadeira e sento perto de Meredith, ficamos frente a frente e então pego suas mãos, estão frias e trêmulas e olho diretamente para seus olhos e digo:

– Qual o problema, Meredith? – pergunto a ela – é o seu grande dia, você deveria estar explodindo de felicidade.

– Esse é o problema, Valerie, é o meu “grande dia”.

– E então?

– Eu não sei, eu penso que a qualquer momento, tudo vai dar errado, é frustrante!

– Relaxe, eu estou aqui, nada vai errado, eu sou sua madrinha e vou assegurar que tudo esteja perfeito – procuro meu sorriso mais confortante e dou a ela.

Ela respira e espira fundo mais uma vez:

– Certo, chame Mona!

Faço o que ela pede, chamando Monise. Vou até o jardim e vejo se está tudo certo com a decoração, as mesas estão decoradas perfeitamente, o Buffet está perfeito, os garçons já estão a postos e os músicos estão no palco. Tudo está devidamente em seu lugar, tudo está perfeito.

Volto ao quarto e Meredith está com seu vestido, linda e graciosa. Eu tento não chorar, mas é impossível conter as lágrimas, lá estava ela, minha melhor amiga, finalmente se casando:

– Mona, dê um jeito em Valerie – Meredith diz visivelmente emocionada, mas ao contrário de mim, consegue conter as lágrimas – antes que eu a estapeie, Valerie.

Monise faz o que Meredith pede, arrumando minha maquiagem borrada. Em seguida vamos para o carro a caminho da igreja. Quando chegamos à porta da igreja, eu e Mona descemos, Meri aguarda junto do sr. Pieruzzi sua hora de entrar na igreja. Mona entra e fico na porta da igreja esperando, vejo Peter e Eric conversando, minha vontade é falar com Peter e mais ainda com Eric, mas não era o momento. Por fim, a mãe de Peter chega e os dois entram na igreja, Eric se aproxima de mim e estende o braço sem falar uma palavra, sua face é séria e ele parece tenso, pois sinto isso, assim que Peter está na ponta do altar, Eric e eu entramos de braços dados.

Quando chegamos ao altar, eu vou para o meu lugar e Eric vai para o seu ao lado de Peter. Cumprimento o pastor Anthony e por fim, Meredith entra. A daminha está a sua frente, jogando pétalas de flores, no ensaio do casamento semana passada eu descobri que ela era sobrinha de Eric, Clara. Filha do irmão mais velho de Eric, David. Eu não o vi no ensaio, muito menos Eric, que segundo Peter estava muito ocupado com a banda que estava produzindo, mas eu vi a cunhada de Eric, Miranda. Ela me pareceu muito simpática, conversamos pouco, mas em nenhum momento ela tocou no nome de Eric. Eu sabia que os irmãos de Eric viriam, pois eu vi que eles confirmaram a presença, mas os pais de Eric eu sabia que não viriam.

A cerimonia foi muito linda, cheias de lágrimas (principalmente as minhas, tenho certeza que Meredith depois vai brigar comigo) e sorrisos. Os votos de Meredith foram os que mais me emocionaram, ela disse as seguintes palavras: “No momento em que te olhei naquele bar de Dublin, eu não te amei a primeira vista, eu te odiei por você demorar com minha bebida – risos de todos – mas, depois que te conheci melhor eu me apaixonei por você, e tive medo, sim, eu tive muito medo, medo de que esse homem maravilhoso não fosse suficientemente bom pra mim, mas eu não te deixei, ao contrário, eu te desejei mais e mais. Depois de um tempo, eu não tive mais medo, porque eu sabia que você era meu, assim como eu era sua. Estamos iniciando uma fase nova de nossas vidas e que vivemos momentos lindos e que viveremos mais milhares deles. Eu te amo Peter Harrison e como eu sempre digo: Você me transformou de uma garota com sonhos, para uma mulher vivendo um.“ E assim foi o casamento mais lindo da história dos casamentos.

~x~

Durante a festa eu fiquei andando que nem uma barata tonta de um lado para outro, Meredith queria o casamento perfeito e eu a daria isso. Conrad me chamou repetidas vezes para dançar, mas eu recusei todas, enquanto eu pedia para o chefe do Buffet repor mais salmão, levei um susto ao me virar dar de cara com a minha noiva preferida:

– Meri! – disse a abraçando e ela retribui o braço, mas se separa depois de alguns segundos.

– O que você está fazendo? – diz visivelmente brava.

– Curtindo a festa! – digo fazendo uma pequena dancinha e então ela me segura e diz:

– Pode parar Valerie. Isso não vai colar. Pode se sentado na mesa – ela aponta para a mesa onde estão meus pais, Charlie, Conrad e os pais de Conrad.

– Certo – confirmo.

Vou em direção à mesa e vejo que duas mesas à frente estão Eric e seus irmãos. Os observo por alguns instantes, procurando semelhanças físicas e realmente os três irmãos se pareciam bastante, exceto por um detalhe: os olhos. Tanto Janis, quanto David não tinham olhos claros como Eric, ambos tinham os olhos de uma coloração castanha:

– Valerie? Está me ouvindo? Val? – Conrad estala os dedos a minha frente – está no mundo da lua?

– O que estava dizendo?

– Se quer dançar?

– Eu estou um pouco cansada – olho em volta e não encontro uma vitima para dançar com Conrad e por fim dou uma olhada para Charlie que está com uma cara emburrada – por que não chama Charlie para dançar?

Ele parece surpreso com minha sugestão:

– Tá a fim de dançar, Charlie Brown?

– Eu não sei dançar – diz timidamente.

De repente uma música lenta começa a tocar:

– Essa não precisa de muito esforço – Conrad diz estendendo a mão – Vamos lá, Charlie Brown!

Charlie me olha e eu assinto, eles dois vão para a pista com outros casais. Volto minha atenção para Eric, por um instante penso que ele está me encarando, mas olho novamente e ele está conversando com os irmãos. Depois de um tempo, Janis e sua aparentemente namorada vão dançar, assim como David e Miranda e Eric fica ali, sozinho na mesa, junto de Clara.

Fico na mesa conversando com meus pais e os pais de Conrad, enquanto aprecio a deliciosa comida do Buffet. Depois de um tempo, Conrad e Charlie voltam à mesa:

– Val, você não me disse que Charlie Brown queria estudar moda – comenta Conrad.

– E nem que Conrad estava em Milão – comenta Charlie

– Pensei que soubessem – digo dando de ombros.

Os dois começam uma conversa animada sobre Milão e sobre lá ter as melhores faculdades de moda e tudo mais. Mais uma vez levo um susto com Meredith atrás de mim:

– Val, Eric disse a Peter que depois dos brindes ele vai embora!

– E o que quer que eu faça?

Ela dá de ombros e sai andando. Enquanto os brindes rolam, eu me questiono: O que eu faria? Eu gosto de Eric, eu o quero de volta, mas não sabia o que fazer, ou o que falar. De repente eu olho para Conrad e me lembro da noite da não-despedida-de-solteiro de Peter e Meredith, os dois cantando Bizarre Love Triangle, Eric me vendo com Conrad e Conrad lembrando do maior mico de nossas vidas e ainda por cima dizendo que tínhamos que repetir.

Tínhamos que repetir?

De repente tenho um estalar em minha cabeça e me lembro do momento exato em que soube que Eric gostava de mim. Não foi quando ele disse que estava apaixonado por mim, nem quando nos beijamos nem nada, mas sim quando ele cantou uma música para mim.

Levanto-me de minha cadeira, vou até Conrad e digo:

– Vamos repetir.

– O que quer dizer com isso?

– Me encontre no palco, meu discurso vai ser lá.

– Val, o que...

Deixo Conrad falando sozinho, enquanto vou até Meredith e digo que vou fazer meu discurso no palco, depois vou até lá com os músicos, pedindo o espaço e um violão emprestado que assim que Conrad chega eu entrego a ele:

– O que vai fazer, Valerie?

– Você ainda lembra como é sua versão acústica de Bizarre Love Triangle?

– Claro.

– Ótimo, porque vamos tocá-la hoje.

Notas finais
Nota beta: Gente, sou a nova Beta, Larissa, amei a fic da minha sister linda Bia Pastora