CAP XXXII

-dois meses

já haviam se passado dois meses desde que kyoko foi levada de sua vida, logo que encontrou a carta dela explicando tudo, sobre a mesa de seu apartamento, não pode conter a raiva que o dominou, finalmente estava vivendo com a mulher que ama e seu primeiro filho estava a caminho, enfim sentia que havia encontrado seu lugar no mundo, sentia que seu lar seria sempre onde estivesse kyoko e o filho, mas aquela maldita mulher teve de aparecer e destruir tudo.

Não...ele jamais permitiria que isso acontecesse, sem pensar duas vezes deixara o apartamento seguindo para o carro o qual poucos minutos depois parva diante do apartamento do fuwa, se alguem sabia do paradeiro daquela mulher esse seria o cantor, infelizmente mesmo havendo quase perdido o controle e batido no cantor não obteve qualquer informação sobre o local onde kyoko pudesse ter sido levada, vagou pelas ruas na esperança de encontrar alguma pista que pudesse ajuda-lo a encontrar sua amada, foi quando seu celular tocou, atendeu ao ver que era o numero do presidente o qual marcou uma reunião onde explicou a ren e outros sobre a situação de kyoko.

Sentiu-se um completo inutil ao ter de admitir que lory tinha razão, que somente por meios legais conseguiria tirar kyoko daquela mulher, infelizmente as provas estavam demorando demais para serem reunidas, o presidente havia mandado seguir kyoko assim que ela deixou a lme, graças a isso sabiam onde ela estava e monitoravam cada movimento que ocorria fora da casa onde kyoko e sua mae estavam vivendo.

Mas para ren isso não era o bastante, segundo os relatorios kyoko pouco deixava a casa o que para o moreno so podia significar que ela era uma verdadeira prisioneira naquele local, seu peito apertava ao imaginar que a mulher que amava podia estar sendo outra vez humilhada e maltratada pela mãe, doia-lhe imaginar o que a mãe da garota podia estar a dizer para ela, as coisas pela qual sua amada estava passando...levantou-se da cadeira, não podia mais suportar aquela situação

-ren

chamou o presidente vendo o rapaz seguindo para a porta

-o que pretende fazer

-não vou mais deixar kyoko sozinha com aquela mulher

-e o que pretende fazer tsuruga?

ren fitou o loiro desejando fazer o mesmo perder sua expressão de superioridade, como alguem que dizia gostar dela podia ficar tão calmo, como todos naquela sala estavam tão conformados em saber que kyoko certamente estava sofrendo nas mão daquela mulher que se dizia ser mãe dela mas que jamais a amou como tal.

-fazer o que eu devia ter feito a dois meses atras, vou busca minha mulher

ouvir do moreno aquelas palavras foi como ter seu peito atravessado por um punhal, ja estava conformado com a ideia de que kyoko amava aquele cara mais isso não significava que não doia ouvir de outros que ele a perdera para sempre, havia dedicado grande parte do seu tempo nos dois últimos meses para ajudar a conseguir todas as provas necessárias para livras kyoko para sempre daquela mulher, imaginar o que aquela bruxa devia estar fazendo a garota passar o atormentava, por diversas noites acordava julgando ouvir o choro da menina, lembrava das vezes em que a via sofrer por causa da mãe.

Para ajudar a reunir provas teve de voltar a kyoto e pedir ajuda aos pais, inclusive estava disposto a voltar a morar na casa dos pais e por em risco sua carreira e tudo o que recebia em troca era aquelas palavras atiradas com furia sobre si, não que realmente espera-se algum agradecimento de alguem.

-ren sente-se, tenho uma boa noticia para dar a todos

o rapaz fitou o presidente esperando que o mesmo começasse a falar, lory suspirou ao ver que ren não se acalmaria tão facilmente, na verdade ele se admirava que o ator tivesse se mantido controlado ate agora, o presidente fitou yashiro que naquele momento estava ao lado de kanae com um expressão preocupada, quando tudo aquilo terminasse daria um presente ao empresario por ter suportado o mau humor do ator durante aqueles dois meses.

-presidente não me peça para ficar mais tempo longe dela

-não pedirei ren, marquei essa reunião com todos, por que consegui reunir as provas necessárias para que a guarda da mogami -san seja passada a outra pessoa ate que ela complete a maior idade

-isso é verdade presidente

kanae não podia conter sua alegria ao ouvir aquela noticia, lory sorriu confirmando com um aceno de cabeça

-significa que mogami san podera voltar a trabalhar aqui e viver com o ren

yashiro tinha os olhos marejados de emoção, sentia falta da garota, havia se apegado muito a ela, alem disso terminaria seus dias de repleto tormento por ter de suportar o humor instavel de ren que do deprimido passava para a raiva estrema de depois para uma culpa profunda, so com muita calma e conversa conseguia fazer com que ren voltasse a assumir sua imagem de ator calmo e sempre simpatico, yashiro ja havia perdido a conta de quantas entrevistas teve de adiar devido ao estado psicologico do rapaz.

-yashiro san, mogami san não podera voltar a trabalhar aqui por enquanto ela terá de viver na casa dos seus tutores e so podera trabalhar mediante a aprovação deles.

-o que será complicado conseguir

o empresario assim como kanae e ren fitaram o loiro no canto da sala

-o que isso tem haver com voce fuwa?

-infelizmente para voce eu tenho muito haver com isso tsuruga, ja que os tutores legais daquela estupida são os meus pais

-ah...isso ….isso é brincadeira não é presidente?

-não kotonami san, a familia fuwa cuidou da mogami san desde que sua mãe a abandonou, quando foi solicitada a guarda legal dela por se comprovar o abandono de sua mãe quando ela era apenas uma criança, foi decidido que a guarda seria dada ao casal fuwa se eles recusassem o juizado determinaria um tutor para ela, para que eu ou o kuu pudesse-mos conseguir sua tutela demoraria muito mais tempo, infelizmente pelo bem de kyoko não dispomos desse tempo.

-isso significa que kyoko tera de viver comigo na casa dos meus pais

-viver com voce?

Shou sorriu vendo a raiva brilhar nos olhos de ren, por tudo que descobrira sobre o ator sabia que provoca-lo podia significar por sua propria vida em risco, mas não podia evitar.

-por que?. Voce não vive aqui?

Perguntou yashiro completando a pergunta de ren

-shou fuwa assim como a mogami san deixaram kyoto sem a permissão dos pais dele, quando soube disso o juiz decretou que sem a permissão dos seus pais ele não podera continuar sua carreira nem morar sozinho

-deveria ser grato a mim tsuruga

disse o loiro se levantando e caminhando ate ren

-coloquei minha carreira brilhante em risco por aquela estupida

ignorando o olhar mortal de ren, shou seguiu ate a mesa do presidente entregando um papel ao mesmo

-diga aos meus pais que esperarei por eles em kyoto

-obrigado

-não agradeça presidente takarada,não fiz isso por voces nem pela estupida da kyoko.

Dizendo isso shou deixou o local, lory fitou o papel em sua mão onde estava o endereço do hotel onde os pais de shou estavam, seriam eles os unicos a poderem retira kyoko daquela casa, por isso antes do resgate da garota teriam de pega-los no hotel.

-ren se me der sua palavra de que manterá a calma podera vir comigo buscar a mogami san

se havia mantido a calma diante do loiro, seria capaz de manter-se calmo tambem diante daquela mulher.


Deitou-se sobre a cama pequena e simples, sentia-se muito cansada suas costa doiam e a ponta dos dedos tinham algumas escoriações pelo arduo trabalho, havia sido obrigada a limpar com uma escova o chão do banheiro, depois teve de lavar e passar cada uma das finas e delicadas peças de roupa de sua mãe, e quando anoiteceu teve de preparar um luxuoso jantar o qual foi jogado todo fora quando sua mãe não aprovou o sabor de sua comida, felizmente havia conseguido esconder algumas frutas em sua vestes antes que sua mãe mais uma vez a trancasse naquele quarto.

As lagrimas agora banhavam o rosto de kyoko que com cuidado acariciava a barriga um pouco dolorida, a dois meses que não sabia como estava seu bebê, tinha medo que todo a atividade fisica que vinha fazendo por exigência da mãe pudesse machucar seu filho, porem sabia que se negar a obedece-la seria ainda pior, havia tentado se opor as ordens que recebia mas as ameaças de sua mãe de expôr a verdade sobre sua gravidez na midia a fazia temer pela carreira de ren, por isso decidiu que obedece-la seria o melhor a fazer, mas nos ultimos dias sua mãe ja não se satisfazia em faze-la trabalhar sem descanso e humilha-la verbalmente, ela a trancava naquele quarto escuro com pouca ventilação e por vezes sem comer.

Havia prometido a si mesma que não daria aquela mulher o prazer de ve-la sofrer, por isso quando deixava o quarto tudo o que sua mãe via era a sorridente kyoko que a fitava com o mesmo olhar superior de natsu e o sorriso de setsu, porem ali naquela pequena prisão não podia conter suas lagrimas e foi banhada nelas que sentiu a noite a envolver em sonhos onde se via ainda feliz nos braços de ren.

Ao abrir os olhos pode ver que o dia ja ia alto no ceu, ja deveria ser perto do meio dia, sua mãe deveria ter dormido ate tarde como fazia na maioria das vezes, sentia seu corpo cansado mas sabia que precisava levantar foi quando algo a deixou assustada.

-mãe, me ajude por favor

se pudesse jamais chamaria aquela mulher daquela maneira novamente, jamais pediria pela ajuda dela, mas naquele momento não havia outra pessoa que pudesse ajuda-la e sem ajuda sabia que não poderia manter seu bebe a salvo

-por favor eu preciso ir para o hospital,

gritava a plenos pulmões vendo as poucas porem vividas manchas de sangue em suas veste e no lençol, sentia fracas porem assustadoras pontadas em sua barriga, ainda faltava um mês para seu filho nascer.

-mãe por favor, o meu bebe

caminhou com cuidado ate a porta tentando abri-la, por mais que batesse na mesma com toda a sua força ninguem parecia ouvi-la, mesmo com lagrimas nos olhos sabia que precisava se acalmar e pedir ajuda de alguma maneira, sentiu a dor aumentar, voltando para a cama se sentou esperando a dor diminuir, mas uma vez sua voz gritava pedido do fundo de seu coração que sua mãe se compadecesse diante de sua suplica

-mãe por favor, eu vou perder o meu bebê

as voz se tornou embargada e cada vez mais baixa devido as lagrimas e o panico que a dominava

-por favor...salve o meu bebe

ja estava a ponto de perder a esperança quando ouviu a por ser aberta e julgando ser uma alucinação causada por seu desespero e medo, viu ren adentrar o quarto e toma-la nos braços

-vai ficar tudo bem, eu estou aqui e não deixarei que nada aconteça a voces, confie em mim kyoko

-ren

ele a viu sorrir antes de recostar a cabeça em seu peito, com ela nos braços passou pelo presidente e pelos pais de shou, seguido para o carro de lory onde a deitou no banco de tras, apoiando a cabeça dela em seu colo ordenou o motorista seguir para o hospital, em geral o mesmo jamais iria a qualquer local sem as ordens de lory, porem podia ver que a situação era urgente por isso sem demora fez o que lhe era ordenado.

Notas finais
MUITO OBRIGADO PELOS COMENTARIOS, FICO MUITO FELIZ AO RECEBE-LOS, OBRIGADO A TODOS QUE ACOMPANHAM A FIC.