Notas iniciais
reino esteve na LME na vespera de são valentin

cap v

fitou o visor do celular onde ja marcavam onze horas da noite, deixou-se cair sobre a cama estava exausto, por todo o dia esteve gravando como bj, não basta-se isso ainda teve de ouvir as provocações de murasame, o qual não parava de dizer que ele era um maldito mestiço pervertido, em realidade nada daquilo lhe incomodava, ao contrario ate gostava de ouvir os comentarios que surgiram no set de filmagem apos a marca de chupão e o abraço que ele havia dado em kyoko.
levou a mão ao pescoço, como queria que aquela marca ficasse para sempre, como desejava que ela houvesse lhe marcado como kyoko e não em uma atuação como setsu, queria que ela de modo conciente o houvesse revindicado para si, como sua dona, na verdade não ele não tinha nenhum receio de se sentir um capacho aos pés dela, isso desde que ela tivesse somente olhos para ele, não que fosse um machista ciumento e possessivo, mas a verdade era que tinha medo que outra pessoa voltasse a fazer kyoko sofrer.
–mogami
deitou-se na cama fitando o teto do quarto, como aquele local era silencioso e vazio sem ela, ah como desejava chegar o momento em que teria enfim coragem de contar a ela sobre seus sentimentos, como desejava poder abraça-la, sentir que ela era sua e poder gritar isso ao mundo, mais ainda haviam muitas barreiras a serem superadas, sentia como pouco a pouco sua presença era sentida por ela, como a cada novo momento ao lado dela, kyoko lentamente baixava suas defesas, a maior prova disso foi aquela marca ja apagada que ela deixara em seus pescoço.
ele porem não se permitia iludir imaginando que ela fizera aquilo por ela mesma, sabia que na mente dela a mulher naquele quarto era zetsu e não mogami, por isso a garota pudera agir daquele modo, porem por alguns minutos durante a atuação os olhos que o fitaram cheios de sentimento, não foram os olhos cheios de malicia e confiança de setsu, e sim o olhar cheio de ternura de kyoko, o mesmo ocorreu quando a abraçou, não podia ver seus rosto mais ao sentir seu abraço sendo retribuido, seu coração teve a certeza que era ela que o abraçava, não por sua atuação e sim por sua propria vontade.
–kuon hizuri, ate voce se rendeu perante ela
ele sorriu, jamais em sua vida podia imaginar que a garota chorona e sonhadora que um dia conheceu a beira de um lago, se tornaria a pessoa mais importante em sua vida, se nunca houvesse deixado kyoto, se continuasse a encontra-la todos os dias, se fosse mais presente na vida dela, talvez o coração dela jamais houvesse sido ferido, quem sabe o amor que ela ainda tinha em seu coração pelo fuwa, não teria sido direcionado a ele,...ah se isso tivesse acontecido, se pudesse ter continuado ao lado dela, atuar teria sido sempre divertido, e quem sabe não teria tido tantos problemas em ser tido como a sombra do seu pai, talvez o peso que o sobrenome hizuri trazia em si teria sido amenizado pelo sorriso dela, quem sabe poderia ter sido por mais tempo uma parte importante daquele mundo de fadas no qual kyoko se refugiava e onde ele por um curto periodo tambem se escondeu.
–eu, o principe do reino das fadas
como afinal ela chegara a essa conclusão, ou melhor como ela ainda acreditava nisso, ele se recordava da expressão de dor no rosto dela, uma expressão que ele nunca havia visto antes, suas lagrimas pareciam romper seu coração ao brotarem em seus olhos, cerrou o punho com raiva, tudo por culpa daquele cara que insistia em persegui-la
ren sentou-se na cama sentindo seu lado kuon mais presente, ao recordar que graças as palavras do vocalista do vie ghou, kyoko passara a imaginar que seu corn havia sofrido e mesmo que ja não estivesse mais nesse mundo.
–aquele cara, como ele sabia que tsuruga ren é um nome falso.
somente agora com um misto de surpresa e furia, ren recordava das palavras de reino, havia ficado preoculpado em acalmar kyoko quando ela começou a chorar por corn, que esqueceu completamente o que o cantor lhe dissera, ele passou as mão sobre o cabelo em um gesto de preoculpação, e se aquele cara soubesse algo do seu passado?...Se aquelas palavras não foram ditas ao simples acaso?.
sentiu um leve temor surgir dentro de si, e se aquele cara houvesse investigado seu passado, o medo que havia no rosto dele quando viu que era ele tsuruga ren que o impedia de continuar seu ataque a kyoko, não era por ter sido interrompido em seu ataque, nem por ter sido verbalmente ou fisicamente ameaçado por alguem, aquele medo nos olhos do cantor era o mesmo medo que kuon causava em suas vitimas quando estava em seus maus momentos, mas se ele soubesse a verdade então não teria perguntado quem ele era?...ren se levantou realmente nervoso...o importante agora era saber se reino havia dito algo a kyoko sobre kuon.
quando perguntou a yashiro o que ele achava sobre o ataque de reino a kyoko o empresario lhe disse que o que descobriu foi que o vocalista do vie ghou estava disposto a imitar shou em tudo, roubar as fans dele e por achar que kyoko era uma fan ou ate mesmo namorada do fuwa foi que reino a perseguiu, mas agora pensando nisso, ele não conseguia deixa de ter a impressão de que se a intensão do cantor fosse a de roubar uma suposta namorada do fuwa, ele ja teria desistido de kyoko e começado a perseguir a outra garota que segundo boatos seguia o fuwa para todos os lados como uma fan apaixonada.
–ele gosta dela, por isso a obrigou a fazer chocolates, isso significa que...
ren parou estatico ao lembrar que enquanto ajudava kyoko a juntar os presentes na sala da sessão love me a garota passara repentinamente a ter uma expressão raivosa e sombria, no momento pensou que ela houvesse recebido algum presente do fuwa, mais depois yashiro casualmente comentou que no dia de são valentin kyoko não dera chocolates ao fuwa, o que não lhe obrigava a retribuir o gesto, um pouco mais tarde ren havia se desvencilhado do empresario e conseguido colher informações da portaria onde lhe informaram que fuwa não havia estado ali e a unica entrega para mogami kyoko viera em nome do programa bird rock, mas isso não eliminava a hipotese de que reino estivera ali.
sem refletir direito apanhou o celular, e antes mesmo que se desse conta havia discado o numero do presidente o qual atendeu ao telefonema rapidamente, não dando tempo a ren de se arrepender do que estava prestes a fazer
–presidente
–ren, aconteceu algo nas gravações?
–não, o motivo pelo o qual estou ligando não tem nada haver com meu trabalho como bj
–então é sobre cain hell?
–tambem não
–se esta ligando para saber informações sobre a mo...
–presidente poderia me dizer se algum integrante da banda vie ghou esteve na lme no mes passado
–hum...por que esse subito interesse nos vie ghou?
–não é nada...eu não deveria ter ligado me des...
–espera
ren ouviu o bipe caracteristico da chamada em espera, quando ja estava prestes a desligar, completamente arrependido por haver ligado para lori, se houvesse falado com yashiro tinha certeza que o empresario conseguiria a informação, mais naquele momento lori foi sua primeira opção
–ren...esta ai?
foi chamado de seus pensamentos pela voz do presidente, a qual tinha um tom de divertido
–na noite do dia 13 de fevereiro o cantor da banda e o empresario da mesma, estiveram na lme
–por que?
–infelizmente ren, não posso lhe falar sobre isso.
–entendo me desculpe por haver ligado tão tarde
ren ja estava prestes a desligar quando o a voz do presidente o impediu.
–ren, eu pretendia ligar para voce, é a respeito da mogami san.

no escritorio mais confortavel e espalhafatosamente decorrado, o presidente da LME, tragava seu charuto comodamente, enquanto exalava a fumaça não podia conter o sorriso que brincava em seus labios, na mão ainda mantinha o aparelho telefonico, sabendo que do outro lado ren ainda estava pensando a respeito do que acabara de ouvir.
havia dito a kyoko que não bancaria o cupido se ela se recusasse viver aquele sentimento, mais o que estava fazendo naquele momento não era exatamente ser o cupido, era apenas se divertir as custas de um garoto de vinte anos que havia se apaixonado pela primeira vez, e que no fim se revelava um grande ciumento que insistia em fazer daquele sentimento algo impossivel devido ao passado que vivia tentando esquecer.
quando ren iria perceber que o passado ja havia sido esquecido, quando adotou o nome de tsuruga san ele estava começando uma nova vida, e kyoko era o personagem que faltava para que essa nova vida seguisse seu destino rumo ao final feliz que ambos mereciam ter.
mais ate que ren se desse conta disso, ele lory takarada tornaria a vida de ren um verdadeiro filme de romance, ou quem sabe uma comedia romantica, onde o comediante principal seria ele tsuruga ren e sua tola mania de tentar esconder seus sentimentos por kyoko.
–presidente.
lory ouviu o som da voz de ren estranhamente calma, e sorriu sabendo que o rapaz naquele momento devia estar com um daqueles sorrisos falsos no rosto.
–a que horas a senhorita woods vira?
–amanha voce tem gravação, então jelly tera de estar ai antes que seu trabalho se inicie, acredito que as sete horas da manha seria um bom horario
–sim
–obrigado por fazer isso ren, se jelly entrasse no apartamento dos irmãos hell seria muito arriscado, alguem poderia ver e descobrir toda a verdade.
–sim eu compreendo presidente
–otimo, nesse caso obrigado ren e tenha uma boa noite
–o senhor tambem presidente
lory desligou o telefone, sorrindo abertamente, aquela certamente seria uma noite de grandes tormentos para ren.

o moreno desligou o celular, o sorriso que ate então matinha nos labios se desfez dando lugar para uma expressão verdadeiramente irritada, não so havia descoberto que o reino dera a kyoko um presente no dia branco, como tambem recebera aquele pedido do presidente, algo dentro dele lhe dizia que aquele "favor" que ele supostamente estaria fazendo para ajudar kyoko, era nada alem de mais um plano do presidente para atormenta-lo, mas ainda que se tratasse disso, não podia se negar a realizar um pedido do presidente, afinal devia muito aquele homem.
apos um rapido banho, ren apanhou uma das malas, se dirigindo a comoda, de onde passou a retirar as roupas de setsu, enquanto colocava as peças ordenadamente dentro da mala, não podia deixar de pensar em como peças de roupas tão pequenas podiam causar tanto suplicio a alguem, cada vez que via kyoko trajando uma daquelas mini saia sentia seu sangue correndo mais rapido, sua garganta secava, e não conseguia evitar olhar para as belas pernas da garota, sempre que isso acontecia se sentia um verdadeiro pervertido, kyoko era so uma colegial, mas ter a garota que ama tão perto de si e com trajes tão reveladores era um verdadeiro martirio, nem mesmo um monge em busca de iluminação poderia evitar olhar para ela de forma libidinosa, se estivesse em seu lugar
fechou a gaveta apos esvazia-la, restava agora somente mais uma gaveta contendo objetos de setsu, ja cansado fisica e mentalmente ele abriu a gaveta restante e foi com as faces em braza que voltou a fecha-la.
–deveria saber que o presidente planejava algo assim quando me pediu para arrumar as roupas dela, para que a senhorita woods as leve para serem lavadas e passadas.
ren sentou-se na cama ainda sentindo o calor em seu rosto, não era como se aquela fosse a primeira vez que viu uma gaveta com roupas intimas femininas, ja havia estado em varios relacionamentos e ja passara por situações semelhantes aquela, porem naquele momento tocar nas roupas dentro daquela gaveta era o mesmo que por em contagem regressiva uma bomba relogio que havia sido ativada na noite em que kyoko o surpreendera agindo daquela modo tão ousado e provocante.
–alguma empregada do hotel poderia...não isso iria gerar comentarios
ren passou as mão no cabelos bagunçando-os ainda mais, não havia jeito, ele teria de fazer aquilo, deixou a cama se aproximando da gaveta, abrindo a mesma, seu rosto corou novamente
–voce é um adulto, não um adolescente, alem disso kyoko não é do tipo que usaria algo realmente provocante
como estava enganado, ren não podia crer em seus olhos, ao ver as peças que uma a uma ele retirava da gaveta, mesmo em seus sonhos mais pertubadores não havia imaginado que a timida e inocente mogami seria capaz de usar lingeries como aquelas, porem era facil compreender por que ela as comprara, era dificil encontrar entre as peças, alguma que não tivesse laços ou rendas, mais compreender isso não lhe ajudava em nada, ao contrario só piorava o seu estado.
ren não podia conter mais sua imaginação, graças as vestes que zetsu usava ele havia visto o bastante do corpo de kyoko para que sua mente fosse capaz de imaginar com riqueza de detalhes, como seria se a garota estivesse usando cada uma daquela peças, sentindo seu corpo reagiras imagens que a sua imaginação fertil de ator criava.
–naquela ocasião ela estava usando uma dessas peças
ele desviou os olhos do fio dental preto com laço que tinha em mãos, ja em seu limite apanhou as presas as ultimas peças atirando-as desordenadamente na mala a qual fechou com força, antes de seguir rumo ao banheiro de onde retornou uma hora depois, apos um longo banho gelado.
foi so então que reparou em uma caixa ao fundo da gaveta, era pequena e discreta, ren não pode evitar de pensar que no interior daquela caixa podia haver algo que realmente iria surpreende-lo e mostrar que kyoko talvez não fosse tão ingenua quanto ele pensava, completamente envergonhado ele fechou a gaveta, seja la o que tivesse naquela caixa certamente não precisava ser lavado nem passado.
Completamente pertubado ren se atirou na cama tentando focar seus pensamentos em algo que não o lembrasse de nenhuma daquelas peças ou de kyoko, porem sabia perfeitamente que isso não seria facil e que aquela seria uma longa noite de insonia.