Seth is a Good Boy
12 Capítulo 12 - O garoto fumante é um destruidor de relacionamentos
Notas iniciais
– Savannah? — rapidamente, a testa de Seth se enrugou e ele olhou para Savannah, com os olhos semicerrados. Ele definitivamente não estava entendendo nada. Ele tinha certeza quase absoluta de que as mãos que tapavam seus olhos anteriormente eram de Clair, e não de Savannah, justamente por quê era para ela estar na China, com seu amante ou sei lá o quê ela fazia num país como a China. Savannah não gostava de lugares cheios, muita gente falando junto. Mas isso não vem ao caso.
– Seth! — Savannah disse, entortando sua cabeça para o lado, confusa, pela reação do namorado. Se é que eles ainda estavam juntos. Só Zeus sabe. Ela permaneceu fitando seus olhos, cinco segundos se passaram. Agora a situação já estava embaraçosa. Dois namorados ficam meses sem se ver após uma falsa viagem da garota para Itália e, agora que podem ficar juntos, nenhum deles toma iniciativa. Seth estava com a pior expressão que poderia estar naquele momento. Parecia que ele estava se reencontrando com sua professora de álgebra do sexto ano.
Savan tomou a melhor iniciativa de todas. Ou pode ser interpretada, pela teoria, a pior iniciativa. Ela o abraçou. Um beijo seria o ideal. Foi um abraço forte e demorado, e não um beijo de reencontro de namoro. Seth se sentiu aliviado por isso. E logo se sentiu assustado por pensar que se sentiu aliviado por isso. O abraço foi logo perdendo a intensidade, e os dois se afastaram. Digo, Savannah se afastou. Seth estava imóvel. A loira voltou a olhar nos olhos de Seth. Poxa, aquilo já estava ficando chato. Ela se aproximou mais uma vez e tomou a tal iniciativa ideal: o beijo.
– Estava com muita saudades. — ela murmurou, ligeiramente afastando seus lábios dos de Seth. Ele sorriu, apesar de estar inconformado com a situação.
– Eu também. — ele mentiu. As saudades existiram, definitivamente, em apenas dois pontos. O primeiro, quando ela podia estar morta. O segundo, quando; [...] não há um segundo ponto. A saudade sumiu no segundo, quando ele descobriu a farsa da viagem.
– E aí, você não veio até aqui sozinho, não é? Quem é sua companhia da noite? Kyle? — ele queria responder em cinco letras: sua companhia era Clair. Mas não, ele não era bobo. E nem esperto, nesse caso. Seu rosto ficou como um pimentão, ele era péssimo em mentiras. Olhou para o lado com o canto dos olhos, que se arregalaram ao encontrar a solução perfeita para responder à pergunta de Savannah. O garoto do buquê, Richard, estava fumando seu cigarro primeiramente rejeitado por Seth, encostado na porta do bar. Seth gaguejou um pouco, mas algo saiu de sua boca:
– Rick! — ele chamou e logo o garoto ergueu as sobrancelhas. Ele foi andando até os dois, e Seth se sentiu aliviado por ele estar ali, no exato momento da pergunta de Savannah.
– Oi, Seth. — ele sorriu. Em seguida olhou para Savannah, rindo baixinho.
– Ué, Seth. Achei que sua companhia era Kyle. Quem é ele? — Savannah perguntou.
– Este é Richard, pode chamar ele de Rick. — Seth conseguiu responder. Se Savannah continuasse a fazer tantas perguntas, ele teria uma parada cardíaca.
– Oi, Rick. — Savannah disse ao garoto fumante. — Vi que você fez novas amizades, Seth. — ela sorriu para Seth. Ele retribuiu.
– Hm. — Rick deu uma risada alta. — Essa é a garota que você disse que não correspondeu ao seu convite? Vejo que não estamos mais quites. Ela enfim apareceu. — Richard soltou, sem mais nem menos, essa enorme bomba no colo de Seth. Droga. O que ele diria agora? Na verdade Savannah é que disse algo:
– Convite? Que convite? Não, Seth não me chamou. Eu cheguei de surpresa. — Rick olhou assutado para Seth, que arregalou os olhos para ele, com cara de quem dizia "não diga mais um 'piu'." Savannah percebeu a troca de olhares, e nem pensou em esperar para voltar a falar. — Do que Rick está falando?
Ninguém respondeu. Seth estava sendo esmagado pela ansiedade. Rick estava se recuperando do acabara de fazer, percebendo que Savannah não era a garota de quem Seth convidou para o bar. A situação chamava atenção até do velhinho tomando vodca sob o balcão. Seth se sentia extremamente pressionado em relação às perguntas de Savannah. Ela estava pronta para quebrar o silêncio quando Seth soltou, sem medo:
– Um convite que fiz à uma garota. — Rick piscou duas vezes, lentamente e completamente sem graça. Seth pôs as mãos sob a boca, deslizando-as até o queixo, tentando procurar, na sequência de arquivos em sua consciência, alguma coisa para falar. Como ele não achou nada para falar, e nem Savannah de tão confusa que estava, Rick tomou frente, tentando salvar a pele de Seth e arrumar toda bagunça que fez.
– A-Acho que me confundi. Seth não falou nada de convite não correspondido. Eu, é... — Seth o interrompeu fazendo "não" com a cabeça. Ele não ia mentir. Colocou seu musculoso braço modelado pelo Lacrosse pelo ombro de Rick, como se fosse sua deixa. Como diz o ditado, um pequeno gesto vale mais que mil palavras. Rick entendeu tudo e deixou os dois, acendendo um novo cigarro no caminho até a porta do Harley's.
– Que convite não correspondido, Seth? — ela o fisgou precisamente. Arrancou todas as esperanças dele que a conversa podia acabar por ali. Mas não. Agora ele tinha que explicar por quem estava apaixonado. Seth olhou para baixo, não sabia o que dizer.
– Ou melhor, que diabos de pessoa você convidou? — ela não aguentava mais todo aquele silêncio. E era ela que não gostava de lugares cheios e barulhentos. Seth estava agora enjoado, ele nunca havia mentido para ela. Mas ele também não aguentava mais perguntas.
– Clair Whitte é o nome do "diabo" da pessoa que eu convidei. — ele disparou, desviando o olhar na esperança de encontrar um pouco de ar. Suas esperanças foram para o espaço: Algo que o fazia perder o fôlego estava na reta de seus olhos. Na verdade, um alguém.
–Clair. — Seth repetiu ao vê-la, parada ao lado de um táxi, vestida com mais uma de suas roupas que com ela combinavam perfeitamente.
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