POV Aya

Apesar da situação de Mayumi,nós íamos normalmente para a escola, incluindo Shi,mas com tio Kanato por perto não acho que ele poderia sofrer bullying. Enfim, eu estava na sala com minha melhor amiga a Jenna, ela tinha cabelos escuros e olhos castanhos. Havia algo de familiar nela mas eu gostava dela do mesmo jeito.

— Consegue resolver essa equação? — Perguntei lhe mostrando o caderno.

— Sim, é só fazer pitágoras e o cálculo do Pi.

— Entendi.

— Eu preciso te contar uma coisa. É importante e quero que o Subaru saiba.

— Do que está falando? — Dá o sinal do almoço.

— Eu te conto no refeitório. — Ela me pegou pelo braço e me arrastou até a mesa onde papai estava.

— Subaru, preciso falar com você. — Disse Jenna sem nos fazer entender nada.

— O que houve? — Perguntou.

— É melhor você vir, ela nunca se aproximaria se não fosse importante.

— Está bem. — Ele se levantou e nos seguiu até um ponto mais reservado. — O que foi.

— Subaru. Eu sou a Christa. — Papai arregalou os olhos.

— Isso é algum tipo de piada? — Perguntou irritado.

— Como eu nāo seria a Christa se eu não soubesse de coisas como o dia em que te dei materiais de desenho para você desenhar. Você até tinha desenhado um cavalo, se lembra?

— Mas como? — Perguntou com lágrimas nos olhos.

— Cordelia,Beatrix,Karl,Richter e eu estamos com a Mayumi. Mas não estou do lado deles, quero ajudar você e seus irmãos.

— O que quer dizer Christa? — Perguntou tio Reiji aparecendo com os outros.

— Eles estão com a Mayumi, e estão usando ela como uma isca para atrair as crianças,todas elas menos a Sayaka.

— Que linguaruda você é Christa.- Disse uma loira que apareceu olhando para Kanato. — Meu canário lindo e cantor.

— Mamãe? — Perguntou tio Kanato.

— Olá Reiji querido. — Disse uma mulher de cabelos castanhos.

— Beatrix. — Resmungou Reiji cerrando os punhos.

— Olá meninos. — Disse um garoto loiro com um rapaz de cabelos castanhos ao seu lado. — Quanto tempo que não vejo os meus filhos.

— Richter e Karl. — Resmungou tio Laito.

— Onde estão as crianças? — Perguntou Karl zombeteiro.

— Estão quietas no refeitório.

— Pelo menos elas podem levar uma vida normal, não é mesmo Aya? — Perguntou Richter. — Como é ser uma mera e patética humana que ao morrer pode muito bem se tornar vampira?

— Ser humana chega a ser um bilhão de vezes melhor do que ser um vampiro sugador de sangue — Respondi friamente.

— Sabem de uma coisa? — Disse Richter. — Enquanto estamos aqui distraindo vocês, dois amigos de Karl estão tirando Tsuda daqui agora mesmo. A esta altura ele já deve ter entrado no carro.

— Eu cuido disso — Disse tio Reiji

Tio Laito cerrou os punhos e deu um soco no estômago de Richter o que quase me fez rir.

— Te adoro tio Laito.- Eu disse, exibindo um sorriso de orelha a orelha.

— Obrigado Aya, agora o que acha de agirmos.

— Tchau meninos. Até logo. — Todos eles sumiram com excessão de vovó.

— Vovó Christa! — Exclamei a abraçando.

— Aya! Subaru! — Ela nos deu um abraço apertado. Então ela acariciou o rosto de papai enquanto as lágrimas escorriam por suas bochechas.

— Temos que correr para tentar salvar o Tsuda. — Disse tio Laito vinterrompendo o momento.

— Tio Laito,estou com a estranha sensação de que sei quem pegou o Tsuda. — Ele olhou para mim com uma expressão curiosa no rosto. — Shi e Carla Tsukinami. — Murmurei, desabando no chão logo em seguida.

— Aya! — Ouço a voz de papai e de vovó antes de perder a consciência. Ao acordar, eu estava deitada em minha cama.

— Finalmente acordou. — Disse vovó sentada ao pé da minha cama. Sorri para ela.

— Oi vovó. — Eu disse com um sorriso enquanto me sentava e me espreguiçava ao mesmo tempo na cama. — Tudo bom com a senhora?

— Estou ótima querida. Obrigada por perguntar, e você? Como está com tudo isso? — Perguntou parecendo preocupada.

— Estou bem,só um pouco preocupada com o que podem estar fazendo com Tsuda e Mayumi.

— Não se preocupe. Eles não vão machucá-los até que consigam capturar todos vocês.

— O que a senhora sabe? — Perguntei curiosa preocupada ao mesmo tempo.

— O ritual será feito na próxima Lua Cheia, dentro de um templo sagrado para os vampiros. Quando a Lua passar por uma fresta no teto desse templo todas as crianças serão mortas.

— Eu estou com medo de que eles sejam sacrificados. — Confessei amedrontada só com a ideia de que aquilo poderia realmente acontecer.

— Enquanto você estiver aqui, nenhuma criança será sacrificada.

— O que a senhora quer dizer com "você"?

— Talvez ainda não tenha percebido, mas meu filho tem muita estima por você e ele a adora. Como Subaru demonstra se importar muito com você acho complicado que eles a peguem. Você é praticamente a protegida dele e eu admiro muito isso.

— Nunca pensei que ele tivesse isso por mim. — Confessei comovida. — Eu o adoro. De todos os seis,ele é o que mais me trata bem, dá pra entender porque minha mãe o adora.

— Sua mãe é uma ótima mulher. Eu gosto muito dela também.

— Mas a senhora não ficava presa na torre nessa época? — Perguntei me arrependendo de ter feito aquela pergunta.

— Sim, mas eu observava Subaru e ela correndo pelos jardins, dava para ver que ela o fazia sorrir e se esquecer do sofrimento que eu lhe proporcionava,era algo que me confortava e me fazia sorrir apesar de tudo o que acontecia naquele tempo. Sua mãe foi uma das melhores coisas que apareceram na vida dele, não sou capaz de imaginar o meu Subaru com outra pessoa que não seja a Takako.

Notas finais
vocês confiam na Christa?