Sete Minutos No Céu
1 Pa-pa-pa-party every day.
Notas iniciais
Estava estudando química quando meu telefone tocou.
- Alô? — Disse querendo ser rápido na conversa.
_ Oi Blaine, é o Sebastian.
_ Oi. O que você quer? – Respondi.
_ Queria te convidar pra vir na minha casa, vai ter uma festa amanhã ás 19:00hrs. Você vem?
_ Vou. Posso levar o Kurt comigo?
_ É... Tanto faz. Tchau. – e desligou antes que eu pudesse falar alguma coisa. Sabia que Sebastian não gostava de Hummel, mas uma festa do Sebastian não era uma coisa que eu aturasse sozinho, e gostava da companhia do meu melhor amigo.
A festa mal havia começado e já estava um total porre. Kurt não pediu carona e disse que chegaria um pouco tarde, porque tinha que ajudar seu pai na oficina. Estou num canto, sozinho, observando a todos. Não era como se eu não conhecesse ninguém, mas preferia a companhia de Kurt. Vi Wes e David num canto com as namoradas e cumprimentei de longe com uma acenada e continuei ali. Quando Sebastian chegou, chamou a atenção de todos. Nunca tinha o visto sem o uniforme da Dalton e nunca tinha percebido os músculos que ficavam escondidos debaixo do blazer... Sebastian estava com uma calça colada e uma blusa cinza com gola V apertada em seu corpo mostrando o tanquinho que poucos conheciam. Não achava Sebastian atraente, pelo contrário, ele que sempre deu em cima de mim, mas não fazia meu estilo. Minha atenção foi desviada para a porta, quando entrava Kurt Hummel.
KURT’S POV
Lá estava eu, na Dalton Academy. Depois de tantos anos no McKinley High. Quem diria que eu me apaixonaria pela primeira pessoa que eu encontrasse naquela escola? BLAINE ANDERSON. O nome soava como a mais linda música para meus ouvidos. Ele era gay e sabia tudo sobre as coisas que eu mais gostava: Broadway, Nova York, e principalmente, Patti LuPone! O único empecilho para ficarmos juntos era um tal de Sebastian Smyth. Ele era o “manda-chuva” daquela escola, e poderia ter Blaine assim que estalasse os dedos. E eu, ficaria aqui chupando o dedo. Num dia, enquanto eu estavanovelando¹ fui interrompido pelo meu muso.
- Oi Kurt. – sorriu lindo como sempre.
- O-oi Blaine!
- Tenho uma proposta tentadora pra te fazer! – Milhares de coisas vieram à minha cabeça. Se ele me pedisse em namoro eu já teria um SIM na ponta da língua. – Você quer ir à festa do Sebastian comigo?
- Ah... Do Sebastian? – Desanimei.
- Por favor, diga que sim. Sei que você não gosta dele, mas será muito importante pra mim. Se você não for, eu também não vou! – O moreno fez aquele biquinho e aquele olhar de cãozinho abandonado pra mim. Como eu iria resistir?
- Tudo bem. Depois que terminar de ajudar meu pai na oficina eu vou. – Bufei.
- OBRIGADO, LINDO! – Me deu um beijo na bochecha e saiu.
OUVIRAM? ME DEU UM BEIJO NA BOCHECHA. MEU MUNDO CAIU ALI. Blaine Anderson acabou de me dar um beijo na bochecha. Toparia ir a quinhentas festas do Sebastian para receber outro beijo.
BLAINE'S POV
Eram 8 horas da noite e os convidados já haviam todos chegado à casa dos Smyth, menos Kurt. Era uma casa pequena que acomodava todos na sala. Logo todos começaram a beber e ficar “animadinhos” pro meu gosto. Foi quando eu vi Kurt Hummel na porta vindo a minha direção.
- Porque você está aqui no canto, escondidinho? — perguntou Kurt me olhando estranho.
Quando ia responder, Sebastian chamou atenção de todos que estavam na sala.
- Sejam todos bem vindos à festa de arromba dos Smyths. Temos música, bebidas, pizzas, outras bebidas, ingredientes para margaritas, mais bebidas e quartos vazios esperando a sacanagem rolar solta. – Riu.
- Não gosto desse cara. – Kurt disse sussurrando pra mim.
- Porque?
- Parece que ele não gosta de mim... Mas isso é outra coisa. Vamos nos divertir! – Kurt me puxou pelo braço pra onde todos estavam dançando. Dançamos juntos, pela primeira vez. Ele era meu amigo, e não tinha nada de estranho nisso, eu acho.
Quando a música parou, lá estava Sebastian falando com todos de novo.
- HORA DE AGITAR AS COISAS! Vamos brincar de 7 minutos no céu². TODOS. — Todos gritaram. Ninguém ia recusar, afinal, estavam todos bêbados. Olhei para Kurt e ele parecia ter gostado da idéia, e eu ia acompanhá-lo. Sentamos em roda e com uma garrafa no meio, começamos a brincadeira.
Aqueles segundos em que a garrafa girava foram torturantes. Todos queriam jogar, mas tinha sempre aquela incerteza de quem iria no quarto, porque afinal, naquela sala tinham gays e héteros. Quando a garrafa parou de girar, o gargalo apontava para mim. IMPOSSÍVEL. Com tanta gente, porque essa maldita garrafa foi apontar logo pra mim? Me vendaram e me levaram pro quarto. Sentei na cama e esperei. Era a única coisa que podia fazer agora.
KURT'S POV
Cheguei na festa de Sebastian e comecei a dançar com Blaine. Seus movimentos eram agitados, porém delicados. Eu nem me mexia quase, só ficava ali olhando pra ele e seu jeito. Jeito pelo qual eu havia me apaixonado. Poderia ficar observando-o dançar a noite toda, porém Sebastian estragou tudo parando a música. Chamou todos para brincar de 7 minutos no céu. Se bem que não era uma má ideia. Quem sabe eu conseguiria ir com Blaine. Olhei para ele e topamos.
Quando a garrafa foi girada a única coisa que fiz foi rezar pra cair no Blaine, e caiu. Naquela hora fiquei perplexo. Mas não passava de uma coincidência. Levaram-no para o quarto e eu fiquei ali, torcendo para não cair ninguém além de mim. Quando giraram a garrafa, tive quase um infarto. A garrafa estava quase parando do meu lado, para SEBASTIAN! ACREDITAM? Porém ela andou mais um pouco e acabou parando em mim. Tive que me conter para não sair comemorando pela sala com um sorriso bobo de orelha à orelha.
Quando entrei no quarto vi Blaine, impaciente. Sebastian que me acompanhou até a porta disse que tínhamos 7 minutos apenas e o mais novo por sua vez sorriu, agradecendo baixo por não ser Sebastian quem estava ali com ele no quarto. Esbocei um sorriso e cheguei mais perto dele. Aquele era um momento ótimo. Sentei-me do lado da cama com ele e senti um perfume amadeirado, que delícia de perfume!
Chegou mais perto, e mais. Cada vez mais. Puxei o moreno mais perto de mim e dei um selinho. Meu mundo explodiu naquela hora. Na verdade, explodiu depois de ele me retribuir com um sorriso lindo de orelha à orelha e me puxar pra um beijo rápido. Aquilo era tudo pra mim. E enquanto eu pensava nisso, Blaine tocou no meu peito com as duas mãos.
- Que bom que não é uma mulher, porque o beijo foi bom. — Rimos.
Não conseguia me segurar e beijei Blaine novamente, só que dessa vez, o beijo foi profundo. Não consigo explicar como era o beijo. Era uma explosão de sensações. Era lento e ao mesmo tempo com pressa, era quente, mas também era carinhoso. Era muito bom. Durante aquele tempo trocamos amassos e abraços. Só paramos quando bateram na porta avisando que o tempo havia acabado.
Blaine estava se levantando se dirigindo à porta, mas o empurrei para a cama, como forma de dizer "me espere sair". O moreno concordou com a cabeça e disse:
- Até mais, senhor misterioso. — Suspirou. — Espero te encontrar de novo.
Quando saí todos estavam novamente se divertindo e dançando. Parece que não gostaram de esperar e acabaram com a brincadeira e quem tinha batido na porta devia ter sido Sebastian, por ciúmes. Quando saí, bati na porta, como sinal para Blaine sair. Agora tinha certeza de uma só coisa.Amava Blaine.
BLAINE'S POV
Entrei no quarto e esperei entrar outra pessoa. A pessoa entrou e de cara, me beijou. Foi bom. De primeiro, fui ver se tinha peitos. Não tinha. Legal. Era homem e eu continuava gay. Foi um beijo bom, e o que eu podia fazer? O puxei de novo para outro beijo, e depois outro e outro. Ficamos sete minutos nos beijando, e daria tudo para beijar aquela boca de novo. Quando avisaram que havia acabado o tempo fiquei muito triste. Eu precisava saber quem era aquela pessoa, de quem era aquele beijo maravilhoso que me tirou do chão. Já havia beijado garotas e garotos, mas nunca tinha provado um beijo tão macio, e... bom. Assim que o meu “pegante secreto” saiu do quarto fiquei confuso. Quando saí do quarto estavam todos dançando e se divertindo de novo. Procurava alguém que me desse um sorriso ou algum sinal, mas ninguém se manifestou. Será que nunca vou beijar aquela boca de novo? Eu só sabia de uma coisa: havia sido beijado por alguém.
Notas finais
------------------- SUMÁRIO -------------------
NOVELANDO¹: Novelando é um verbo que eu mesma criei. Novelar é quando você está criando uma novela na sua cabeça. No caso, Kurt estava novelando sobre ele e Blaine.
SETE MINUTOS NO CÉU²: Pra quem não conhece e não entendeu na série (quando Puck e Zizes fizeram), é assim: Se roda a garrafa, quando parar, a pessoa que tiver com o gargalo apontado para si coloca a venda e vai pro quarto. Depois roda-se de novo para descobrir a outra pessoa pra fazer o que quiser, por 7 minutos, com a pessoa vendada. Lembrando que a pessoa que não estiver com a venda não pode se identificar, e quem ficou fora do quarto não pode contar quem foi, nem por um decreto.
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