Sete Minutos No Céu
9 Of what is possible die?
Notas iniciais
KURT'S POV
[...] "Eu precisava contar pra ele o que Sebastian tinha feito comigo naquele cativeiro, mas não agora. O que ele mais precisava agora era de uma noite tranquila de sono e eu não vou tirar isso dele. Amanhã conversamos."
Fui acordado por Blaine e seus beijinhos. Aquilo era um céu pra mim. Sentei na cama e me surpreendi: um café da manhã preparado pra mim, com pão, geléia, um pedaço de bolo... Posso me sentir uma princesa agora?
– Porque isso? — Eu disse com um sorriso no rosto enquanto Blaine estava ajoelhado na cama me encarando.
– Essa semana foi muito agitada pra gente. Você merece um pouco de descanso. E eu te amo. E queria saber se você me daria a honra de ser meu namorado.
Quase cuspi o café que tinha acabado de dar um gole.
– Cl-Claro.
Blaine tirou minha bandeja de comida, poxa, eu fiz um biquinho mas não adiantou, ele só deu um sorriso. Sentou em cima de mim e começou a me beijar. Era tão bom lembrar de como o beijo do moreno era bom. Me levava as alturas. Então ele foi descendo e começou a beijar meu pescoço. Com um leve puxão desabotoou minha blusa e começou a descer com os beijos, e aquilo estava me levando a loucura. Ele foi tirar minha calça, foi aí que o empedi.
– Blaine, temos que conversar.
O sorriso que estava no rosto dele tinha saído e ele fez um ar de preocupado.
– O que aconteceu?
– Deixa eu te contar primeiro, e depois você fala alguma coisa. Eu tinha saído anti-ontem para falar com Sebastian, confrontar ele e pedir pra ele parar de investir em você. Eu sou muito inseguro conforme isso, digo, ele é muito mais do que eu e poderia te pegar assim que quisesse. — Nesse momento, Blaine fez que não com a cabeça e eu continuei. — Porém as coisas saíram do controle e ele me deu um soco, e depois me levou praquele cativeiro. Lá, ele me amarrou e esperou eu acordar... — Deixei uma lágrima cair pelo meu rosto.
– Continue. — Blaine pegou minha mão e a apertou.
– Quando eu acordei, ele pegou um pedaço de pau e me bateu com toda a força nas costas e eu mal conseguia respirar. Nisso, ele ajoelhou na minha frente, tirou a mordaça da minha boca e... me beijou. — Olhei pro chão nessa hora, não queria ver o rosto de Blaine. — Eu mordi a língua dele, mas ele ficou bravo e me bateu mais, agora na perna e no rosto. Ele disse que se eu não... transasse com ele, ele me mataria.
– Eu... eu entendo. Você transou com ele daí. — Blaine falou com um ar triste.
– Não. Eu neguei. E ele me deu um chute que me deixou desacordado. Mais tarde, quando eu acordei ele estava ali de novo, com um pedaço de pau maior e mais grosso, e me bateu no rosto com ele. Disse que eu iria morrer. Eu não queria morrer. Eu só queria sair daquele cativeiro e ir correndo para seus braços. Então eu fiz um acordo com ele. A gente ia transar e ele iria me soltar, foi quando ele concordou. Eu... sinto muito. — Comecei a chorar compulsivamente e Blaine me abraçou. Quando soltou eu continuei. — Ele fez eu tirar minhas roupas rápido enquanto ele me batia com aquele pedaço de pau. Eu... tive que fazer coisas horríveis com ele. Coisas que eu lembro e me sinto nojento sobre. Eu chorava e gritava, mas ele só... me judiava mais e mais forte. Foi quando ele terminou e saiu da sala. Eu estava ali me sentindo sujo, horrível. Me vesti de novo e dormi. Quando acordei ele estava ali e me disse que queria de novo. Eu falei do acordo e ele me bateu mais, disse pra eu parar de ser ingênuo e bobo. Foi quando eu falei que não faria sexo com ele e você entrou no quarto. Eu... sinto muito, mesmo. Prometi pra mim mesmo que só teria relações com você, mas eu fui obrigado a... Me desculpe.
Blaine me abraçou e entendeu o que eu tinha passado, mas sei que foi horrível pra ele escutar isso, sei como foi ruim para ele saber o que Sebastian havia feito.
– Eu bati nele, muito. Espero que tenha contado como uma... vingança. — Blaine disse enquanto me abraçava forte.
– Eu sei. Eu sinto muito. — E cada vez chorava mais.
– Você tem que parar de se culpar por isso. Você fez o que era preciso pra ficar ao meu lado. Você preferia ter morrido sem ter lutado? Ficado longe de mim? — As palavras de Blaine me confortavam. — Deita aqui, no meu peito. Pare de chorar, vai ficar tudo bem. Vou cuidar de você e de todos os machucados que ele te fez. Não vamos pra escola hoje. Apenas, fique aqui.
Deitei no peito de Blaine e fingi dormir. Pude ouvir meu amor chorando baixinho pra não me acordar, e aquilo quebrou meu coração. Eu estava me sentindo péssimo, mas Blaine disse que me ajudaria com isso.
Ouvi um toque de mensagem no ceular de Blaine, e o choro logo parou. O que deveria ter sido?
– Ei Kurt, lindinho, acorde.
– Oi?
– Acabei de receber uma mensagem de Wes. Ele disse que avisaram a todos na Dalton que Sebastian estava no hospital, em coma.
– Mais que merecido. — Deitei a cabeça de volta.
– E ele... acabou de falecer.
Silêncio. Sabia que Blaine iria se sentir culpado, apenas o abracei, e ele retribuiu o abraço me apertando forte. Seria um momento difícil, mas eu estava ali ao seu lado. Eu estava morrendo de arrependimento, Blaine estava morrendo se sentindo culpado, e Sebastian, estava morto já.
Notas finais
Como essa fanfic está em reta final, comecei a escrever outra. Pra quem quiser ler: http://fanfiction.com.br/historia/300640/Tele-klaine-sexo/
Beijos e até amanhã.
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