Notas iniciais
Sorry pela demorinha e.e Estava sem imaginação pra essa fic e.e
MASSS ela já voltou. Eu acho, é.
Enjoy!

Fitei Frank, super assustado. Como assim? O que significava tudo aquilo? Eu achei que ele estivesse escrevendo para outra pessoa, mas... No meu iPod isso já não era mais possível... Eu acho...

Argh! Esse baixinho me deixa mais confuso do que eu gostaria de admitir.

-C-como assim... Eu... Ahn...

-Esquece. – disse Frank, tão assustado quanto eu – Era só uma... Uma parte de uma música que eu estava escrevendo... Aí eu estava... Você sabe... Brincando com seu iPod... E lembrei da música, por acaso!

-Frankie...

-É sério! – ele abriu um sorrisinho extremamente nervoso. Aproximei-me ainda mais dele e arqueei as sobrancelhas.

-Não me convenceu.

-M-mas é sério! – gaguejou ele, olhando para os lados, nervosamente.

-Frank, o que está havendo com você? Tenta chamar minha atenção... Fica escrevendo essas coisas... Você anda estranho. Por favor, diz o que aconteceu, eu só quero te ajudar. – pedi.

Ele suspirou.

-Eu só acho que me apaixonei por alguém... Por quem eu não deveria ter me apaixonado.

Tremi. Será que era quem eu estava pensando?

-Por quem? – indaguei, como quem não quer nada.

-Por... Alguém.

-Não vai me contar quem?

-Não.

-Por que não?

-Porque... Porque não é uma coisa que vá mudar a sua vida. – disse ele, dando de ombros.

-Acho que vai sim. – insisti – Vamos lá, por favor, conta...

-Não! Ah, eu tenho que ir. – disse ele, olhando o horário – Marquei de sair com... Com... Com um colega meu. Tchau, Gee! – disse ele, saindo pela porta rapidamente. Fiquei ali, parado, de boca aberta.

Argh! Ele inventa desculpas horríveis para tudo!

Suspirei profundamente, tentando me acalmar. Não adiantava xingar, espernear ou gritar. Eu tinha que sentar e esperar pacientemente até que aquele gnomo filho da puta voltasse.

Sentei-me no sofá e liguei a TV. Estava passando um filmezinho romântico qualquer. Aquilo certamente não me interessava, mas não havia nada passando. Deixei ali mesmo e assisti.

-Filme bom? – perguntou uma voz. Sobressaltei-me ao ver Bert parado ao meu lado, com os olhos na TV.

-Filho da puta. – xinguei baixinho – Como entrou aqui?

-Seu namorado deixou a porta aberta. – disse ele, gesticulando em direção à porta.

-Ele não é meu namorado. – resmunguei – O que quer dessa vez?

-Sei lá, Frank me disse que você estava putinho. Não que isso seja novidade. – riu.

-Não vejo qual é a graça. – retruquei, displicente.

-Vish, tá putinho mesmo. O que é dessa vez, falta de sexo?

-Robert!

-Me chama de Robert de novo que eu te quebro a fuça, idiota. – resmungou ele, se sentando ao meu lado e esfregando os próprios olhos – Cadê o Michael?

-Saiu com o Ray.

-Desde quando os dois são tão próximos.

-Sei lá. – resmunguei de volta – Não sou babá pra ficar tomando conta dos outros.

-Iiiih, meu bem, a seca tá foda mesmo. – comentou ele, rindo mais uma vez e recebendo um soco no braço, vindo de mim – Para, caralho!

-Então para de fazer comentários idiotas.

-Mas é pra isso que estou aqui. – ele sorriu abertamente – Pode ir contando. O que aconteceu pra você ficar tão revoltadinho, meu bem?

Suspirei e contei o que havia acontecido esses últimos dias. Bert pareceu se divertir com tudo isso, e até riu ao fim do meu relato. Fechei a cara para ele.

-Não tem graça, filho da puta.

-Ah, desculpa, mas tem sim! – disse ele, rindo e pegando um maço de cigarros do bolso – Um pirralho apaixonado e um boiola que não se admite? O que tem de sem graça nisso?

-Eu não sou boiola. – franzi a testa.

-Não. Você é viado mesmo. – ele sorriu.

-Olha quem fala. Você vive comendo homem.

-Eu sei. – ele sorriu – Mas pelo menos eu admito que sou gay. Você, nem isso.

-Porque eu não sou! Não tenho nada contra, mas eu não sou!

-Ah, não? – ele levantou uma sobrancelha, assoprando a fumaça – Então desculpe, você é bi.

-PORRA, BERT! Você tá aqui pra ajudar ou pra me jogar mais pro fundo do poço?!

-Nenhum dos dois. Eu estou aqui pra comer da tua comida. – disse ele, levantando e indo até a cozinha. Arregalei os olhos com a cara de pau de Bert e o segui – Você não vai no supermercado faz quantos dias, meu bem? Nem biscoito de água e sal você tem. – ele torceu o nariz, abrindo as gavetas e mostrando que sua teoria estava certa – Vem, eu vou te levar até o supermercado pra você ver a luz do dia e arejar essa sua cabecinha confusa. Aí, quem sabe, você organize seus pensamentos e, de quebra, me paga uma vodka.

Estreitei os olhos. Bert podia ser cara de pau, mas ele estava certo. Quem sabe uma voltinha organizasse meus pensamentos.

-X-

-Gerard, é sério, você tá pior do que bêbado dirigindo. Você já acertou o pé de umas quinze pessoas. E nós só estamos aqui faz cinco minutos. – disse Bert, censurando-me.

-Desculpa, porra. Não é de propósito. Ah, desculpe. – falei, pela décima sexta vez, para uma mulher que escolhia produtos de limpeza. Ela revirou os olhos e sorriu.

-Tudo bem. – sorri de volta, meio acanhado, e desviei o carrinho de compras.

-Aí, viu?! Deixa de ser desastrado! – Bert deu um tapa na minha cabeça.

-Ai, caralho. Doeu, sabia?!

-Também deve ter doído quando você acertou o carrinho nas pessoas. – retrucou ele, bufando.

-Tá, foda-se. Do que mais precisamos?

-Hmmm... – ele analisou tudo o que tínhamos no carrinho e sorriu – Mais álcool!

-Porra, já temos umas três garrafas de whiskey. – olhei torto para ele – Isso sem contar as duas de vodka!

-Por isso mesmo. – ele sorriu ainda mais e foi até o corredor de bebidas alcoólicas pela terceira vez.

-Enquanto você gasta meu dinheiro à toa, eu vou procurar coisas úteis. – repliquei, revirando os olhos. Ele mostrou o dedo do meio para mim e não respondeu, simplesmente continuou a analisar sua garrafa de... Seja lá o que for aquilo. Bufei e fui até o corredor de congelados, tentando achar alguma coisa que prestasse. De repente, trombei pela décima sétima vez em alguém.

-Ah! Desculpe! – exclamei, novamente, para a pessoa. Levantei o olhar e encarei o par de olhos cor de avelã de Frank – Ahn, Frank?

-Gerard. – ele sorriu, meio sem graça.

-O que... – fui interrompido por uma voz escandalosa e familiar.

-Frankiiiiiiiiiie! – disse a tal voz – Já peguei os docinhos, meu amor!

-Ahn... – ele olhou para trás e uma menina de marias chiquinhas apareceu atrás dele, beijando seu pescoço e, logo depois, distribuindo beijos por seu rosto. Foi só aí que ela notou minha presença e sorriu.

-Oi, Gee!

-Oi... Lisa. – respondi secamente, antes de sair do corredor, ignorando os gritos de Frank.

Notas finais
Eu botei o Bert porque... Porque eu quis, é. -n
Enfim...
Deus sabe quando sai o próximo, ê o/
A não ser que alguém queira arrumar a mala pra mim, aí eu vou ter mais tempo pra escrever o/
Não? Ninguém? Ok, sorry.
Beijo o/