Notas iniciais
HEY!
Estou tentando recompensar o capítulo demorado, é. Agora minha imaginação está funcionando relativamente bem.
Enjoy!

Querem mesmo saber o que aconteceu após minha linda fala para o professor de escultura?

Bom...

Digamos que eu fui obrigado a fazer um trabalho com sete mil palavras sobre Donatello. Justo o escultor que eu mais odeio.

Se ele sabia disso?

Mas é claro que sim! Afinal, qual seria a graça de me dar um trabalho, sendo que eu gosto do escultor? Nenhuma, não é?

De qualquer forma, é, eu ganhei um trabalho de sete mil palavras sobre Donatello, e é óbvio que Frank saiu impune disso. Quem acreditaria que aquela criaturinha aparentemente angelical faria uma coisa dessas?

Bom, ele saiu impune pelo professor. Mas não por mim.

­-FRANK ANTHONY THOMAS IERO JUNIOR! – saí gritando pela casa quando cheguei, após um exaustivo dia na faculdade. Eram sete da noite (consegui sair mais cedo, com muita sorte) e Frank estava jogando videogame com Mikey, de cabeça para baixo, cercado por pacotes e pacotes de salgadinhos e dois copos de refrigerante. Na mesa, estava uma grande caixa com uma pizza meio comida, com alguns pedaços sobrando. Ao me ver entrando, Mikey, que estava de pernas cruzadas, sorriu e me deu oi, sem desgrudar os olhos da tela. Frank soltou um “Hey, Ger!” e voltou a atenção para o seu videogame. Fechei a porta, bufei e cruzei os braços, com um cara nada agradável. Após longos minutos, foi a vez de Frank bufar, e pausar o jogo. Mikey deu um muxoxo de tristeza, mas nada disse.

-Que é? – resmungou Frank.

-Você. Seu infeliz. VOCÊ ME RENDEU UM TRABALHO GIGANTESCO SOBRE UM ESCULTOR QUE EU NEM SEQUER GOSTO! FILHO DA PUTA! – rosnei. Ele gargalhou alto e Mikey o acompanhou, só que em um tom mais baixo.

-E ninguém descobriu que fui eu?! – indagou Frank, ainda rindo.

-Eu falei que tinha sido você. Mas ninguém acreditou.

Isso só fez Frank rir mais ainda.

-Ai ai! Eu sou tão bom que dói! – ele sorriu e eu lancei-lhe um olhar de profundo ódio. Bufei e fui para o meu quarto, trancando-me lá dentro e ouvindo os gritos de Frank e Mikey, que voltaram a jogar videogame. Tentei fechar os olhos e ignorá-los, mas não deu certo. De repente, ouvi o telefone tocar.

-Alô? – ouvi Frank dizer lá dentro da sala, segurando-se para não rir. Demorou um tempo para ele responder – Quem quer falar comele? Ahn... Lisa? – sua voz passou para um tom desagradável – É, sou eu, Frank Iero. – e de desagradável, passou para raivosa – Não, ele não está. Aham, eu deixo recado. Tá. Tá. Falou. Tchau.

Lisa era uma menina da minha sala. Ela era completamente apaixonada por mim, por algum motivo. Sim, eu disse que ninguém da sala gostava de mim, mas sinceramente, eu prefiro fingir que essa menina não existe. Além de ela ser estranha, ela é totalmente viciada em mim, e isso me assusta profundamente.

Saí do quarto, curioso para saber o que havia acontecido. Encontrei Frank e Mikey na mesma posição. Bufei, tirei os fios do videogame da TV e fiquei na frente da tela, com os braços cruzados. Tanto Frank quanto Mikey protestaram, mas eu simplesmente ignorei e esperei que eles parassem.

-Frank, quem era?

-Lisa.

-O que ela queria?

Ele deu de ombros. Lancei-lhe um olhar venenoso.

-Frank, podemos conversar?

Ele suspirou fundo e se levantou, me seguindo até a cozinha.

-Desde quando você tem o direito de controlar as minhas ligações?

-A Lisa é louca, você sabe disso. Aquela menina não me agrada. – ele fez uma careta estranha.

-Ela também não me agrada. – admiti – Mas vai que era alguma coisa importante?!

-Vindo dela?! – disse Frank, com escárnio – Duvido bastante!

Suspirei fundo.

-Frank, por que não passou o telefone para mim? Diga a verdade.

-Já disse: porque ela é louca e provavelmente só queria dar em cima de você!

-Frank... – insisti. Ele bateu o pé no chão com força, como se fosse uma criança birrenta.

-Eu tenho meus motivos, ok?! Me deixa em paz!

-Não até você dizer o que houve. Anda, pode ir falando.

-Não!

-Fala.

-Não.

-Fala.

-Não.

-Fala.

-ARGH, EU NÃO QUERO QUE VOCÊ FALE COM ELA, OK?! – gritou ele, visivelmente magoado. Frank cruzou os braços e se recostou na parede da cozinha, soltando um barulho de frustração.

-E por que não? – perguntei, cinicamente.

-Porque ela quer ficar com você, dã.

-E?! O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO?!

-Nada. – sussurrou ele. Frank balançou a cabeça e se afastou, com lágrimas nos olhos. Fiquei encarando o espaço vazio, sem entender nada. De repente, saí correndo atrás dele, seguindo-o até o próprio quarto.

-Espera, o que foi que eu fiz?! – perguntei, quando cheguei no quarto e vi-o sentado na cadeira, com um caderno na mão, escrevendo algo.

-Nada. Só me deixa em paz.

Arqueei as sobrancelhas. Eu nunca tinha visto Frank assim, tão frio, tão mal humorado. O que será que eu havia feito?

Eu sei, eu não faço sentido. Uma hora, eu reclamo que ele é infantil, outra hora, eu reclamo que ele está frio. Mas, sinceramente, acho que prefiro o Frak infantil, pois ele fica, de certa forma, fofo.

Espera, fofo?!

Argh, o que eu estou falando?! O Frank não é fofo, ele é meu melhor amigo!

-Não vou te deixar em paz até você me dizer o que houve.

Ele suspirou e continuou escrevendo em seu caderno. Lentamente, aproximei-me dele e ajoelhei-me ao seu lado. Comecei a encará-lo e, poucos minutos depois, ele olhou em meus olhos.

-O que é, porra?!

-Não vou sair daqui até você dizer o que houve.

-N-nada... É coisa boba minha...

-Então pode esquecer essa coisa boba, porque eu quero ver você sorrindo. – ele deu de ombros – Por favor, um sorrisinho? Por mim?

Ele abriu um sorriso sincero. Pequeno, mas sincero. Sorri de volta para ele e baguncei seus cabelos.

-Obrigado. Então, vai dizer por que ficou tão magoado quando Lisa ligou?

-Eu... Acho que... Não quero que você passe muito tempo com ela. Eu quero que você fique aqui em casa, jogando videogame comigo... – disse ele – E com o Mikey. – acrescentou. Ri baixinho.

-Você estava com ciúmes?

-Quê?! Não!

-Awwwwwwwwwwwwwn, você estava com ciúmes! Que bonitinho! – fiz menção de abraçá-lo.

-Porra, sai de mim! Seu gay! – ele pulou da cadeira e franziu a testa, antes de sair correndo para a sala. Gargalhei alto.

Ele é um baixinho ciumento pra caramba.

De repente, eu tive uma ideia. Aproveitei que ele tinha saído do quarto para pegar seu caderno e ler o que estava escrito.

Era parecido com um poema, mas eu acho que era uma letra de música, porém, estava toda bagunçada. Não consegui entender nada. As únicas palavras compreensíveis naquela nuvem de letras e símbolos eram as seguintes:

Let me be the one to save you...

Notas finais
Só queria deixar claro que já tenho as ideias mais ou menos organizadas. Mas não garanto nada de não demorar e tals, né, minha vida está meio imprevisível.
Beijo -q