Sete Chaves

5 IV. O Grito de Roma


Notas iniciais
Tamo tentando.

IV. O Grito de Roma

Foi quando cruzávamos Salt Lake City pela I-80 que eu pude finalmente compreender os disseres de Vincent.

O caminho de Nova Iorque até São Francisco era tão longo quanto minha confusão. Uma viagem mínima de 40 horas, se minhas suposições estivessem corretas. Até o momento, havíamos andado trinta, o que significava que havia tanto chão para percorrer quanto de histórias para contar.

Mantendo sua promessa, Vincent conseguiu contar-me tudo da forma mais sucinta e clara que poderia. E pela primeira vez desde que o vi, eu realmente prestei a atenção em meu professor de química.

Vivíamos em guerra, ou pelo menos, algo parecido com isso. A designação de Guerra Fria até dado meu conhecimento era quando a supremacia se via através de conflitos indiretos, contornado pela mais pura estratégia. Era a situação vigente que se via Gregos e Romanos.

Não era uma guerra parecida entre Rússia e Estados Unidos, no entanto. Talvez nós estivéssemos vendo uma parcela muito mais branda de ambas, já que o eclodir desta colocava muito mais em jogo do que a outra. Além de que, suponhamos dizer, havia muito mais racionalidade na nossa situação.

Pelo menos de acordo com Vincent. Eu, contudo, firmei que talvez fosse o fato que se por ventura uma se visse realmente partindo para o físico, ao tomar seus lados deuses iriam entrar em contradição com seus próprios âmagos. Havia esse paradoxal de duas personificações em uma só divindade através das crenças, o que botava muito em risco a realidade vivida por todos. Se, e apenas um “se” bem grande, deuses fossem postos a escolhas de quem seriam, algo provavelmente ruim aconteceria.

Esse era o argumento mais sólido que eu processei quando Vincent explicou esses detalhes por cima. Mas, realmente, fora bem lógico, e eu mesma consegui supor sem muitas dificuldades.

A questão é que tudo vem acontecendo a mais ou menos um século meio, quando eclodiu Guerra Civil Americana, onde cada lado, gregos e romanos, fez ciente da existência do outro. Não foi bem visto, e eles utilizaram de conflitos dos mortais para o prol de seus interesses egocêntricos.

Naturalmente, não deu certo, e cada lado tenta negociações desde então de uma forma neutra. A questão era que nossa Guerra Fria estava realmente ficando quente de uns anos para cá. Nem as medidas mais absurdas que eles tomaram, como deixar jovens dentre 15 há 21 anos no “comando” do acampamento romano, já que a mente inocente se via muito menos tomada pelo poder, davam mais certo.

Tudo bem havia muitos poucos meio sangues velhos no mundo. Vincent me contara que era difícil passarem dos 30 anos, tendo poucos como ele e meu pai como exceções. Mas mesmo assim, esse pouco que ainda se fazia assíduo e influente, ainda mantinha a mentalidade arcaica de busca de supremacia.

Deixando salientado que, apesar da negação, eu já tinha muito bem ciente que os romanos que provocavam o estopim daquilo tudo. Era só seguir a história do Império Romano e suas buscam incessante por domínio. Mas lógico que eu não comentei, porque estava ao lado de um patriota assertivo e teoricamente eu era romana.

Não era surpresa também cogitar a hipótese que a paz estava beirando ao fim depois de décadas. E notadamente, diante de uma suposta nova guerra, o lado divino também se mostrou um tanto quanto deturbado.

Sobre essa questão Vincent não me deu muitos detalhes, mas eu pude sentir em um olhar que ele parecia muito mais preocupado do que aparentava; o que me deixou como usual preocupada, até na primeira oportunidade eu deixar essa história para lá e me concentrar no que era realmente importante para mim, porque francamente, eu pouco conseguia me ver inserida em todo esse drama orgulhoso.

Então eu perguntei do meu pai.

Eu não sabia se estava querendo realmente saber sobre ele, todavia minha curiosidade fazia-se mais dominante ao meu peito ao ponto que a indagação saiu sufocada.

O receio foi quase palpável. Vincent parecia convicto que como não era história dele, não cabia qualquer direito de explaná-la. Ainda mais para a filha do dito cujo. Porém eu me vi sendo insistente para a minha própria surpresa e tardando, mas não falhando, a história saiu escorregando em navalhas e chegou a mim picotada em várias partes que provavelmente seriam importantes para uma completude. Decidi, no entanto, não tecer comentários e me saciar com o sucinto que recebi.

Em uma linguagem bem mundana, de fato, meu pai era um lobisomem. Na colocação mitológica, ele fora amaldiçoado com a licantropria. De ambas as formas, meu pai era um cachorro bravo pronto para explodir sua fúria na primeira criatura que lhe irritasse.

Essa criatura era Theodore, o filho de Atena que previamente denominei de louco acinzentado. E sim, ele era grego. Greceus como Vincent diria com tanto desdém.

Mas a questão importante, que seria o motivo, não foi dito. Eu até insisti bravamente, porém dessa vez o silêncio se fez maior e tudo que recebi foi um:

— Você não vai ouvir isso de mim.

E não ouvi mais nada desde então que eu perguntava sobre qualquer assunto relacionado à minha nova realidade. Sentia que Vincent parecia bastante satisfeito com o que me tinha dado, e considerou que não me devia mais explicações relacionadas, portanto, durante as 10 horas restantes, apenas assuntos triviais e a música ruim de uma estação qualquer dominou ao carro.

***

Vi-me sendo acordada pela primeira vez desde que aquela viagem com um empurrão nos ombros. O que me pegou de surpresa, porque eu não me lembrava de ter ido dormir. Mas fazia sentindo devido ao meu cansaço psicológico após ouvir toda a verdade nua e crua.

Vincent parecia meio impaciente no olhar ônix, então somente chamou meu nome, me chacoalhou pela última vez e saiu da camionete. Quando meu olhar deixou de ficar turvo, notei que estávamos encostados em um estreito de uma rodovia, e um túnel parecia situar poucos metros à frente.

Notei dois garotos recostados sobre uma parede a adjacente do túnel, jogando conversa fora, mas não pendurei assídua. Apenas desci silenciosa da camionete, vendo o homem esperar do lado de fora do passageiro com a porta aberta.

— Onde estamos? — perguntei um tanto lenta, esfregando meus olhos.

— São Francisco — fora sucinto, fechando a porta em um baque.

Rolei os olhos, suprimindo alguma palavra nada complacente que pareceu incomodar minha garganta e acompanhei-o que parecia se dirigir com passos rígidos os meninos. Assim que notaram a presença do homem, ambos que estavam com posturas relaxadas automaticamente aprumaram, endireitando o corpo colocando seus ombros para trás e estufando o peito.

Ao parar em frente, Vincent oscilou o olhar rapidamente para os dois, como se os medissem.

— Sr. Turner, bem vindo — o primeiro que parecia ser mais velho que o outro, talvez 17 anos, disse em um tom muito respeitoso.

— Estávamos a sua espera, senhor — o outro complementou e pareceu se fazer ciente da minha presença quando finalmente parei atrás de Vincent.

Notei uma testa franzindo confusa, vindo do menino mais novo. Do mais velho, um altear das sobrancelhas interessadas. Com isso, desviei minha atenção para Vincent que pareceu perceber o que acontecia ali e se pôs ao meu lado imediatamente, como se quisesse apresentar.

Pude notar apenas por estar próxima que ambos os rapazes portavam em suas cinturas espadas completamente douradas que reluziam sutilmente em um brilho alvo.

— Elissa Rose McShane, filha de Psiquê e legado de Febo — a voz grave ao me apresentar por um instante me fez ficar intimidada, todavia me abstive da vontade de encolher a pose.

Ao ouvir do meu nome, ou talvez de minha “paternidade”, pude notar um lampejo de confusão parecer enaltecer ainda mais sobre o olhar do mais novo, e certa incredulidade substituir o interesse do mais velho.

Demorou um segundo para eles falarem, mas quando Vincent pigarreou alto clamando por algo, eles logo recuperaram a consciência.

— Marina e Chase aguardam-na, senhor. Fui instruído a guia-la assim que chegasse e há ordens para o senhor voltar para Nova Iorque imediatamente — o mais velho disse e me senti em um exército.

Vincent acenou com a cabeça, em concordância, e isso me fez ficar desesperada com os acontecimentos.

— Como assim guiar? Vai me deixar sozinha com esse cara que eu nem conheço?

Talvez eu estivesse mais temerosa do que realmente deveria, no entanto eu estava extremamente desamparada. Ser abandonada ainda mais agora que me via tão completamente ciente da nova vida que me metia não me confortava nem um pouco. Apesar de taciturno, Vincent era meu único elo conhecido desde então.

Ele me olhou estranho, como se tivesse sido uma audácia perguntar aquilo ainda mais naquele tom. Então algum vislumbre brilhou no ônix e a face suavizou. Talvez se fizesse ciente que eu não era igual como os soldadinhos ao nosso lado e tentou sorrir solícito. Não achei que combinou muito com a expressão firme.

— Eu tenho que ir buscar seu pai, Lissa. Somente os obedeça e você ficará bem.

Bom, ele não era muito bom com palavras reconfortantes, o que me fez ficar ainda mais preocupada. Obedecer não estava sendo minha virtude mais contundente quando formos considerar tudo que passei. Pelo menos com ele com o meu pai.

— Você está me sacaneando, Vincent?

Não sei nem o motivo que perguntei aquilo, porque pude ouvir um arfar vir dos soldados e tudo que fiz foi olhar indagando se eles tinham algum problema crônico. Vincent suspirou, e tocou ao topo da minha cabeça, como se quisesse fazer um carinho para cachorro e atraiu meu olhar descrente.

— Esse é à entrada do Acampamento Júpiter, aquele que conversamos, lembra? Ficará segura aqui, eu prometo — assegurou e finalmente pude entender onde estávamos. Fiquei um pouco mais cômoda, até que vi que ele colocaria a falar novamente. — Pelos menos se for menos... Você.

Bom, seu tom de receio não me ajudou um pouco, além de instigar um pensamento ofendido rapidamente. Ouvi umas risadinhas e ignorei com maestria, focando no altear perigoso de sobrancelhas que eu dava.

Perigoso só para mim, claro. Aquilo deveria ser uma graça na visão do homem musculoso que conseguiu me segurar com um braço.

— O que você quer dizer com “se for menos você?” — mantive firme.

Vincent suspirou, mas sorriu rapidamente, brincando com os cantos dos lábios.

— Obedeça Elissa. Só isso que estou pedindo. As pessoas aqui não são tão complacentes como eu com grosserias.

Ele fora terrivelmente sério o que me deu vontade de rir, já que em considerações, eu me achava à pessoa mais gentil do mundo para provocar atos de má educação.

Vincent pareceu esperar algum ato meu, porém dessa vez eu fiquei quieta, dando-me por vencida quando cogitei que reclamar apenas o atrasaria, e nada mais. Era uma guerra vencida e eu parecia uma perdedora não contentada com a derrota.

Suspirei e ele tirou a mão da minha cabeça.

— Voltarei logo com o seu pai, sua irmã e sua madrasta — afirmou convicto e não duvidei. O olhar subiu para o soldado mais velho, após. — Avise para eles que assim que retornar tenho assuntos urgentes para ser tratado com os pretores. E anuncie que Victor McShane está pra retornar.

Dizendo isso, ele apenas retirou um envelope do bolso e entregou para o rapaz. Nem tentei perguntar por que obviamente não parecia me envolver e fracamente eu parecia tão confusa comigo mesmo que curiosidades além não me importavam. Seria apenas uma dor de cabeça a parte.

Assim que o rapaz guardou ao bolso, Vincent me olhou mais uma vez e acenou a cabeça, em um gesto de despedida e logo caminhava em direção à camionete. Em resposta apenas acenei de volta, com a mão, e senti que o meu guia me olhava nas costas, quase impaciente, quando o carro cruzou a rodovia com velocidade, fazendo o sentimento solitário em meu peito tornar-se real.

— Bom... Vamos? — o timbre cortês ao extremo não mais existia, e quando eu virei para encará-lo, pela primeira vez o vi como um rapaz real, que parecia meio nervoso por estar perto de uma garota.

Eu suspirei e concordei, indo em direção ao túnel que ele me apontava. Dei um pequeno aceno de despedida para o garoto mais novo e sem delongas, segui o soldado mais velho.

***

Descobri duas coisas enquanto passávamos por uma ponte: Que ele adorava falar e que provavelmente estava interessado em mim. Provavelmente o segundo tinha culpa direta do primeiro.

Tomar ambos os conhecimentos não me deixou mais confortável; era o revés, admitia. Todavia era engraçado saber que Lincon parecia embolar cada vez que eu começava a falar.

— Esse é o Pequeno Tibre — explicou referindo ao rio que contornávamos fazia uns 10 minutos, fazendo desviar minha visão das Colinas de Oakland.

Uma recordação passou rapidamente sobre minha cabeça e vi Lincon sorrindo com uma face élfica.

— Tibre não era um rio famoso no Império Romano? — Grace se fazia muito mais presente na minha vida nessas horas devido seus monitoramentos comigo.

Lincon pareceu surpreso o que me fez ficar um pouco curiosa do porque, para não dizer ofendida. Estava cansada de ficar ofendida por pouca coisa até dado momento.

— Sim, exatamente. Então você sabe sobre Roma... — vi que era o inicio de um discurso, ou quase isso, então apenas concordei em um gesto. — Estou curioso com o que mais sabe.

Não precisava ser pela sobrancelha sugestiva e o meio sorriso nos cantos dos lábios que eu logo notei que aquilo era uma cantada. A própria conotação maliciosa e ligeiramente interessada me fez perceber

Sorri baixo, sentindo vontade de rir. Era sempre assim no início. Alguma coisa em mim fazia as pessoas ficarem interessadas, ou ficando extremamente amigáveis ou querendo segundas intenções, como agora. Fui apenas descobrir que talvez fosse porque Psiquê tinha algo semelhante nos contos quando dei por conhecimento minha paternidade. Mas acabava aí. Minha personalidade um tanto quanto rígida logo os fazia perder o interesse efêmero. Ou talvez fosse apenas um sentimento realmente momentâneo.

De todas as formas, decidi levar aquilo como sempre levava, na naturalidade da indiferença.

— Não muito... Para onde estamos indo? — em nenhum momento retirei meu olhar do horizonte, ondes edifícios logo começavam a ganhar notoriedade.

Lincon pareceu notar igualmente o que eu via, e isso o fez retirar seu olhar de mim, fazendo voltar seu porte discursivo mais uma vez.

— Principia nosso “quartel general”, por assim dizer — explicava e a cada minuto eu via que parecia um lugar extremamente bem estruturado.

— O que eu preciso fazer lá mesmo? — ele não tinha dito, mas tentei jogar verde, o que o fez olhar para mim com uma expressão marota.

— Você verá — e foi aí que eu notei que talvez ele fosse muito mais esperto do que acentuava e isso me fez ficar um pouco animada com aquele acampamento.

E, correspondendo, me fez notar a aparência real de Lincon. E isso criou um sorriso em meu rosto, porque era um rapaz realmente bonito. Cabelos castanhos pendendo para o ruivo, traços élficos e bem proporcionais, com um olhar perigoso de quem realmente poderia praticar alguma sem nem se quer aceitar as consequências póstumas.

Mas havia algo nele, talvez um pouco discreto ou escondido, que mostrava-se para mim e não se fazia tão atraente. Talvez uma cicatriz emocional, ou um hábito... Bom, eu não sei. Havia discutido com Vincent sobre isso e ele disse que essa minha intuição exacerbada poderia ser parte dos meus poderes.

De acordo com ele, Psiquê era a personificação da alma, ponto. O que me dava praticamente uma empatia inatural com praticamente tudo dotado de consciência. Não era uma telepatia (eu realmente tentei usar essa expressão), e nem algo do gênero, ela apenas algo natural que vinha através de um sutil compreender adquirido através de uma breve conversa, ou quando eu começava a notar realmente as pessoas.

Eu já havia percebido essa minha naturalidade, mas ela nunca havia feito tanto sentindo como até dado momento.

Permiti ficar tão absorta nessas divagações que só notei que parávamos de caminhar quando o grande edifício se fez presente na minha visão, contemplado por outros quase similares, apesar de não apresentar a mesma imponência que esse último. Era uma cunha de dois andares, feita de mármore branco, com pórticos de colunas, como aqueles edifícios à moda antiga. Guardas estavam à frente, parecendo aptos para impedir qualquer invasor. Meu olhar subiu para a porta, e em cima desta, estava um cartaz grande e roxo com letras SPQR douradas bordadas dentro de uma coroa de louros.

Foi só que me fiz ciente que aquele lugar tinha muitos fantasmas, em todos os lugares, além de um punhado de criança. Crianças, digo, como eu, talvez não passando dos 20. No entanto era seguro dizer que a quantidade de espectros foi o que me pegou surpresa, fazendo meu olhar arregalar.

— Por que eu estou vendo fantasmas? — indaguei observando uma idosa translucida varrer a calçada de uma loja onde dizia vender armaduras de guerra.

Lincon soltou uma risada.

— São Lares, Deuses da Casa. Só cuidam, protegem, coisas bem tranquilas — explicou rapidamente.

— Devo ficar preocupada?

— Com eles, não. São inofensivos — assegurou lançando-me uma piscadela. — Agora vamos entrar? Tem uma audiência te esperando.

Eu não gostei das palavras atribuídas, mas não tive muito tempo para contestar. Logo Lincon acenava para os guardas mirins as adjacentes da entrada e abria a porta para mim, em um gesto cavaleiro, aguardando-me.

Senti os olhares em minha volta me seguir pela primeira vez, e quis ficar invisível diante da atenção abrupta que recebi apenas por estar ali. Ou talvez dar de costas para encontrar novamente o prazer da insignificância e privacidade fora daquele acampamento.

Sovei o ar, atrás de um pouco de força, e praticamente empurrei para dentro do complexo, sentindo meu coração bater dolorido.

Minhas dúvidas eram tantas que eu nem soube como começar direito, então parti a base da surpresa quando o teto da Principio se mostrou como a figura mosaica mais impressionante que eu provavelmente veria na minha vida.

A figura de dois meninos estava de baixo de uma loba, que logo supus ser Lupa e tudo aquilo retratar o conto de Rômulo e Remo. O chão era de mármore polido, e as paredes envolta de veludo. Medalhas de bronze eram cravadas em varas na parede, e parecia ter vários cartazes em um mostruário do centro. Ao canto, uma escada discreta levava para baixo.

Mas não foi bem a estrutura do lugar que realmente me chamou a atenção.

Foi à mesa ao centro da sala, tão longa e bagunçada com papeis e aparelhos eletrônicos, que por breves segundos me fez sentir em meu quarto. Meu pensamento apenas esvaiu quando mais a frente, duas cadeiras no encosto mais alto chegou a minha visão, parecendo ser o centro gravitacional de todo o ambiente. Logo me dei conta que não era bem os moveis que tinha toda aquela aura perturbante.

Em cima delas, duas pessoas com togas arroxeadas me encaravam e eu senti minha espinha gelar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.