Sesshoumaru
1 Tormento
Então, eu nunca te matei, InuYasha, uma comoção tomava parte de mim mas eu nunca consegui dar um golpe final.
Lembro dos tempos de glória de “nossa” família, quando nosso pai dominava todo o oeste do Japão, sem exceções; se você soubesse quanto a força era importante, e ainda é. Força para dominar, para não ser subjulgado por ninguém, para manter a honra de nossa linguagem...
Até que ele conheceu a mulher humana, sim, admito, tentei mata-la para não cair em desgraça; foi tudo pela casa mas ele não entendeu, quase acabei morto pelas mãos de meu próprio pai.
Ele nunca foi carinhoso, nem leve; mas não pensei que fosse querer destruir seu único herdeiro puro pela mulher, nunc ao perdoei.
Eu gostava de passar minhas horas com ele, embora sempre desejasse o poder a cima de qualquer coisa, minha obsessão. Sempre aprendi a lutar com ele, a espada fazia parte do meu corpo, assim como ele. Meu sangue fervia de poder igualmente, eu sempre tentei alcança-lo, mas não havia uma única vez que o tivesse derrotado.
-Chichiue, você vai mesmo?
Eu estava com um pressentimento péssimo sobre aquilo, mas se ele morresse... As espadas...
-Este youkai é perigoso para os humanos, ele não se encontra longe de um vilarejo, se atacar...
Ele parou de falar, a humana o deixara com o coração fraco. Senti repulsa, vontade de mata-lo ali mesmo. CHEGA DISSO. Chega! Mas ao invés de fazer qualquer coisa fiquei calado, respeitoso e “oportunista”.
Não pensei muito sobre isso, mas parecia que ele havia percebido meus pensamentos, faz uma expressão triste por trás daqueles olhos dourados e, voltando-se pela porta, saiu. Reparei em suas três espadas, a terceira emanava um poder sombrio, diferente das outras criadas a partir do canino. Mas a que eu mais desejava... Tessaiga, capaz de matar 100 youkais em um único golpe, eu me tornaria muito mais que ele com aquelas espadas.
A idéia de poder me fez arrepiar.
É, ele nunca soube... Mas eu estava olhando de longe quando foi atingido pelo dragão, bem em cheio na barriga do gigante cão branco; ele ganiu de dor, quando reparei a ferida tinha aberto um buraco em sua barriga. Cheiro de sangue do meu sangue se espalhou pelo local, eu não aguentei mais assistir aquilo, não o vi cravar sua garra no dragão e sela-lo.
Logo, eu seguia a trilha de sangue deixada por ele, percebia que talvez já não aguentasse mais. Meu coração estava na boca, eu queria vê-lo novamente, embora quisesse poder, conquistas, algo em mim ainda gritava por ele.
Não demonstrei nada, não me permiti, minha vida já estava traçada pela linha do poder e dominação. Segui lentamente a trilha de sangue...
“Chichiue... Olhe o que essa mulher fez a você...” Ele estava parado a minha frente, de costas, havia muito sangue no chão e não parava mais de sangrar.
-Vire-se para eu ver seu rosto – falei, mas ele ignorou
-Sesshoumaru...
-Chichiue, olhe para você...
-Você não pensava que eu iria aguentar para sempre, não é?
Silêncio... Eu sentia seu cheiro, tão familiar, banhado pela morte.
- Você irá mesmo partir, Chichiue?
-Você pretende me impedir, Sesshoumaru?
-Não irei lhe impedir... Mas antes disso, os dentes... Quero que me dê o Souunga e o Tessaiga
-Se eu disser que não lhe entregarei... Vai matar seu próprio pai? – Uma onde ameaçadora passava por ele — Você quer mesmo tanto poder? Porque você busca tanto poder?!
- O caminho pelo qual eu vou seguir é o da dominação. E a força é o meio para abrir esse caminho
-Dominação, não é...? Sesshoumaru... você tem alguém para proteger?
-Pessoa para proteger? Uma coisa dessas... Não é necessária para mim – Eu mostrei minhas garras, queria as espadas, precisava tê-las. Não havia mais nada par mim ali, mas as espadas eram definitivamente, minhas.
Quando me vi bem menor que a sombra de meu pai, pensei que ele fosse atacar, e me preparei. As contrário disso ele apenas uivou para a lua, como se gritasse. Sua ferida exposta... Ainda estava lá, aberta perigosamente.
Talvez você me lembre ele, InuYasha, com sua mania estúpida de proteger os humanos, algum dia isso o levará a morte também. Tirei minhas garras de sua garganta, largando você no chão; você estava sozinho nessa história, e eu também, mas eu tinha um caminho, você não.
Talvez eu veja ele nos seus olhos. O jeito que ele me olhava, bem no fundo, acho que vocês são mais parecidos do que eu jamais fui.
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