Será que você sabe como eu te amo?
1 Capitulo 1
Notas iniciais
Escrevi completamente inspirada nas minhas experiências. Não sei se darei continuidade como fanfic, por favor deem opiniões! Obrigada desde ja ♡
— Bi, você vem? — Julia esta sentada na cama, segurando um cobertor. Usando um camisetão, com seu cabelo em um coque bagunçado.
— Vou onde? — Deitar comigo.Meu coração salta. Ela me perguntando isso? Eu sei que ela gosta de me ter por perto. Ela só não costuma admitir isso. A ansiedade toma conta de mim. — Aaaah. Tanto faz, pode ser. Idiota. Por que sempre acabo sendo estúpida quando fico sem graça? Já é valioso que ela tenha tomado a atitude de me chamar, eu me dou o luxo de responder desse jeito. Tomara que ela não mude de ideia — penso. Mas ela sabe que eu quero. Mais do que qualquer coisa que eu poderia querer no momento. Ela sabe que, de algum jeito, tenho esse "carinho a mais" por ela. Que, de algum jeito, ela mexe comigo mais do que deveria. E eu sei que ela gosta de me provocar. Ana esta no banheiro, tirando as lentes de contato. Mas ja sabemos que a outra cama esta destinada a ela. Ela não exatamente liga pra esse negócio de "dengo" entre amigas e tudo mais, é mais na dela. Como quando dormimos em casa há apenas duas camas disponíveis, duas de nós tem que dormir juntas. Motivo de ansiedade pra mim. Parece algo tão idiota, eu sei. Mas para mim nao tem preço poder ficar tão pertinho dela. Já estava de pijama, um camisetão largo e preto que, por acaso, escolhi lembrando que a Ju acha bonito. Vou ao banheiro escovar os dentes. Me olho no espelho e... essas olheiras... ah e essa espinha no queixo. Porque pareço tão acabada? Não queria que a Ju me visse desse jeito. Apesar de termos muita intimidade, eu quero que ela me admire, quero parecer bonita pra ela. Será que vou poder ficar abraçada com ela? Se hoje for um dos dias "fofos" dela, talvez. — Eu não pensava em outra coisa. Ao voltar para o quarto, vejo a Ju deitada, mexendo no celular, e Ana, na outra cama, quase dormindo. Olho as horas na tela do meu Samgung. 02:28. — Oi — digo, voltando-me para Ju, sorrindo levemente e subindo na cama, ao seu lado. Ela se movimenta, dando-me espaço para deitar. Ela bloqueia a tela do celular e volta sua atenção para mim. — To com muuuito sono. — Ah naaao, voce nao vai dormir agora — imponho, fazendo manha. — Aaaah você nunca me deixa dormir! — falou, entrando no meu jogo. -Ana, você tambem nao vai dormir ainda nã.. -tarde demais kk — cortou Ju. Ana já quase roncava. Começamos, então, a conversar. Não exatamente sobre coisas sérias. Ficamos sempre muito idiotas quando estamos juntas e bem humoradas, então basicamente não parávamos de rir e falar besteiras. Ela, não parava de me irritar, de brincadeira, pra chamar minha atenção. E eu entrando no jogo, fingindo que ligava. Era sempre assim. Eu amo tanto isso. O jeito com o qual nos damos bem. Eu sentia uma conexão tão forte, esses momentos com ela eram sempre os melhores. São momentos nos quais ela baixa suas barreiras. Nos quais ela pode falar o que pensa, demonstrar o que sente, sem se preocupar. Nos quais ela pode ficar vulnerável, porque sente segurança em mim. Nos quais ela se torna extremamente atenciosa, doce, ainda que brincalhona e debochada. A certo ponto percebo que ela está realmente com muito sono. — Vou te deixar dormir agora — brinco. Ela se mexe na cama. Fico esperando ela falar mais alguma coisa. Aquela expectativa persistindo, expectativa de poder ficar mais perto ainda, senti-la. Não sei se hoje ela quer... ela está sem bloqueios, isso já é bom. — Faz carinho em mim? — ela pergunta, interrompendo meus pensamentos no tempo exato. Perguntando daquele jeitinho manhoso, que só ousa dar as caras nesses nossos momentos especiais. Finalmente. É tão bom ouvir isso. Eu amo fazer carinho nela. Amo fazer ela se sentir bem, amada, protegida. Chego mais perto dela, meu coração palpitando.Estamos levemente encostadas, eu em posição de conchinha, atrás dela. Meu Deus, como isso é bom. Sentir ela juntinho de mim. Esse cheirinho delicioso que ela tem, me tonteando. Meu estômago é invadido por borboletas ao sentir ela assim, tão pertinho de mim, tão fofa, tão intregue. Poder segurar ela nos meus braços, sentindo todo aquele amor que transboradava de mim, enquanto eu fazia cafuné nela. Minha menina, meu bebê. Meu Deus, como eu amo ela. Com aquele tsunami de sentimentos, foi difícil dormir. Eu nem queria dormir, para começar. Queria aproveitar aquilo ao máximo.
Notas finais
Espero de verdade que alguém tenha gostado!! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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