– Eu não faço idéia do que você está falando.

– Então talvez essa foto pode te lembrar.

Ele disse e depois pegou uma foto da bolsa e entregou para mim. Eu não pude acreditar no que eu vi, era uma foto minha beijando outro garoto e na foto eu estava exatamente igual a ontem!

– Isso deve ser um engano Cascão, você sabe que eu nunca faria isso!

– Então prova.

E ele saiu me deixando sozinha segurando a foto, eu fiquei parada por alguns segundos pensando naquilo, um tempo atrás tudo estava tão perfeito... Agora eu sentia como se o meu mundo tivesse desmoronado! As tristeza me invadiu que as lágrimas vieram tão rápido que eu nem pude controlar, mas todos já haviam ido embora.

Então fui o mais rápido que pude para casa, enquanto andava limpei as lágrimas e tentei parecer normal só até chegar no meu quarto em casa, fechei a porta e desabei em lágrimas me jogando na minha cama. Abracei o Mingau que estava perto para ver se assim eu ficava melhor.

Não sei quanto tempo se passou até que meu celular tocou e eu o soltei diversas vezes, eu não queria conversar com ninguém, mas resolvi atender pois a pessoa era insistente, vi que era a Mônica e atendi.

– Oi Mônica.

– Oi Magali! Adivinha a novidade que eu tenho?

– Não tenho idéia.

– A nossa banda venceu o concurso!

– Que legal. — disse desanimada.

– E eu pensei que eu, você, o Cebola e o Cascão poderíamos sair para comemorar!

– Acho que não vai dar. — Eu disse com uma voz triste.

– Espera... — agora ela parecia estar séria, com certeza percebeu que algo estava errado — Magali você estava chorando?

– E-eu... Claro que não!

– Magali eu te conheço, sei que está mentindo. Me conta o que aconteceu.

– Ok, mas não por telefone. Você vem aqui em casa.

Eu tive que concordar, a Mônica é muito teimosa e ia insistir naquilo até o fim. Nós nos despedimos, um tempo depois alguém bateu na porta, era a Mônica e nós duas fomos pro meu quarto.

– O Cascão terminou comigo.

– O quê? — ela disse parecendo confusa.

– Ele viu isto. — disse pegando a foto e mostrando pra ela.

– Você...

Entendi o que ela estava pensado e disse que eu nunca trairia ele.

– Espera... Vem comigo.

Ela disse e saiu do quarto, eu resolvi seguir-la, quando vi já estávamos fora de casa, indo na direção na casa... Do Cebola?

– Por que a gente está indo pra cada do Cebola?

– Eu tive uma ideia e vou precisar da ajuda dele.

Quando chegamos a Mônica bateu na porta, o Cebola atendeu, os dois ficaram conversando e ela finalizou entregando a foto para ele. Ele entrou, a Mônica o seguiu e me disse para fazer o mesmo.

– Como você acha que o Cebola pode me ajudar?

– Talvez ele saiba um jeito de provar para o Cascão que a foto é uma montagem.

Nós fomos lá para a sala e ele nos explicou sobre a montagem. Pelo que eu entendi alguém havia tirado uma foto minha e do Cascão nos beijando, colocado outro garoto no lugar do Cascão e trocar o cenário pra ninguém perceber.

– É melhor nós conseguirmos provas. — finalizou Cebola.

– Mas como nós vamos descobrir quem fez isso? — eu perguntei.

– Talvez o culpado seja o cara da foto, vocês não reconheceram ele? — disse Cebola.

– Espera, na foto mostra um pouco do cabelo dele, é loiro e liso, parece até...

Antes que Mônica pudesse completar a frase eu já percebi quem era, com certeza ele fez isso para se vingar por não ser mais popular como foi na nossa infância, de um jeito que a maioria das meninas gostavam dele, era ...

– O Fabinho Boa-pinta! — completei.

Continua...