Servos de Deuses

9 Capítulo 9 - Planos fustrados


Notas iniciais
Aí vai outro capítulo.Espero que gostem.

Noah

Acordei assustado com algo duro acertando a minha cabeça. Olhei para cima e vi um casal de esquilos correndo por entre os galhos da árvore. Passarinhos cantavam e borboletas pousavam nas flores. Parecia uma típica cena do filme infantil da “Branca de Neve e os sete anões.” (Minha irmã me obrigou a assistir a esse filme quando eu tinha cinco anos).

Alguns segundos depois, Rose acordou. Ao olhar para cima e me ver sorriu.

— Bom dia! – ela disse coçando os olhos e se espreguiçando

— Bom dia, dorminhoca! – eu brinquei

— Hi-hi! Que horas são? – ela perguntou

— Sei lá! Devem ser umas 05:30 ou 6 horas da manhã.

— 6 DA MANHÃ? AI MEUS DEUSES! – ela disse em um sobressalto.

— O que foi?

— Se descobrirem que eu passei a noite aqui com você, eu serei uma princesa morta! E agora?

— Calma! Tenho uma solução.

Peguei novamente meu cubo de dentro da bolsa e o transformei na minha prancha.

— Toma! Com isso, você vai chegar lá rapidinho. – eu disse a ela

— M-mas é sua! C-como eu vou devolvê-la? – ela perguntou nervosa

— Mais tarde eu passo no palácio e você me devolve! Vem! Sobe! – eu disse dando-lhe a mão para que ela pudesse subir.

— Como funciona?

— Ah é! Tinha me esquecido!

Criei uma pequena bola de fogo com uma das mãos e liguei a prancha.

— Pronto, agora é só você dizer para onde quer ir que ela obedece.

— Obrigada Noah! Não sei nem como agradecer!

— Eu sei!

Agarrei-a pela cintura novamente e a beijei demoradamente.

— Até logo! – ela disse e decolou rumo ao palácio

Depois disso, antes do rei Pedro viajar, eu pedi a ele e a rainha a mão da Rose em namoro e eles concederam.

Eu e Rose ficamos muito felizes! A gente estava namorando! Por todo o reino diziam que formávamos um casal lindo. Os meninos do planeta todo morriam de inveja de mim, por eu namorar com a princesa. Enquanto as meninas me elogiavam e dizia o quanto à princesa era sortuda por encontrar alguém como eu. O tempo todo, eu e Rose estávamos juntos. Para onde quer que ela fosse eu ia junto. Mas às vezes a gente se desencontrava, pois cada um ia para um canto e o outro para outro.

Um exemplo disso foi quando cheguei um dia ao palácio e rodei-o todo procurando pela Rose.

— Algum de vocês viu a princesa? – eu perguntava a quem passava.

— Não! – todos respondiam

Só finalmente a achei quando perguntei a rainha onde ela estava.

— Ela deve estar na biblioteca, meu jovem! – a rainha me respondeu – É a 3º porta a esquerda!

— Obrigado, vossa majestade! – eu agradeci com uma reverência.

Entrei na biblioteca e a 1º coisa que vi foram os lindos cabelos cacheados de Rose.

De fininho, caminhei até a mesa onde ela estava e pondo as mãos em seus olhos, brinquei:

— Adivinha quem é!

— Hum... Deixe-me adivinhar! Noah! – ela disse tirando minhas mãos de seus olhos.

Ela pôs a cabeça para trás e sorrindo me beijou.

— O que você está lendo? – eu perguntei ao ver o grosso livro em cima da mesa.

— Ah! É um livro que eu comecei a ler anteontem. É o penúltimo de uma coleção. Estou quase terminado. Faltam apenas 10 páginas.

Tipo, eu estava abismado! Imagine o livro mais grosso que você já viu. Agora multiplique ele por cinco. Não chega nem aos pés da grossura daquele livro. E ela tinha lido tudo em apenas três dias.

— Posso ver a capa? – perguntei

— Claro! – disse ela fechando o livro com uma das mãos, enquanto a outra o marcava.

Na capa do livro estava escrito em uma língua estranha:

EARTH 4

E desenhado na capa, havia um planeta azul com manchas brancas e marrons.

— O que é isso? O que significa?

— É o planeta Terra. Ele fica a meia galáxia daqui. Foi desse planeta que herdamos a nossa cultura.

— Então... Tipo... O planeta é como se fosse o nosso?

— Não. A cultura deles mudou com o tempo. No início, não havia vida inteligente. Só havia o que eles chamavam de dinossauros. Com o tempo, eles evoluíram e se transformaram em homens. Hoje, 60% do planeta vivem em grandes cidades.

— Que legal! E eles falam grego ou latim?

— Nenhuma das duas línguas. Eles falam (na grande maioria), inglês, que é uma língua baseada no latim. – disse ela com um sorriso travesso.

— Você aprendeu essa língua, não foi?

— Aham! Seu bobo! – ela disse naquela língua estranha.

— Ahn?

Ah não! Agora ela iria querer zoar com a minha cara em outra língua! Nãããããão! Droga!

De repente, entrou na biblioteca uma empregada desesperada.

— Princesa! Princesa! Por favor! A senhorita precisa vir comigo agora! Por favor! É urgente!

— Mas... O que houve Millie? O que está acontecendo?O que é tão urgente?

— Sua mãe! A rainha Sophia! Ela está passando muito, muito mal! Ela desmaiou aqui, no meio do corredor do palácio. Eu e mais alguns amigos meus que passavam no corredor na hora, os seguraram antes que ela caísse no chão e a levamos para seus aposentos! Um sátiro acabou de me dizer que ela está queimando de febre! Por favor! A senhorita precisa ir lá ajudá-la! Por favor!

— Ah meu santo Apolo! Eu já estou indo! Obrigada por me avisar, Millie! Pode ir!

— Sim senhora! Já estou indo!

— Noah, vem comigo! Isso nunca é bom sinal! Vou precisar da sua ajuda! Por favor, vem comigo!

— Claro! Quer que eu pegue alguma coisa para ajudá-la?

— Sim, por favor! Pegue algumas toalhas com algumas empregadas lá fora, por favor! Eu estarei no quarto da minha mãe, OK?

— OK! – eu disse correndo

Eu havia planejado uma manhã perfeita para nós dois. Mas depois disso, tudo tinha ido por água abaixo. Outro dia a gente fazia isso. Agora o importante mesmo era ajudar Rose e a rainha.