Servos de Deuses
15 Capítulo 15 - Quem vai estragar meu grande dia?
Notas iniciais
O
dia do meu casamento finalmente havia chegado e eu não conseguia
mais me segurar de tanta ansiedade. Nada nem ninguém poderia
arruinar aquele dia.
cedo e comecei o meu “dia de rainha”. Fiz cabelo, maquiagem e
unhas. Era como se o tempo não tivesse passado e eu ainda estivesse
em Hélade. Vesti meu vestido de noiva. Ele era linda!
Todo rendado, no estilo grego. As alças bem soltas caíam sobre meus
ombros. Eu nunca gostei de usar sapatos de salto alto. Eles me
machucavam os pés e eram desconfortáveis, por isso usei a minha
sandália mais nova que eu tinha. Faltavam apenas o véu e a
grinalda. O véu eu já havia comprado junto com o vestido. Quanto a
grinalda, usei minha antiga tiara de princesa para compensar. Porém,
quando peguei a tiara de dentro do meu baú onde estavam guardadas as
minhas coisas, sem querer apertei uma safira azul que a enfeitava. De
repente, a tiara se transformou em uma lira dourada. Eu me assustei e
foi aí que percebi que dentro da caixa que estava guardada a minha
tiara, havia um bilhete. Estava escrito em grego e pela letra,
identifiquei que era um bilhete da minha mãe. Estava escrito assim:
Para
a minha amada filha,
Rose
Aperte
a safira azul e você terá uma surpresa! Esse é o presente de 15
anos que eu e seu pai lhe damos. Esperamos que você a use e a passe
de geração em geração. Tenho certeza de que você saberá tocá-la
divinamente. Mil beijinhos. Com amor,
Mamãe e papai.
A
saudade apertou e eu comecei a chorar. Sentia falta dos meus pais. Eu
queria que eles tivessem comigo naquela hora. Compartilhando toda a
alegria que eu sentia. Comecei a chorar de tanta emoção. Fiquei com
medo de borrar a maquiagem e estragar tudo, mas aí lembrei que a
maquiagem era a prova d'Água. Transformei a lira em tiara novamente,
limpei as lágrimas, peguei meu buquê de rosas vermelhas de cima da
cama e entrei na carruagem presa a dois lindos cavalos brancos que me
esperava do lado de fora da minha casa.
Tudo
estava perfeito até que um cachorrão preto de quase 3 metros de
altura pulou na frente da carruagem e rosnou para mim, o que fez o
cocheiro desmaiar e os cavalos entrarem em pânico. Lembra que eu
disse que nada e nem ninguém ia atrapalhar o nosso momento? Pois é,
parecia que algo queria atrapalhar. Eu simplesmente fiz a primeira
coisa que veio na minha cabeça. E não foi correr. Transformei meus
anéis e minha bolsa e armei meu arco e flecha. A coragem tomou conta
de mim. Mirei na cabeça dele, bem entre os olhos e disparei. O bicho
virou uma chuva de pó dourado em uma fração de segundos. Um dos
cavalos conseguiu se soltar e fugiu desesperado pelas ruas de São
Francisco, enquanto o outro, ainda estava amarrado e relinchava em
pânico. Fui até o cavalo, soltei-o da carruagem, peguei seu focinho
e o acariciei tentando acalmá-lo.
-
Calma, garanhão! Está tudo bem! Aquele bicho não vai machucá-lo!
Calma! Ele já se foi. — eu disse ao cavalo
Percebi
que o arreio o machucava e devagarinho o tirei. No início ele
relinchou um pouco e não queria deixar eu tirá-lo, mas quando
percebeu o que eu fazia, se acalmou. Ao contrário do que eu achei
que ele ia fazer, ele ficou parado esperando eu montá-lo. Montei
nele e ele me levou até a igreja. Eu não achava certo os coitados
dos cavalos viverem presos em estábulos, quando podiam muito bem
viver livremente por aí. Desci do cavalo, agradeci-lhe e lhe dei
uma benção que o ajudaria a chegar ao seu lugar de origem em
segurança.
Ryan
já estava no altar e me esperava impacientemente. Entrei na igreja
junto com Maxwell Tennyson, o melhor amigo de Ryan.
Quando juntei-me a Ryan e ele me perguntou
por que eu tinha demorado tanto, eu não tive coragem de lhe dizer o
que havia acontecido e disse-lhe apenas que era normal a noiva
demorar um pouco. Nos ajoelhamos diante do altar e o padre começou a
cerimônia. Quando ele chegou na parte do “se alguém tem alguma
coisa contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre, um
alienígena se levantou e tirou a máscara ID que ele usava,
mostrando a nós, sua verdadeira forma.
-
Você não se casará nem hoje nem nunca, Rosellie Shane! — ele
disse – Vim a mando de seu irmão e rei, Robert Shane para
impedir esse casamento! Diga adeus!
Todos
os encanadores presentes, levantaram-se e sacaram suas armas
apontando para o alienígena no centro da igreja. O padre estava
aterrorizado e parecia a ponto de ter um treco.
-
Abaixem as armas, por favor! — eu pedi aos encanadores, que
atenderam ao meu pedido – Deixem que eu cuido disso sozinha!
Eu
estava enfurecida! Era a segunda vez que alguém tentava impedir o
meu casamento! E pior! A mando do meu irmão! Como é que ele sabia
do meu casamento se ele estava lá em Hélade? Agarrei a barra do
meu vestido e enquanto descia as escadas do altar, armei meu arco e
flecha. Derrubei no chão com meu arco, a espada que o alienígena
segurava e apontando a flecha para ele disse:
-
Você não vai atrapalhar o meu casamento, está me ouvindo? Não
importa a mando de quem você veio! Cai fora! Vai embora daqui e
não volta mais! A menos que você queira ser mais uma vítima
dessa flecha aqui!
O
alienígena que antes se mostrava corajoso, deu meia volta e saiu
correndo para fora da igreja. Alguns encanadores fizeram menção
de se levantarem, mas eu disse a eles que se sentassem. Voltei ao
altar e Ryan me olhava surpreso, talvez impressionado pelo que eu
tinha feito. Pedi ao padre que continuasse o casamento. Ele ainda
estava em estado de choque. Acho que ele nunca viu um alienígena
em toda a vida dele. Depois do stress pós-traumático, o padre
retomou o casamento.
Depois
da igreja, fomos todos para o salão de festas. De lá, eu e Ryan
fomos para o aeroporto e pegamos um avião para Nova York. O voo
demorou umas 8 horas. Chegamos ao hotel a recepção do hotel as 9
horas da noite.
Boa
noite! — Ryan disse a recepcionista — Aluguei um quarto neste
hotel, faz uma semana. Somos recém-casados. A senhorita poderia
nos informar qual é o nosso quarto? Meu nome é Ryan Johnson.
-
Claro senhor Johnson. Seu quarto é o número 15. Fica no segundo
andar. Aqui estão as chaves. Tenham uma boa noite. O serviço de
quarto irá no seu quarto para perguntar se precisam de alguma
coisa. A bebida é por nossa conta. — disse a recepcionista
Subimos
para o nosso quarto e curtimos nossa noite de núpcias.
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