Servant of Evil.

1 Capítulo 1 - One Shot.


Notas iniciais
Estava eu escutando Servant of Evil quando essa ideia me veio a cabeça, espero que gostem :v :3

Vossa Majestade. Rainha. Rachel. Se algum dia escutar essas palavras, significa que está morto.

Rachel Barbra Berry, uma Rainha que governava de forma egoísta e cruel. Após a morte de sua mãe por uma doença terrível e logo em seguida a morte do Rei por depressão ao perder a mulher que amava, a jovem princesa foi coroada Rainha.

Lucy Quinn Fabray, uma garota pobre que fora enviada ao palácio para servir a família real quando tinha apenas quatorze anos, e acabou se apaixonando pela princesa, agora Rainha, fazendo de tudo para tornar-se sua favorita, alguém notável entre os diversos servos. O braço direito de Vossa Majestade.

– Quinn! — Chamou a morena, sentada em um trono dourado com pedras preciosas incrustradas. Seu vestido vermelho e perfeitamente detalhado balançava enquanto os ventos fracos adentravam pelas janelas do cômodo imenso. -

– Sim, Vossa Majestade? — Pediu a loira, ajoelhando-se em frente ao trono, matendo contato visual com a mulher tão importante a sua frente. -

– Preciso que elimine alguém. Pode fazer isso por mim? — Indagou seca, indo direto ao ponto. Seus olhos semicerrados encaravam os olhos verdes com traços dourados sem pestanejo. -

– Apenas dai-me sua localização, Vossa Majestade. -

– A noiva do Rei ao outro lado do oceano. Espero que tenha sucesso.- Informou a mulher curta e grossa, a loira assentiu. -

– Como desejar, minha Rainha. — A serva levantou-se, ainda sem quebrar o contato visual com os olhos raivosos da Rainha. Rachel estava enviando-a por motivos pessoais, isso era óbvio. -

Mas a noiva do Rei não era qualquer garota. Ela era Marley Rose, e Quinn conheceu-a muito antes do tal Rei.

Quando a loira visitou o país visinho, conheceu a dama sorridente de olhos azuis e cabelos castanhos. Ela tão gentil e adorável, que Quinn acabou apaixonando-se a primeira vista, como vários dos rapazes daquele vilarejo. Mas se Rachel deseja que a garota seja eliminada, assim será.

Agora o sorriso da garota nunca mais surgiria novamente, o corpo estava caído no chão e o sangue espalhava-se mais e mais, misturando-se com as lágrimas quentes que escorriam dos olhos de Quinn. Em suas mãos havia o sangue da garota que uma vez amou, isso antes de se tornar a serva leal da tão temida Rainha.

Mas o Rei não gostou daquilo. Ele sabia que quem havia acabado com a vida de sua amada fora a mulher com quem seu finado pai tentou lhe casar tempos atrás, a impiedosa Rainha do país vizinho, que seria capaz de mandar a forca alguém que não lhe agradasse simplesmente por existir.

Logo a ira surgiu nas pessoas da cidade, e juntos ao Rei do país vizinho, uma rebelião foi iniciada. O palácio logo foi atacado, soldados morriam a todo lado, estavam cada vez mais próximos da Rainha, e logo seria seu fim.

Rachel quase tremia de medo. Seu império, tudo que tanto era temido pelos cidadões, senhores feudais e burgueses agora estava sendo tomado por eles enquanto invadiam seu castelo, matando e tomando qualquer um de seus inúmeros servos e guardas.

Quando uma Quinn com os cabelos dourados tingidos de castanhos e com suas próprias vestes entrou em seu campo de visão Rachel riu nervosamente, ela sabia o que iria acontecer.

– Quinn, o que é isto? — Ela riu ainda mais nervosa, e a loira segurou seus pulsos, juntando as testas e beijando-lhe o rosto. -

– Aqui, eu irei lhe dar minhas roupas, vista isso e escape imediatamente. Não somos tão parecidas mas são poucos os que lhe viram de perto, vão nos confundir, ou pelo menos ficarão satisfeitos em terem alguém para decapitar. — A serva entregou-lhe um amontoado de suas próprias roupas, escolhidas a dedo pela própria Rainha, uma vez que apesar de Quinn ser sua serva, era a única que lhe importava realmente. -

– Não! Eu não posso ... v-você não pode! — Pela primeira vez após a morte de seus pais, lágrimas escoriam-lhe o rosto a respeito da morte de alguém. -

– Você é minha princesa e eu sou sua serva, e se for para te proteger, eu posso ser mau como você. Afinal, se alguém como você é considerada maligna, eu também poderei ser. — Um sorriso surgiu em seu rosto. -

Sua mão gentilmente alcançou a mão da Rainha, e logo a loira empurrou o guarda-roupas de madeira rústica luxuoso, onde atrás havia uma passagem que levaria a praia atrás do palácio.

– Vá por aqui, é uma passagem segura até o lado de fora. Não deixe que eles lhe peguem. — A loira sorriu e puxou a morena pela cintura, colando seus lábios por milésimos de segundos. -

– Eu te amo, minha Rainha. — E então empurrou o corpo pequeno para dentro do buraco na parede, logo empurrando o guarda-roupas de volta ao lugar. -

– Quinn! Quinn, não! — Ela gritou, batendo com força na madeira, porém nada era escutado. -

Então a morena sentou-se no chão e apertou com força as mãos até os nós dos dedos ficarem brancos, abraçando o joelhos e deixou escapar as lágrimas quentes por seu delicado rosto.

...

– Você virá conosco. — Uma voz rude alcançou os ouvidos da Rainha, sentindo o aço da ponta da espada contra suas costas. -

De cabeça baixa, ela deu as mãos para que amarrassem com as cordas gastas, e com um empurrão vindo do Rei Hudson, ela passou a andar sendo escoltada pelos guardas com suas belíssimas armaduras com detalhes vermelhos, vindo do sangue dos mais fracos que foram tomados.

O sino da igreja tocou. O povo comemorou quando viu a Rainha de joelhos na guilhotina, porém seu rosto estava calmo, como se não fosse morrer em poucos minutos.

Entre os homens e mulheres felizes pelo fim da tirania, estava uma morena baixinha que não tirava os olhos da mulher que estava em seu lugar.

– ... E por fim, decreto que por consequências de seus crimes, a Rainha Rachel Barbra Berry será condenada a morte. — Leu em voz alta o Rei Finn Hudson, trajando a armadura real com os símbolos de seu país. -

Quinn olhou para a multidão, batendo inevitavelmente seus olhos em Rachel. A mulher chorava com as mãos na boca, até que a ex-loira lançou-lhe um sorriso, e com dificuldade, a morena devolveu-lhe o mesmo sorriso, enquanto as lágrimas banhavam seu rosto.

– Ninguém consegue fazer você rir como eu, eu sabia! Se eu pudesse renascer ... — Então a lâmina desceu, e o barulho da carne sendo cortada, seguida pela comemoração do povo, fez Rachel chorar como nunca havia feito na vida. -

A voz melodiosa de Quinn era escutada em sua cabeça, terminando a frase que tirou a vida da única pessoa que a amou mesmo quando todos tornaram-se seus inimigos.

– Se eu pudesse renascer ... eu gostaria de estar lá para você. -

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!