Notas iniciais
E ae? Começamos mais um capítulo que se mostrara um pouco diferente, mostrarei um pouco do que tento fazer haha

– Porque ninguém tem o costume de saltar na frente dos outros como se fosse a maior festa.

Levantei-me e lentamente consegui distinguir o que estava a minha volta, a sala era ampla, algumas cadeiras empilhadas no canto esquerdo e a maior parte dos alunos olhando em minha direção, naquela sala provavelmente haveria em torno de 45 alunos, aproximadamente, não sei, quem sabe se realmente, bom estou apenas achando, provavelmente possam ser, é realmente, é um numero por ai...

Mas isso não era nada demais, o que realmente me intrigava era aquele cara em pé simplesmente ponderando o que acabei de dizer e logo em seguida ele disse:

– Bom, bom... Realmente começamos com o pé esquerdo. Mas geralmente começamos aqui assim, você não é da cidade é? — Novamente estava começando a querer sair daquele colégio, estou querendo bem mais agora.

– Não...

– Ah, então está explicado! Pegaremos leve com você!

"Pegaremos leve com ele?"

– Espera ai... Pegar leve com o que?!

– Você verá com o tempo, mas vamos escolha um lugar para se sentar e começaremos essa aula!

– Mas... Já não havia começado? – Perguntei meio receoso.

– Isso tem cara de ser o inicio de uma aula?

Pensei um pouco e resolvi não responder até que...

– Ficou mudo ou só sabe fazer perguntas e nenhuma afirmação?

– Em certo ponto me pareceu uma aula...

– Ah, que bonito, te pareceu uma aula. Só que não, sente-se conheça algumas pessoas que vão estar a sua volta ou você pode ser antissocial o suficiente e não se envolva com ninguém.

Ele fez uma pequena pausa enquanto eu procurava um lugar, mas parece que eu não fui tão rápido como ele gostaria que eu fosse.

– Suas pernas estão amarradas? Acelere o processo meu filho! – E prosseguiu em voz baixa tirando alguns risos de quem estava mais próximo. — Esses novatos...

Poderia facilmente comentar que não estava constrangido pela situação, mas quem eu estaria enganando, estou mais constrangido do que qualquer um no mundo!

Conheci algumas pessoas e por incrível que pareça elas tinham algo em comum, os rapazes entre a faixa dos 15 a 17 anos possuíam uma tatuagem em forma de uma corrente descendo pelo pescoço, mas esse era determinado grupo, outro grupo possuíam as correntes nos pulsos e alguns o símbolo x nas costas das mãos.

Estranhei inicialmente que todos tinham o mesmo gosto mais deixei de lado assim que notei as garotas daquele lugar...

Elas possuíam mais formas do que a deles, algumas tinham caveiras, outras corujas, algumas até mesmo possuíam letras, formando assim uma grande festa de letras “A” na sala.

Assim que todos trocaram ideias e conversas até a metade da aula, foi ai que ela teve inicio...

– Então turma, como eu estava dando uma pequena apresentação do que nós faríamos daqui há alguns meses na nossa grande apresentação e como o nosso novato mais do que esperado surgiu inusitadamente atrapalhando a mesma, não tive como me apresentar – Falou o palhaço louco que tem um estilo, acho que esse nome poderia pegar nele. – Meu nome é Pedro. Mas muitos me conhecem como Juvenal.

Cara, para tudo. Que droga de apelido é Juvenal? Como alguém recebe o apelido de Juvenal? Ele deve ter sofrido muito pra ser apelidado de Juvenal depois disso e continuar sofrendo. E acidentalmente deixei escapar um pensamento em voz alta:

– E principalmente quem em sã consciência vai querer ser chamado de Juvenal? — Não, espera, fiz a pior coisa que eu poderia imaginar.

Aqueles que estavam a minha volta tentaram esconder o riso e o professor no mesmo instante virou a atenção pra mim. Além de ser o novato que interrompe uma demonstração sou o motivo de uma nova ira nele. O dia começou totalmente animado...

– Ora, se não é o nosso querido amigo Diego. – Que querido falso cara. – Não gostaria de nos mostrar algum talento seu?

– Talento?

– Sim, algum talento, afinal de contas você veio pra essa turma, e está na Serfon, como alguém seria matriculado neste colégio se não tivesse nenhum talento?

– Eu não sei do que você está falando, mas eu só estou estudando aqui como ultima opção.

– Então não sabe nem o que significa “Serfon”, é isso mesmo?

– Não, pensei que era um simples nome ainda por cima.

– Pelo amor de Deus, quer dizer, pelo amor de quem estiver a me ouvir. Alguém nessa sala ensina isso a ele...

Escutei ao longe alguém falar: “Você é o professor, essa não é a sua obrigação?”. E logo após uma simples resposta: “E quem manda aqui não sou eu?”.

Uma garota com uma tatuagem diferente das outras se levantou, em suas costas pontas de asas se mostravam e seus longos cabelos vermelhos como o fogo atraiam a atenção de qualquer aluno. Todos olharam para ela e ela começou a oratória lentamente:

– “Serfon” Em seu real nome, “Obrigados a estudar o sobrenatural reforçando e finalizando seus dons naturais.”. Claro que se fossemos usar na ordem em que realmente é ele ficaria “O-e-s-r-f-n”. O que não retrata realmente o que nós queríamos ocultar. Embora isso seja um pouco longe da realidade do primeiro nome do colégio. “Estudantes sobrenaturais com dons macabros prontos para os desafios de um mundo novo e sempre ligados ao mistério de uma era antiga.” Claro que esse era o lema, o nome era: “The Mystery souls”.

Ela olhou para mim com um sorriso, retirando uma mecha do cabelo de seu olho esquerdo e tentando ver no fundo da minha alma.

Agora entendo o motivo da minha avó não querer me matricular nesse colégio e agora entendo mais ainda o que está pra acontecer.

Meu devaneio logo foi apagado quando um rapaz chamado José colocou a mão no meu ombro e disse:

– Não me diga que não tem forças para encarar tudo isso? – Um sorriso inquietante surgiu no rosto dele, mas eu percebi que era mais convidativo do que tentando me assustar.

– Eu tenho força suficiente para encarar essa situação. – Tentei demonstrar uma confiança que acumulei pra me apresentar no inicio de tudo.

– Ande comigo Diego e te ensinarei o que os humanos comuns mais temem!

A garota ruiva ao se sentar comentou com a voz agora abrasante:

– Isso será divertido! O que será que nos espera nesse ano?

Um brado na sala e um breve silêncio. Todos perceberam que o diretor estava na sala. Mas ele não havia entrado pela porta, ele apenas se materializou o que significava...

– Bem vindos a Serfon! E em breve vocês verão o que esta escola está preparando para cada um. Aproveitem esse dia de apresentações e esperamos para que o melhor ocorra.

Um breve sorriso se formou em meu rosto e não pude deixar de comentar:

– Realmente, o que aguarda cada um aqui é um mistério até mesmo para você.

Um breve silêncio.

Um brado de alegria era o verdadeiro inicio do ano letivo. Era um novo começo na Serfon!

E agora, o que nos espera?

Notas finais
O que vai acontecer agora?