Notas iniciais
Pessoal! Sinto muito pela demora! Muitas pessoas, incluindo eu mesma, estávamos em contagem regressiva para Enem e era uma tensão só! Tudo tentando revisar correndo, mas não deu muito certo, pelo menos pra mim kkkk As provas foram sábado e domingo, estou ultra cansada e meu professor ainda passou teste de matemática hoje! Esse ano foi realmente muito difícil. Bem, não é o que vocês esperavam , mas aqui está, um pouco mais do passado de Yozo-chan na Teiko! Espero que aproveitem! ♥

Depois do problema que tive com Haizaki, Akashi passou a semana inteira tentando fazer-me jogar contra ele, por motivos que desconheço.

Soltei um longo suspiro, encarando o garoto ruivo com aborrecimento que apenas olhou-me de volta, um sorriso sorrateiro nos lábios, parecendo internamente divertido com toda a situação.
Era uma segunda-feira de tarde, a situação se repetia por uma semana.
O que quer que eu faça, Akashi-san?— Perguntei pela terceira vez, calmamente.
Jogue comigo. Um one a one. — Respondeu simplesmente.
Ehhh ...— Soltei, não acreditando no pedido. - Não , obrigada.— Cruzei os braços.
Entendo. Vamos marcar para amanhã, então.— Sorriu, voltando para sua prática.
Que?— Pisquei, encarando as costas do menino rico. — Eu não disse isso, pimenta-chan.— Murmurei, soltando um suspiro cansado.
O som de sapatos guinchando no chão distraiu-me por segundos, enquanto matutava uma solução prática.
Yozora... Qual é o problema de hoje?— Perguntaram ao meu lado.
Ah, Midorima.— Suspirei suavemente, me recuperando do pequeno susto. — É Akashi de novo. — Desviei os olhos para o lado, fazendo um beicinho discreto.
Porque simplesmente não faz o que ele pediu?— Questionou, sua voz apontando o óbvio.
Estalei a lingua e pus as mãos nos quadris, enquanto olhava pensativamente para o menino alto de cabelos verdes que não esboçava nenhuma emoção de curiosidade, apenas a mesma e custumeira expressão séria e um tanto severa.
Bem. Eu tenho vergonha. — Corei levemente. - Faz um bom tempo que não jogo.— Dei de ombros. — Além disso, não vejo o porque da insistência.— Concluí.
— Certo. Vou te ajudar a se aquecer. Na praça pública, depois do treino. — Dito isso, ele deixou a garrafa ao meu lado e voltou para o carrinho de bolas.
Porque as pessoas ficam decidindo coisas por mim... ?— Murmurei, estreitando os olhos para as suas costas largas e para os cabelos verdes que saltitavam enquanto se movia.
É porque você é muito boazinha, Zorachiin.— Cada centímetro da minha pele se arrepiou _ De puro susto!

" É a segunda vez! " Encarei o gigante roxo assustada. " Como um ser desse tamanho consegue ser sigiloso !?? " Meu olho tremeu de nervoso.

Você também é muito fácil de assustar.— Sorriu preguiçosamente.
Resisti ao impulso de chutar sua canela e fechei os olhos, contando até dez mentalmente.
Bem, porque estava murmurando ? Sabia que isso te faz parecer um duende raivoso?— Perguntou, comendo quase toda a barrinha de ceral em uma única mordida.

" Você está fazendo de propósito , né? "

* veia anime*

Hm... algumas pessoas me deixaram aborrecida, mas vai passar.— Dei de ombros, tentando ignorar _ Com muita dificuldade. _ o insulto.
Haaa!? Se alguém fizer algo com Zora-chin... vou esmaga-lo!— Esmigalhou o resto do doce com uma mão, uma expressão assustadora no rosto.
Meu deus. — Levantei-me e afastei-me um pouco. — Não precisa a ir a tal pondo, Mura-kun. — Agitei as mãos nervosamente.
O menino roxo ergueu-se e me deu um abraço rápido.
Ninguém vai te aborrecer comigo perto, Zorachiin.— E bagunçou meu cabelo com um grande sorriso preguiçoso. — Agora , eu já volto. Tenho que treinar, ou Akachiin vai se aborrecer.— Acenou , voltando para o lado em que estivera praticando.
Com um olhar ligeiramente nebuloso, presa em pensamentos rápidos, continuei a olhar para sua esguia silhueta e cheguei a pensar em como sentia inveja dele , por não ter que controlar tanto o que come e por ser tão forte _ E , principalmente, por ser alto.
Dando um longo suspiro, deixei que meus braços descansassem em meus lados.
Agora estou fedendo a suor.

[...]

Isso é constrangedor...
Midorima estava ajudando-me a esticar e continuava empurrando minhas costas.
É apenas um exercício. O que há de constrangedor nisso?— O menino de cabelos verdes questionou, não parecendo realmente saber o porque.
Não sei. Pergunte aos idosos que estão rindo de nós. — Fiz um gesto para o quarteto de idosos que estavam jogando xadrez na mesa.
O menino não respondeu, apenas empurrou um pouco mais , antes de se afastar e pedir-me para fazer o mesmo com suas costas.
Comigo, você tem uma desvantagem de altura, mas Akashi não é tão alto para você. Pode usar isso ao seu favor.— Explicou.
Já disse que isso não vai acontecer.— Rosnei.
Estamos falando de Akashi Seijuro , certo?— Virou o rosto para mim ligeiramente. — Quando ele quer algo, ele consegue.— Voltou-se de novo, murmurando " mais forte ".
Acho que ele deve aprender que 'bater o pé' não funciona sempre, ainda mais com garotas.— Franzi a testa em reprovação.
Já é uma surpresa que ele tenha tido tanta suavidade com você durante uma semana inteira. Se realmente quer se ver livre dele, apenas faça o que ele quer, não deve te dar nenhuma consequência.— Ele tensionou um pouco os ombros , mas logo relaxou.
Terminamos o exercício e ele foi buscar a bola.
Respondi as duas mensagens de Kuroko, explicando brevemente a situação e pedindo que não se preocupasse em vir me buscar, pois sabia que Midorima iria acabar me acompanhando até a porta de casa _ Mesmo sem eu pedir.
Certo, você já sabe os conceitos básicos , acabamos de aquecer e você já pode guardar isso , não acha?— Ralhou, vendo-me rir de uma imagem que Aomine mandou mais cedo.
Desculpe.— Pedi com um riso , guardando o aparelho na bolsa.
Me dando um olhar severo _ Ele age como se fosse meu pai. E olhe que meu pai não é assim. _ , ele quicou a bola no chão , colocando-se em posição de ataque.
Tente defender.— Declarou.

" Injusto isso..."

Quase prendi a respiração , prestando atenção a bola quicando repetidas vezes.
De repente, ele avançou.
Com um giro , fiquei na frente dele novamente.
Muito bom.— Elogiou brevemente. — Mais anda é lenta. — Saltou para um arremesso de três.
Sempre observei Midorima de longe e seu arremesso sempre pareceu-me perfeito.
No entanto , de perto era outra história.
Era amedrontador e perigoso , porém, cheio de aberturas .
Saltando assim que a bola deslizou da ponta de seus dedos, empurrei-a para a esquerda e , sentindo-me de volta ao chão, corri para pega-la.
Assim que estava segura na minha palma esquerda, deixei-me na posição de arremesso, vendo-o correr a mim com o canto do olho e logo saltei e lancei, aplicando mais força para a bola ir longe , acertando a tabela que fez a esfera laranja entrar na cesta.
Comemorei levemente e soltei uns sons de felicidade, quando voltei ao solo.
Olhando para cima, quando a sombra me cobriu, vi um Midorima ligeiramente ofegante e chocado.
Você disse que não joga a um tempo.— Declarou, mas o tom de voz exigia que me explicasse.
Bem , sim. Uns sete ou cinco anos , mais ou menos.— Olhei pensativa.
Midorima olhou-me de forma indignada.
Sua humildade é realmente impressionante.— Comentou , dando-me as costas para buscar a bola.
Eh?— Olhei-o , sem entender.
— Vamos de novo. Por favor , não pegue leve comigo mais uma vez.— Ordenou com um olhar frio e cortante na minha direção.

" Ah , ele notou..."

[uma semana mais tarde]

segunda-feita—_noite

Passando-se uma semana de treino entre mim e Midorima , ele achou ser uma boa ideia dizer tudo para Aomine e Momoi e então traze-los para o treino.
Porque não disse nada pra mim, Arisu !?— Aomine reclamou, fazendo beicinho.
Bem, você ia me forçar a jogar no mesmo dia que ele pediu, então achei mais prudente manter para mim mesma.— Encolhi os ombros levemente.
Até ai eu entendi. Mais porque disse a ele primeiro!?— Choramingou.
Isso é ciúmes?— Perguntei com um sorriso divertido.
Q-que!? De jeito nehum! Nunca eu ia ter ciúmes de um duende igual a você.— Declarou, dando-me as costas, provavelmente fazendo beicinho.
Decidindo ignorar o suave insulto, ri da sua atitude infantil, antes de voltar-me para Momoi.
A menina rosada estava segurando um caderno e uma caneta, olhava para mim a todo momento e continuar a anotar coisas que eram desconhecidas por mim.
Vou fazer uma pequena avaliação sua, Ari-chan. Não se preocupe.— Deu-me um sorriso confiante e um polegar positivo.
Dei um breve aceno em concordância, sentindo Midorima puxar levemente minha manga, indicando que devíamos começar logo.
Como já tínhamos aquecido , corri atrás da bola, entregando a cenoura gigante _ Por favor , não digam que o chamei disso.
Prosseguiu como em quase todos os outros dias.
Midorima tentava me driblar, para criar uma distância e arremessar sem ser bloqueado.
Seu plano foi frustado mais uma vez, pois consegui alcança-lo e interrompe-lo um pouco antes da bola sair totalmente das suas mãos.
Corri atrás da bola e consegui pega-la, mas Midorima já estava lá, então driblei-o subtamente, mas ele continuou persistindo, até que empurrei-nos para debaixo da cesta e saltei para uma enterrada forçada entre seu bloqueio.
— Yeah! Um ponto pra mim!— Comemorei. — Não esqueça da promessa que fez, Mido-nii.— Cutuquei-o levemente no braço com meu cotovelo. — E prepare sua carteira, porque eu dou prejuizo.— Alertei, meu sorriso ampliando quando ele estremeceu levemente.
S-Sugoi , Ari-chan!— Momoi elogiou.
Oi! Eu quero jogar também!— Aomine alertou, com um enorme sorriso por todo o rosto, tirando o suéter e camisa da escola.
Certeza de que quer entrar agora? Estou no meio de uma aposta.— Provoquei levemente.
E você acha que isso vai me impedir?— Pediu, quase indignado, fazendo-me rir.
Depois daqueles eventos que ocorreram quando o conheci, Aomine tratava-me como se fôssemos amigos durante a vida toda e isso me era confortável _ Também foi assim com minhas amigas. Mesmo que foram me conhecendo aos poucos, parecia que elas eram apenas parentes distantes que fiquei muito tempo sem ver.
Além de nos sentirmos muito confortáveis perto um do outro, _ Era tão anormalmente natural que algumas pessoas da escola que começaram a me perceber, perguntavam-se se começamos a namorar no início do ano. _ tive bastante tempo para analisar o estilo de jogo que Aomine exibia com tanto orgulho e arrogância pré-maturos.
Porém, observa-lo não significa que eu consiga entende-lo, as chances também eram poucas de que eu poderia, com minhas habilidades atuais, prever com precisão seus movimentos.
Era de meu conhecimento que agora as cestas não teriam dono e valeria ponto para quem acertasse primeiro em qualquer uma e isso poderia ser mais cansativo do que parece, pois iria acelerar muito o ritmo.
Midorima estava com a bola e Aomine nem perguntou sobre a promessa de que falei, então , tratei de concentrar-me no que ele ia fazer.
O menino saltou para arremesso e fiquei no meu lugar, esperando, enquanto Aomine correu para o bloqueio do ataque.
Foi uma posição perfeita, uma finta perfeita.
Vi o alto menino de cabelos verdes praticando a finta na escola durante o treino.
A posição permetia-o escolher, entre arremessar normalmente ou realizar a finta. Movimento refinado, difícil de detectar, mas também difícil de reagir de acordo.
Ele voltou ao chão, Aomine ainda pulava e driblou-o facilmente, avançando quase em minha direção, como o menino de cabelos azuis marinhos engasgou em surpresa.
Consegui ser ágil o suficiente ao me arquear e esticar para bater a bola longe de suas mãos e com um giro rápido recupera-la e correr para o garrafão, vendo Aomine já recuperado.
Uma visão passou-se pelos meus olhos, uma pantera azulada a minha frente uma águia verde sobrevoando atras de mim.
Silenciosamente, reconheci o potencial e a força dos meninos mais altos que jogavam contra mim naquele momento e , foi exatemente por isso, que usei algo que achei que nunca mais iria poder usar.
Com facilidade, sem ao menos querer, totalmente acidentalmente, entrei na Zone pela segunda vez em minha vida.

{ O que acontece durante a zone imatura de Yozora}

Dei um olhar concentrado a bola em minha mão , mas não pensei em nada realmente.
Então, apenas o que eu iria fazer, sem me preocupar com nada.
Não era como se tivesse alguém ali para me impedir.
Eu iria encestar, com um meteor jam.
Por isso saltei e joguei, ignorando a silhueta que pulou a minha frente, por um motivo aleatório e que eu nem estava enxergando direito.
Meus músculos relaxaram e deixei-me levar pela gravidade.
Numa fração de segundos, senti estar afundando em uma lagoa morninha, como se tivesse sido aquecida o dia todo pelo sol, ou como se existisse um solo vulcânico em seu fundo que a fazia ficar quente.
Voltando ao chão, tive ampla visão da quadra, enquanto meus olhos varriam-na freneticamente, atras da bola que usei segundos antes.
E lá estava ela!
Com a silhueta.
" Uma pantera. " Concluí.
Era uma pantera que me espiava afundar curiosamente, com o objeto que eu queria preso entre suas patas, seu pelo negro brilhando quase azul.
Não estava dando muita importância a ela, mas eu queria muito enterrar de novo e isso fez-me mover outra vez, meio que de propósito, meio que sem querer.
Logo notei que a pantera era de fato Aomine , mas isso ainda não me preocupava , porque eu continuaria querendo a bola de volta.
Uma sombra fez-me abrir os olhos e olhar para cima na lagoa.
A águia estava parada em um galho, com as asas abertas, um olhar predatório para a pantera, pronta para arranhar-lhe em toda a face afim de pegar seu precioso objeto.
Estiquei-me e bati a bola longe da pantera e corri mais rápido que o voo da águia, pegando a bola de volta, quase gargalhando em vitória, mas contendo-me com um sorriso que poderia parecer demente para um humano , só que a essa altura, eu nem sabia mais se eu poderia ser humana.
Saltei de novo, a cesta parecia aplaudir para o que eu iria fazer, mas novamente a pantera se intrometeu no meu caminho.
Abaixei o braço e circundei-o , levando a bola atrás dele e joguei-a levemente , fazendo-a entrar com suavidade, me deixando levemente insatisfeita por não ouvir o forte som do impacto que me deixava tão contente.
Pousei novamente no chão do pátio, apenas em resignação , mas sorri positivamente porque ainda havia muitos pontos que eu poderia fazer , mesmo que pantera azul e águia verde tentassem me impedir.


{Fim do pensamento.}

[Dia seguinte]

Sentia cada fibra do meu corpo pequeno arder e doer infinitamente.
Havia esquecido como a zone me deixava gasta fisicamente e trazia sonhos estranhos de noite. [1]
Aomine estava maravilhado quando terminamos de jogar, de acordo com ele, nunca havia visto a força de alguém na zone pessoalmente.
Midorima estava estranhamente quieto e pensativo e fazia-me perguntas vezes ou outra, geralmente eu respondia sem saber muito bem como explicar, o que resultava em mais alguns momentos em silêncio contemplativo de sua parte.
Momoi poderia cuspir arco-íris naquele momento e falava sem parar de tão excitada que se encontrava, mas meu desgaste físico e mental não me permitiu entender todas as suas palavras, restando-me apenas para sorrir e dar curtos acenos, ouvindo vagamente Aomine brigar com ela para me deixar em paz.
Passei a manhã de hoje na companhia de Kuroko e contei sobre como entrei na zone e tentei explicar o que sentia e pensava enquanto estava assim durante o recreio.
Foi mais forte do que a primeira vez, mas só que mais racional. Na primeira vez foi muito esquisito. Me senti um animal selvagem.— Ponderei.
Então , Yozora-chan é secretamente uma pessoa selvagem.— Kuroko concluiu enquanto tomava seu suco, um toque suave de malicia pairou no ar.
Kuroko-san!— Ralhei, corando levamente.
Kuroko-kun.— Corrigiu-me. — Eu não falei nada, você que está pensando em coisas.— Seu olhar permaneceu monótono, mas desviou para outra direção.
Dei um tapa suave em seu braço, ouvindo-o rir baixinho, enquanto revirei os olhos com um sorriso.

" Bobo. "

[..]

O treino de hoje não aconteceu, ao invés disso, Midorima resolveu cumprir sua promessa de dar-me algo e ele resolveu me levar a uma livraria e escolher um presente.
Fui direto para livros internacionais e procurei por Sherlock Holmes, mas achei o preço muito salgado pra pedir a ele, então fui atrás de algum livro mais brando.
Um título chamou-me a atenção.
Dizia, O misterioso caso de Styles.
Agatha Cristie! E na promoção!
Esse.— Pedi a ele, sabendo que ele poderia cobrir esse preço.
Com um enorme sorriso no rosto, saímos da livraria em silêncio, enquanto abraçava meu novo livro e marcador que acabara de ganhar.
Mido-nii tem irmãos ?— Perguntei.
Uma irmã mais nova.— Finalmente olhou para mim. — Ela tem quase sua altura.— Comentou.

" Isso explica algumas coisas ... "

*gota anime*

E você ?— Questionou.
Dois irmãos mais novos.— Declarei sentindo orgulho. — O caçula vai fazer cinco esse ano e o do meio tem dez. Não me dou 100 % bem com o caçula , mas meu pai diz que vai melhorar quando eu envelhecer.— Dei de ombros.
Acho que entendo. Minha irmã não me da muitos problemas, mas as vezes chateia um pouco.— Suspirou levemente, como se recordando de algo estressante. — E seus pais moram juntos ?— Questionou em seguida.
São divorciados desde meus dois anos. O caçula é meio irmão.— Expliquei rapidamente. — As vezes, eu sinto como se não tratasse meu pai como pai , mas ele só foi presente na minha vida até meus quatro ou cinco anos e depois mal passava o dia comigo. Eu até respeito ele como pai, adoro ele, ele é super legal e respeitoso comigo e é a segunda pessoa que me deu a vida, amo ele inconscientemente até , mas ainda não acho que é o que eu deveria sentir.— Olhei pensativamente para o céu.
Não é culpa sua.— Midorima disse de repente. — Talvez se morasse com ele por mais tempo, sentisse uma ligação mais forte.— Completou.
Morei com ele uma vez. Porque eu fiz a matrícula em um colégio , mas minha mãe teve que se mudar no quinto mês de aula, então fiquei com meu pai pra não ter que me adaptar de novo a outro lugar.— Sorri. — Foi uma época legal, não lembro com todos os detalhes, minha memória nunca foi muito boa para lembranças desse tipo, mas era bom ficar com ele e minha avó. Só que eu queria muito ficar com minha mãe e meus irmãos.— Poderei. — Foi o maior período que fiquei separada deles. Tirando esse ano de estudar aqui, acho que vai superar.— Dei uma breve risadinha. — Seus pais são casados ?— Inclinei a cabeça.
Sim.— Acenou. — Estou me perguntando... pessoas com os pais divorciados tem sérios problemas de personalidade , mas você não parece ter sofrido muitas mudanças.— Disse.
No meu país é comum que os pais sejam divorciados. Os meus são uns dos poucos que não continuam brigando depois do divorcio.— Ri. — Minhas colegas reagiam de um jeito muito engraçado quando dizia que eles se davam bem. — Acenei a cabeça. — Mais quanto a problemas de personalidade, eu devo ter, mas não é como se eu fosse notar. Se perceber algo em mim, me avise, bem?— Pedi.
Ele olhou-me curiosamente, mas deu um aceno em concordância.
Caminhamos algum tempo em um silêncio confortável, até que ele desacelerou e virou-se para mim ligeiramente, fazendo-me erguer a cabeça para fita-lo.
Depois...— Hesitou um pouco. — .... Diga-me se o livro é bom.— E deu um pequeno sorriso.
Aye!— Concordei com um sorriso brilhante.

Notas finais
[1] : Sempre que entra na zone, ela sonha com os pensamentos que teve surante a zone e no sonho ela finalmente percebe como são estranhos. Wow! Ficou grande! A edição demorou um pouco e surpreendentemente não teve erros de português, viva! O que acharam ? Mais uma vez, peço perdão pela demora. * curva-se respeitosamente* Vou tentar atualizar as outras em breve. Ja nee! ♥ . ♥