Um dia, fiquei a pensar

Não coisas fúteis, coisas inúteis

Fiquei a meditar à minha vida,

Meus momentos, meus tormentos

A imaginar cada pessoa

Os amigos e os inimigos

Lembrei-me dos meus sonhos,

Dos meus amores e meus temores

Foi então que me perguntei:

“Como amá-lo, como conquistá-lo?

Como faço para confiar-me mais?

Como faço para amar-me muito mais?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a ouvir

Não a ribeira ou a cachoeira

Fiquei a meditar à água

Sua beleza, sua tristeza

A imaginar-me transparente como ela

Móvel e dócil

Lembrei-me de você

Ver-me-ia por inteiro, como num roteiro

Foi então que me perguntei:

“O que eu diria, o que eu faria?

Se eu já não mais capaz seria

De ter seu abraço, pois entre seus dedos eu escorreria?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a olhar

Não a verdade ou a tempestade

Fiquei a meditar o raio

Seu poder, seu temer

A imaginar-me intensa como ele

Imponente e incandescente

Lembrei-me de você

Seria meu tesouro, meu bem precioso

Foi então que me perguntei:

“Esta força, esta forca

Como eu poderei ser capaz de estar ao seu lado

Se o medo que teria o manteria afastado?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a contemplar

Não as manhas ou as chamas

Fiquei a meditar o fogo

Seu amor, sua dor

A imaginar-me apaixonante como ele

Amorosa e calorosa

Lembrei-me de você

Aquecer-te-ia, envolver-te-ia

Foi então que me perguntei:

“Este inverno, este inferno

Como suportar felicidade total

Que poderia me fazer queimá-lo no final?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a assistir

Não o amanhecer ou o entardecer

Fiquei a meditar à escuridão

Sua tranquilidade, sua obscuridade

A imaginar-me silenciosa como ela

Calada e respeitada

Lembrei-me de você

Eu te auxiliaria e ninguém saberia

Foi então que me perguntei:

“Este forma, esta norma

Como eu aceitaria algo que me faria sofrer

Pois há a possibilidade de você me esquecer?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a ver

Não a mudança ou a esperança

Fiquei a meditar à claridade

Sua luz, sua cruz

A imaginar-me brilhante como ela

Acolhedora e protetora

Lembrei-me de você

Guiar-te-ia pela escuridão, sem deixá-lo na solidão

Foi então que me perguntei:

“Iluminada e encanada

Como atrevo a me destacar

E você sombra se tornar?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a sentir

Não a vinda ou a vida

Fiquei a meditar à natureza

Seu crescer, seu morrer

A imaginar-me calma como ela

Paciente e competente

Lembrei-me de você

Gentilmente te confortaria, te apoiaria

Foi então que me perguntei:

“Deixada, abandonada

A jornada é curta afinal

Por que gostaria então de ser imortal?”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a notar

Não a ternura ou a bravura

Fiquei a meditar o gelo

Sua dureza, sua frieza

A imaginar-me valente como ele

Corajosa e poderosa

Lembrei-me de você

Eu lutaria por ti, seria forte por ti

Foi então que me perguntei:

“Gelada e condenada

Contra seu peito quente eu derreteria

Na hora certa, aconteceria”

É o que penso, reflito e digo...



Um dia, fiquei a lembrar

Não só de teu ser como o seu dizer

Fiquei a meditar certas lembranças

Nosso encontro, um com o outro

“Mesmo se você não for forte,

Eu a amo e sou um jovem de sorte”

Lembrei-me destas palavras

De teu riso e seu sorriso

É por isso que posso dizer:

“Eu estou e eu sou

Feliz por ser amada imensamente

Ainda mais por quem eu mais queria contente”

É bobo, é tolo...



E mesmo não estando perto pra te ver sorrir

Sem conseguir te dizer ou falar

De dormir com você e te sentir

Até sem minha cabeça acariciar

Quero que siga mesmo após eu partir

Sendo difícil ou não, deve continuar

Pois ainda longe, eu te sigo

Para ser sempre teu amor e amigo

Notas finais
Caros leitores de todas as idades. Gostaria que, humildemente, deixassem uma palavra a esta escritora que aqui vos escreve. Não é pedir muito um simplório Review para dar a luz que um escritor necessita.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.