Notas iniciais
*Reeditado: 02/01/15

Cascão já devia estar em seu quinto sonho, já se passavam das três da manhã e o jovem estava dormindo feito porco, isso por que ele e Magali finalmente vieram a se entender e iriam ficar finalmente juntos. Aquele sono tranquilo foi interrompido pela vibração de seu celular, o garoto levanta no pulo e depois se dá conta de que alguém estava o ligando.

Apesar de estranhar a ligação, Cascão atente o celular sem ver quem era. E ao ouvir a voz preocupada da comilona do outro lado da linha, ele se surpreende.

– Magá? — pergunta ele sem entender — O que aconteceu?

– Ah, me desculpa Cas... — diz Magali deitada em sua cama — Eu estava nervosa e então... Quis ouvir sua voz.

– Nervosa, é? — diz Cascão se deitando novamente — E o que te fez ficar assim?

– Não tem como eu explicar agora, é melhor conversar pessoalmente depois! — diz Magali

– Magali... — diz Cascão, agora preocupado — Você está me deixando nervoso!

– Não é... Nada demais! — diz Magali — Não se preocupe, agora, eu só queria conversar um pouco com você, posso?

– Pode... — diz Cascão sorrindo — Mas se eu acabar dormindo não me culpe!

– Você não ia me deixar falando sozinha, né sem noção? — pergunta Magali sorrindo

Ao não receber uma resposta do garoto do outro lado da linha, Magali o chama e continua sem respostas, até que ela começa a reclamar pelo telefone sobre a brincadeira sem graça, Cascão não pode conter-se e começa a rir, isso faz com que a garota também acabe rindo, apesar de ter sido clara quando disse que não havia achado graça naquilo.

Os dois ficam conversando por quase uma hora, um tempo depois Magali começa a sentir o sono finalmente chegando. Assim, ela agradece o namorado pela conversa.

– Tudo bem... — diz Cascão sorrindo — Mas o que eu ganho eu troca?

– Ser sua namorada já é um prêmio... — diz Magali

– Ligações no meio da noite irão custar caro, Magali Fernandes... — diz Cascão aos risos

– Amanhã discutimos o preço, porquinho... — diz Magali com um sorriso — Agora temos que voltar pra cama.

– Agora que já amanheceu? — pergunta Cascão rindo

– Ainda dá tempo de cochilarmos mais um pouco... — diz Magali — Obrigada por ficar na linha, mais tarde nos falamos, ok?

A ligação termina e ambos tratam de cochilar mais alguns minutos. Depois de algum tempo, Magali trata de levantar-se da cama e arrumar suas coisas para ir à casa do namorado, assim, quando a garota sai de sua casa para ir até a do sujinho, Magali ouve alguém chamar seu nome. E no momento em que ela vê quem era, lança um olhar sério para a pessoa sem falar nada.

– Magá! — diz Quim, indo até ela — Precisava mesmo falar com você!

– Jura, é? — diz Magali irritada

– É, sobre ontem... — diz Quim

– Ah, agora você quer falar, né?! — diz Magali ainda irritada — Na hora de me deixar esperando você nem quis saber!

– Mas... Eu posso explicar! — diz Quim se enrolando

– Eu nem quero ouvir, Quim! — diz Magali — Acho melhor deixarmos as coisas como estão, se não vou acabar me irritando mais ainda com você!

Antes que ele falasse mais alguma coisa, Magali segue em frente o deixando sozinho na rua. Quim dá um suspiro de alívio por não ter que se explicar, assim, volta para a padaria.

Então, a comilona finalmente chega na casa do seu namorado, que a recebe com um beijo. Sem mais de longas, Cascão pergunta o que de tão importante a garota tinha para dizer.

– Ah... Isso... — diz Magali com um tom triste — É uma coisa delicada, nem sei por onde começar!

– Nossa... — diz Cascão surpreso — Não tá grávida, né?

– O que?! — diz Magali envergonhada — Vira essa boca pra lá, claro que não!

Cascão começa a rir da garota pela forma que ela havia ficado nervosa e avermelhada, mas Magali não deixou barato e deu um soco no ombro dele dizendo:

– Quer parar de falar essas coisas aqui?! — diz ela — Seus pais podem ouvir!

– Qual é, Magulosa... — diz Cascão passando a mão na área dolorida — O que tem de tão importante pra falar?!

– Cascão, eu... — diz Magali limpando a garganta — Eu não posso mais ficar com... Você.

O garoto fica estático por alguns segundo e se perguntava se aquilo era mesmo o que estava ouvindo. Terminar? Ele pensava que haviam se reconciliado no baile. Ao ver que aquilo era sério, Cascão pergunta nervoso:

– E-Eu fiz alguma coisa?

– Não! — diz Magali — O problema é comigo, sabe, quando...

– É o Quim por acaso?! — interrompe Cascão nervoso — Vocês fizeram as pazes?!

– O que?! — diz Magali surpresa — Claro que não! Que pergunta idiota foi essa?!

Cascão não pensa ao pular o portão de sua casa. Ao ver que o garoto estava indo para a rua, Magali o segue aflita pelo o que estava indo fazer. Quando fecha o portão, ela vai atrás do garoto para tentar conte-lo e poder esclarecer o que realmente estava acontecendo.

– Cascão, volta aqui! — grita Magali, ainda andando atrás dele — Quando vai me escutar?!

– E pra quê?! — diz Cascão sem virar pra trás — Pra você dar desculpas de como voltou com aquele idiota?!

– Quer parar com isso?! — diz Magali irritada — Aonde está indo?!

– Vou dar na cara daquele cretino! — diz Cascão — E você não vai me impedir!

Nervoso do jeito que estava, Cascão acaba por atravessar a rua e não notar que um carro vinha em sua direção. Magali até gritou o alertando, mas já era tarde demais, o carro havia o acertado em cheio. Ao ver seu namorado caído no chão, a garota entra em desespero e vai correndo até ele.

– Cascão... — diz Magali já com lágrimas nos olhos — Fala comigo, por favor!

Continua...