Será...?!

25 De cuidando à precisando ser cuidada...


Notas iniciais
..oi... é eu sei, sou uma péssima autora, sou péssima em cumprir prazos e mais uma vez acho que estou chateando vocês.. pois é, me perdoem mais uma vez e se quiserem mandar mensagens me xingando, estarei aceitando pois sei que mereço.. sobre eu me justificar da demora.. lembram que eu disse que estava passando por uns probleminhas pessoais ? pois então.. perdi minha causa desses probleminhas, não faz muito tempo e por isso me afastei de tudo e de quase todos, mas.. aos poucos estou voltando :) bom, não quero chatear vocês ainda mais, então me perdoem, de verdade... Boa Leitura, meu amores ! ;)

Peguei minha bolsa, saindo do quarto com ela.

*três horas depois – 01:40 da manhã*

O médico, chegou ao balcão com uma pasta e guardando alguns papéis. Logo em seguida, caminha até o tio Pedro e eu. A tia já não estava mais lá, foi obrigada pelo tio, à ir para a casa por conta da hora.

–Acompanhantes de Vitor Hugo Abreu Vaz ? –assentimos e ele prosseguiu –Pois bem, ele já está de alta e liberado para sair agora mesmo, mas para que se recupere, sem sequelas e não piore, não pode e não deve beber nada que contenha álcool, por pelo menos 2 semanas, então deve ficar sobre supervisão, para prevenirmos –ele fez uma pausa e entregou a pasta a enfermeira que passava –Se me dão licença, já podem entrar e leva-lo. Melhoras. –ele diz, assentindo e saiu corredor à dentro. Olhei para o tio Pedro, que sorriu e me abraçou pelos ombros.

–Vamos lá, querida ? –diz ele, nos guiando até o quarto do Vitor. Entramos sem falar nada. Ele estava de olhos fechados, mas não parecia dormir, apenas segurava o abdômen, como se tivesse levado um tiro –Vitor –chamou o tio, se soltando de mim e chegando até um pouco mais perto da cama dele –Você já está liberado, acho que o médico já passou por aqui.. –falou olhando o braço dele, já com um band-aid redondinho, em cima do furo onde estavam os caninhos –Bom, venha, já está tarde –falou estivando o braço para ele, que desviou.

–Eu consigo andar sozinho, não precisa –disse, se recusando e o tio respirou fundo.

–Heloisa, minha filha, ainda está com as chaves do carro ? –o tio me perguntou, enquanto saiamos do quarto, com o Vitor andando quase que arrastando os pés, à nossa frente.

–Sim –falei pegando as chaves de dentro da bolsa e segurando na mão.

–Muito bem, me deixe em casa, por favor, e depois podem ir para a casa de vocês –ele falou e nos encaminhamos para a garagem do hospital. Quando chegamos no carro, o Vitor ia abrindo a porta do passageiro na frente e o tio o impediu –Nem pensar, você vai no banco de trás –falou e o Vitor bufou, se virando para a porta de trás e a abrindo e entrando, assim como todos fizemos. Liguei o carro e notei o Vitor me observar a cada movimento que eu fazia com o carro dele e, o tio ficar um pouco incomodado com o silêncio –Não tem nenhum CD de música nesse carro não ? –falou o tio, indo abrir o porta luvas, e eu diminui relativamente a velocidade do carro, fazendo com que o Vitor me xingasse.

–Ou garota, presta atenção, vai acabar batendo meu carro e matando a gente –falou.

–Não tio, não precisa –falei o impedindo de abrir o porta luvas –Já estamos chegando –falei respirando fundo e voltando a me concentrar na pista, saindo do acostamento, em que eu andava a 10 km/h. Tio Pedro deu de ombros e voltou a olhar para a janela, assim como o Vitor voltou a observar cada movimento que eu fazia. Cheguei em frente a casa do tio Pedro (http://thumbs.dreamstime.com/x/casa-de-madeira-canadense-6824117.jpg ). Ele saiu e antes de fechar a porta, se inclinou para ver o Vitor.

–Vê se não apronta, Vitor Hugo –falou apontando rapidamente pra ele –E você Heloisa, qualquer coisa, me ligue... –ele fez uma pausa e voltou a abrir um pouco mais a porta, novamente –Ah, e obrigada pela carona –falou piscando pra mim. Assim que ele saiu, arranquei com o carro em direção de casa, uma cinco quadras para baixo da do tio. No caminho calmo e silencioso, ouvi um muxoxo do Vitor, e endireitei o retrovisor central, olhando pra ele, que apertava os olhos e fazia cara de dor.

–Tá tudo bem ? –perguntei alternando o olhar entre o portão de casa que se abria e ele no retrovisor.

–Mais ou menos, só preciso de sossego –ele falou e terminei de estacionar o carro na garagem e ele saiu. Peguei minha bolsa e sai do carro também. Ele me esperava na porta, afinal, eu estava com a chave. Abri e ele entrou, indo direto para o quarto dele. Fui até a cozinha e bebi um copo de água. Em cima do balcão, um bilhete da tia Cristina, junto a um potinho de remédios.

“Olá Heloisa, provavelmente é você que está lendo esse bilhete, então... aqui está o remédio que o médico passou para o Vitor tomar todos os dias um, e caso sinta dor, tomar outro; só por uma semana, mas como sei que meu filho cabeça oca não vai lembrar, gostaria que você ficasse no pé dele para isso, e também se não for pedir de mais, fique no pé dele para não sair bebendo durante essa semana... obrigada querida, beijos e boa noite !

Tia Cristina”

Assenti para o bilhete, como se a tia pudesse ver. Coloquei meu copo na pia e me voltei para o balcão para pegar o remédio. Subi e bati na porta do quarto do Vitor.

–Entra.. –respondeu ele baixo e longe. Abri uma fresta na porta. Ele estava jogado na cama, ainda com a roupa que saiu, olhando pro teto.

–A tia deixou o remédio que o médico te receitou.. –falei levantando a caixinha do remédio e fazendo barulhinho dos comprimidos se batendo.

–Tá, deixa aí... –ele falou sem nem olhar. Entrei e a porta se fechou atrás de mim. Coloquei o remédio na escrivaninha do computador, me virando e apoiando na mesma, olhando pra ele. Arqueei uma sobrancelha.

–Ela falou que é pra tomar um todo dia, e se sentir dor, tome outro..

–Tá –falou apertando os olhos e fui em direção à porta, quando ouvi o barulho da chave fechando, por fora e os meninos saírem rindo. Ainda pude ouvir “hahaa, valeu tiaa”. Soquei a porta.

–Guilherme eu não estou brincando, é sério, abre essa porta, ou quando eu conseguir sair daqui, vou catar a primeira coisa pela frente pra te matar –falei quase aos berros, já que brincadeira tem hora e agora não era hora de brincar. –Argh ! –rosnei socando a porta novamente e me virei, escorregando por ela, até o chão. Respirei pesadamente e olhei ele ainda jogado na cama, que esfregou os olhos e tencionou o maxilar, voltando as mãos para o abdômen, como se quisesse que as mãos entrassem para dentro. –Tá com dor ? –perguntei ainda do chão.

–Um pouco.. –ele tirou as mãos da barriga, como se quisesse disfarçar, fechando os olhos com força. Levantei, indo até a caixinha em cima da escrivaninha e pegando um comprimido, redondo, gordinho e branquinho na mão, e indo até a lateral da cama.

–Tó –falei estendendo o remédio –Toma um –falei e ele abriu os olhos, encarando minha mão e depois revirou os olhos, voltando a fecha-los. Respirei fundo tentando ser paciente –Não vai tomar ? –falei, abaixando a mão do remédio e pondo a outra na cintura.

–Não –falou e virou o rosto para me olhar, com cara de desdém –Não vou ficar me entupindo de remédios –falou. Bufei irritada e me sentei na beira do meio da cama.

–E prefere ficar sentindo dor ? –disse, devolvendo a mesma cara que ele tinha feito para mim. Ele revirou os olhos, catando o remédio da minha mão e me levantei, dando espaço para ele levantar e ir beber água. Voltou e se esparramou na cama, da mesma forma de antes. Bufou.

–Satisfeita ? –falou e revirou os olhos, desviando o olhar para a janela. Ri de sua ironia.

–Já vai passar, Vitor, não se preocupa.. –falei colocando a mão sobre a barriga dele, que me olhou arregalando os olhos.

FLASH BACK RÁPIDO – POV VITOR — on

“–Já vai passar, Torugo, não se preocupa !”

FLASH BACK RÁPIDO – POV VITOR – off

–Vitor ! –chamei pela segunda vez, estralando os dedos na frente dele, que agora, me olhava com cara de quem viu um fantasma –O que foi, garoto ?Tá com cara de assustado.. –falei arqueando uma sobrancelha. Ele sacode levemente a cabeça em não e pisca várias vezes, como se quisesse apagar algo que estava pensando –Vitor, você tá ficando maluco ?! –falei olhando pra ele, que novamente faz que não, com cara de incrédulo e faz “vai” sacudindo a mão para mim levantar, assim ele fazendo o mesmo e indo pro banheiro e trancando a porta atrás de si. Bufei sem entender nada e me sentei no topo da cama, encostando na parede e pondo o travesseiro dele sobre minhas pernas. Encostei a cabeça na parede e na mesma hora levantei-a novamente, quando ele abriu a porta do banheiro. Ele já estava de "pijama", o rosto de quem acabara de molhar e uma leve aparência pálida –Você tá bem ? –perguntei pondo o travesseiro dele no lugar e me levantando, quando vi que ele deu alguns passos e se escorou na parede. Fui até ele, que fez que não –O que está sentindo ? – falei me abaixando um pouco pra ver a cara dele, que estava abaixada, encostada no braço na parede. Ele fechou os olhos respirando fundo e fiquei ali o observando. Ele pôs a mão no estômago, fazendo careta. Toquei sua mão que estava gelada, e tentei o desencostar da parede. –Vem cá –falei o puxando para a cama dele, arrumando os dois travesseiros dele para ficar mais reclinado . Ele encostou e piscou quase que em câmera lenta, olhando para janela. Respirei fundo, soltando todo o ar dos meus pulmões. Ele não podia tomar outro remédio para dor, não tem nem meia hora que ele tomou um. Observei ele para ver se estava tudo bem, que agora estava de olhos fechados. Me afastei um pouco e me sentei no chão, encostando na lateral da cama dele. Encostei a cabeça para trás na cama, fechando meus olhos, que pesavam. Senti algo cair no meu ombro e abri os olhos lentamente, virando o rosto para meu ombro. Vitor estava com a mão apoiada no meu ombro, parecendo dormir. Virei meu rosto novamente para frente e voltei a encostar a cabeça na cama, voltando a fechar meus olhos. Aquele silêncio que zumbia meus ouvidos... dizem que é no barulho do silêncio que ouvimos o mecanismo de nosso cérebro, e lá estava eu, ouvindo apenas o zumbir do meu cérebro. Minutos e minutos pensando em nada. Senti algo mexeu no meu cabelo e sabia que era o Vitor. Fui me deixando levar pelo cafune que ele fazia e aos poucos fui caindo no sono. Meio acordada, meio dormindo. Fosse como eu estivesse, por talvez estar pensando loucamente, matutando e ouvindo meu subconsciente falar, eu apenas prestava atenção, sem nem mais perceber as coisas a minha volta. Fui pra lembrança de quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, estávamos todos no litoral norte de São Paulo, mais precisamente, em Caraguatatuba, na casa da mãe do Gui. Era mais ou menos meio dia, a dona Fernanda estava fazendo o almoço e resolvermos então descer e ficar na praia até o almoço sair. O Vitor Hugo e o Gui resolveram pegar a prancha pra pegar umas ondas, e eu resolvi ficar de short e blusinha, sentada na areia, observando os dois se matarem nas ondas. O Lue, Nando e Leo foram andar pelas pedras que ficam logo a baixo do prédio do Gui. Fiquei um tempo observando eles na água, mas depois me cansei e deitei na areia, fechando meus olhos por conta do sol alto do meio dia. Ouvia o barulho do mar e as ondas se quebrando nas pedras, era tão tranquilo e relaxante. Aos poucos pude ouvir a risada dos meninos voltando da água. Alguém chutou de leve meus pés e abri os olhos. Era o Gui, com uma das mão segurava a prancha e a outra cobria os olhos, um aberto e o outro apertado pela claridade. O porteiro grita da beira da ciclovia pra nós "Ei crianças, a dona Fernanda está chamando vocês para almoçarem !". O Vitor deu um soquinho de leve no ombro do Gui, avisando que ia chamar os meninos nas pedras.

"-Vem, levanta daí, vamos dar um mergulho pra tirar essa areia de você" -ele disse rindo e me estendendo a mão para levantar. Fiz careta com a ideia de ter que tirar meu short e blusinha, pra entrar na água, mas peguei a mão dele para levantar. Sacodi como deu a areia do corpo, para não ter que entrar na água. Mas ele insistiu. "Não, sem essa, vai deixar um rastro de areia pelo apartamento" disse rindo e me puxando para a água. Ri também, me dando por vencida. "Tá, eu vou, calma aí" falei ficando de biquíni. Ele me largou a prancha ao lado da roupa e saiu correndo me puxando para a água. A água gelada bateu no minha cintura e parei no mesmo lugar. "Ahh, tá geladaa" falei rindo e ele gargalhou, numa risada gostosa e dificil de não rir junto. Uma onda vinha vindo e ele se jogou de costas na água, enquanto eu apenas fechei os olhos e virei de costas. A onda bateu contra minhas costas e senti algo puxar meus ombros para trás. Levei um susto e abri a boca surpresa, engolindo a água salgada. Ele ria que se matava. Passei a mão no rosto, olhando em volta procurando ele. "Que susto, garoto !" falei me fazendo de brava e fazendo bico. Ele rio novamente e apertou minhas bochechas, formando um bico mais junto. "Desculpa, Lolinha" falou me dando um beijo no bico que ele ainda formava, e soltando minhas bochechas. Sorri sem jeito. "Vem, vamos voltar pro prédio antes que minha mãe chame de novo" ele falou esticando a mão pra mim e fomos saindo da água. Os meninos já estavam entrando na portaria e então chegamos logo atrás. Subimos rápido por ser no primeiro andar e entramos no apartamento. Dona Fernanda terminava de por a mesa para nós, enquanto fomos lavar as mãos.

E com essa lembrança e algumas outras do passar do tempo, fui vendo o quanto o Gui é importante pra mim, o quanto ele foi muito mais meu melhor amigo, quando o Vitor Hugo me magoou. Senti saudade de ver ele, por estar presa ali naquele quarto, cuidando do "doentinho" como se eu fosse babá. Abri meus olhos devagar e vi que já estava mais escuro, deveria ser umas duas horas da manhã, por aí. Me desvencilhei da mão do Vitor no meu ombro e me levantei, indo até a porta. Bati de leve na porta, como se normalmente bate (toc, toc) e esperei por alguma resposta de alguém, mas não ouvi nada. Bati novamente, ainda normal e pude ouvir a porta do lado esquerdo se abrir, do quarto do Lue. Alguns passos até a porta do quarto do Vitor.

–Que foi ? -diz o Lue sem muito ânimo.

–Lue, o Gui ainda tá acordado ? -perguntei parecendo uma criança pedindo a mãe que lhe dê doce.

–Tá, ele tá jogando vídeo game lá na sala.. -falou ainda desinteressado.

–Chama ele pra mim, por favor ? -pedi, encostando meu rosto na porta.

–Hm... tá, espera aí -ele falou, como se eu pudesse sair dali. Alguns segundos de silêncio e ouvi passos até a porta novamente -Espera aí que ele vai terminar só o fim do segundo tempo e já vem -falou se afastando -Boa noite, vou dormir ! -disse antes de empurrar a porta do seu quarto pra fechar. Fechei meu olhos me sentindo cansada, cansada de estar ali, cansada de estar presa num quarto com alguém que é babaca 24 horas por dia, que não liga a mínima para os outros. Estava sentindo saudade de abrir a geladeira e pegar meio mundo de recheio para fazer um sanduíche descente, sentia falta de poder dormir direito e decentemente. Ouvi alguns passos vindo até a porta e abri os olhos novamente.

–Fala Lolinha, que foi ? -perguntou o Gui, provavelmente parando em frente a porta.

–Gui.. -choraminguei bem como uma criança chorosa faria -Entra aqui um pouquinho, ou então me deixa sair.. -pedi sentindo meus olhos marejarem -Por favor... -terminei.

–Tá, se afasta da porta aí -ele falou pondo a chave na porta e dei alguns passos para trás. Ele entrou fechando a porta atrás de si mesmo. Pulei num abraço nele, que ficou com os braços parados no ar sem entender nada. -O que que aconteceu ? -ele perguntou surpreso e até um pouco preocupado. Suspirei sentindo as lágrimas descerem dos meus olhos. Estava me sentindo idiota por não dar valor a ele todo esse tempo, por me iludir de tal forma com o Vitor Hugo e me cegar pra qualquer outro amigo que estivesse do meu lado.

–Me desculpa.. -falei respirando fundo e apertando ele no abraço, fazendo com que ele me enlaçasse minha cintura.

–Pelo que Lola ? -ele perguntou ainda mais assustado e surpreso -O que houve ?

–Eu fui idiota e iludida por tanto tempo, me enchi tanto os olhos pelo Vitor que nem me dei conta dos verdadeiros amigos que estavam do meu lado, e você foi o único que apesar de tudo, sempre me apoio e me animou, sempre estava do meu lado e me fazia companhia — falei me afastando um pouco dele e olhando pro rosto dele, que tinha as sobrancelhas levantadas em surpresa e ainda sem entender nada -Na praia quando fomos pra casa da tua mãe, na festa da Lê, nossa amiga de São Paulo, onde eu não conhecia mais ninguém além dela e você, e você ficou o tempo todo do meu lado, a poucos dias na sala, quando acabei mostrando que me assusto com trovões e você ficou comigo, se pôs a fazer carinho no meu cabelo... -falei voltando a chorar, eu estava realmente me sentindo uma idiota -Em tantos momentos que não dei valor na hora, como o dia que a Anna veio pra cá e você foi o único que falou e brincou com ela sem me julgar... me desculpa por todas as vezes que fui besta o bastante pra não ver a importância que você tem pra mim, a todo esse tempo que fui cega pelo babaca que nem a si próprio da valor -falei abraçando ele de novo e respirando fundo, me acalmando por estar pedindo desculpas. Ele passou a mão no meu cabelo e tirou do meu ombro um tanto que estava, virando o rosto pra me ver. Abri os olhos que provavelmente estavam vermelhos, e os sequei.

–Olha, você sabe que eu vou estar sempre com você, sabe que pode contar comigo quando precisar.. -ele falou respirando fundo.

–Obrigada, obrigada mesmo.. -falei dando mais um abraço nele.

–Vem, acho que já deu de te confinar com.. o Vitor -ele falou respirando fundo e pondo a chave do lado de dentro da porta, a abrindo. Sai ainda abraçada com ele pelo cintura. Respirei fundo, olhando a volta. -Vai tomar um banho e por um pijama, que vou preparar um lanche pra você -ele disse e me deu um beijo no topo da cabeça. Apenas assenti e fui pro meu quarto. Abri a porta, o olhando. Que saudade que eu estava do meu quarto. Peguei um pijama de mangas longas e calça, roupa íntima e fui para o meu banheiro. Entrei nele e não demorei mais que 5 segundos para estar já despida dentro do box. Deixei a água quente escorrer pelo meu corpo, enquanto fazia um nós de coque no cabelo. Joguei várias vezes água no meu rosto, me sentindo mais relaxada. Peguei minha esponjinha e tomei um bom banho finalmente. Quando terminei de me secar, vesti minhas roupas e finalmente eu estava confortável no meu pijama. Sai do banheiro, arrumei minhas almofadas em pé e me reclinei nelas, soltando todo o ar dos meus pulmões. Finalmente eu estava de volta no meu quarto, na minha cama, com as minhas coisas. Alguém bateu na porta.

–Entra ! -falei deduzindo que fosse o Gui. Ele entrou me trazendo um prato com misto quente e um copo de leite branco. Fechou a porta com o pé e veio até minha cama.

–Achei que você estaria com muita fome e trouxe três mistos -falou rindo, me entregando o prato e se sentando na cama.

–Tô sim, morrendo de saudade de comer a vontade -falei rindo também e dando uma mordida no primeiro misto -Obrigada -falei ainda um pouco de boca cheia, engolindo — Por me soltar daquele quarto e por me trazer comida, e por me entender sempre e me apoiar em tudo.. -falei e abaixei a cabeça, sentindo como se eu precisasse falar.. -Obrigada por existir na minha vida ! -falei. Ele sorriu. Simples e verdadeiramente. Sorri de volta, sentindo a mesma sensação do dia na praia. Me senti sem jeito. Comi o restante dos meus lanches e depois bebi o leite que ele ainda segurava pra mim.

–Pronto.. -falou pegando o prato da minha mão -Quer mais alguma coisa ? -perguntou e apenas fiz que não -Beleza, boa noite então -falou indo até a porta.

–Guilherme ! -falei me desesperando. Ele me olhou de canto de olho. -Gui... -falei me corrigindo, já mais baixo, normal. Ele virou de novo pra mim. -Larga isso aí mesmo, que amanhã eu desço, e... -me senti com medo de terminar a frase, talvez por não saber qual seria a reação dele.

–E..? -ele me perguntou abrindo um sorriso, por talvez já saber o que eu ia falar. Ri sentindo meu rosto ficar quente.

–Vai, apaga a luz logo e deita aqui.. -falei me jogando pra trás e tirando um travesseiro de trás de mim. Ele riu, colocando o prato com o copo na minha cabeceira e indo apagar a luz. Se jogou do meu lado.

–Vem carência, vem cá que eu cuido de você.. -falou abrindo os braços pra mim e fazendo voz de criancinha. Ri com a atitude.

–Carência não, posso muito bem dormir sozinha também.. -falei rindo, mas tentando me fazer de brava.

–A é ? -ele falou se fazendo de surpreso -Então tá, boa noite -falou ameaçando levantar e me joguei em cima dele.

–Nãão -falei rindo -Fica quieto aqui vai -disse deitando a cabeça no peito dele, que me abraçou. Respiramos fundo juntos, como em sincronia. Fechei meus olhos, me sentindo segura e tranquila.

–Boa noite, doida ! -e foi tudo o que ouvi... era assim que ele me chamava desde a primeira vez que nos falamos. Dormi.

Notas finais
E então..? espero que tenham gostado hehe e não esqueçam de me dizer, aceito comentários, favoritar, recomendações e por aí... até o próximo meus amores ;) {Capítulo dedicado à você meu amor, feliz 16 aninhos.. sinto sua falta} {Gui} {Ass.: sua eterna doida}
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.